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Coluna do Domingão

Por Nill Júnior

Sem anistia para ataques à democracia

A anistia aos responsáveis pelos ataques às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023, é rejeitada por 63% dos brasileiros, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Datafolha. Ainda conforme a pesquisa, 31% dos entrevistados são a favor do perdão, enquanto 2% se demonstram indiferentes. Outros 4% não souberam responder.

Foram ouvidas 2.002 pessoas de 16 anos ou mais, em 147 municípios pelo Brasil, nos dias 19 e 20 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Resumindo, são a favor da anistia pelo 8 de janeiro 31%. Já contra a anistia pelo 8 de janeiro, 63%. São indiferentes 2%. E não sabem ou não responderam, 4%.

Até o momento, 116 pessoas foram condenadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participarem da invasão e depredação dos prédios em Brasília. Foram instauradas 1.354 ações penais contra participantes dos atos criminosos.

Deste total, 1.113 ações foram suspensas para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalie a possibilidade de firmar acordos com réus acusados dos crimes menos graves.

O ministro Alexandre de Moraes já validou dezenas de acordos que impedem a condenação dos acusados desde que eles cumpram regras como, por exemplo: participar de curso sobre democracia, pagar multa e prestar serviços à comunidade.

E vem mais por aí. Ja há conexões que provam, o presidente Jair Bolsonaro participou efetivamente da articulação do movimento, dando aval para Braga Neto tocar a articulação com os militares em favor do golpe de Estado. O 8 de janeiro foi o último suspiro. E a fuga de Bolsonaro para a embaixada da Hungria, prova de que havia pelo presidente medo de ser preso.

Alguns crimes, pela natureza e repercussão, como a tentativa de golpe de estado, merecem punição exemplar. Braga Neto, Coronel Mauro Cid, General Heleno e Jair Bolsonaro devem e vão pagar pelos seus crimes. A hora deles vai chegar.

Cada um com seu carma

Se o prefeito Sandrinho está sendo cobrado por manter alguns nomes que há 20 anos ocupam espaços na Frente Popular, sem oxigenação, o pré-candidato Danilo Simões também já tem um questionamento pra chamar de seu. Governistas já armam críticas a seu entorno, pela conhecida toxidade verbal e política de nomes próximos. Além de Zé Negão, cujo discurso é de que “ele controla Danilo e não vice-versa”,  já estão armando argumento contra parte dos aliados conhecidos pela divulgação de Fake News nas redes sociais, ligados a pautas ultraconservadoras. Alguns tem vida pregressa conhecida por mais atrapalhar que ajudar a ex-prefeita Giza Simões em sua última candidatura, como na “Fake da Santa”, a primeira da história política de Afogados.

Sem ser homem pra assumir

A crítica é legítima e parte do processo democrático. O problema é quando falta a quem as coloca decência para assumir e se esconde atrás de contas fakes, o pior, com conivência de lideranças. Uma conta recentemente criada no Instagram tem se especializado, além da crítica política, a atacar moralmente alguns nomes, prática execrável que já deveria ter sido abolida. Toda crítica, mesmo a que ataca biografias, é permitida, podendo depois ser questionada. Problema é quando não se é homem para assumí-las. E quem segue, consente.

Desnível

O nível da pré campanha em Arcoverde é tão baixo que fizeram uma montagem colocando Cavalcanti no lugar de Judas. “Hoje é dia de botar no poste aquele que votou sim para salvar Temer, que votou sim contra os servidores públicos, que ficou contra o povo trabalhador”, diz o texto que correu trecho nas redes.

Vai ter

Evandro Valadares voltou a dizer que seu grupo terá candidato competitivo às eleições de outubro.  Ele disse ter conhecimento de que Augusto Valadares não vai ser candidato por São José do Egito, voltou a indicar que era seu preferido,  mas disse que não tê-lo não significa terra arrasada. “Teremos candidato pra ganhar a eleição”, disse.

