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Coluna do Domingão

Por Nill Júnior

Denunciar Airton Freire é exercer cristandade. Defendê-lo, não

Diante da cobertura do blog do caso Airton Freire, que tem trazido enorme repercussão dadas as informações que, muito antes de veículos nacionais, apontavam a responsabilidade do pseudo sacerdote em crimes sexuais, alguns tem invocado minha ligação histórica com a Igreja Católica, especificamente no Pajeú, através da Diocese de Afogados da Ingazeira.

Pra quem não sabe, não foram poucos os sacerdotes e bispos que tiveram ou tem participação efetiva na minha construção pessoal e profissional. Quando adolescente, sem rumo nem prumo, foi a mão da igreja, através da Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP) que me puxou, a partir de sua ação comunitária e política, com a possibilidade de, sem saber que era isso que seria quando crescer, apresentar um programa de rádio, o Conversando com a Juventude, desde maio de 1991. Foi aquela a minha janela para o mundo.

A partir dali também nasceu meu amor por um símbolo da igreja revolucionária, libertadora, progressista: a Rádio Pajeú, instrumento usado tão bem para a base política que temos hoje na região. Minha vida se confunde com essa emissora.

Pois é exatamente essa vivência, de conhecer e aprender com esses princípios, que me dá a tranquilidade de saber que pelo jornalismo, também se pode viver a cristandade. Todas as vezes que se levanta a voz  denunciando mazelas, injustiças, optando pelos pequenos diante dos poderosos, apontando a necessidade de um olhar correto diante dos fatos, também se vive o que Cristo ensinou na plenitude. “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos (Mateus 5:6)”.

No caso específico, de Airton Freire, que reluto hoje em chamar de padre, sacerdote, vale o mesmo princípio. Inclusive vale o registro de que os crimes não aconteceram em ambientes da igreja, que o proibiu de celebrar há um tempo em templos católicos, como já destacaram Dom Bernardino Marchió, o Dom Dino, e mais recentemente, Dom José Luiz Fereira Salles. À medida que tivemos acesso a relatos das vítimas que começaram a procurar justiça, caladas pelo medo e intimidadas por todo o poder que o rodeava, não havia dúvidas sobre o caminho a seguir. Por mais que alguns, por interesses difusos,  tentem defendê-lo, as vítimas estão do outro lado.

“É importante relatar que o relato das vítimas merece credibilidade. E quando recebemos qualquer noticia crime dessa natureza, buscamos todos os elementos para que corroborem pra elucidação de todos os fatos e as circunstâncias em torno”, disse a Delegada Andreza Gregório, titular e coordenadora da Força Tarefa que investiga o clima, em resposta a uma pergunta desse blogueiro sobre quem ainda duvida da robustez das investigações.

E seguiu: “todas as mulheres que nos procuraram relataram de uma forma detalhada, segura. São mulheres e um homem que não se conhecem, não tem nenhum relacionamento entre eles. Detalham de forma emocionada, demonstram dor em relembrar todos esses fatos e não há nenhum indicativo de que possam estar inventando ou fantasiando algo contra um homem que por elas era tido como um homem santo”. Não precisa dizer mais nada sobre, em nome do princípio cristã da justiça, saber de que lado estar. daí porque, desde então, defendê-lo mesmo diante das evidências indica quatro possibilidades: ignorância, interesse, profissão (como no caso de seus advogados)  ou má fé.

Elogiada

A Delegada Andreza Gregório foi muito elogiada por coordenar e liderar a Força Tarefa que investigou o padre Airton Freire e seu entorno no caso dos crimes sexuais. Ela é titular da Delegacia da Mulher de Afogados da Ingazeira. Já tinha tido atuação destacada em outros episódios, como na prisão de PMs da região que, mesmo com medida protetiva, seguiam ameaçando e intimidando ex-esposas.

Auto implosão

O áudio de Romério Guimarães atacando o ex-prefeito e ex-deputado Zé Marcos de Lima e vereadores da oposição foi a pá de cal em sua pretensão de liderar a oposição em São José do Egito. Ele conseguiu isolamento total no bloco. Romério já tinha fama de desagregador, apesar da liderança que conseguiu, chegando a prefeito de São José do Egito. Agora, a situação jurídica somada à fala vazada e divulgada em primeira ,mão pelo blog implodiram qualquer possibilidade de que ele lidere o bloco.

