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Coluna do Domingão

Por Nill Júnior

Carla Zambelli, puro suco do bolsonarismo

Hoje, Bolsonaro diz não querer vê-la pintada de ouro. Assim, como Trump e Musk, uma das características do bolsonarismo é desconfiar da própria sombra, numa atitude esquizofrênica, e abandonar aliados. O ex-presidente à culpa de, ao tentar atirar em um jornalista negro a poucas horas do pleito de 2022, assustar parte da população e, com isso, ajudar a eleger Lula. Mas, queira ou não Bolsonaro, Zambelli é a cara do bolsonarismo.

Natural de Ribeirão Preto, filiada ao Partido Liberal (PL), foi uma das fundadoras do movimento Nas Ruas, que em 2018 não combatia a corrupção. Queria na verdade tirar o PT do poder e impor pautas conservadoras no país. Há registros de que teria integrado o grupo feminista Femen, no início dos anos 2010, e depois ter se atrelado ao movimento ultraconservador e de extrema-direita no Brasil.

Nas eleições de 2018, elegeu-se deputada federal por São Paulo, pelo Partido Social Liberal (PSL), no ano de ascensão de Bolsonaro ao poder. Em 13 de dezembro de 2024, o TRE-SP formou maioria para cassar e declarar Zambelli inelegível, devido a desinformação eleitoral no contexto da eleição de 2022. Com placar de 4 a 0, o julgamento foi suspenso devido a um pedido de vista. Independente do resultado no TRE, cabe recurso ao TSE, e os eventuais efeitos da decisão só passam a ser válidos após o esgotamento dos recursos. A ação de investigação judicial eleitoral foi movida pela deputada federal Sâmia Bomfim. Se condenada ao final, Zambelli perde o mandato e fica inelegível por oito anos, contados a partir do ano do pleito de 2022.

Dissimulada, Zambelli espalhou postagens com ataques a ministros do STF e ao sistema eleitoral, incluindo a falsa alegação de que urnas teriam sido manipuladas em Itapeva, São Paulo. A condenação foi do TRE de São Paulo. Pra fazer média com o Bolsonarismo, não parou por aí com mentiras. Em 2018, a associação Brasil nas Ruas, presidida por Zambelli, foi processada por danos morais ao publicar Fake News insinuando que o Deputado Jean Wyllys cometia crime de pedofilia. Após ser condenada a pagar R$ 40 mil reais, a deputada recém-eleita afirmou que o valor seria pago com vaquinha junto a seus eleitores, pois ela já tinha destino para seu novo salário de deputada.

Na pandemia, continuou mentindo. Em entrevista a José Luiz Datena, na Rádio Bandeirantes, a deputada federal sugeriu que o estado do Ceará estaria inflando o número de mortos por COVID-19. “No Ceará, tem caixão sendo enterrado vazio, tem uma foto de uma moça carregando caixão com os dedinhos”. Em outro episódio, Zambelli anunciou publicamente estar com COVID-19 e que faria uso da hidroxicloroquina, medicamento sem eficácia cientificamente comprovada para tratar a doença. Dois dias depois, ela escreveu na rede social Facebook que estava “sem conseguir dormir com dor no corpo” e pedia orações. A deputada deixou um comentário na mesma postagem desejando “força e muita força!” a si mesma, para concluir com o autoelogio “você é nossa representante”. Posteriormente, Zambelli responsabilizou uma assessora pelo comentário deixado para si mesma, depois de ser motivo para gozação. Não parou por aí. A deputada foi internada no hospital particular DF Star, em Brasília, para supostamente se tratar de COVID-19. Dois dias depois, ela postou no Twitter uma imagem em que afirmava estar curada da COVID-19 e ter se tratado com cloroquina. O hospital divulgou uma nota para esclarecer que a parlamentar jamais havia sido infectada pela doença.

Em julho de 2023, o hacker Walter Delgatti Neto foi preso por uma operação da Polícia Federal que investiga a tentativa de invasão nos sistemas do Judiciário. Durante a investigação, ele revelou o envolvimento de Zambelli no hackeamento para inserção de documentos falsos no CNJ, incluindo uma falsa ordem de prisão de Alexandre de Moraes, ministro do STF. O envolvimento dos dois teria incluído até um pagamento de R$40 mil e uma conversa com Jair Bolsonaro a respeito de urnas eletrônicas. Foi daí que nasceu a condenação de Zambelli.

