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Coluna do Domingão

Por Nill Júnior

Sem confiar em Duque ou Márcia, Marília optou pelo “macro alinhamento”

Ah, a política. Nesta sexta, em Serra Talhada, vivemos mais um capítulo que prova como ela, a partir de seus líderes, tem argumento pra tudo.

Em 24 horas, vimos capítulos de uma novela que explica o jogo do poder a partir de uma das mais importantes cidades do estado. Nem Dias Gomes seria tão criativo com sua Sucupira. Imagine Odorico Paraguaçu lançando uma candidatura e sendo imediatamente desautorizado pela liderança que detém o poder da caneta, que tal qual lhe dá, lhe tira o direito de governar sua terra. Do outro lado, em um gabinete onde governa sua principal opositora, gargalhadas que se ouvem do outro lado da prefeitura, brindar de taças e um cordão de puxa sacos alimentando frases impagáveis sobre a tentativa em vão do líder ferido. Quem assistiu o Bem Amado está viajando em um capítulo marcante, espetacular, com toda a desenvoltura dos fantásticos atores capitaneados por Paulo Gracindo. Mas não é ficção. É vida real e, com o direito à liberdade poética e exageros do texto, aconteceu na terra de Lampião.

Agora, aos fatos. Depois de tudo que aconteceu nas últimas horas em Serra Talhada, é possível chegar à uma única conclusão: Marília Arraes preferiu manter a coerência com o alinhamento estratégico que vem traçando, e adaptou sua narrativa a isso. Depois que perdeu a eleição em 2022 pra Raquel Lyra, a ex-deputada federal readequou alianças e estratégias para buscar a manutenção de espaço, protagonismo político e sobrevivência. Viu o crescimento de João Campos e, consequetemente a dificuldade de se encaixar como principal nome do centro esquerda em 2026, e passou a pavimentar um caminho que pode, por exemplo, alçá-la como o principal nome do bloco ao Senado. Para isso, se aproximou de João Campos, não se distanciou do PT nem de Lula e manteve o pacto com Sebastião Oliveira, seu companheiro de chapa em 2022.  Já diz abertamente que a principal liderança do bloco é João Campos, que tem dialogado com o presidente Lula e com seu partido, o AVANTE, que, se não é um supra sumo ideológico a partir de seu líder nacional, Paulinho da Força, pelo menos não lhe promete rasteiras como as que levou do Partido dos Trabalhadores, por intenção da legenda e também seus erros de condução.

Só isso explica a fala à Folha FM, quase sincronizada com a entrevista de Luciano Duque, em que ele dizia esperar contar com seu apoio para disputar a prefeitura. Isso porque, convenhamos, Márcia Conrado em sua condução, se fôssemos medir as traições, foi muito mais dura com Marília que Luciano. Sejamos justos. Se Duque foi acusado de desleal por se alinhar a Raquel, pelo menos não expôs ou desdenhou de Marília. Foi certamente oportunista politicamente, errou em não ser franco e direto. Mas também teve a decisão lá atrás de deixar o PT com Marília, correr o estado com ela e tentar várias vezes ao menos fazer a prefeita de Serra Talhada ouvi-la, na tentativa de leva-la a um apoio. Márcia a trocou pelo alinhamento com Paulo Câmara e Danilo Cabral, deu chá de cadeira, a ignorou e ainda apoiou no segundo turno a candidata mais à direita, quando pra todo mundo era óbvio seu apoio à candidata ligada a Lula. Não o fez e ainda disse publicamente que Pernambuco deveria eleger uma mulher, “mas não qualquer mulher”.

Prova disso é que em toda a entrevista à Folha FM, Marília sequer citou o nome de Márcia Conrado. Quem conhece seu temperamento firme ainda não consegue imaginá-la ao lado de Márcia, o que vai acabar acontecendo, em um palanque inclusive onde é desejada não para somar, dado sua amplitude, mas para subtrair, tirando Duque da disputa. Nesse aspecto também é verdadeiro dizer que Luciano sabe disso e, como já disse esse blogueiro, Marília e até Karina Rodrigues, busca a estratégia de vitimização para agregar transferência a um plano B e não perder capilaridade e protagonismo político, já que tem uma reeleição pra disputar em 2026. Resumindo, é o alinhamento político com Sebastião Oliveira, João Campos, PT e cia que levaram Marília a alinhar o argumento nesse sentido na direção do bloco governista.