Repeteco

O mesmo já tinha ocorrido em 2020, quando por falta de habilidade e liderança, não conseguiu aglutinar e viu Zé Marcos lançando Roseane Borja e o PT saindo com Rona Leite, entregando a reeleição de bandeja para Evandro Valadares.

Nada mudou

Em Serra Talhada, nada mudou nos últimos dias depois das bombásticas respostas de Luciano Duque a este jornalista. Waldemar Oliveira ainda não apresentou quais são os dez nomes a disposição da oposição, depois de ter feito o inusitado anúncio, Márcia Conrado manteve sua agenda administrativa e midiática como se nada estivesse acontecendo nos bastidores e Duque não teve nenhuma sinalização da tal “reunião olho no olho”.

Audiência

A primeira audiência de instrução do processo dos vereadores de Santa Terezinha, Doutor  Júnior e Manoel Grampão  será sexta, dia 4, 8h30 da manhã. Eles estão presos desde o dia 10 de maio,  depois da Operação Conluio,  deflagrada pela Polícia Civil.

Entrave

Ilma Valério tem um desafio para consolidar seu projeto político. Pelo que se apurou, ela de fato estaria disposta a enfrentar o grupo de Anchieta Patriota, que deve apresentar Thaynara Queiroz. Mas Gleibson Martins,  que disputou a eleição contra Anchieta em 2020,  não tem demonstrado interesse em abrir mão de uma nova tentativa.  E oposição dividida favorece por tabela o nome governista.

Tira teima

O blog divulga esta semana pesquisa do Instituto Múltipla com a intenção de voto em Arcoverde a praticamente um ano do processo eleitoral.  Será o primeiro levantamento depois da nova formatação política de Arcoverde,  aferindo a força eleitoral de Wellington Maciel,  Madalena Britto,  Zeca Cavalcanti,  Siqueirinha e cia.

A Caixa caiu

Uma notícia que correu muito tempo em Tabira,  a da venda da folha pela gestão Nicinha à CEF, esfriou. Aparentemente,  a notícia que correu indicando que a prefeitura iria repassar a movimentação do funcionalismo ao banco, mas fazer uma grande campanha de portabilidade,  usando a Caixa como barriga de aluguel,  esfriou o antes interessado.

Frase da semana: “Ainda sobre dinheiro para tomar caldo de cana e pastel com dona Michelle”.

De Jair Bolsonaro, sobre os mais de R$ 17 milhões que recebeu de PIX na campanha para pagar as multas por infrações de trânsito em São Paulo, estimadas em R$ 1 milhão. Com a sobra, daria para comprar pastel no almoço e jantar durante 793 anos. Na pastelaria mais famosa de Brasília, a Viçosa, um pastel com caldo de cana custa R$ 13,90.

Outras Notícias

Carmen Lúcia defende eleições livres e seguras

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia destacou, neste domingo (25), o papel da Justiça Eleitoral na organização do segundo turno das Eleições 2026. Ao chegar ao local de votação, em Belo Horizonte (MG), ela ressaltou que a instituição foi criada para atuar diretamente no processo eleitoral. “O Tribunal se preparou para garantir […]

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia destacou, neste domingo (25), o papel da Justiça Eleitoral na organização do segundo turno das Eleições 2026. Ao chegar ao local de votação, em Belo Horizonte (MG), ela ressaltou que a instituição foi criada para atuar diretamente no processo eleitoral.

“O Tribunal se preparou para garantir ao povo brasileiro eleições livres e seguras. (…) Um dia em que vamos celebrar a Democracia”, afirmou Carlos Henrique Perpétuo Braga, presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), que acompanhava a ministra.

Moro preocupado com chuvas no Paraná

O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), manifestou-se nas redes sociais sobre as fortes chuvas que atingem o estado neste fim de semana. No dia 24 de outubro de 2026, ele destacou os bloqueios em rodovias, como o da BR-277 na região da Serra da Esperança, e pediu para que a população compareça às […]

O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), manifestou-se nas redes sociais sobre as fortes chuvas que atingem o estado neste fim de semana. No dia 24 de outubro de 2026, ele destacou os bloqueios em rodovias, como o da BR-277 na região da Serra da Esperança, e pediu para que a população compareça às urnas no segundo turno das eleições, apesar do mau tempo.

Em suas postagens no X e no Facebook, Moro comentou que o “Sul está debaixo d’água”, conclamando os eleitores a votarem.

