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Coluna do Domingão

Por Nill Júnior

Elba tem razão 

A cantora paraibana Elba Ramalho, principal atração da abertura do São João Multicultural de João Pessoa, nessa quinta-feira (20), criticou a invasão de outros ritmos na tradição junina.

“Cada coisa na sua coisa, cada macaco no seu galho, cada dia no seu dia. Mas, assume logo que não é São João, que é um festival”, comentou a paraibana.

A cantora ponderou que há espaço para outros estilos musicais no São João, mas o Nordeste deveria ser colocado como prioridade.

“Quando o Sul está seduzido por nossa música. Você precisa ir para São Paulo para assistir as bandas de forró, trios nordestino. E aqui no Nordeste isso acabou, quando o mundo se abre. Em Paris, no Japão, todo mundo dançando forró”, opinou.

“Aqui agente tá colocando Alok, que eu amo. Mas, cada coisa na sua coisa, cada macaco no seu galho”, disparou a artista que preferiu não polemizar nem rivalizar em relação a outros artistas, durante a coletiva de imprensa.

“Porque acho que no céu nenhuma estrela atropela a outra, só que acho que quando você tá totalmente seduzido pela nossa música, que é verdade, você precisa ir pra São Paulo assistir Rastapé, Bicho de Pé, Falamansa, as bandas de forró, os trios nordestinos que ganham muito dinheiro em São Paulo”.

Não entendo como nos permitimos ajudar a, aos poucos, matar a tradição junina.

Defender nossos valores culturais é também uma bandeira política. Quando defendemos a manutenção de nossas raízes, fortalecemos o que faz o mundo olhar, admirar e querer conhecer esse pedaço do país. É isso que atrai uma multidão à região, fomentando geração de emprego e renda.

Nisso não enxergo concessões. Toda a tradição e força do São João derivam da nossa música. Ela é que encontra a combinação perfeita com as comidas típicas e demais elementos da nossa festa. No mais, um povo que tem nossa música e nossa dança não deve nada a ninguém. Não precisa importar nada. Ao contrário, o país deve muito à nossa força músico-cultural.

Infelizmente, o mercado voraz da música descartável, do breganejo e do show bussiness é muito forte. Alguns inclusive ganharam o setor público com o esquema do troco, do “fecha por tanto e me dá tanto”, “a gente se ajeita”, e assim sucessivamente, claro, sem generalizar. Por isso que a Lei Luiz Gonzaga, que obriga destinar 80% dos recursos para manifestações culturais do Nordeste no São João enfrenta um forte lobby dessa gente. Não é fácil.

Meu São João teve todos os elementos que me encantam desde a infância. Fogueira, milho na brasa, o encantamento dos fogos juninos, sem nada que faça medo ou barulho, e forró pé-de-serra. Bastou sintonizar a Rádio Pajeú. O “São João da Pajeú” é uma grande festa com forrozeiros da região, no tradicional estilo sanfona, triângulo e zabumba, combinado com os grandes nomes em shows ao vivo: Assisão, Maciel Melo, Flávio José, Flávio Leandro, até o sol raiar.

Inveja e avareza são dois dos sete pecados capitais. Eles se manifestam nesse período. Com inveja da nossa beleza cultural e a avareza de quem quer sempre mais, uma máquina de destruir tradições tem atacado nosso São João. O desabafo de Elba,  Flávio José, Alcimar, Maciel Melo,  o movimento dos artistas por respeito à sua decência, espero, um dia,  geram algo novo, para nos devolver o que já é nosso.

Que as novas gerações tenham a felicidade que tive. Meu São João é o melhor do mundo, um dos mais belos momentos do meu calendário. Um tempo de encantamento, emoção, deslumbramento, amor por tudo que me fez quem sou. Meu São João ninguém vai tirar de mim.

Vê se pode

Vivemos pra ver Latino (argh) ainda achar ruim ir tocar no palco Azulão do São João de Caruaru (queria ir pro principal) e rejeitar tocar na festa que de junina tem muito pouco. Em paralelo, Fulô de Mandacaru ficou fora da festa por questões políticas.