Não é novidade, Carla é investigada por sua participação na tentativa de golpe de Estado que teria como ápice o 8 de janeiro. Zambelli é apontada como tendo pressionado o então comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior, para apoiar à tentativa de golpe de Estado em 2022 e não deixar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “na mão”.

Apesar de todo esse histórico, Zambelli se diz vítima, perseguida política, quer acionar organizações de direitos humanos(!), a ONU, as mesmas entidades que ela sempre rechaçou e criticou. Com intelecto limitado, a exemplo do seu ex-guru político, deixou rastros do seu ataque sistemático às instituições. Zambelli, como tantos outros nomes, já seriam julgados pela história, considerando o grande mal que fizeram ao país. Antes, prestará contas à justiça. E que assim seja…

O preço do show

O levantamento do TCE sobre os gastos com eventos festivos de 2022 até agora consegue apresentar um ranking da região do Pajeú, mais os municípios de Arcoverde, Sertânia e Custódia, no Moxotó.

O apanhado dos vinte municípios é liderado por Serra (R$ 26,5 milhões), seguida de Arcoverde (R$ 20,3 milhões) e Custódia (R$ 14,4 milhões). O trio que lidera tem população maior dos dois primeiros municípios (92 mil e 82 mil habitantes) e assim, repasse de recursos maior. No caso do terceiro, com 39 mil habitantes, mostra o viés festeiro do ciclo Manuca.

Na sequência Flores (R$ 10 milhões), Afogados da Ingazeira (R$ 9,3 milhões), Sertânia (R$ 8,9 milhões), Tabira (R$ 7,1 milhões), Triunfo (R$ 7 milhões), Quixaba (R$ 5,7 milhões), Itapetim (R$ 5,5 milhões), Santa Terezinha (R$ 4,9 milhões), Carnaíba (R$ 4,8 milhões), Solidão e Ingazeira (R$ 4,6 milhões, cada um), Brejinho e Iguaracy (R$ 4,5 milhões, cada um), São José do Egito (R$ 3 milhões), Tuparetama (R$ 2,9 milhões), Santa Cruz da Baixa Verde (R$ 2,8 milhões) e Calumbi, com R$ 2,5 milhões.

Os artistas que mais receberam cachês nesse recorte de 20 municípios foram Tarcísio do Acordeon (R$ 3,2 milhões), Iguinho e Lulinha (R$ 2,9 milhões), Xand Avião (R$ 2,4 milhões), Henry Freitas (R$ 2,3 milhões), Raphaela Santos (R$ 1 milhão, 770 mil), Limão com Mel (R$ 1 milhão, 760 mil),  João Gomes (R$ 1,7 milhão), Mari Fernandez e Priscila Senna (R$ 1,5 milhão) e Calcinha Preta, com R$ 1 milhão, 470 mil.

Flávio, Raquel e o PT

O Deputado Federal Carlos Veras deixou claro que Flávio Marques tem o direito de defender o nome de Raquel Lyra e sua reeleição. Mas isso, no debate interno do PT estadual. “Marques terá oportunidade de defender internamente sua posição e deve seguir ao final a deliberação da maioria do PT, seja ela qual for”, afirmou o parlamentar. Para constar, depois que Márcia Conrado passou a sinalizar alinhamento com o PT, que deve seguir João Campos, a governadora está certamente buscando um “substituto de luxo” para usar como exemplo na defesa do seu palanque amplo em 2026.

Dinca defende Nicinha 

O ex-prefeito Dinca Brandino defendeu a esposa e ex-prefeita Nicinha Melo pela condenação de abuso de poder econômico e político, divulgada essa semana. Primeiro,  disse que a gestão de Nicinha foi a melhor já vista em Tabira, no Pajeú, em Pernambuco e no Brasil. “Disputou a eleição porque foi convocada pelos múnicepis (munícipes), mas não que ela quisesse ser a qualquer custo. Quando ele começou a explicar os mais de 65 contratos, acabou o recorte do Instagram.