A Defesa Civil do Paraná emitiu um alerta vermelho de temporais severos com riscos de granizo e rajadas de vento. O volume de chuva registrou recordes históricos em diversas cidades paranaenses, afetando milhares de pessoas e deixando dezenas de desabrigados e desalojados em todo o território.

https://x.com/SF_Moro/status/2114135823847149845

Coluna do Domingão: amanhã vai ser outro dia

O Brasil se reúne para decidir muito provavelmente o futuro dos seus próximos 20 anos. Neste domingo,  escolheremos o modelo de governo,  de sociedade que vamos ter, em mundos propostos absurdamente diferentes. É sim uma encruzilhada do tempo. E o portal que vamos abrir é de nossa total responsabilidade. Flávio Bolsonaro é favorito na disputa. […]

O Brasil se reúne para decidir muito provavelmente o futuro dos seus próximos 20 anos.

Neste domingo,  escolheremos o modelo de governo,  de sociedade que vamos ter, em mundos propostos absurdamente diferentes. É sim uma encruzilhada do tempo. E o portal que vamos abrir é de nossa total responsabilidade.

Flávio Bolsonaro é favorito na disputa. E não há como dizer que representa a mudança em que parte da sociedade acredita estar apostando. Em parte por responsabilidade da direita mais moderada,  que se deixou envolver e engolir pelo bolsonarismo.

Não há nada que o senador tenha feito em sua trajetória que abone essa percepção. Numa democracia,  é legítimo pensar na mudança,  na necessidade de guinada de modelo político,  econômico. Mas nada disso deveria se aplicar a Flávio,  porque ele não tem uma história que justifique a representação do novo. Suas inúmeras acusações expostas na imprensa e blindadas por seu foro privilegiado provam isso.

Por Flávio,  além da ligação com as milícias,  pesam graves acusações. A cada dia a impressão que passa é de uma nova denúncia. Rachadinha, ocultação de patrimônio,  lavagem de dinheiro com compra de imóveis em espécie,  ligações íntimas com Daniel Vorcaro e o Banco Master,  super enriquecimento,  envolvimento com o advogado e sócio Willer Tomaz, do escândalo do INSS, de envolvimento com BETS e outros crimes, dentre outros ilícitos blindados também pela percepção coletiva de parte da sociedade. Flávio simplesmente não tem estatura moral e ética para ser o “presidente da mudança”. Num país minimamente sério,  nem seria candidato.

O problema não é a decisão de tirar o atual mandatário do poder. É dar aos sintomas identificados como sociedade um remédio que ao invés de curar, agravará muito o estado do paciente, o deixando em colapso político,  administrativo,  social e moral. E quando o profissional avisa dos efeitos colaterais,  ainda assim a maioria de nós está dizendo: “pode aplicar, doutor. Eu me responsabilizo”.

Além do currículo que denuncia sua trajetória e ligações com o submundo, seus propósitos são de desmonte das conquistas sociais e políticas que avançaram na nossa jovem democracia. São flagrantes as ameaças às política sociais,  de cotas, à universidade pública, ao meio ambiente,  de gênero, à ciência,  à nossa soberania.

Daniella Marques, guru econômica de Flávio,  já avisou que defende a criação de um “cardápio de cortes” de despesas públicas, mencionando possibilidades de PECs para redução de gastos e propondo uma “reforma administrativa digital” avaliando a substituição de cargos por inteligência artificial. Em um podcast, afirmou que “só vai ter eleição daqui a oito anos”, ao comentar a força política de extrema-direita e a composição do Senado para aprovar reformas e desmonte.

Tudo está documentado,  registrado,  taquigrafado. Ninguém terá o direito de dizer “eu não sabia”. Prova disso é que, das prisões domiciliares ou das cadeias,  nomes como Jair Bolsonaro,  Augusto Heleno, Silvinei Vasques,  Paulo Sérgio Nogueira, Braga Neto,  dentre outros,  começam a ressurgir no noticiário.

Se as pesquisas se confirmarem,  vamos ter que como sociedade antecipar o pedido de desculpas aos mais vulneráveis, que sofrerão mais: indígenas,  negros, pobres,  moradores das periferias,  jovens à porta do sonho da universidade,  trabalhadores. Ainda às florestas,  matas, animais, rios e nascentes. Como gostaríamos de estar errados. Mas o passado diz que não,  e até a ele parte de nós relutou em revisitar.

