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Coluna do Domingão

Por Nill Júnior

Bolsonaro odeia democracia

Organizadores do ato convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra as acusações de golpe de Estado discutiram procedimentos para manter o controle da mobilização em meio à disputa por holofotes e também para evitar complicações jurídicas.

Coordenador do evento, o pastor Silas Malafaia, defendeu que Bolsonaro e políticos mais próximos se concentrem em apenas um carro de som. A ideia é impedir que as atenções se dividam, além da eventual perda de controle sobre o tom dos discursos.

Mas há aliados que sugerem a inclusão de outros quatro trio elétricos na Avenida Paulista. A manifestação irá ocorrer em meio à expectativa de que Bolsonaro não escape de uma prisão. Não à toa, o evento está sendo tratado como um teste de fidelidade ao ex-presidente, ainda mais para aqueles que têm pretensões político-eleitorais com a marca bolsonarista.

Até o momento, o PL contabiliza a confirmação de mais de 100 políticos também de outros partidos. Mas a lista não foi divulgada na íntegra.

O ato não tem nada a ver com defesa da democracia e do estado democrático de direito, como sugere Bolsonaro. Pelo contrário, tenta criar um ambiente de comoção que pressione as autoridades para livrar a pelo de Bolsonaro justamente por atentar contra a democracia. As evidências comprovam o uso da  máquina estatal e a tentativa de um golpe de Estado, que só não avançou por falta de apoio das instituições, falta de unanimidade no próprio exército brasileiro e ambiente internacional desfavorável.

Bolsonaro odeia democracia e já deixou isso evidente em várias manifestações. O mundo ideal de Bolsonaro é aquele em que sua vontade e crimes fiquem impudes, blindados, sob argumento de ainda ter algum apoio e fanatismo em seu entorno.

O país ideal de Bolsonaro é aquele da rachadinha sem punição, do desvio de joias de estado para negociar no mercado paralelo, de atacar ileso instituições e pessoas, de tratar com desconfiança e usar o estado para arapongar aliados, de enriquecer a si e a família, principalmente os filhos, com toda sorte de esquema ilícito, de atuar de forma genocida e ajudar a matar milhares negando vacina e estimulando tratamentos ineficazes,  da associação criminosa, violência política, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. No país de Bolsonaro, democracia não entra.

Dize-me com quem andas…

Como bem diz Kennedy Alencar: foi Bolsonaro quem perseguiu a democracia brasileira e tramou um golpe contra o Estado democrático de direito. Piada alemã diz que, se você chega a um restaurante e se senta à mesa com dez nazistas e conversa com eles, o encontro passa a ter 11 nazistas. Políticos que forem à manifestação convocada por um fascista e golpista estarão na mesma situação. O Genocida tem encontro marcado com a prisão. No caso de Bolsonaro, não faltam provas. Falta o rito. Falta deixar o Estado democrático de direito oferecer a ele tudo o que ele queria negar aos brasileiros ao tentar instalar uma ditadura no Brasil.

Filho de, o que é?

Jair Renan Bolsonaro, filho do ex-presidente, foi ouvido pela polícia na investigação dos crimes de falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro. Apesar de Renan negar a autoria das assinaturas, o filho ‘zero4′ conseguiu acessar o empréstimo de um banco através do uso de biometria. Ou seja, na cena do crime, sr permitiu mostrar o próprio rosto.

Começa o ano

O ano de 2024 começou após mais um carnaval. A política do Pajeú também. É momento da arrumação das pré-candidaturas nas principais cidades. De definições e indefinições também.

Definido

O quadro está bem definido em Afogados da Ingazeira (Sandrinho x Danilo), Tabira (Nicinha x Flávio Marques), Carnaíba (Berg x Ilma), Triunfo (João Batista x Eduardo Melo), Santa Cruz da Baixa Verde (Irlando x Zé Bezerra), Sertânia (Rita Rodrigues x Poliana Abreu), Calumbi (Joelson x Cícero Simões) e Brejinho (Gilson Bento x Túlio Vanderlei).

