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Contra usina nuclear, índios buscam até o papa

Por André Luis
Projeção da Eletronuclear, para a usina em Itacuruba, com seis reatores

A intenção de retomada do projeto nuclear, que prevê a instalação de seis reatores em um terreno de 500 hectares, reacendeu a polêmica que estava adormecida em Pernambuco desde 2010.

Folha PE

Quase uma década após os primeiros estudos, o governo federal pretende reativar o plano para construção de uma usina nuclear em Itacuruba, a 481 km do Recife, no sertão de Pernambuco. A área na beira do rio São Francisco localiza-se numa região cuja demarcação do território é requerida por comunidades indígenas e quilombolas.

A intenção de retomada do projeto nuclear, que prevê a instalação de seis reatores em um terreno de 500 hectares, reacendeu a polêmica que estava adormecida em Pernambuco desde 2010.

Além dos povos indígenas pankará e tuxá e da comunidade quilombola Poços dos Cavalos, parte significativa da Igreja Católica tem se posicionado contra o empreendimento no semiárido pernambucano, região mais pobre do estado, por temer algum tipo de acidente nuclear.

Itacuruba tem apenas 4.700 habitantes. Tinha o dobro até 1988, quando a população precisou ser retirada para realização de uma inundação programada pela Chesf (Companhia Hidrelétrica do São Francisco) e a consequente construção da barragem de Itaparica.

A cacique pankará Lucélia Cabral diz que o projeto, com previsão de geração de 6.000 empregos diretos quando estiver em pleno funcionamento, significa a morte para o povo indígena. Para ela, as 300 famílias pankará que vivem no território vão lutar com todas as forças contra a construção.

“É a morte para nós. É preciso lembrar que parte da nossa história e da nossa vivência está embaixo da água. Mais uma vez, somos jogados feito bola para aqui e acolá. É como se a gente não tivesse significado e importância”, afirma.

Lucélia ressalta que, apesar de o tamanho do terreno para instalação da usina nuclear ser de 500 hectares, existe uma área de segurança que é bem maior. “Compreende todo o território que estamos brigando para ser demarcado. Isso aqui pertence aos povos indígenas e quilombolas. Não aceitamos que nos matem assim”, afirma a cacique.

Distante apenas um quilômetro da fazenda que deve ser desapropriada até 2021 para instalação dos reatores, há uma vila de casas de taipa e sem energia onde vivem 78 famílias do povo Tuxá Campos.

“Imagine que um reator desse apresente qualquer tipo de defeito. Não sobra um peixe no rio, não sobra nada. Não podemos correr esse risco. Já tivemos exemplos de acidentes gravíssimos no mundo. O rio é a fonte de tudo”, diz a cacique tuxá Evani Campos.

Nas missas de domingo, na igreja Nossa Senhora do Ó, em Itacuruba, o padre Luciano Aguiar não deixa de tocar no assunto. “Eu sempre falo sobre o tema. Somos contra a usina porque acreditamos na defesa da vida. O povo indígena será deslocado. Alguns já vivem em estado de miséria.”

Em 13 de outubro, o religioso entregou pessoalmente uma carta ao papa Francisco após cerimônia de canonização de Irmã Dulce, no Vaticano. “Tive sorte. Consegui entregar a ele uma carta que fala dos problemas da instalação da usina aqui. Um assessor já entrou em contato conosco, e estamos esperando para falar com o papa”, relatou o padre.

O governo federal também precisa enfrentar um entrave legal para implantação dos reatores em Itacuruba. A Constituição de Pernambuco, em seu artigo 216, veta a instalação de usinas nucleares no estado “enquanto não se esgotar toda a capacidade de produzir energia hidrelétrica e oriunda de outras fontes”.

O deputado estadual Alberto Feitosa (Solidariedade), o maior defensor do projeto na Assembleia Legislativa, é autor de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para possibilitar a instalação do empreendimento.

“Estamos falando de US$ 30 bilhões de investimentos em dez anos e 6.000 empregos diretos. É transformador para o desenvolvimento social e econômico daquela região. As pessoas precisam ter mais informações. Com os dados em mãos, é difícil ser contra”, diz. Ele tem feito audiência públicas para debater o tema.

