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Coluna do Domingão

Por Nill Júnior

Prefeitos não tem do que reclamar em 2024

Os municípios irão receber até às 18h desta segunda (09), o repasse adicional de 1% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A transferência prevista a ser partilhada entre os entes locais é de R$ 8,6 bilhões.

Vale lembrar que o valor repassado é calculado a partir da arrecadação do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) e do Imposto de Renda (IR), contabilizado entre o início de dezembro de 2023 até o final de novembro deste ano.

O montante deve ser repassado um dia antes da primeira cota do FPM para o mês de dezembro.

Quando comparado com o mesmo repasse do ano passado, o adicional de 1% deste ano é superior em 15,61% ao que foi transferido em 2023 (R$ 7,45 bilhões).

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) tinha estimado o repasse extra de dezembro com o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias em R$ 8,7 bilhões. Isso representou consistência de 98,7% em relação ao valor efetivo, de modo que a diferença foi de somente 1,3% (R$ 114,3 milhões). Atualmente, as parcelas do FPM são compostas de 22,5% da arrecadação do IR e IPI arrecadados nos últimos 10 dias e distribuídas de acordo com o preconizado nas Decisões Normativas do Tribunal de Contas da União (TCU).

Além dos repasses decendiais, os Municípios recebem três adicionais de FPM: 1% de julho, 1% de setembro e 1% de dezembro, totalizando, dentro de um ano, 25,5% do total arrecadado.

No período, os cofres municipais receberam R$ 72,2 bilhões relacionados aos repasses extras das Emendas Constitucionais (EC) 55/2007, sendo outros R$ 47,8 bilhões transferidos pela EC 84/2014 (adicional de 1% do FPM em julho).

Ainda, foram repassados R$ 7,4 bilhões por meio da EC 112/2021 (adicional de 1% do FPM em setembro). Ao calcular o volume repassado em conjunto, a luta constante da Confederação em prol dos Municípios representou mais de R$ 127,5 bilhões aos cofres municipais.

O “prefeito fonte”, personagem preservado pelo blog pelo ódio que desperta nos colegas ao dizer que tem dinheiro e falta em alguns casos gestão,  desabafou. “Vai ser muito dinheiro, dias 9 e 10”.

Um outro gestor,  na lista dos mais equilibrados da região,  disse: “O difícil é eles dizerem que o negócio foi bom”.

De fato, não há registro de prefeitos falando da melhoria do cenário em relação ao chororô e pires na mão do ano passado.  Há duas explicações: a primeira,  prefeito não diz quando está bom para evitar mais pressão social. Segundo, um fenômeno parcial, gestores bolsonaristas não dão o braço a torcer a Lula e a melhora nos repasses.

Fica o registro: salvo herança maldita ou cidades mais complexas do ponto de vista fiscal, exceções e não regra, tem dinheiro nos cofres municipais. Não tem desculpas para deixar abacaxi pra sucessor descascar, deixar salário atrasado ou fornecedor a ver navios. Prefeito que fizer isso, em via de regra, é ruim de caneta ou mal intencionado…

Interrogação

Dos nomes anunciados por Zeca Cavalcanti para sua equipe, a maior interrogação foi em torno de Dayanna Siqueira,  anunciada como Secretária da Mulher. Isso porque o principal critério para a pasta sempre é o de engajamento político e interlocução com movimentos de defesa da mulher.  Ter atuação como Agente de Polícia ou o lamentável episódio em que foi vítima de tentativa de feminicídio,  não.  Pareceu forçada de barra para abrigar mais um nome do clã Siqueira.

Dúvida

Em Afogados da Ingazeira,  depois de anunciar Ney Quidute para uma secretaria sem dizer qual, e Rubinho do São João, Secretário de Governo, Sandrinho Palmeira tem mais dúvidas que certezas. Uma delas, quem vai para a Educação, se mantém Augusto Martins na Cultura ou o muda de pasta e outras questões na dança das cadeiras. Odílio Lopes é dado como certo na pasta de Obras.

