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Conselho Deliberativo da Sudene aprova financiamento do FNE para retrofit nos centros urbanos

Por André Luis

Decisão foi tomada em reunião realizada nesta quinta-feira (13)

A 33ª Reunião do Conselho Deliberativo (Condel) da Sudene, realizada hoje (13), aprovou a possibilidade de o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) ser acessado para atividades voltadas a retrofit (processo que visa revitalizar construções antigas) com fins residenciais, inclusive coliving (forma de habitação compartilhada). 

A ideia é revitalizar centros históricos e urbanos da área de atuação da Autarquia, proporcionando melhorias a esses espaços e incentivando a ocupação dos imóveis, por meio de projetos de interesse público. A proposta levada e acatada pelo colegiado é fruto do diálogo que a Sudene vem mantendo com lideranças políticas e empresariais da região. 

Neste caso específico, está sendo atendida uma demanda do setor da construção civil. Os repasses de recursos do FNE para o comércio dessas áreas já está previsto e continua em vigor.

A ideia, segundo o superintendente da Sudene, Danilo Cabral, é garantir que as pessoas voltem a habitar e se apropriem dos espaços urbanos e dos centros históricos. O gestor destacou a importância desse apoio do FNE, pois “o déficit que nós temos no país hoje é superior a seis milhões de habitações”. Ele ressaltou, também, que “há um consenso geral entre urbanistas de que essas áreas têm infraestrutura, serviço, saneamento, transporte público, comércio, lazer, mas falta uma moradia atrativa que atraia as pessoas para esses espaços”.

Também sobre o FNE, o Conselho da Sudene pôs fim às restrições relacionadas à recuperação de capitais investidos ou pagamento de dívidas efetivadas para ampliar o rol de modalidades contratuais de projetos de infraestrutura sob concessão, permissão ou autorização de bens e serviços públicos. Atualmente, a permissão é apenas para a modalidade contratual de leilão.

O colegiado deliberou, ainda, sobre duas alterações referentes ao Fundo Constitucional, entre elas a que trata da programação de financiamento deste ano no âmbito do FNE Verde – Programa de Financiamento à Sustentabilidade Ambiental. O Conselho aprovou incluir como finalidade do programa o financiamento para investimento em empreendimentos de geração centralizada voltados à locação e arrendamento, abrangendo os empreendimentos relacionados a sistemas de micro e minigeração distribuída de energia.

Danilo Cabral abordou o investimento feito em energia nos últimos dez anos na área de atuação da Sudene, equivalente a R$ 130 bilhões, com recursos da Autarquia, Banco do Nordeste e BNDES, ressaltando que é preciso ampliar as oportunidades geradas pela transição energética que a região vem protagonizado “para os pequenos, a exemplo das cooperativas e associações”. Essa preocupação foi compartilhada também pelos representantes do Banco do Nordeste.

Ainda em relação ao FNE, foi aprovada a criação de Grupo de Trabalho para elaboração de proposta que altera a programação do Fundo Constitucional para este ano, no que diz respeito aos repasses de recursos para programas de financiamento de microcrédito produtivo orientado urbano e rural (PNMPO) por meio de entidades autorizadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O grupo é formado pelo MIDR, Sudene, Banco do Nordeste e representantes dos demais conselheiros interessados em participar. 

Na reunião também foi aprovada a proposta de atualização do regulamento dos incentivos fiscais administrados pela Sudene para atender, entre outras coisas, a necessidade de adequação ou modernização de alguns aspectos operacionais das normas que regem os incentivos. 

Houve pedido de vista conjunto, por parte da CNI, da CNA e da CNC, em relação à proposta que destina 30% da cota anual do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) que cabe ao setor de infraestrutura, com o objetivo de apoiar projetos definidos como prioritários pelos estados e municípios da área de abrangência da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, com repasse de verbas viabilizados por meio de Parcerias Público Privadas (PPPs) e concessões. O tema deve voltar à pauta da próxima reunião do Condel.