A PEC deve começar a tramitar no início do próximo ano.

No dia 11 de outubro, o presidente da Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães, e o senador Fernando Bezerra Coelho, líder do governo Bolsonaro no Senado, apresentaram detalhes do projeto ao governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB). Câmara nunca fez a defesa do empreendimento, mas se declarou aberto ao diálogo.

O Ministério Público Federal em Pernambuco instaurou procedimento preparatório para acompanhar a possibilidade de instalação da usina.

A Eletronuclear não quis se posicionar sobre a implantação dos reatores em Itacuruba. Informou que existe avaliação para a sejam construídas novas usinas nucleares.

Outras Notícias

No Agreste, Lyra participa de caminhada ao lado de Câmara

Neste domingo (21) o governador de Pernambuco, João Lyra, participou da caminhada do candidato ao Governo do Estado pela Frente Popular, o ex-secretário da Fazenda Paulo Câmara (PSB), em Brejo da Madre de Deus, no Agreste. O gestor, que não tem acompanhado tão de perto a campanha, já havia participado de ato político em Caruaru, […]

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Neste domingo (21) o governador de Pernambuco, João Lyra, participou da caminhada do candidato ao Governo do Estado pela Frente Popular, o ex-secretário da Fazenda Paulo Câmara (PSB), em Brejo da Madre de Deus, no Agreste. O gestor, que não tem acompanhado tão de perto a campanha, já havia participado de ato político em Caruaru, sua cidade natal.

Em Brejo da Madre de Deus, ele pediu engajamento na campanha de Paulo Câmara para a continuidade do “novo Pernambuco”. “E isso ocorrerá com a eleição de Paulo Câmara. Não podemos parar o avanço”, disse.

Lyra continuou: “Ele é um servidor público de carreira, que foi secretário dedicado e que tem todas as condições de fazer o Estado ainda mais forte, garantido uma melhoria também na qualidade de vida de todos”. O ato político contou ainda com a presença do candidato ao Senado da Frente Popular, Fernando Bezerra Coelho.

Bolsonaro diz que quer acabar com ‘festa’ de multas do Ibama

G1 O presidente eleito, Jair Bolsonaro(PSL), afirmou neste sábado (1º) que é defensor do meio ambiente, mas não vai mais admitir o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) “sair multando a torto e a direito”. Ele deu a declaração a jornalistas, após participar de solenidade de formatura de cadetes aspirantes a oficial do Exército na […]

G1

O presidente eleito, Jair Bolsonaro(PSL), afirmou neste sábado (1º) que é defensor do meio ambiente, mas não vai mais admitir o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) “sair multando a torto e a direito”.

Ele deu a declaração a jornalistas, após participar de solenidade de formatura de cadetes aspirantes a oficial do Exército na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), na cidade de Resende, no Rio de Janeiro.

Após o evento, Bolsonaro foi questionado sobre nome para o Ministério do Meio Ambiente. Ele afirmou que todos os nomes em análise “são bons” e que ainda não escolheu.

Ainda sobre o assunto, ele disse que não haverá mais brigas entre os Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente e que não vai mais admitir o Ibama “sair multando a torto e a direito”.

“Não haverá mais aquela briga do Ministério da Agricultura e o Meio Ambiente. Eu quero defender, sou defensor do meio ambiente, mas não dessa forma xiita como acontece, não”, disse.

Bolsonaro disse que já foi alvo de multa ambiental em 2012, no valor de R$ 10 mil, e que está na iminência de ser inscrito na dívida ativa.

Bolsonaro afirmou, ainda, que quer integrar o índio à sociedade. “Eu quero o bem estar do índio, eu quero integrar o índio à sociedade. O nosso projeto para o índio é fazê-lo igual a nós. Eles têm as mesmas necessidades de nós. Agora, não podemos admitir que, via Funai, o índio não possa ter o tratamento adequado. O índio quer médico, quer dentista, quer televisão, quer internet. Ele é igualzinho a nós”, disse.

O presidente eleito declarou que as políticas indigenistas e ambientais no país “não trabalham em prol do Brasil, mas em prol de “interesses extraterritório”.