Solidariedade contra o feminicídio 

A família de Maria Vanessa Nunes revelou pela primeira como ela ficou após a tentativa de feminicídio em Carnaíba. A mãe, Marluce Nunes, está com dificuldades de acompanhar a filha. “Qualquer ajuda financeira ou alimentícia serve”, diz a família. O responsável pelo crime, Eronildo Batista, está preso. Ele não aceitava o fim do relacionamento. Ele jogou líquido inflamável na vítima desacordada e ateou fogo. A chave PIX para quem quiser ajudar é 87 9-9802-7639. Esse também é o pix da mãe de Vanessa.

Pior momento 

Luciano Duque vive a maior encruzilhada de sua recente história política. Quer, mas se for candidato a prefeito de Serra Talhada contra Márcia Conrado,  terá que abrir mão de seu mandato estadual,  já que Marília Arraes não lhe cederá a legenda.  Chegou ao fatídico “é mel ou cabaça”.

Homenagem

O Blog do Magno traz um texto que resgata episódio da história da ex-prefeita Giza Simões, que ao lado de Orisvaldo Inácio,  de fato escrevem parte importante da história política de Afogados da Ingazeira.  O texto evidencia sua honestidade,  atributo raro na política nacional.  No Instagram,  o texto é assinado por Zé da Coruja. No blog, por Maurício Pedrosa,  advogado e sócio do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco e vice-presidente do Instituto Histórico de Olinda.

Engole seco

Sávio Torres anunciar apoio a Diógenes Patriota e Luciana Paulino calou a boca de muita gente em Tuparetama.  Até de seus aliados próximos,  que disparavam fogo amigo contra Diógenes.  E agora, José?

Frase da semana:

“Não tem explicação jurídica, política, você proibir um adversário de ser candidato”.

Do presidente Lula sobre a proibição de Corina Yoris, nome da oposição na Venezuela,  para disputar a eleição com Hugo Chaves.

Outras Notícias

Brasil passa a saber quem realmente é Flávio Nantes Bolsonaro

Em meu comentário desta quarta-feira (28), para o Jornal Itapuama, analisei a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil em direção aos Estados Unidos, após a derrota na eleição presidencial. A viagem, com passagem pela Argentina e escala no Equador, ocorreu em meio a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal […]

Em meu comentário desta quarta-feira (28), para o Jornal Itapuama, analisei a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil em direção aos Estados Unidos, após a derrota na eleição presidencial. A viagem, com passagem pela Argentina e escala no Equador, ocorreu em meio a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibia o parlamentar de deixar o país.

Abordei as circunstâncias dessa saída, as informações desencontradas divulgadas por aliados do senador e os questionamentos que surgem diante do descumprimento da decisão judicial.

Também retomei as investigações e suspeitas que envolvem o nome de Flávio Bolsonaro, incluindo episódios relacionados às chamadas rachadinhas, à aquisição de imóveis com pagamentos em dinheiro e às recentes apurações sobre operações financeiras e possíveis conexões com o grupo do empresário Daniel Vorcaro.

Outro ponto da análise foi a repercussão internacional da viagem, especialmente a relação da família Bolsonaro com setores políticos dos Estados Unidos, o possível acolhimento do senador pelo governo Donald Trump e as consequências desse episódio para a oposição brasileira.

Questionei ainda os efeitos políticos da decisão de Flávio, que havia anunciado a intenção de assumir a liderança da oposição ao presidente Lula, mas deixou o Brasil poucos dias depois do resultado eleitoral.

Mais do que a viagem em si, o episódio levanta questões sobre o comportamento de lideranças políticas diante das instituições, das investigações e das decisões da Justiça.

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, meu comentário completo desta quarta-feira no Jornal Itapuama.

Fonte: Jornal Itapuama/Rádio Itapuama FM
Vídeo: Reprodução

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Veja imagens: Flávio Bolsonaro desembarca nos EUA após fugir do Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL), sua esposa e as filhas do casal chegaram aos Estados Unidos nesta quarta-feira (28) após fuga do Brasil. O avião utilizado pela família aterrissou em um aeroporto de Miami nesta manhã. Em uma operação secreta, Flávio Bolsonaro deixou o Brasil após descumprir uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) para […]

O senador Flávio Bolsonaro (PL), sua esposa e as filhas do casal chegaram aos Estados Unidos nesta quarta-feira (28) após fuga do Brasil. O avião utilizado pela família aterrissou em um aeroporto de Miami nesta manhã.