Meio definidos

Em Serra Talhada,  Márcia não definiu a vice e não sabe se enfrenta Luciano Duque ou outro nome na oposição.  Soraya Murioka aguarda pelo nome de Marconi Santana.  Anderson Lopes e Jordânia Siqueira não conheceram o candidato de Adelmo Moura. Em Quixaba,  quem enfrentará Zé Pretinho? E na Ingazeira,  quem disputará contra Luciano Torres? Em Solidão,  ninguém sabe quem vai enfrentar o candidato de Djalma da Farmácia,  Maycon da Farmácia. E em Santa Terezinha,  falta saber quem enfrentará Delson Lustosa.

Rolo

As cidades onde há mais indefinição são Tuparetama,  onde Danilo Augusto é um nome da oposição,  mas ainda sem unanimidade e Sávio ainda não confirmou apoio a Diógenes Patriota.  Em Iguaracy,  Zeinha não anunciou o nome,  Albérico Rocha reclama um processo justo entre ele, Marquinhos e Pedro Alves. Dessoles diz, mas não foi confirmado como nome da oposição.

Maior imbróglio

A cidade com o título de eleição mais embolada é São José do Egito.  Na oposição,  não há entendimento pleno entre Fredson Brito,  Zé Marcos,  Romério Guimarães e João de Maria.  No bloco de Evandro Valadares,  sem definição pelo plano A, Augusto Valadares,  e desistência do plano B, Eclérinston Ramos,  o processo está travado.

Fato novo

A professora e ex-secretária de Educação de São José do Egito, Roseane Borja, se filiou  ao PT. O ato oficial de filiação dela e de outros nomes locais deverá ocorrer em breve e as fichas serão assinadas pelo deputado federal Carlos Veras. “O ingresso dessas lideranças entre os quadros petistas locais tem em vista o fortalecimento de um projeto democrático e popular para as eleições deste ano”, diz Carlos.

Saída honrosa

Em Arcoverde,  Wellington Maciel ainda luta para recuperar popularidade e disputar a reeleição.  Alguns aliados chegaram a sugerir que,  em uma saída honrosa,  ele anunciasse não ser mais candidato.  Mas LW resiste….

Certeza

Em Serra, pode ter reunião do Podemos,  anúncio de alinhamento com Ronaldo de Dja,  possibilidade de plano B com Miguel Duque,  o que mais inventarem: a eleição só terá graça e disputa se o candidato for Luciano Duque para enfrentar Márcia Conrado.  Caso contrário,  podem diplomá-la antes do processo eleitoral,  pra economizar tempo e dinheiro.

Quem manda?

Sem a presença de Pollyana Abreu,  Guga Lins, ex-prefeito,  anunciou o empresário Paulo Roberto como candidato a vice na chapa. A candidata de oposição não comentou ou confirmou a indicação em suas redes, mostrando que não gostou da forma como foi atropelada no anúncio.

Frase da semana:

“Esta cadeira estar comigo é uma cagada”.

De Jair Bolsonaro,  na reunião golpista de julho de 2022, vazada pouco antes do Carnaval.

Outras Notícias

Tarcísio de Freitas sobre Flávio: “o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”

O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, comentou a movimentação de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos, pregando teorias da conspiração sobre a eleição. Após a derrota, Flávio Bolsonaro viajou para os Estados Unidos e divulgou uma carta pública contestando os resultados eleitorais e declarando-se o “verdadeiro presidente eleito”. Mas Tarcísio afirmou textualmente ao […]

O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, comentou a movimentação de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos, pregando teorias da conspiração sobre a eleição.

Após a derrota, Flávio Bolsonaro viajou para os Estados Unidos e divulgou uma carta pública contestando os resultados eleitorais e declarando-se o “verdadeiro presidente eleito”.

Mas Tarcísio afirmou textualmente ao Estadão:

“Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente.”

Tarcísio reforçou que a “eleição acabou” e defendeu que o papel da oposição agora deve ser construído de forma forte, serena e vigilante dentro do funcionamento regular das instituições democráticas e do Congresso Nacional.