Vamos aguardar os próximos capítulos. Como dizia Odorico, aquele de Sucupira, “vamos botar de lado os entretanto e partir logo pros finalmente…”

O print é eterno

Depois de Luciano Duque e Breno Araújo, quem merece ganhar um celular lanterninha pela falta de cuidado com mensagens nas redes é a ex-primeira dama, Karina Rodrigues. Aliados de Márcia Conrado estão espalhando um”print eterno” em que ela revela o que já fôra revelado: “Temos que vender LD (Luciano Duque) de vítima”, acrescentando que há de se expor Márcia Conrado como “a ingrata que quer derrotar Luciano Duque usando jogo sujo”.

Extra

O juiz Bruno Querino Olímpio, da 98ª Zona Eleitoral de Carnaíba, deveria ganhar dobrado. O trabalho que está tendo na pré-campanha em Carnaíba com propaganda antecipada não está no gibi. Até agora, já foram pelo menos seis representações por propaganda irregular. Nesse caso, Ilma tem mais condenações e multas em relação a Berg Patriota. 

Andando

A obra da Estrada de Ibitiranga realmente está cumprindo o último cronograma prometido pela empresa Esse. Além da maior quantidade de máquinas, está andando o trabalho de colocação de sub base. Esses dias deve ser iniciado o trabalho de colocação da base, etapa importante da obra. Engenheiros explicam que após o subleito, a sub-base possui função estrutural e de drenagem, ou seja, ajuda a evitar o acúmulo da água para não prejudicar a estrutura da pavimentação asfáltica. A base é a próxima camada, com utilização de brita graduada.

Última esperança

A ex-prefeita Madalena Britto tem movimentado muito sua pré-campanha em Recife, ao lado do pré-candidato a vice, Gilsinho. Esta semana, esteve com o prefeito do Recife João Campos e na festa dos 18 anos do Blog do Magno. Mas, na base, nenhuma movimentação mais intensa. Noves fora tudo, todos sabem que mesmo que ela mantenha a disposição de maior estrutura em campanha, só uma possível desistência de Wellington Maciel a coloca no páreo contra o atual favorito, Zeca Cavalcanti.

Requentada

A pré-candidata Pollyana Abreu lançou uma nova modalidade da corrida eleitoral em suas redes: requentar pesquisa eleitoral. Soltou nota lembrando o resultado da pesquisa Datatrends, de março, onde batia a pré-candidata governista Rita Rodrigues. Em abril, no mês seguinte, Rita apareceu na frente na pesquisa do Instituto Opinião, com 40,3% contra 36,9% da tucana. Em uma disputa eleitoral que promete ser animada, cada um usa as armas que tem, até descongelar os números de quase três meses atrás.

Desafio

O prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, está buscando imprimir um ritmo mais forte nas entregas da gestão diante das críticas de “governo lento” feitas por Danilo Simões ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú. Uma questão que precisa ser atacada urgentemente é a zeladoria do município, com manutenção e conservação de ruas, praças e vias rurais.

Haja desafio

Depois que Evandro Valadares desafiou Fredson Brito a debater com George Borja,  além do suposto aceite do opositor, Zé Marcos cantou Evandro para um debate na Câmara de Vereadores. Nas ruas tem gaiato como o famoso caveira das redes: “hum, eu gosto é assim,  amostradinho…”

Influencers

Depois da onda João Campos,  prefeitos Brasil afora tem embarcado na onda das trends.  Alguns tem assumido o posto de verdadeiros influencers,  como o de Sorocaba,  Rodrigo Manga:

Frase da semana:

“O que ele quer é buscar uma vitimização para chamar a atenção e quem sabe ajudar na próxima eleição dele já que ele não terá apoio da Prefeitura de Serra Talhada caso não consiga ser candidato”.

De Marília Arraes, sobre o lançamento da pré-candidatura de Luciano Duque.