Conta que não bate

Independente do debate gerado pelo suplente André Paulo,  que garante haver legitimidade para que a cidade tenha treze vereadores, é inconcebível que Arcoverde só tenha dez legisladores, único caso com número par que se tem conhecimento no país. Pela população,  poderia ter até 17, com o mesmo duodécimo de R$ 920 mil mensais.

Estrela

O prefeito de Belo Jardim, Gilvandro Estrela, voltou a ser notícia ao não cumprimentar o prefeito João Campos em evento do grupo Moura. No mesmo encontro, elogiou Raquel Lyra e disse que Geraldo Alckmin era o “padrinho” e “essência número um da política brasileira”. Estrela, entretanto, é duro crítico de Lula, a ponto de ser rejeitado por colegas prefeitos lulistas.

Recontando

Em São José do Egito, caso a justiça aceite a denúncia de Neném Palito contra a chapa do União Brasil, tem gente ansiosa pelo medo de sair ou expectativa de entrar. Se cair a votação,  saem Patrícia de Bacana, Tadeu do Hospital e Luiz de Raimundo. E a recontagem pode dar mandatos além de Neném, a Jota Ferreira (Podemos) e Luiza Baixinha (PSB), a depender da nova conta do quociente.

Lançamento

O jornalista e escritor Magno Martins lança amanhã sua mais nova obra, “Os Leões do Norte”, publicada pela Editora EuEscrevo. O lançamento será a partir das 18h, no Boteco Porto Ferreiro, localizado na Av. Rui Barbosa, 458, nas Graças. O livro reúne 22 minibiografias de ex-governadores de Pernambuco, que exerceram mandatos entre 1930 e 2023.

Encruzilhada

A nova pesquisa Quaest, divulgada na última semana, mostra como dado mais impressionante que 66% dos brasileiros são contra a candidatura do presidente Lula (PT) à reeleição em 2026, enquanto 65% dizem que Bolsonaro (PL) também deveria abrir mão de concorrer e apoiar outro candidato. Só 32% apoiam candidatura de Lula à reeleição, e 26%,a de Bolsonaro. O Brasil chegou a uma encruzilhada sobre seu futuro.

Frase da semana:

“Eu fico pasmo com o silêncio do mundo”

Do presidente Lula em Paris, sobre o massacre de palestinos em Gaza pelo governo de Benjamin Netanyahu.

Outras Notícias

Idealizador da Lei da Ficha Limpa declara voto em Lula no segundo turno: “Convicção democrática”

O advogado e ex-juiz eleitoral Márlon Reis, um dos idealizadores da Lei da Ficha Limpa, declarou nesta quinta-feira (22) apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. Em manifestação nas redes sociais, o jurista justificou sua posição pela defesa da democracia, da Constituição Federal e do que classificou […]

O advogado e ex-juiz eleitoral Márlon Reis, um dos idealizadores da Lei da Ficha Limpa, declarou nesta quinta-feira (22) apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. Em manifestação nas redes sociais, o jurista justificou sua posição pela defesa da democracia, da Constituição Federal e do que classificou como compromisso com a verdade jurídica.

“Declaro meu apoio a Lula. Faço isso por convicção democrática, respeito à Constituição e compromisso com a verdade jurídica”, escreveu.

Na mesma publicação, Reis fez críticas ao candidato Flávio Bolsonaro (PL), afirmando que, em sua avaliação, o senador não demonstra compromisso com as necessidades da população que mais depende da atuação do Estado e das políticas sociais.

Márlon Reis é conhecido por sua participação na elaboração da Lei da Ficha Limpa, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada em 2010. A legislação surgiu de uma iniciativa popular organizada pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e estabeleceu novas hipóteses de inelegibilidade para candidatos a cargos públicos.

O advogado também atuou como juiz eleitoral e participou de iniciativas voltadas ao combate à corrupção nas eleições e à fiscalização da conduta de agentes públicos.