Trump diz que não vai se envolver após Flávio Bolsonaro se declarar presidente eleito do Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (28) que não pretende se envolver na declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que divulgou uma carta na qual se apresentou como o verdadeiro presidente eleito do Brasil, apesar da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Questionado por jornalistas sobre […]

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (28) que não pretende se envolver na declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que divulgou uma carta na qual se apresentou como o verdadeiro presidente eleito do Brasil, apesar da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.

Questionado por jornalistas sobre o documento, Trump evitou comentar as alegações feitas pelo brasileiro.

“Não vou comentar sobre isso. Não vou me envolver”, respondeu o presidente americano.

A manifestação ocorreu depois que Flávio chegou a Miami, acompanhado da esposa e das duas filhas. O senador deixou o Brasil apesar de uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que exigia a entrega de seus passaportes à Polícia Federal e proibia sua saída do país.

Na primeira versão da carta, divulgada por aliados, Flávio afirmou: “Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil”.

Posteriormente, ao publicar o documento em sua conta na rede social X, o senador retirou a autoproclamação e passou a se apresentar como “líder do Brasil”.

Apesar da alteração, Flávio manteve as acusações de fraude eleitoral, sem apresentar provas, e os questionamentos à atuação do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral.

O parlamentar voltou a criticar a decisão que permitiu a ampliação do horário de votação em determinadas seções eleitorais. Também acusou a campanha de Lula de abuso de poder político e econômico e defendeu a cassação da chapa formada pelo presidente e pelo vice, Geraldo Alckmin (PSB).

Na carta, Flávio agradeceu a Donald Trump pelo acolhimento nos Estados Unidos e afirmou que pretende liderar a oposição brasileira a partir do território americano.

A resposta do presidente dos Estados Unidos, entretanto, não representou apoio às acusações apresentadas pelo senador nem reconhecimento de sua reivindicação à Presidência da República.

Trump já havia demonstrado disposição para receber Flávio e seus familiares no país. Também fez críticas à condução das eleições brasileiras, embora tenha afirmado que não tomou partido na disputa.

A declaração desta quarta-feira foi dirigida especificamente à carta divulgada pelo senador, sobre a qual o republicano preferiu não se posicionar.

Lula foi reeleito no domingo (25), com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro. O resultado foi proclamado pela Justiça Eleitoral e reconhecido oficialmente pela direção nacional do PL.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Flávio Bolsonaro recua e altera trecho da carta em que se proclamava presidente eleito do Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) alterou o trecho de uma carta em que se apresentava como o verdadeiro presidente eleito do Brasil, apesar da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições. A primeira versão do documento circulou entre aliados nesta quarta-feira (28), mas, ao publicar a carta em sua […]

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) alterou o trecho de uma carta em que se apresentava como o verdadeiro presidente eleito do Brasil, apesar da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições. A primeira versão do documento circulou entre aliados nesta quarta-feira (28), mas, ao publicar a carta em sua própria conta na rede social X, o parlamentar substituiu a autoproclamação pela expressão “líder”.

Na versão inicial, o texto começava com a declaração: “Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil”.

A mudança ocorreu depois da repercussão do documento, que foi divulgado inicialmente por apoiadores do senador. Na publicação feita em seu perfil oficial, Flávio retirou a referência à condição de presidente eleito, passando a se apresentar como uma liderança política.

A primeira versão também apresentou um problema no brasão nacional utilizado no documento. A imagem trazia a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, denominação antiga do país, posteriormente substituída pelo símbolo atualizado da República Federativa do Brasil.

Apesar das alterações, Flávio manteve as acusações de fraude nas eleições presidenciais, sem apresentar provas, e os questionamentos à atuação da Justiça Eleitoral. O senador também criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu a prorrogação do horário de votação em determinadas seções eleitorais.

Na carta, Flávio afirma que deixou o Brasil por considerar que sofre perseguição política. O parlamentar agradece aos presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina, e anuncia que pretende liderar a oposição brasileira a partir do território americano.

A manifestação foi divulgada após a chegada do senador aos Estados Unidos, três dias depois de sua derrota na eleição presidencial. A direção nacional do PL já havia reconhecido oficialmente a vitória de Lula.