Últimas perguntas

Depois do anúncio do candidato a vice na chapa de Danilo Simões e o confronto fechado com o prefeito Sandrinho e o vice Daniel,  poucos municípios têm perguntas em relação ao debate eleitoral no Pajeú.

Onde bateu o martelo

Antes deles, foram definidos os embates em Serra (Márcia x Miguel), Tabira (Flávio x Nicinha), Santa Terezinha (Delson x Neguinho) e Ingazeira (Luciano x Alcineide).

Onde ainda tem pergunta

Das dúvidas que restam,  quais serão os nomes apoiados por Adelmo Moura em Itapetim e Marconi Santana em Flores, quem disputa com Joelson em Calumbi e se realmente vai ser WO em Solidão,  com Maicon da Farmácia apoiado por Djalma Alves sem adversário.

Esperado

O vereador Edson Henrique só não seria candidato a vice na chapa de Danilo Simões por um fato novo, como uma virada de algum nome com mais peso da Frente Popular,  o que não aconteceu.

Renovação

Com Edson na disputa majoritária,  Zé Negão já confirmou à Rádio Pajeú que disputará vaga na Câmara de Afogados.  Sem Edson,  são cinco os atuais vereadores que não vão pra reeleição,  46% da Casa. Além dele, Rubinho do São João,  Toinho da Ponte, Sargento Argemiro e Erickson Torres não disputam a vaga.

Desabafo

O prefeito de Ingazeira,  Luciano Torres,  ao receber o título de cidadão ingazeirense, desabafou contra os adversários: “quero ver quem é que vai me chamar mais de forasteiro”. Luciano nasceu em Iguaracy,  mas desde os anos 80 atua em Ingazeira,  quando assumiu posto na antiga Emater.

Cirurgia

O ex-prefeito de Tabira,  Dinca Brandino,  passou por uma cirurgia da próstata esta semana em Recife. O que se sabe é que o procedimento foi bem sucedido.  Casado com a atual prefeita e candidata à reeleição,  Nicinha, Dinca está prestes a completar 61 anos.

De volta a Serra

Duas semanas depois do comentado apoio à prefeita Márcia Conrado,  negando a legenda a Luciano Duque,  Marília Arraes voltou a Serra Talhada.  Se reuniu com os pré-candidatos a vereador e também com o presidente Valdir Tenório. Aliás,  depois da advertência pública,  Valdir não assumiu nenhuma função na gestão,  o que considerava “natural”. Marília disse publicamente não concordar com a troca de apoio por cargos. No partido, o médico Leirson Magalhães quer a vice na chapa.

Frase da semana:

“Autonomia para servir a quem?”

Do presidente Lula sobre a manutenção da taxa de juros pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, mais quatrooutros membros do Copom indicados por Jair Bolsonaro.  “Resolveram entender que era importante que tivesse um Banco Central independente e com autonomia. Ora, autonomia de quem? Autonomia para servir e atender a quem?” – questionou.

Outras Notícias

Tarcísio de Freitas sobre Flávio: “o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”

O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, comentou a movimentação de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos, pregando teorias da conspiração sobre a eleição. Após a derrota, Flávio Bolsonaro viajou para os Estados Unidos e divulgou uma carta pública contestando os resultados eleitorais e declarando-se o “verdadeiro presidente eleito”. Mas Tarcísio afirmou textualmente ao […]

O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, comentou a movimentação de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos, pregando teorias da conspiração sobre a eleição.

Após a derrota, Flávio Bolsonaro viajou para os Estados Unidos e divulgou uma carta pública contestando os resultados eleitorais e declarando-se o “verdadeiro presidente eleito”.

Mas Tarcísio afirmou textualmente ao Estadão:

“Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente.”

Tarcísio reforçou que a “eleição acabou” e defendeu que o papel da oposição agora deve ser construído de forma forte, serena e vigilante dentro do funcionamento regular das instituições democráticas e do Congresso Nacional.