Em uma operação secreta, Flávio Bolsonaro deixou o Brasil após descumprir uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) para entregar seus passaportes à Polícia Federal:

Na noite de terça-feira (27), Flávio entrou na Argentina por terra. O senador então embarcou em um avião particular com destino aos EUA. O trajeto evitou o espaço aéreo brasileiro e incluiu uma escala no Equador.

Flávio e família desembarcaram em Miami, às 10h24. O avião que transportou a família até os Estados Unidos é um jatinho particular Gulfstream G400, aterrisou no aeroporto executivo Opa-locka, em Miami, na Flórida. Ainda não havia informações, até a última atualização desta reportagem, sobre o proprietário da aeronave.

Flávio Bolsonaro também ainda não havia se manifestado. Após a aterrissagem, Flávio e a família entraram em um carro que os aguardava na saída do aeroporto, onde seguiam.

Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, vive na Flórida, mas o destino da família era desconhecido.

Estratégia de Janones na campanha de Lula inspira grupos de esquerda na França, Espanha e Argentina

A estratégia de mobilização digital utilizada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) durante a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a ser adotada por grupos de esquerda em outros países. Segundo reportagem do Correio Braziliense, publicada nesta quarta-feira (28), apoiadores de lideranças políticas da França, Espanha e Argentina criaram […]

A estratégia de mobilização digital utilizada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) durante a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a ser adotada por grupos de esquerda em outros países. Segundo reportagem do Correio Braziliense, publicada nesta quarta-feira (28), apoiadores de lideranças políticas da França, Espanha e Argentina criaram comunidades inspiradas no modelo brasileiro.

A principal referência é o canal de WhatsApp Exército do Lula, organizado por Janones durante a disputa presidencial. A comunidade ultrapassou 10 milhões de integrantes e se tornou uma das ferramentas de mobilização dos apoiadores do presidente no segundo turno das eleições.

O funcionamento do grupo envolve a distribuição de tarefas, o compartilhamento de materiais políticos e a realização de ações coordenadas para ampliar o alcance de publicações nas redes sociais.

Na França, simpatizantes de Jean-Luc Mélenchon, uma das principais lideranças da esquerda do país, organizaram uma comunidade chamada Les Soldats Insoumis (Soldados Insubmissos).

Posteriormente, o partido França Insubmissa (LFI) criou um canal oficial, denominado L’équipe de Mélenchon officielle (A equipe oficial de Mélenchon), que também utiliza orientações para mobilizar participantes e ampliar a circulação de conteúdos políticos.

Algumas mensagens são divulgadas em francês e português, com referências diretas à experiência brasileira.

Na Espanha, apoiadores do primeiro-ministro Pedro Sánchez, do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), organizaram o grupo La fuerza de la gente (A força das pessoas).

A comunidade compartilha discursos, vídeos e imagens do primeiro-ministro. Entre os materiais divulgados estão orientações identificadas como as seis regras da estratégia digital de Janones, adaptadas à mobilização política espanhola.

Já na Argentina, integrantes da ala jovem e de setores mais à esquerda do peronismo criaram o Ejército del Peronismo (Exército do Peronismo), reunindo opositores do presidente Javier Milei.

O grupo utiliza vídeos e publicações da campanha de Lula como referências para organizar ações nas redes sociais. Os participantes recebem tarefas para divulgar a comunidade, compartilhar conteúdos e ampliar a participação de novos integrantes.

A reportagem aponta que as três iniciativas adotaram características semelhantes às utilizadas por Janones no Brasil, embora estejam inseridas em contextos políticos diferentes.

A expansão dessas comunidades ocorre após a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno presidencial de domingo (25). A mobilização digital foi uma das estratégias utilizadas pelos apoiadores do petista durante a disputa eleitoral.