Outras Notícias

As imagens e vídeos do dia

Por mais um dia, o blog acompanhou atentamente notícias das chuvas na região do  Pajeú. através de seu canal alternativo no Instagram @nill_jr mantinha a população informada das notícias oficiais, espantando Fake News. Foi possível também compartilhar belas imagens da Barragem de Brotas e do Rio Pajeú em Flores, mas ainda tivemos que falar do […]

Por mais um dia, o blog acompanhou atentamente notícias das chuvas na região do  Pajeú. através de seu canal alternativo no Instagram @nill_jr mantinha a população informada das notícias oficiais, espantando Fake News.

Foi possível também compartilhar belas imagens da Barragem de Brotas e do Rio Pajeú em Flores, mas ainda tivemos que falar do drama em Serra Talhada. Veja algumas postagens:

Incêndio volta a atingir empresa Judivan Turismo

Um novo incêndio foi registrado na empresa Judivan Turismo,  em Tabira. Vídeo enviado ao blog mostra as chamas em uma área da empresa onde há os ônibus da empresa, com vários anos de atuação no ramo. Até a publicação da nota, ainda não havia informações sobre causas e o prejuízo. Em 13 de dezembro do […]

Um novo incêndio foi registrado na empresa Judivan Turismo,  em Tabira.

Vídeo enviado ao blog mostra as chamas em uma área da empresa onde há os ônibus da empresa, com vários anos de atuação no ramo. Até a publicação da nota, ainda não havia informações sobre causas e o prejuízo.

Em 13 de dezembro do ano passado,  há pouco mais de um ano, um incêndio de grandes proporções atingiu a sede da Júnior Pneus, do empresário Judivan, em Tabira.

A empresa fica às margens da PE 320, na saída para Afogados da Ingazeira.

No episódio,  causado por um curto circuito,  as chamas tomaram grande proporção e atingiram ônibus e caminhões que ficaram destruídos.

Além da revenda de pneus, ele é conhecido por locar veículos e ter ônibus para viagens e excursões, através de empresa com o nome Judivan Turismo.

Água da Transposição fará conta de água subir em 8% em PE

Diário de Pernambuco A Transposição do Rio São Francisco sinaliza para ficar 100% pronta em 2018 e o passo seguinte do governo federal é repassar a água para os estados, que vão pagar por ela. Os cálculos estão em andamento, mas a estimativa é que a Compesa pague aproximadamente R$ 100 milhões por ano para […]

Diário de Pernambuco

A Transposição do Rio São Francisco sinaliza para ficar 100% pronta em 2018 e o passo seguinte do governo federal é repassar a água para os estados, que vão pagar por ela. Os cálculos estão em andamento, mas a estimativa é que a Compesa pague aproximadamente R$ 100 milhões por ano para poder usar a água dos canais. Como reflexo, a conta dos pernambucanos deve receber um aumento de cerca de 8%. O caso de Pernambuco, porém, tem uma condição: a água só terá utilidade com a entrega da Adutora do Agreste, obra que faz parte do projeto inicial do governo federal e é a conexão até as cidades pernambucanas. Sem adutora, o governo do estado não aceitará pagar pela água.

De acordo com o presidente da Compesa, Roberto Tavares, o entedimento é de que a água só pode ser considerada à disposição para Pernambuco quando tiver de fato utilidade. “Não vamos pagar pela água simplesmente por estar disponível para o estado, mas sem poder usar. Entendemos que não dá para acrescentar R$ 100 milhões aos custos fixos da Companhia sem poder abastecer as casas e, consequentemente, poder cobrar por ela. É um valor considerável a ser pago e que não vai chegar às casas porque a Adutora do Agreste não está pronta, justamente por falta de repasses do governo federal. Estamos questionando esse ponto”, explicou.

Todos os pernambucanos pagarão pela água, porque é uma despesa que entra para o geral da Compesa e não apenas para as contas das cidades atendidas.