Esta não é a primeira vez que o jurista manifesta apoio a Lula. No segundo turno das eleições de 2022, quando o petista disputou a Presidência contra Jair Bolsonaro (PL), Reis também declarou voto no candidato do PT, mencionando a defesa da democracia e o combate à discriminação.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Datafolha: Em votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, ambos têm 50%

A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22) aponta empate numérico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo segundo turno das eleições presidenciais. Os dois candidatos registram 50% dos votos válidos, a três dias da votação, marcada para domingo (25). O resultado mostra uma redução […]

A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22) aponta empate numérico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo segundo turno das eleições presidenciais. Os dois candidatos registram 50% dos votos válidos, a três dias da votação, marcada para domingo (25).

O resultado mostra uma redução da diferença registrada no levantamento anterior, divulgado em 15 de outubro. Na ocasião, Flávio aparecia com 51% dos votos válidos, enquanto Lula tinha 49%, uma distância de dois pontos percentuais.

Com os novos números, Flávio oscilou um ponto percentual para baixo e Lula, um ponto para cima. As variações estão dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

A comparação com as três pesquisas realizadas pelo instituto após o primeiro turno mostra uma aproximação numérica entre os candidatos.

Em 8 de outubro, Flávio tinha 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula. Uma semana depois, em 15 de outubro, a diferença caiu para 51% a 49%. Agora, ambos aparecem com 50%.

Os votos válidos desconsideram as respostas dos entrevistados que pretendem votar em branco ou nulo e daqueles que ainda não decidiram. Esse é o critério utilizado pela Justiça Eleitoral para determinar o resultado de uma eleição, embora os números das pesquisas não representem o resultado efetivo das urnas.

No cenário que considera todos os entrevistados, Flávio registra 47% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 46%. A diferença de um ponto percentual também configura empate técnico.

A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 22 de outubro, com 2.520 entrevistas presenciais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi contratado pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09709/2026.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Datafolha: Flávio marca 47%, e Lula tem 46%; distância diminui a três dias da eleição

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 47% das intenções de voto no segundo turno presidencial, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 46%. A diferença entre os candidatos caiu para um ponto percentual, dentro da margem de erro de dois pontos, configurando empate técnico. […]

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 47% das intenções de voto no segundo turno presidencial, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 46%. A diferença entre os candidatos caiu para um ponto percentual, dentro da margem de erro de dois pontos, configurando empate técnico.

Na comparação com o levantamento anterior, divulgado em 15 de outubro, Flávio manteve os 47%, enquanto Lula oscilou de 45% para 46%. Com isso, a distância entre os candidatos passou de dois para um ponto percentual.

A aproximação também aparece na comparação com a primeira pesquisa realizada pelo Datafolha após o primeiro turno, divulgada em 8 de outubro. Na ocasião, Flávio registrava 49% das intenções de voto, contra 45% de Lula, uma diferença de quatro pontos percentuais.

Nas três rodadas, o candidato do PL passou de 49% para 47% e manteve esse percentual no levantamento mais recente. Já o presidente registrou 45% nas duas primeiras pesquisas e chegou agora a 46%.

As oscilações observadas estão dentro da margem de erro, não permitindo afirmar que houve uma mudança estatisticamente significativa nas preferências do eleitorado.

Os percentuais representam as intenções de voto totais, que consideram todos os entrevistados, incluindo aqueles que pretendem votar em branco ou nulo e os que ainda não decidiram em quem votar.

No cenário de votos válidos, que exclui essas respostas, o Datafolha registra empate numérico: Lula e Flávio aparecem com 50% cada. Na pesquisa anterior, Flávio tinha 51% e Lula, 49%.

O novo levantamento foi realizado após acontecimentos relevantes da campanha, como o avanço da proposta de fim da escala de trabalho 6×1 e o primeiro debate entre os candidatos no segundo turno, promovido pela Band no domingo (18).

A disputa também passou a concentrar discussões sobre o futuro do Bolsa Família, com questionamentos apresentados pela campanha petista sobre as propostas econômicas do adversário. Flávio nega que pretenda encerrar o programa.

O Datafolha entrevistou presencialmente 2.520 eleitores entre os dias 20 e 22 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09709/2026.

O segundo turno da eleição presidencial será realizado neste domingo (25).

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Irmã de Carla Zambelli declara voto em Lula: “Eu sou uma Zambelli que vota 13”.