No jogo

Enquanto Fredson Brito busca queimar o filme de Paulo Jucá,  ele ainda dá as cartas. É um dos articuladores da arrumação que vai dar votos a Albérico Tiago,  primo do prefeito eleito, para presidente da Câmara.  A ponto de torná-lo quase persona non grata por não esperar sua condução. Paulinho Jucá juntou a fome com a vontade de poder de Albérico.

Especial

O LW Cast da próxima quinta-feira (12) terá a prefeita eleita de Sertânia,  Pollyanna Abreu,  do PSDB, em uma conversa que também vai para um pool de emissoras como Itapuama FM, Cultura FM de Serra Talhada e Rádio Pajeú.

Causa x consequência 

Reeleita com um dos mais amplos palanques do estado,  a prefeita de Serra Talhada,  Márcia Conrado,  tem um desafio proporcionalmente grande: acomodar sua grande base política no governo 2.0. Uma certeza é de que no primeiro escalão, segundo escalões,  não cabe todo mundo.

Show

O Fala Norte Nordeste também foi marcado pela presença de várias TVs on line do interior.  Uma delas, a Ello TV,  tem feito um belo trabalho na cobertura de vários eventos locais e regionais.  Dirigida por André Luiz,  com âncoras como Marcelo Patriota,  vai longe.

Melhorou

Depois de muitos questionamentos sobre sua qualidade e o rótulo de “gambiarra”, sinais indicam que a iluminação natalina em Afogados da Ingazeira melhorou. Pra não perder o bom costume, digo que ainda pode melhorar,  mas não dá mais pra chamar de gambiarra.

Quem fica?

Uma das maiores responsabilidades do prefeito Zeca Cavalcanti é escolher um nome técnico,  incorruptível, que não alise pra ninguém, a prova de carteirada, como foi até agora Vlademir Cavalcanti.  A autarquia deve ser absorvida pela nova pasta de Segurança. O atual diretor presidente, pelo bom trabalho atraiu desafetos, como Heriberto do Sacolão,  que pediu sua cabeça.  Uma pena. O correto também pune…

Cacique importante 

O LW Cast tentou por sete semanas trazer o prefeito eleito de Pesqueira,  Cacique Marcos, para falar sobre as perspectivas de sua gestão,  após uma eleição histórica, em rede com a Itapuama FM.  Descobriu que o Cacique não sai da oca para falar à sua região sobre futuro na sua cidade.  Cacique importante TV não quer mais. Mandei avisar que, agora, como diz Seu Jorge,  quem não quer sou eu.

Frase da semana:

“Essa não é uma proposta do candidato Pedro Freitas, é uma discussão que tem ganhado força entre muitos prefeitos com esse mesmo sentimento”.

Do prefeito de Aliança e ex-vice presidente da Caixa, Pedro Freitas,  sinalizando que vai ter bate chapa entre ele e Marcelo Gouveia pela Presidência da AMUPE.

Outras Notícias

Luiz Inácio Lula da Silva é reeleito presidente da República e assume quarto mandato a partir de janeiro de 2027

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República neste domingo (25), após derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026. Aos 80 anos, o petista conquistou seu quarto mandato presidencial em uma virada inédita na história das eleições brasileiras desde a redemocratização: pela primeira vez, o candidato […]

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República neste domingo (25), após derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026. Aos 80 anos, o petista conquistou seu quarto mandato presidencial em uma virada inédita na história das eleições brasileiras desde a redemocratização: pela primeira vez, o candidato que terminou o primeiro turno em segundo lugar conseguiu vencer a disputa decisiva.

Com 99,77% das urnas apuradas, Lula recebeu 64.078.503 votos, equivalentes a 51,76% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro alcançou 59.728.246 votos, correspondentes a 48,24%. A diferença chegou a 4.350.257 votos, segundo a atualização da apuração eleitoral das 21h15, quando o resultado já estava matematicamente definido.

A vitória representa mais um marco na trajetória política do presidente, que se torna o primeiro brasileiro a vencer quatro eleições presidenciais pelo voto direto. Lula já havia sido eleito em 2002, reeleito em 2006 e retornado ao Palácio do Planalto após derrotar Jair Bolsonaro em 2022.