Trump diz que não vai se envolver após Flávio Bolsonaro se declarar presidente eleito do Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (28) que não pretende se envolver na declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que divulgou uma carta na qual se apresentou como o verdadeiro presidente eleito do Brasil, apesar da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Questionado por jornalistas sobre […]

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (28) que não pretende se envolver na declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que divulgou uma carta na qual se apresentou como o verdadeiro presidente eleito do Brasil, apesar da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.

Questionado por jornalistas sobre o documento, Trump evitou comentar as alegações feitas pelo brasileiro.

“Não vou comentar sobre isso. Não vou me envolver”, respondeu o presidente americano.

A manifestação ocorreu depois que Flávio chegou a Miami, acompanhado da esposa e das duas filhas. O senador deixou o Brasil apesar de uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que exigia a entrega de seus passaportes à Polícia Federal e proibia sua saída do país.

Na primeira versão da carta, divulgada por aliados, Flávio afirmou: “Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil”.

Posteriormente, ao publicar o documento em sua conta na rede social X, o senador retirou a autoproclamação e passou a se apresentar como “líder do Brasil”.

Apesar da alteração, Flávio manteve as acusações de fraude eleitoral, sem apresentar provas, e os questionamentos à atuação do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral.

O parlamentar voltou a criticar a decisão que permitiu a ampliação do horário de votação em determinadas seções eleitorais. Também acusou a campanha de Lula de abuso de poder político e econômico e defendeu a cassação da chapa formada pelo presidente e pelo vice, Geraldo Alckmin (PSB).

Na carta, Flávio agradeceu a Donald Trump pelo acolhimento nos Estados Unidos e afirmou que pretende liderar a oposição brasileira a partir do território americano.

A resposta do presidente dos Estados Unidos, entretanto, não representou apoio às acusações apresentadas pelo senador nem reconhecimento de sua reivindicação à Presidência da República.

Trump já havia demonstrado disposição para receber Flávio e seus familiares no país. Também fez críticas à condução das eleições brasileiras, embora tenha afirmado que não tomou partido na disputa.

A declaração desta quarta-feira foi dirigida especificamente à carta divulgada pelo senador, sobre a qual o republicano preferiu não se posicionar.

Lula foi reeleito no domingo (25), com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro. O resultado foi proclamado pela Justiça Eleitoral e reconhecido oficialmente pela direção nacional do PL.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Flávio Bolsonaro recua e altera trecho da carta em que se proclamava presidente eleito do Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) alterou o trecho de uma carta em que se apresentava como o verdadeiro presidente eleito do Brasil, apesar da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições. A primeira versão do documento circulou entre aliados nesta quarta-feira (28), mas, ao publicar a carta em sua […]

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) alterou o trecho de uma carta em que se apresentava como o verdadeiro presidente eleito do Brasil, apesar da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições. A primeira versão do documento circulou entre aliados nesta quarta-feira (28), mas, ao publicar a carta em sua própria conta na rede social X, o parlamentar substituiu a autoproclamação pela expressão “líder”.

Na versão inicial, o texto começava com a declaração: “Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil”.

A mudança ocorreu depois da repercussão do documento, que foi divulgado inicialmente por apoiadores do senador. Na publicação feita em seu perfil oficial, Flávio retirou a referência à condição de presidente eleito, passando a se apresentar como uma liderança política.

A primeira versão também apresentou um problema no brasão nacional utilizado no documento. A imagem trazia a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, denominação antiga do país, posteriormente substituída pelo símbolo atualizado da República Federativa do Brasil.

Apesar das alterações, Flávio manteve as acusações de fraude nas eleições presidenciais, sem apresentar provas, e os questionamentos à atuação da Justiça Eleitoral. O senador também criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu a prorrogação do horário de votação em determinadas seções eleitorais.

Na carta, Flávio afirma que deixou o Brasil por considerar que sofre perseguição política. O parlamentar agradece aos presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina, e anuncia que pretende liderar a oposição brasileira a partir do território americano.

A manifestação foi divulgada após a chegada do senador aos Estados Unidos, três dias depois de sua derrota na eleição presidencial. A direção nacional do PL já havia reconhecido oficialmente a vitória de Lula.