A adutora atualmente precisa de R$ 579 milhões para ser concluída. No convênio firmado em dezembro do ano passado, a promessa do governo federal era repassar R$ 360 milhões neste ano e, até agora, só vieram R$ 56,5 milhões. “Hoje, a adutora tem 500 trabalhadores em 20 frentes de trabalho e, se não vierem novos repasses em até 15 dias, a obra poderá ter os canteiros desmobilizados novamente”, alertou o presidente.

Ainda segundo Tavares, se vierem pelo menos R$ 160 milhões, a obra que hoje atende apenas o município de Sertânia, conseguirá ter uma utilidade mais expressiva, levando água para mais 12 cidades. “Nesse cenário, a gente discute pagar pela água, de maneira proporcional. O acordado é que o governo federal receberia dos estados quando fizesse a água chegar aos municípios e a Adutora, que integra o plano da Transposição, é essencial. Em Pernambuco, só funciona com ela”, esclarece. A adutora completa atenderá 2 milhões de habitantes em quase 70 cidades.

De acordo com o Ministério da Integração, a Adutora do Agreste é considerada uma das prioridades da pasta. Em nota, informou que “as obras hídricas estruturantes são estratégicas para complementar a oferta d’água à população do semiárido nordestino, que sofre com o longo período de seca e estiagem.”

Além disso, informou também que o ministro Helder Barbalho tem tratado a obra com atenção.  “Por essa razão, desde sua posse, em maio de 2016, o ministro ampliou o repasse de recursos para a Adutora do Agreste – foram R$ 169,74 milhões destinados à obra. Nos últimos doze meses, o valor repassado pelo Ministério da Integração ao Governo do Estado representou um crescimento de mais de 150% se comparado ao mesmo período anterior.”

A comunicação do ministério destacou, ainda, que a carteira de projetos de responsabilidade da pasta reúne cerca de 1,5 mil obras em diferentes estágios de execução. “Mesmo com as restrições orçamentárias, o Ministério se esforça para manter o cronograma de repasses, especialmente nos temas que são considerados prioritários – como é o caso da Adutora do Agreste.”

Cálculo da água

O governo federal, via Ministério da Integração, calcula um custo aproximado de R$ 500 milhões por ano a ser pago pelos quatro estados beneficiados: Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco e Paraíba. Duas possibilidades são estudadas:

1 – Pública

O governo federal escolheu a Companhia de desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) para ser a operadora, que apresentou um estudo em novembro de 2016.

A estimativa do estudo era o montante entre R$ 525 milhões e R$ 623 milhões por ano, a ser pago pelos estados ao governo federal.

Em dezembro de 2016, a Agência Nacional das Águas (ANA) publicou nota técnica estimando um custo anual mais em conta, entre R$ 418 milhões e R$ 487 milhões.

O orçamento mais caro, nos dois casos, inclui os riscos com inadimplência

2 – Privada

Foi solicitado ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) um estudo de um modelo para repassar a gestão da água para a iniciativa privada, o que tiraria a despesa de cerca de R$ 500 milhões por ano dos cofres públicos. Quanto seria cobrado aos estados ainda não foi divulgado nesse formado.

Marília Arraes recebe apoio do ex-prefeito de Abreu e Lima

Nesta sexta-feira (17), a pré-candidata ao Governo de Pernambuco, Marília Arraes, recebeu o apoio do ex-prefeito de Abreu e Lima, Jerônimo Gadelha, e Katiana Gadelha, que foi candidata a prefeita da cidade em 2020. “Marília Arraes representa o futuro de Pernambuco. Ela será eleita a primeira mulher governadora do estado”, afirma Jerônimo. “É importante frisar […]

Nesta sexta-feira (17), a pré-candidata ao Governo de Pernambuco, Marília Arraes, recebeu o apoio do ex-prefeito de Abreu e Lima, Jerônimo Gadelha, e Katiana Gadelha, que foi candidata a prefeita da cidade em 2020.

“Marília Arraes representa o futuro de Pernambuco. Ela será eleita a primeira mulher governadora do estado”, afirma Jerônimo.

“É importante frisar que Jerônimo e Katiana estiveram juntos com Eduardo Campos em 2006, na primeira vitória do ex-governador para o Palácio do Campo das Princesas”, destaca a assessoria em nota.