No início da reunião, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, agradeceu o apoio dos nordestinos ao estado do Rio Grande do Sul, atingido recentemente por inundações. Ele falou da necessidade de reforçar o debate sobre as mudanças climáticas e citou que o Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDC) tem lançamento previsto para julho deste ano e vai trazer diretrizes e estratégias para gerenciamento de riscos integrado e coordenado entre União, estados e municípios.

Estavam presentes a 33ª Reunião do Conselho Deliberativo da Sudene os governadores João Azevêdo (PB), Elmano de Freitas (CE) e Renato Casagrande (ES); os vice-governadores Priscila Krause (PE), Ronaldo Lessa (AL), Themístocles Filho (PI) e Zezinho Sobral (SE). Também participaram os conselheiros Júlio Pinheiro (ABM), Joacy Alves (CNM), José Vieira (CNA), Adauto Marques (CNI), Alexandre Fiorot (CNC), Marcones Marinho (CNTI),  ngela Maria de Sousa e Silva (Contag) e José Nascimento Coelho (CNTC). Os governos da Bahia, do Rio Grande Norte, do Maranhão e Minas Gerais foram representados por secretários estaduais.

Outras Notícias

Governo de Pernambuco solicita empréstimo de R$ 1,9 bilhão, mas Alepe adia votação

O Governo de Pernambuco encaminhou à Assembleia Legislativa (Alepe) um projeto de lei que autoriza a contratação de empréstimos de até R$ 1,9 bilhão junto a instituições financeiras nacionais. A proposta, apresentada em regime de urgência, teve a votação adiada nessa terça-feira (27), após pedido do deputado Diogo Moraes (PSB), relator da matéria. O valor […]

O Governo de Pernambuco encaminhou à Assembleia Legislativa (Alepe) um projeto de lei que autoriza a contratação de empréstimos de até R$ 1,9 bilhão junto a instituições financeiras nacionais. A proposta, apresentada em regime de urgência, teve a votação adiada nessa terça-feira (27), após pedido do deputado Diogo Moraes (PSB), relator da matéria.

O valor solicitado considera a capacidade de endividamento prevista para o exercício de 2027. A intenção do Executivo estadual é ampliar os recursos disponíveis para investimentos, mediante operações de crédito com condições consideradas favoráveis pelo governo.

De acordo com o projeto, os valores obtidos deverão ser destinados exclusivamente a despesas de capital, como investimentos em obras e infraestrutura. A aplicação dos recursos ficará sob coordenação da Secretaria de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional, observando o Plano Plurianual (PPA) e os orçamentos estaduais.

A proposta prevê duas possibilidades de contratação. Na primeira, o empréstimo poderá contar com garantia da União, mediante a apresentação de contragarantias pelo Estado.

Na segunda modalidade, sem garantia federal, Pernambuco poderá oferecer receitas relacionadas ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e ao Fundo de Participação dos Estados (FPE) como garantias para a operação.

O projeto também estabelece que a contratação deverá observar as exigências da Secretaria do Tesouro Nacional.

Votação adiada

Apesar da solicitação de urgência, a análise da proposta foi adiada na Comissão de Constituição, Legislação e Justiça da Alepe.

O deputado Diogo Moraes pediu mais tempo para examinar o conteúdo do projeto e justificou a decisão pelo volume de recursos envolvidos.

“O projeto é de quase R$ 2 bilhões. Nós precisamos ter mais tempo para analisar esse projeto”, afirmou o parlamentar.

A matéria estava prevista para votação em dois turnos no plenário da Assembleia Legislativa, mas permanece em tramitação após o adiamento na comissão.

Ainda não há autorização legislativa para a contratação do empréstimo. O projeto deverá retornar à análise dos deputados antes de seguir para as demais etapas de votação.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Roberto Soares/Alepe

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Plano secreto: fuga de Flávio Bolsonaro foi planejada semanas antes da derrota para Lula

A saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil com destino aos Estados Unidos já vinha sendo planejada semanas antes de sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. A estratégia teria sido organizada por integrantes da família e aliados do parlamentar para ser executada caso ele não […]

A saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil com destino aos Estados Unidos já vinha sendo planejada semanas antes de sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. A estratégia teria sido organizada por integrantes da família e aliados do parlamentar para ser executada caso ele não conseguisse vencer a disputa.