A advogada e professora universitária Paula Zambelli Salgado Brasil, irmã da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL), declarou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25). Em vídeo publicado nas redes sociais, ela explicou que decidiu tornar pública sua posição política, apesar das divergências com […]

A advogada e professora universitária Paula Zambelli Salgado Brasil, irmã da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL), declarou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25). Em vídeo publicado nas redes sociais, ela explicou que decidiu tornar pública sua posição política, apesar das divergências com integrantes da própria família.

Paula afirmou que vinha evitando manifestações públicas sobre política desde 2020, quando passou a ser procurada por jornalistas em razão da projeção nacional de Carla Zambelli. Segundo ela, o silêncio deixou de ser uma alternativa diante do atual cenário eleitoral.

“Eu sei que esse silêncio tem um preço, e eu hoje não estou mais disposta a pagar”, declarou.

A professora explicou que aguardou o encerramento do primeiro turno para se posicionar, com a intenção de evitar possíveis prejuízos aos familiares. Ela também ressaltou que as divergências políticas não alteram seus sentimentos pela irmã, pela mãe e pelo irmão Bruno Zambelli (PL), deputado estadual de São Paulo.

“Eu tenho uma grande admiração pelas pessoas que eles são, mas eu penso diferente deles”, afirmou.

Paula também comentou a decisão de manter o sobrenome Brasil após seu divórcio, ocorrido há cerca de dez anos. Segundo ela, enquanto Carla passou a utilizar publicamente o sobrenome Zambelli em sua trajetória política, preferiu dar maior destaque ao sobrenome Brasil.

Ao justificar sua escolha eleitoral, a advogada mencionou preocupações com a liberdade de expressão, o respeito às diferenças e a convivência democrática.

“Quando a gente tem medo de falar o que a gente pensa, quando a gente corre risco por existir, por ser diferente, é preciso que as pessoas se pronunciem”, disse.

A manifestação ocorre em um contexto de posições políticas distintas dentro da família Zambelli. Carla é ligada ao bolsonarismo, enquanto Paula declarou apoio a Lula na disputa contra Flávio Bolsonaro (PL).

Em 2025, Paula já havia criticado publicamente o PL pelo que considerou falta de apoio à irmã diante dos processos judiciais enfrentados por Carla. Na ocasião, questionou a assistência jurídica e financeira oferecida pelo partido.

A declaração ocorre a três dias do segundo turno presidencial, que será disputado por Lula e Flávio Bolsonaro (PL).

Apesar das diferenças, a advogada reiterou que mantém os laços familiares e que sua decisão de voto não representa um rompimento pessoal com os parentes.

Fonte: Correio Braziliense
Imagem: Reprodução/Redes sociais

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Datafolha: aprovação de Lula sobe para 49%, enquanto desaprovação recua

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22) mostra que 49% dos brasileiros aprovam o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 48% desaprovam. Outros 2% não souberam responder. Os resultados configuram empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento registra uma inversão numérica em relação à pesquisa anterior, […]

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22) mostra que 49% dos brasileiros aprovam o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 48% desaprovam. Outros 2% não souberam responder. Os resultados configuram empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.

O levantamento registra uma inversão numérica em relação à pesquisa anterior, divulgada em 15 de outubro. Na ocasião, 50% dos entrevistados desaprovavam o presidente, enquanto 48% aprovavam sua atuação.

Na comparação entre as duas rodadas, a aprovação oscilou um ponto percentual para cima, passando de 48% para 49%. Já a desaprovação caiu dois pontos, de 50% para 48%. O percentual dos que não souberam responder passou de 3% para 2%.

As variações estão dentro da margem de erro, não permitindo afirmar que houve uma mudança estatisticamente significativa na percepção dos entrevistados sobre o presidente.

O Datafolha também investigou a avaliação do governo federal. Nesse indicador, 36% consideram a gestão ótima ou boa, enquanto 39% a classificam como ruim ou péssima. Outros 24% avaliam o governo como regular.

Na pesquisa anterior, a avaliação positiva era de 35%, a negativa chegava a 41% e a regular somava 23%. Os números indicam oscilações de um ponto percentual na avaliação positiva e regular e de dois pontos na negativa.

A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 22 de outubro, com 2.520 eleitores entrevistados presencialmente em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi contratado pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09709/2026.

Os dados foram divulgados a três dias do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25).

Fonte: Datafolha
Foto: Reprodução

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