Uma nota de esperança é, primeiro,  a possibilidade de uma surpresa,  contrariando a tendência. Há quem diga ser muito possível. Depois, a certeza de que a sociedade permanecerá nas ruas lutando por democracia, defendendo a constituição, os direitos adquiridos, para dar voz a quem eles tentarão calar.

Uma das missões do jornalismo é documentar a história e vamos fazê-lo com o mesmo compromisso de sempre. Mas é importante posicionar o desenho do que, caso seja essa a realidade apresentada nesta noite, vai acontecer. Não precisa vir do futuro para saber disso. Se serve para acalentar alma e coração, como diz Chico, “amanhã vai ser outro dia”, aconteça o que acontecer.

Flávio favorito

Disse Adriano Oliveira, cientista político pernambucano: “considerando meu agregador e todas as pesquisas divulgadas neste sábado, meu prognóstico é que Flávio Bolsonaro será eleito amanhã presidente da República. Por quê? Flávio se manteve na casa dos 50% dos votos válidos, e Lula não conseguiu a virada. Mas destaco o que venho afirmando: esta é a eleição do medo. Flávio conseguiu manter elevada a rejeição a Lula, que permaneceu estável ou cresceu nas pesquisas”.

Três possibilidades 

Na análise para o comentário das rádios Itapuama FM, Pajeú, Cultura FM e Monteiro FM, falei das projeções para as eleições deste domingo por ordem: 1) vitória de Flávio com até 2% de frente; 2) vitória de Lula com vantagem mínima,  dificilmente chegando a 2% de frente; e 3) ou vitória de Flávio com mais de 2% de frente.

No que se agarram aliados de Lula

Com base na Quaest,  aliados de Lula destacam que Lula “está oscilando para cima”. Votos totais saíram de 44% para 45%; aprovação saiu de 46% para 48%; avaliação positiva do governo subiu de 34% para 36%. Consequentemente, desaprovação também está em queda: caiu de 47% para 45%. Rejeição, que já foi 53%, agora é 47%.

Likely

Outro ponto, é que a última Quaest, sem likely voter, já tinha dado 51% x 49% para Flávio. Expectativa era que, com o likely voter, vantagem bolsonarista aumentasse. Não aumentou. Como o eleitor de Lula é mais tendente à abstenção, infiro que, sem o likely voter, vantagem de Flávio, no mínimo, caiu. Nos votos totais, a vantagem de Flávio é de apenas 1 ponto (46% a 45%) e o medo da família Bolsonaro voltar ao poder (49%) é maior do que o medo da reeleição de Lula (46%).

São Pedro fazendo lulista sonhar

Oito estados do país têm risco de temporal neste domingo (25) de eleição, todos com predominância do voto em Flávio Bolsonaro segundo as pesquisas. O risco de temporal é alto na área que passa por Santa Catarina, Paraná, Sul do Mato Grosso do Sul e Centro-Sul de São Paulo. E é maior ainda na área que vai do litoral norte de Santa Catarina até o Espírito Santo, incluindo o litoral paulista, Rio de Janeiro, Centro-Sul de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Além das fortes chuvas, ventanias são esperadas na área que vai do litoral norte de São Paulo até o Distrito Federal. Norte e Nordeste terão tempo seco.

Super cobertura 

Neste domingo, uma super cobertura da Rádio Pajeú, desde o Rádio Vivo até a Central da Apuração. A coordenação da cobertura é de Alyson Nascimento . Promete ser uma apuração muito mais rápida que no primeiro turno.  A partir dos números do Sertão, já será possível projetar abstenção e a comparação com o primeiro turno, dando informações para o que pode acontecer no Nordeste, região essencial na apuração. Em paralelo a apuração nacional e o anúncio do presidente eleito, entre Flávio Bolsonaro e Lula. Segunda o primeiro programa Manhã Total avalia o resultado no Debate das Dez Especial.

Frases da semana:

“Dá com uma mão e tira com os nove dedos”.

De Flávio Bolsonaro a Lula no debate da Globo.

“Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos.” De Lula, respondendo a Flávio.