Também participaram do encontro o prefeito do Paulista, Yves Ribeiro, Jorge Carreiro, pré-candidato a deputado estadual, e André Souza, presidente estadual do Solidariedade

Deputados estaduais de Pernambuco aumentam verba de gabinete em 20% 

Valor do auxílio pode chegar aos R$ 60 mil por mês A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou um reajuste de 20% para as verbas de gabinete dos parlamentares estaduais, a chamada “verba indenizatória”, que é utilizada para gastos vinculados ao trabalho. Com a aprovação, o novo valor passou para R$ 60 mil por mês, […]

Valor do auxílio pode chegar aos R$ 60 mil por mês

A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou um reajuste de 20% para as verbas de gabinete dos parlamentares estaduais, a chamada “verba indenizatória”, que é utilizada para gastos vinculados ao trabalho. Com a aprovação, o novo valor passou para R$ 60 mil por mês, para cada deputado estadual, e começa a valer no próximo dia 1º de julho. As informações são do G1 PE.

Com o reajuste aprovado em 2024, o reajuste da cota parlamentar desde 2021 foi de 103%. O salário mínimo, por outro lado, foi reajustado 28% neste mesmo período. Passou de R$ 1.100, em 2021, para R$ 1.412, em 2024.

A votação aconteceu no último dia 19 de junho, com aprovação unânime pelos presentes, em menos de um minuto. Assim como o aumento do salário dos deputados, o reajuste da cota para o exercício da atividade parlamentar é proposto, votado e aprovado pelos próprios deputados, sem interferência de outras instituições.

O dinheiro da cota parlamentar pode ser gasto por mês, com as seguintes despesas, com pagamento comprovado por nota fiscal:

Imóveis utilizados para apoio da atividade parlamentar, até o limite de R$ 12.500 (locação; condomínio; IPTU e taxas; seguro contra incêndio; locação de móveis e equipamentos; material de expediente e suprimentos de informática; acesso à internet e telefonia fixa; assinatura de TV a cabo ou similar; energia elétrica; água e esgoto; locação ou aquisição de licença de uso de software; contratação coworking e serviços relacionados);

Contratação de empresa para locação de veículos a serviço do parlamentar;

Pagamento de assessores vinculados ao gabinete, até o limite de R$ 16.300;

Empresas de serviços de assessoria jurídica, para apoio à atividade parlamentar, até o limite de R$ 10.800;

Contratação de consultorias e trabalhos técnicos, incluindo pesquisas sociais e econômicas, até o limite de R$ 20.700;

Divulgação da atividade parlamentar, até o limite de R$ 20.700, incluindo contratação de empresas de assessoria nas áreas: planejamento, organização, informação e gestão; produção de vídeos ou documentários; preparação de palestras, exposições e reuniões inerentes à atividade parlamentar; e manutenção de site e perfil em redes sociais;

Serviços de telecomunicações, incluindo contas de telefones convencionais, desde que o parlamentar seja o titular, e contas celulares do parlamentar e de seus assessores, até o limite de R$ 5.800;

Serviços e produtos postais; assinatura de publicações; fornecimento de alimentação do parlamentar;

Serviços de segurança de empresa especializada, até o limite de R$ 8.700.

As informações do projeto de reajuste da verba de gabinete estão no site da Alepe, mas não são fáceis de entender. Ao ler a proposta deste ano, por exemplo, é possível ver que o reajuste aprovado foi de 20%, em relação ao valor anterior; mas a proposta não diz qual era o valor, validado em 2023.

Quem segue para ver o valor de 2022, depara-se com a mesma informação, sem valores explícitos sobre o quanto cada deputado estadual podia gastar nessa cota de recursos.

Apenas voltando ao ano de 2021, no site da Alepe, é possível descobrir que a Resolução 747, do mês de agosto, definiu que a verba de gabinete seria de R$ 29.650, por deputado, por mês.