 

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Carta em que Flávio dizia ser presidente tinha definição errada e Brasil com “Z”. Versão foi corrigida

A carta do senador Flávio Bolsonaro (PL) e divulgada por seus aliados nesta quarta-feira (28), na qual ele se declara presidente eleito do Brasil apesar de ter perdido a eleição para Lula (PT), circulou em duas versões com brasões diferentes da República. Na primeira versão, o símbolo nacional trazia a palavra “Brazil”, escrita com z, […]

A carta do senador Flávio Bolsonaro (PL) e divulgada por seus aliados nesta quarta-feira (28), na qual ele se declara presidente eleito do Brasil apesar de ter perdido a eleição para Lula (PT), circulou em duas versões com brasões diferentes da República.

Na primeira versão, o símbolo nacional trazia a palavra “Brazil”, escrita com z, em vez de “Brasil”, com s. A imagem foi substituída em um segundo arquivo compartilhado pelos aliados do senador nos Estados Unidos.

Também trata a nomenclatura como “Estados Unidos do Brazil”. Só que o Brasil não é oficialmente chamado de Estados Unidos do Brasil desde 1967.

O nome foi adotado logo após a Proclamação da República, com o Decreto nº 1 em 1889, e consolidado na primeira Constituição republicana em 1891.

A denominação foi alterada para República Federativa do Brasil pela Constituição de 1967, que entrou em vigor em 15 de março de 1967.

Depois da gafe, o material foi corrigido.

“O Brasil não ganha em nada com esta oposição EAD”, diz Renan Santos sobre Flávio Bolsonaro

O ex-candidato à Presidência da República Renan Santos, do partido Missão, criticou nesta quarta-feira (28) a carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após sua chegada aos Estados Unidos. Em vídeo publicado nas redes sociais, Renan questionou a decisão do adversário de deixar o Brasil e anunciar uma atuação política a partir do exterior. No […]

O ex-candidato à Presidência da República Renan Santos, do partido Missão, criticou nesta quarta-feira (28) a carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após sua chegada aos Estados Unidos. Em vídeo publicado nas redes sociais, Renan questionou a decisão do adversário de deixar o Brasil e anunciar uma atuação política a partir do exterior.

No comentário, Renan afirmou que Flávio se apresentou como presidente da República, contestou o resultado das eleições e alegou, sem apresentar provas, que a votação teria sido fraudada.

O ex-candidato também criticou o argumento de Flávio sobre a atuação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante o processo eleitoral. Renan lembrou que o próprio senador apoiou a indicação de Zanin à Corte.

Outro ponto abordado foi a decisão de Flávio de atuar politicamente a partir dos Estados Unidos. Renan questionou a comparação com governos que se organizaram no exílio em outros momentos históricos.

Para ele, a situação brasileira é diferente, uma vez que o Partido Liberal continua funcionando normalmente, com representação no Congresso Nacional e participação nas instituições políticas.

Renan também comparou a iniciativa ao movimento liderado pelo opositor venezuelano Juan Guaidó, que reivindicou a Presidência da Venezuela.

Durante a manifestação, o ex-candidato criticou a relação da família Bolsonaro com Donald Trump e avaliou que o presidente americano poderá deixar de apoiar Flávio caso a aproximação deixe de atender aos seus interesses políticos e econômicos.

Embora tenha ressaltado que também faz oposição ao presidente Lula, Renan afirmou não considerar que a iniciativa de Flávio represente uma ameaça à democracia brasileira.

“Eu sou oposição natural ao governo Lula, mas o Brasil não ganha em nada com esta oposição EAD”, declarou.

O ex-candidato também criticou a possibilidade de que a atuação política de Flávio nos Estados Unidos contribua para pressionar o Brasil por meio de medidas comerciais.

Ao encerrar a manifestação, Renan defendeu que as lideranças políticas permaneçam no país e assumam as consequências de suas decisões.

“Eu tô aqui, vou lutar daqui e vou pagar as consequências das minhas ações aqui. Gostaria que o Flávio também o fizesse, mas isso demandaria dele ser um líder, coisa que ele não é”, afirmou.

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, o vídeo com a manifestação de Renan Santos sobre a carta divulgada por Flávio Bolsonaro.

Vídeo: Reprodução

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