“Podemos ter um Japão dentro do Brasil. Por que não temos? Porque há uma política completamente equivocada indigenista e ambiental. Temos tudo para ser uma grande nação. Mas, por causa de uma política tacanha e mesquinha, que é potencializada na questão ambiental e indigenista, continuamos aqui patinando na economia”, disse.

Nesta sexta-feira (30), após compromisso em Cachoeira Paulista (SP), Bolsonaro afirmou que manter índios em reservas demarcadas é tratá-los como animais em zoológicos.

Itapetim: Prefeitura comemora resultado da Festa de Santo Antônio

A tradicional Festa de Santo Antônio, realizada pelo Governo Municipal de Itapetim, através da Secretaria de Cultura, Secretaria de Educação e Escola Santo Antônio, foi um grande sucesso. O evento aconteceu na noite desta sexta-feira (9) e contou com celebração da Santa Missa pelo Padre Jorge Dias, apresentações culturais das escolas Santo Antônio que mostrou […]

A tradicional Festa de Santo Antônio, realizada pelo Governo Municipal de Itapetim, através da Secretaria de Cultura, Secretaria de Educação e Escola Santo Antônio, foi um grande sucesso.

O evento aconteceu na noite desta sexta-feira (9) e contou com celebração da Santa Missa pelo Padre Jorge Dias, apresentações culturais das escolas Santo Antônio que mostrou o “Arraiá da Inclusão”, EMAPS, Adealdo Equimedes e EREM Teresa Torres, além da apresentação do grupo de dança “Os Pajeuzitas” da Secretaria de Cultura.

Logo após, os cantores Igor Martins e Bedeu Quirino fizeram a alegria dos forrozeiros tocando muito forró para o público que lotou o local para comemorar mais uma festa do santo casamenteiro no Ventre Imortal da Poesia.

Estiveram participando do evento, o prefeito Adelmo Moura, vice-prefeito Chico de Laura, o secretário de Cultura Ailson Alves, a secretária de educação Luciana Paulino, a diretora da Escola Santo Antônio, Adriana Alves, demais secretários e diretores municipais, além dos vereadores Júnior de Diógenes, Lailton Brito, Antônia Batista, Jordânia Siqueira, Silvanio Lucena, e o vereador licenciado e secretário de Agricultura Júnio Moreira.

Situação da estrada Tabira-Água Branca ganha a TV

A CDL Tabira, em uma iniciativa de mobilização comunitária, convocou a população para participar de um protesto em busca de intervenção urgente do Governo do Estado para a precária situação da PE-304. Marcado para o próximo dia 15 de abril, o evento reunirá cidadãos e comerciantes locais em um ato de manifestação pacífica em frente […]

A CDL Tabira, em uma iniciativa de mobilização comunitária, convocou a população para participar de um protesto em busca de intervenção urgente do Governo do Estado para a precária situação da PE-304. Marcado para o próximo dia 15 de abril, o evento reunirá cidadãos e comerciantes locais em um ato de manifestação pacífica em frente ao Posto Nogueirão I, às 16h.

A PE-304, estrada que liga Tabira a Água Branca, na Paraíba, tem sido objeto de crescente preocupação devido às condições de calamidade em que se encontra. Buracos, falta de manutenção e sinalização precária têm gerado riscos à segurança dos usuários e prejuízos econômicos para os comerciantes locais.

Em sua convocação nas redes sociais, a CDL Tabira expressou a necessidade de respeito e reconhecimento pelo esforço diário dos comerciantes da cidade. O protesto visa dar voz ao setor comercial de Tabira, buscando uma resposta imediata das autoridades estaduais para a situação da estrada, vital para a economia local.

“Os comerciantes e a população pedem respeito! Venham todos participar de uma manifestação respeitosa em busca de resposta para a situação da PE 304. Convidamos toda a população a participar deste movimento pacífico”, afirmou a CDL Tabira em sua convocação.

Diante dos desafios enfrentados pelos moradores e empreendedores locais, a mobilização assume um caráter de urgência, representando um chamado coletivo para a solução dos problemas que afetam diretamente a comunidade de Tabira. A CDL Tabira enfatiza a importância da participação de todos na busca por um futuro melhor e mais seguro para a cidade e seus habitantes.