Assim, seguindo novamente o caminho por ano dos projetos de reajuste no site, é possível verificar que o valor alcançou o teto de R$ 60 mil que valerão a partir da próxima segunda-feira, 1º de julho, após três reajuste anuais:

Em maio de 2022, os deputados estaduais aprovaram reajuste de 34%, elevando a cota para R$ 39.731;

Em 2023, outro aumento foi aprovado, de 26%, e a verba de gabinete mensal para cada deputado chegou a R$ 50.061,06;

Em 19 de junho de 2024, com o reajuste de 20% aprovado pela Alepe, o novo valor da cota parlamentar, por mês, passou para R$ 60.073,27.

A cota parlamentar é opcional. Cada mandato pode gastar até o limite de R$ 60 mil por mês. Mas não ter alcançado o teto de gastos mensais não significa que o deputado estadual não pode usar o dinheiro até o final de cada ano.

É possível apresentar notas fiscais que comprovem a utilização dos recursos até janeiro do ano seguinte, e completar o limite por mês, totalizando em 2024 um valor que pode chegar a R$ 660,8 mil por deputado, ou R$ 32,3 milhões para o conjunto dos 49 parlamentares estaduais em Pernambuco.

Em 2024, a remuneração de cada deputado estadual de Pernambuco é formada por:

Salário mensal de R$ 33.006,39

Auxílio-moradia de R$ 7.261,40 (22% do salário), de acordo com algumas regras;

Auxílio saúde de R$ 3.300,63 (10% do salário);

Auxílio-alimentação de R$ 3.300,63 (10% do salário);

Total pode chegar a R$ 46.869,05

A partir de 1º de fevereiro de 2025, a remuneração passará a ser:

Salário mensal de R$ 34.774,64;

Auxílio-moradia de R$ 7.650,42;

Auxílio-saúde de R$ 3.477,46;

Auxílio-alimentação de R$ 3.477,46;

Total poderá chegar a R$ 49.379,98.

Cada parlamentar também recebe, no primeiro e no último ano do mandato de quatro anos, uma ajuda de custo com o mesmo valor de um salário mensal, recurso que anteriormente já foi chamado de “auxílio paletó”.

No Portal da Transparência da Alepe estão as prestações de contas dos gastos de cada parlamentar nos últimos meses.

Abril:

Em abril de 2024, por exemplo, 45 dos 49 deputados usaram a verba de gabinete, totalizando R$ 2.154.670,43.

Quatro deputados gastaram exatamente o teto: Álvaro Porto (PSDB) – presidente da Alepe, Gilmar Júnior (PV), João de Nadegi (PV) e Luciano Duque (Solidariedade).

Um total de 34 parlamentares gastaram acima de R$ 49 mil;

O menor valor gasto foi o de Jarbas Filho (MDB), que usou R$ 32.792,45.

Aglailson Victor (PSB), Diogo Moraes (PSB), Gleide Ângelo (PSB) e Izaías Régis(PSDB) não declararam gastos de verbas de gabinete neste mês.

Maio:

Em maio, 43 deputados gastaram recursos da verba indenizatória, num total de R$ 1.922.974,84 em despesas;

Mais uma vez, três deputados gastaram exatamente o maior valor permitido: o presidente da Casa, Álvaro Porto (PSDB); João de Nadegi (PV); e Luciano Duque (Solidariedade);

Neste mês, 28 parlamentares gastaram acima de R$ 49 mil;

O menor valor gasto foi o de Cleber Chaparral (União Brasil), que usou R$ 13.916;

Doriel Barros (PT), Eriberto Filho (PSB), Gleide Ângelo (PSB), Izaías Régis (PSDB), Jeferson Timóteo (PP) e Renato Antunes (PL) não apresentaram notas fiscais sobre gastos destes recursos no mês de maio.

O que dizem os parlamentares

A Assembleia Legislativa de Pernambuco e os deputados Álvaro Porto (PSDB) e João de Nadegi (PV) não quiseram comentar o aumento da cota parlamentar;

Diogo Moraes (PSB) disse que quem deveria se pronunciar era a Mesa Diretora, que responde pela parte administrativa da Alepe;

Gilmar Júnior (PV) explicou que usa o dinheiro para contratações de serviços estritamente necessários;

Luciano Duque (Solidariedade) disse que a cota é usada para despesas não supridas pela Alepe.