O resultado deste domingo também marca a segunda eleição presidencial consecutiva em que Lula derrota um integrante da família Bolsonaro. Em 2022, o petista venceu Jair Bolsonaro com 50,90% dos votos válidos, contra 49,10% do então presidente.

A virada de 2026 ocorreu depois de Flávio Bolsonaro terminar o primeiro turno à frente do presidente. Na votação de 4 de outubro, o senador recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula registrou 45,16%. A diferença foi de aproximadamente 2,2 milhões de votos em favor do candidato do PL.

Com a disputa levada ao segundo turno, as duas campanhas reorganizaram suas estratégias para conquistar eleitores que haviam escolhido outros candidatos, além daqueles que não compareceram às urnas na primeira votação.

Lula intensificou as agendas de rua, ampliou a mobilização digital e reforçou a defesa dos programas sociais de seu governo. A campanha também passou a enfatizar as diferenças políticas em relação ao adversário e ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Flávio, por sua vez, concentrou parte de sua campanha nas críticas à administração federal, na defesa de mudanças na condução do país e na mobilização de eleitores identificados com o bolsonarismo. O senador recebeu o apoio de governadores, parlamentares e lideranças de partidos de direita.

A reta final foi marcada por manifestações políticas em diferentes regiões do Brasil. No sábado (24), véspera da votação, Lula participou de atos em Copacabana, no Rio de Janeiro, e na Avenida Paulista, em São Paulo. Flávio Bolsonaro realizou compromissos de campanha em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro.

Os candidatos também se enfrentaram em debates realizados pela Band e pela TV Globo. Os encontros tiveram discussões sobre economia, segurança pública, programas sociais e infraestrutura, além de acusações pessoais e divergências sobre o funcionamento das instituições.

As últimas pesquisas eleitorais indicavam empate técnico. Os levantamentos Datafolha e Quaest divulgados no sábado (24) apontavam Flávio com 51% dos votos válidos e Lula com 49%, diferença dentro das respectivas margens de erro.

A apuração deste domingo começou com uma disputa equilibrada. Durante a totalização dos votos, os candidatos chegaram a alternar posições, até que Lula assumiu a liderança e passou a ampliar sua vantagem.

Às 20h38, com 62,03% das urnas apuradas, o presidente aparecia com 50,57% dos votos válidos, contra 49,43% de Flávio Bolsonaro. A diferença era de 879.152 votos.

Onze minutos depois, com 75,24% das urnas totalizadas, Lula já somava 47.483.965 votos, contra 45.458.525 do adversário, ampliando a vantagem para mais de dois milhões de votos.

A confirmação matemática da vitória veio antes da conclusão da apuração, encerrando uma eleição marcada pela polarização e pela proximidade entre os candidatos.

O domingo eleitoral também foi marcado por controvérsias envolvendo o transporte público em diferentes municípios. As campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro apresentaram pedidos de prorrogação do horário de votação à Justiça Eleitoral, alegando dificuldades enfrentadas por eleitores para chegar às seções.

Em decisão excepcional, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a ampliação do horário de votação, posteriormente limitada às seções que ainda permaneciam abertas às 17h.

Trajetória política

Nascido em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, Lula iniciou sua trajetória política no movimento sindical do ABC paulista, durante a ditadura militar. Metalúrgico, tornou-se uma das principais lideranças sindicais do país e participou da fundação do Partido dos Trabalhadores, em 1980.

Disputou a Presidência pela primeira vez em 1989, quando foi derrotado por Fernando Collor. Voltou a concorrer em 1994 e 1998, perdendo as duas eleições para Fernando Henrique Cardoso.

Sua primeira vitória ocorreu em 2002, quando derrotou José Serra. Quatro anos depois, foi reeleito ao vencer Geraldo Alckmin, então candidato do PSDB e hoje seu vice-presidente.

Depois de deixar o governo em 2010, Lula enfrentou investigações e processos relacionados à Operação Lava Jato. Foi preso em 2018 e permaneceu 580 dias na prisão, até ser libertado em novembro de 2019. Suas condenações foram posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal.