O planejamento começou ainda durante a campanha eleitoral, quando Flávio e pessoas próximas passaram a considerar a possibilidade de deixar o país em caso de derrota. A alternativa, entretanto, perdeu força depois do primeiro turno, quando o candidato do PL terminou à frente de Lula e seus aliados passaram a demonstrar confiança na vitória.

O principal responsável pela articulação teria sido Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, que vive nos Estados Unidos desde o ano passado. Ele teria atuado em conjunto com Paulo Figueiredo, ex-apresentador da Jovem Pan, para estabelecer contatos com integrantes do governo de Donald Trump.

As conversas tinham como objetivo viabilizar a entrada e a permanência de Flávio em território americano caso o resultado das eleições fosse desfavorável ao candidato do PL.

A estratégia também envolvia a intenção de apresentar uma eventual derrota como resultado de uma suposta fraude eleitoral. Não foram apresentadas provas de irregularidades capazes de comprometer a validade da eleição.

Após a confirmação da vitória de Lula, Donald Trump passou a questionar publicamente o processo eleitoral brasileiro, também sem apresentar evidências de fraude.

Rota inicialmente planejada

Outra informação revelada sobre os preparativos envolve o trajeto que seria utilizado para deixar o Brasil. De acordo com relatos de aliados e familiares, a rota inicialmente considerada passaria pela Venezuela.

O percurso efetivamente divulgado, entretanto, foi diferente. Na noite de terça-feira (27), Flávio atravessou a fronteira com a Argentina acompanhado da esposa e das duas filhas.

A passagem da família pelo território argentino foi confirmada pelas autoridades migratórias do país. Depois, o grupo embarcou em uma aeronave particular com destino ao Equador, de onde seguiu viagem em direção a Miami, nos Estados Unidos.

Ao longo de terça-feira, aliados do senador divulgaram informações divergentes sobre seu paradeiro. Enquanto alguns negavam a saída do Brasil, outros afirmavam que ele já havia chegado aos Estados Unidos.

O Departamento de Estado americano confirmou a concessão de vistos para Flávio e seus familiares permanecerem no país.

Antes de deixar o Brasil, o senador havia afirmado publicamente que não pretendia viajar e que cumpriria a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar seus passaportes à Polícia Federal.

Os documentos não foram apresentados no prazo estabelecido e acabaram cancelados nos sistemas da corporação.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Charles Vieira/Divulgação

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Raquel Lyra assina acordo na Espanha para gestão de 17 espaços culturais de Pernambuco

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), assinou nesta quarta-feira (28), em Madri, na Espanha, um acordo de cooperação técnica com a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI). A parceria prevê ações para aprimorar a administração de 17 equipamentos culturais sob responsabilidade do Governo do Estado, incluindo museus, teatros, cinemas e centros culturais. O documento, denominado […]

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), assinou nesta quarta-feira (28), em Madri, na Espanha, um acordo de cooperação técnica com a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI). A parceria prevê ações para aprimorar a administração de 17 equipamentos culturais sob responsabilidade do Governo do Estado, incluindo museus, teatros, cinemas e centros culturais.

O documento, denominado Memorando de Entendimento, tem vigência inicial de três anos e estabelece a possibilidade de desenvolver novos modelos de gestão, capacitar profissionais e promover o intercâmbio de experiências com instituições culturais de outros países.

Entre os objetivos apresentados estão a adoção de indicadores de desempenho, a avaliação de modelos de gestão compartilhada e a busca por alternativas para a sustentabilidade financeira dos espaços culturais pernambucanos.

O acordo prevê a criação de um grupo de trabalho nos próximos 30 dias, responsável por elaborar os planos de atuação conjunta e definir as ações que poderão ser implementadas.

Uma das propostas em avaliação é a instalação de um laboratório da escola digital Co.liga no antigo Liceu de Artes e Ofícios, no Recife, em parceria com a Fundação Roberto Marinho.

Também está prevista a possibilidade de concessão de bolsas de formação para gestores culturais pernambucanos em um programa vinculado à Universidade Complutense de Madri, além da participação em redes internacionais de cooperação cultural.