Esta manhã, a situação da via foi notícia no programa Balanço Geral, da TV Guararapes, afiliada da Record. Assista:

 

Zé Negão leva golpe digital de quase R$ 41 mil

Modus operandi requintado indica se tratar de quadrilha especializada Por André Luis Nesta quarta-feira (25), o ex-vereador José Edson Ferreira,  o Zé Negão, teve três contas bancárias invadidas e perdeu R$ 40,9 mil num golpe digital. O advogado e vereador de Afogados da Ingazeira, Edson Henrique, filho de Zé Negão, explicou, nesta quinta-feira (26), ao […]

Modus operandi requintado indica se tratar de quadrilha especializada

Por André Luis

Nesta quarta-feira (25), o ex-vereador José Edson Ferreira,  o Zé Negão, teve três contas bancárias invadidas e perdeu R$ 40,9 mil num golpe digital.

O advogado e vereador de Afogados da Ingazeira, Edson Henrique, filho de Zé Negão, explicou, nesta quinta-feira (26), ao programa A Tarde é Sua da Rádios Pajeú, o modus operandi usado pelos criminosos.

Ele disse que Zé Negão recebeu um SMS em seu celular informando sobre uma possível compra no valor R$ 4.000,00 em seu cartão de crédito e que caso ele não reconhece a compra deveria entrar em contato com a suposta central do cartão através de um número 0800.

“Ele ligou e falou com uma mulher que se disse atendente do Banco do Brasil, e atendia pelo nome de Júlia, Segundo ela, foi feita uma compra no valor R$ 4.000,00 nas Lojas Renner e pergunto se ele reconhecia a compra. Ele explicou que não fez nenhuma compra na loja citada e a suposta atendente foi lhe fazendo algumas perguntas e disse que precisava do número do CPF dele para cancelar a compra”.

Edson Henrique relatou que a noite, após a conversa com a atendente, Zé Negão tentou acessar os aplicativos do Banco do Brasil e do Bradesco para fazer algumas transações e não conseguiu. Neste momento, Zé já havia perdido o acesso aos dois aplicativos.

“Ele acessou o aplicativo da Caixa com o intuito de fazer o pagamento de contas como água, luz… Mas ao verificar o saldo da conta viu que havia sido feito um Pix no valor de R$ 22,1 mil”, relatou.

De imediato Zé Negão ligou para Edson Henrique e os dois foram juntos a 20ª Desec de Afogados da Ingazeira onde fizeram a abertura de Boletim de Ocorrência.

“Só informamos no boletim o valor extraviado da Caixa, pois foi o único que conseguimos ter acesso ainda na noite de ontem”, explicou.

Edson Henrique relatou ainda que nesta quinta-feira (26) se dirigiram a Caixa onde falaram com o gerente sobre o ocorrido e depois foram aos outros dois bancos.

No Bradesco, os golpistas fizeram dois Pix. Um, no valor de R$ 8.200,00 e outro de R$ 1.600,00. Já no Banco do Brasil o foi realizado um Pix de R$ 5 mil e um empréstimo no valor de R$ 4 mil.

Edson Henrique informou que Zé Negão já conseguiu recuperar os dois Pix realizados no Bradesco no total de R$ 9,8 mil. “O banco já identificou e confirmou a fraude”.

Ainda segundo Edson Henrique, Caixa e Banco do Brasil ainda estão analisando o ocorrido. “Assim que a fraude for comprovada nos dois bancos os valores também serão estornados”, explicou Edson que disse que caso a situação não se resolva administrativamente o caso será judicializado.

Chama a atenção o modus operandi do golpe, que pelo requinte e uso inclusive de um 0800 tudo indica se tratar de uma quadrilha especializada nesse tipo de crime. Com apenas o número do CPF de Zé Negão, os golpistas conseguiram descobrir em quais bancos ele tinha conta aberta, acessaram e trocaram as chaves dos aplicativos e fizeram toda a movimentação.

Edson Henrique informou que a inteligência da Polícia está trabalhando no caso para tentar chegar aos golpistas. Ainda segundo informações de Edson, uma pessoa em São José do Egito também sofreu o mesmo golpe.