 

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Carta em que Flávio dizia ser presidente tinha definição errada e Brasil com “Z”. Versão foi corrigida

A carta do senador Flávio Bolsonaro (PL) e divulgada por seus aliados nesta quarta-feira (28), na qual ele se declara presidente eleito do Brasil apesar de ter perdido a eleição para Lula (PT), circulou em duas versões com brasões diferentes da República. Na primeira versão, o símbolo nacional trazia a palavra “Brazil”, escrita com z, […]

A carta do senador Flávio Bolsonaro (PL) e divulgada por seus aliados nesta quarta-feira (28), na qual ele se declara presidente eleito do Brasil apesar de ter perdido a eleição para Lula (PT), circulou em duas versões com brasões diferentes da República.

Na primeira versão, o símbolo nacional trazia a palavra “Brazil”, escrita com z, em vez de “Brasil”, com s. A imagem foi substituída em um segundo arquivo compartilhado pelos aliados do senador nos Estados Unidos.

Também trata a nomenclatura como “Estados Unidos do Brazil”. Só que o Brasil não é oficialmente chamado de Estados Unidos do Brasil desde 1967.

O nome foi adotado logo após a Proclamação da República, com o Decreto nº 1 em 1889, e consolidado na primeira Constituição republicana em 1891.

A denominação foi alterada para República Federativa do Brasil pela Constituição de 1967, que entrou em vigor em 15 de março de 1967.

Depois da gafe, o material foi corrigido.

“O Brasil não ganha em nada com esta oposição EAD”, diz Renan Santos sobre Flávio Bolsonaro

O ex-candidato à Presidência da República Renan Santos, do partido Missão, criticou nesta quarta-feira (28) a carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após sua chegada aos Estados Unidos. Em vídeo publicado nas redes sociais, Renan questionou a decisão do adversário de deixar o Brasil e anunciar uma atuação política a partir do exterior. No […]

O ex-candidato à Presidência da República Renan Santos, do partido Missão, criticou nesta quarta-feira (28) a carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após sua chegada aos Estados Unidos. Em vídeo publicado nas redes sociais, Renan questionou a decisão do adversário de deixar o Brasil e anunciar uma atuação política a partir do exterior.

No comentário, Renan afirmou que Flávio se apresentou como presidente da República, contestou o resultado das eleições e alegou, sem apresentar provas, que a votação teria sido fraudada.

O ex-candidato também criticou o argumento de Flávio sobre a atuação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante o processo eleitoral. Renan lembrou que o próprio senador apoiou a indicação de Zanin à Corte.

Outro ponto abordado foi a decisão de Flávio de atuar politicamente a partir dos Estados Unidos. Renan questionou a comparação com governos que se organizaram no exílio em outros momentos históricos.

Para ele, a situação brasileira é diferente, uma vez que o Partido Liberal continua funcionando normalmente, com representação no Congresso Nacional e participação nas instituições políticas.

Renan também comparou a iniciativa ao movimento liderado pelo opositor venezuelano Juan Guaidó, que reivindicou a Presidência da Venezuela.

Durante a manifestação, o ex-candidato criticou a relação da família Bolsonaro com Donald Trump e avaliou que o presidente americano poderá deixar de apoiar Flávio caso a aproximação deixe de atender aos seus interesses políticos e econômicos.

Embora tenha ressaltado que também faz oposição ao presidente Lula, Renan afirmou não considerar que a iniciativa de Flávio represente uma ameaça à democracia brasileira.

“Eu sou oposição natural ao governo Lula, mas o Brasil não ganha em nada com esta oposição EAD”, declarou.

O ex-candidato também criticou a possibilidade de que a atuação política de Flávio nos Estados Unidos contribua para pressionar o Brasil por meio de medidas comerciais.

Ao encerrar a manifestação, Renan defendeu que as lideranças políticas permaneçam no país e assumam as consequências de suas decisões.

“Eu tô aqui, vou lutar daqui e vou pagar as consequências das minhas ações aqui. Gostaria que o Flávio também o fizesse, mas isso demandaria dele ser um líder, coisa que ele não é”, afirmou.

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, o vídeo com a manifestação de Renan Santos sobre a carta divulgada por Flávio Bolsonaro.

Vídeo: Reprodução

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