Durante a agenda, Raquel Lyra destacou a importância da preservação das manifestações culturais do estado.

“Somos um povo que carrega tradições, saberes, ritmos e manifestações artísticas que atravessam gerações e que fazem parte não apenas da nossa história, mas também daquilo que queremos construir para o futuro”, afirmou a governadora.

O Governo de Pernambuco também apresentou informações sobre investimentos realizados na recuperação de imóveis históricos e equipamentos culturais. Segundo a gestão estadual, mais de R$ 200 milhões foram aplicados desde 2023 em mais de 20 obras de restauração.

Entre os espaços contemplados estão o Cinema São Luiz, no Recife, o Museu de Arte Contemporânea, em Olinda, e o Cine Theatro Guarany, em Triunfo, no Sertão do Pajeú.

A agenda contou com a participação de integrantes do secretariado estadual e representantes da OEI. Durante a viagem internacional de Raquel Lyra, a vice-governadora Priscila Krause (PSD) permanece no exercício interino do Governo de Pernambuco.

Fonte: Dantas Barreto
Foto: Reprodução

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Classificados: Vende-se propriedade rural de 74 hectares no Sítio Umburaninha, em Afogados da Ingazeira

Está à venda uma propriedade rural com 74 hectares, localizada no Sítio Umburaninha, a 13 quilômetros de Afogados da Ingazeira, sendo 10 quilômetros de estrada asfaltada e 3 quilômetros de estrada de terra. O imóvel conta com casa ampla, cinco armazéns, curral, poço, cacimbão, açude e barreiros, além de boa disponibilidade de água, diversas árvores […]

Está à venda uma propriedade rural com 74 hectares, localizada no Sítio Umburaninha, a 13 quilômetros de Afogados da Ingazeira, sendo 10 quilômetros de estrada asfaltada e 3 quilômetros de estrada de terra.

O imóvel conta com casa ampla, cinco armazéns, curral, poço, cacimbão, açude e barreiros, além de boa disponibilidade de água, diversas árvores frutíferas, áreas de pastagem e energia elétrica.

A propriedade é totalmente cercada e dispõe de estrutura para atividades rurais.

Os interessados podem obter mais informações pelo telefone ou WhatsApp: (87) 99637-4569.

Até a fuga de Flávio Bolsonaro foi uma grande mentira, como toda a sua vida

Em meu comentário para a rádio Itapuama desta quarta-feira (28), analiso a ida do senador Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos. Na minha avaliação, até mesmo sua saída do Brasil foi marcada por mentiras e estratégias de desinformação. A chegada de Flávio a Miami aconteceu depois de seus aliados criarem uma cortina de fumaça, afirmando […]

Em meu comentário para a rádio Itapuama desta quarta-feira (28), analiso a ida do senador Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos. Na minha avaliação, até mesmo sua saída do Brasil foi marcada por mentiras e estratégias de desinformação.

A chegada de Flávio a Miami aconteceu depois de seus aliados criarem uma cortina de fumaça, afirmando que ele já estaria nos Estados Unidos um dia antes. Estamos falando de um parlamentar que responde a graves acusações no Brasil, envolvendo lavagem de dinheiro, esquemas de rachadinha e ligações com o caso “Dark Horse”, e que deixou o país após perder o foro privilegiado e a validade de seu passaporte.

Flávio Bolsonaro havia afirmado que responderia à Justiça brasileira e que jamais deixaria o país. Mas acabou seguindo por Foz do Iguaçu, atravessando a fronteira com a Argentina e chegando aos Estados Unidos.

O que chama minha atenção é como essa trajetória contraria suas próprias declarações públicas. Desde a negação de vínculos com investigados, passando pelo esquema de rachadinha, até o compromisso de respeitar os resultados eleitorais e permanecer no Brasil, suas atitudes caminham em sentido contrário ao que afirmou.

Também considero que a direita brasileira precisa rever seus conceitos e se desvincular do bolsonarismo se quiser construir uma alternativa política legítima, sem ligação com práticas ilegais e esquemas de enriquecimento ilícito.

Clique no link e acompanhe meu comentário completo.