Fonte: Correio Braziliense
Foto: Reprodução

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Flávio Bolsonaro acaba de desembarcar nos EUA após fugir do Brasil

O avião particular em que estaria o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sua família pousou nos Estados Unidos por volta das 10h25 desta quarta-feira (28), no Aeroporto Executivo de Miami-Opa Locka, na Flórida. A chegada foi registrada por plataformas de monitoramento aéreo, após uma viagem que passou pela Argentina e pelo Equador. O parlamentar deixou […]

O avião particular em que estaria o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sua família pousou nos Estados Unidos por volta das 10h25 desta quarta-feira (28), no Aeroporto Executivo de Miami-Opa Locka, na Flórida. A chegada foi registrada por plataformas de monitoramento aéreo, após uma viagem que passou pela Argentina e pelo Equador. O parlamentar deixou o Brasil depois de uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para entregar seus passaportes.

Segundo o Metrópoles, a aeronave Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertence à empresa argentina Baires Fly. O avião partiu de Puerto Iguazú, na Argentina, fez uma escala em Guayaquil, no Equador, e seguiu para Miami.

A passagem de Flávio Bolsonaro pela Argentina foi confirmada oficialmente pela Direção Nacional de Migrações do país. De acordo com o órgão, o senador cruzou a fronteira pela Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu, no Paraná, a Puerto Iguazú, às 22h50 da terça-feira (27).

Flávio estava acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas. As autoridades argentinas informaram que os quatro apresentaram documentos válidos e não tinham impedimentos legais para ingressar no país. Cerca de 40 minutos depois, a família embarcou no avião particular com destino ao Equador.

A viagem ocorreu após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou, na segunda-feira (26), a entrega dos passaportes do senador à Polícia Federal. A medida foi adotada no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz.

O parlamentar não entregou os documentos dentro do prazo estabelecido, e a Polícia Federal realizou o cancelamento dos passaportes. Antes de deixar o país, Flávio havia afirmado publicamente que cumpriria a decisão judicial e que não pretendia sair do Brasil.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump manifestou disposição para receber o senador brasileiro e sua família. Questionado sobre a viagem, afirmou desconhecer a localização exata de Flávio, mas declarou que aprovaria sua entrada no país.

O Departamento de Estado norte-americano também informou que concederia vistos ao parlamentar e aos familiares.

A possível participação do secretário de Estado, Marco Rubio, na articulação da viagem foi mencionada pelo advogado mexicano Simón Levy, ligado ao movimento político de Trump. Segundo Levy, Rubio teria coordenado a operação para levar Flávio aos Estados Unidos. A alegação, entretanto, não foi confirmada oficialmente pelo governo norte-americano.

Fonte: Metrópoles
Foto: Reprodução

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“Queriam o quê? Que Flávio ficasse para ser preso?”, diz Malafaia ao defender saída do senador do Brasil

O pastor Silas Malafaia defendeu, nesta quarta-feira (28), a decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de deixar o Brasil após a derrota na eleição presidencial. Em vídeo publicado nas redes sociais, o religioso afirmou que o parlamentar agiu corretamente e criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). “Queriam o quê? Que […]

O pastor Silas Malafaia defendeu, nesta quarta-feira (28), a decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de deixar o Brasil após a derrota na eleição presidencial. Em vídeo publicado nas redes sociais, o religioso afirmou que o parlamentar agiu corretamente e criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Queriam o quê? Que Flávio ficasse para ser preso?”, questionou Malafaia, ao reagir às críticas sobre a viagem do senador aos Estados Unidos.

O pastor também classificou como perseguição a decisão de Moraes que determinou a entrega dos passaportes de Flávio à Polícia Federal.

“Ele não é magistrado, é um agente político no STF. Vocês queriam o que? Eu estou vendo a esquerda espernear. Queria que Flávio ficasse aqui para ser preso? Sem o devido processo legal?”, declarou.

Ao defender a decisão do senador, Malafaia acrescentou: “Está corretíssimo”.

Flávio deixou o Brasil na terça-feira (27), acompanhado da esposa e das duas filhas. A passagem da família pela Argentina foi confirmada pelas autoridades migratórias do país.

O governo dos Estados Unidos também informou que emitiria vistos para o senador e seus familiares. Segundo o Metrópoles, o presidente Donald Trump autorizou a entrada da família em território americano.

Fonte: Metrópoles
Foto: Danilo M. Yoshioka/Especial Metrópoles

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