Em 2022, retornou à Presidência após derrotar Jair Bolsonaro. Agora, em 2026, conquista o quarto mandato e amplia sua presença na história política brasileira.

A posse para o novo período está marcada para 5 de janeiro de 2027, conforme a mudança constitucional que alterou a data de início dos mandatos presidenciais. Geraldo Alckmin (PSB) também foi reeleito vice-presidente.

Lula iniciará o próximo mandato diante de desafios econômicos, pressões sobre as contas públicas, negociações com o Congresso Nacional e da necessidade de administrar um país que encerra mais uma eleição presidencial com expressiva divisão política.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Flávio e apoiadores em clima de apreensão durante apuração que confirmou vitória de Lula

O senador Flávio Bolsonaro (PL) acompanhou, ao lado de apoiadores e aliados, a apuração do segundo turno presidencial neste domingo (25), que terminou com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O registro reúne momentos de expectativa durante a divulgação dos resultados. Com semblantes sérios e expressões de apreensão, o candidato e […]

O senador Flávio Bolsonaro (PL) acompanhou, ao lado de apoiadores e aliados, a apuração do segundo turno presidencial neste domingo (25), que terminou com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O registro reúne momentos de expectativa durante a divulgação dos resultados. Com semblantes sérios e expressões de apreensão, o candidato e seus apoiadores acompanharam a evolução dos números de uma disputa que começou equilibrada.

Nas primeiras parciais, Flávio chegou a aparecer numericamente à frente. A situação mudou conforme novos boletins de urna foram totalizados, com Lula assumindo a liderança e ampliando progressivamente sua vantagem.

Às 21h15, com 99,77% das urnas apuradas, Lula já estava matematicamente reeleito, com 51,76% dos votos válidos, o equivalente a 64.078.503 votos.

Flávio Bolsonaro registrava 48,24%, somando 59.728.246 votos. A diferença entre os candidatos chegava a 4.350.257 votos.

O resultado encerrou uma disputa presidencial marcada pela polarização política e por uma virada inédita desde a redemocratização. Lula conseguiu vencer o segundo turno depois de terminar a primeira votação atrás do adversário.

Fotos: Reprodução

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Lula celebra reeleição à Presidência da República ao lado de apoiadores; veja vídeo

Vídeo divulgado nas redes sociais mostra a comemoração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de seus apoiadores após a confirmação da vitória no segundo turno das eleições presidenciais deste domingo (25). O registro foi compartilhado pelo presidente nacional do PSB, João Campos, e mostra a celebração da reeleição de Lula, que venceu […]

Vídeo divulgado nas redes sociais mostra a comemoração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de seus apoiadores após a confirmação da vitória no segundo turno das eleições presidenciais deste domingo (25).

O registro foi compartilhado pelo presidente nacional do PSB, João Campos, e mostra a celebração da reeleição de Lula, que venceu Flávio Bolsonaro (PL) e conquistou seu quarto mandato como presidente da República.

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, o vídeo da comemoração do presidente Lula ao lado de seus apoiadores.

Vídeo: Reprodução

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Datafolha projeta reeleição de Lula para quarto mandato presidencial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é apontado como reeleito para um quarto mandato à frente da Presidência da República, segundo informação sobre uma projeção do Datafolha divulgada na noite deste domingo (25). O petista disputa o segundo turno das eleições de 2026 contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). A projeção representa uma […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é apontado como reeleito para um quarto mandato à frente da Presidência da República, segundo informação sobre uma projeção do Datafolha divulgada na noite deste domingo (25). O petista disputa o segundo turno das eleições de 2026 contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).

A projeção representa uma estimativa do resultado eleitoral antes da conclusão da totalização oficial dos votos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A confirmação da vitória depende dos números consolidados pela Justiça Eleitoral.

Lula busca conquistar seu quarto mandato presidencial, após ter sido eleito em 2002, reeleito em 2006 e retornado ao Palácio do Planalto nas eleições de 2022. Caso a vitória seja confirmada, o novo mandato terá início em 1º de janeiro de 2027 e seguirá até dezembro de 2030.