Quaest: rejeição a Flávio cai de 52% para 49%, enquanto Lula permanece com 47% na véspera do segundo turno

A rejeição ao senador Flávio Bolsonaro (PL) caiu três pontos percentuais na última pesquisa Quaest antes do segundo turno presidencial, divulgada neste sábado (24). O índice passou de 52% para 49%, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve os 47% registrados no levantamento anterior. A diferença entre os candidatos caiu de cinco […]

A rejeição ao senador Flávio Bolsonaro (PL) caiu três pontos percentuais na última pesquisa Quaest antes do segundo turno presidencial, divulgada neste sábado (24). O índice passou de 52% para 49%, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve os 47% registrados no levantamento anterior. A diferença entre os candidatos caiu de cinco para dois pontos percentuais, dentro da margem de erro da pesquisa.

O indicador considera os entrevistados que afirmam não votar de jeito nenhum em determinado candidato. Na rodada anterior, divulgada na quarta-feira (21), a rejeição a Flávio era de 52%, enquanto Lula registrava 47%.

A nova pesquisa mostra que a resistência ao nome do senador apresentou uma oscilação de três pontos percentuais para baixo. Já a rejeição ao presidente permaneceu numericamente estável, depois de ter registrado uma queda de seis pontos na pesquisa anterior.

A comparação com o levantamento de 14 de outubro mostra mudanças nos dois indicadores. Naquela ocasião, Flávio tinha 54% de rejeição e Lula, 53%. Em dez dias, os índices passaram para 49% e 47%, respectivamente, representando reduções numéricas de cinco e seis pontos percentuais.

As variações precisam ser interpretadas considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Os dados mostram aproximação entre os índices de rejeição, mas não permitem concluir, apenas pela diferença apresentada, que um dos candidatos tenha rejeição estatisticamente superior à do adversário.

O levantamento também mediu as intenções de voto para o segundo turno. No cenário de votos totais, Flávio Bolsonaro aparece com 46%, contra 45% de Lula. Outros 8% declararam voto branco, nulo ou que não pretendem votar, enquanto 1% não soube responder.

Considerando os votos válidos, Flávio registra 51% e Lula, 49%. A diferença de dois pontos percentuais configura empate técnico na véspera da votação deste domingo (25).

A pesquisa foi realizada pela Quaest entre os dias 23 e 24 de outubro, com 3.702 eleitores de 16 anos ou mais, entrevistados presencialmente em diferentes regiões do país.

O levantamento foi contratado pelo Grupo Globo, tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09158/2026.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Quaest: Flávio tem 46% e Lula 45% dos votos totais na última pesquisa antes do segundo turno; empate técnico

A última pesquisa Quaest antes do segundo turno da eleição presidencial, divulgada neste sábado (24), aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto totais, contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de um ponto percentual mantém os candidatos em empate técnico, considerando a margem de erro […]

A última pesquisa Quaest antes do segundo turno da eleição presidencial, divulgada neste sábado (24), aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto totais, contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de um ponto percentual mantém os candidatos em empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O levantamento também mostra que 8% dos entrevistados pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas. Outros 1% disseram não saber em quem votar ou não responderam à pesquisa.

Na comparação com a rodada anterior, divulgada na quarta-feira (21), os dois candidatos oscilaram um ponto percentual para cima. Naquele levantamento, Flávio aparecia com 45% das intenções de voto, enquanto Lula registrava 44%.

A diferença numérica entre os candidatos permaneceu em um ponto percentual. As variações estão dentro da margem de erro e não indicam mudança estatisticamente significativa nas intenções de voto.

Entre os eleitores que declararam intenção de votar em branco, anular o voto ou não comparecer, o percentual caiu de 9% para 8%. Já os indecisos passaram de 2% para 1%.

Considerando apenas os votos válidos, que excluem brancos, nulos e respostas sem preferência por um dos candidatos, Flávio Bolsonaro aparece com 51%, contra 49% de Lula. A diferença de dois pontos percentuais também configura empate técnico.

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados previamente aos entrevistados, Flávio registra 44% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 42%. Nesse cenário, 7% declararam voto branco ou nulo e outros 7% permanecem indecisos.

A última rodada foi realizada após o debate presidencial promovido pela TV Globo nessa sexta-feira (23). A votação do segundo turno acontece neste domingo (25).

A Quaest entrevistou presencialmente 3.702 eleitores de 16 anos ou mais, entre os dias 23 e 24 de outubro, em todas as regiões do país.

O levantamento foi contratado pelo Grupo Globo, tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09158/2026.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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