A disputa presidencial chegou ao segundo turno em um cenário de equilíbrio nas pesquisas eleitorais. Na última pesquisa Datafolha, divulgada no sábado (24), Flávio Bolsonaro aparecia com 51% dos votos válidos, contra 49% de Lula, diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

A votação deste domingo também foi marcada por decisões judiciais relacionadas ao transporte público. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prorrogação do horário de votação até as 19h, após denúncias de dificuldades enfrentadas por eleitores para chegar às seções eleitorais.

A medida provocou alterações na divulgação dos resultados parciais pelo TSE, que havia iniciado a apresentação dos números pouco depois das 17h.

Com o avanço da totalização, caberá à Justiça Eleitoral confirmar oficialmente o resultado da eleição presidencial.

Foto: Reprodução

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Após demora de mais de duas horas do TSE, PT recorre ao STF e Zanin determina prorrogação da votação

A demora do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em decidir sobre os pedidos de prorrogação da votação levou a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) neste domingo (25). O ministro Cristiano Zanin determinou a ampliação do horário até as 19h, mas a medida acabou restrita às […]

A demora do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em decidir sobre os pedidos de prorrogação da votação levou a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) neste domingo (25). O ministro Cristiano Zanin determinou a ampliação do horário até as 19h, mas a medida acabou restrita às seções eleitorais que ainda estavam abertas às 17h.

O pedido foi motivado por denúncias de dificuldades no transporte público em diferentes cidades brasileiras, especialmente em municípios onde a redução da circulação de ônibus teria prejudicado o deslocamento dos eleitores.

Segundo reportagem do Diário de Pernambuco, o primeiro pedido da coligação de Lula foi protocolado no TSE às 13h22 e distribuído ao presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, às 13h54.

Apesar da solicitação de urgência, Nunes Marques só se manifestou às 16h12, duas horas e 18 minutos depois de receber o processo. Em vez de decidir imediatamente sobre a prorrogação, determinou que os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) apresentassem informações sobre as dificuldades relatadas.

Os tribunais regionais receberam prazo de 30 minutos para responder, o que aproximou a análise do horário previsto para o encerramento da votação, às 17h.

Antes disso, às 15h42, a campanha petista havia apresentado outro pedido ao TSE, incluindo municípios de Pernambuco, Alagoas, Piauí, Paraíba, Paraná, Pará, Rio de Janeiro, Roraima e São Paulo.

Diante da ausência de uma decisão definitiva, o PT acionou o STF às 16h22. O processo foi distribuído ao ministro Cristiano Zanin, que determinou a extensão do horário eleitoral por duas horas, considerando a gravidade das denúncias e a urgência da situação.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também havia solicitado ao TSE a ampliação da votação. O pedido foi protocolado às 15h27 e envolvia municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, onde a defesa alegou problemas provocados por condições climáticas e dificuldades de deslocamento.

A decisão de Zanin provocou uma situação excepcional na Justiça Eleitoral. A apuração dos votos chegou a ser iniciada após as 17h, mas foi interrompida em razão da determinação do STF.

O principal impasse ocorreu porque parte das seções eleitorais já havia encerrado os trabalhos, desligado as urnas e emitido os boletins de votação quando a decisão foi comunicada.

Diante dessa situação, Zanin esclareceu que a prorrogação deveria ser aplicada somente às seções que ainda estavam abertas às 17h. O presidente do TSE encaminhou orientação aos tribunais regionais para cumprimento da medida.

Em nota divulgada às 18h44 e atualizada às 19h02, o TSE confirmou que a votação continuaria apenas nos locais onde o encerramento não havia ocorrido no horário original.

A Corte também informou a retomada do recebimento dos boletins de urna, da totalização dos votos e da divulgação dos resultados após as 19h.

O episódio ocorreu em meio às denúncias apresentadas pelas duas campanhas sobre obstáculos enfrentados por eleitores no segundo turno da disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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