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Coluna do Domingão

Por Nill Júnior

Debate decide eleição?

Muitos tem perguntado qual o peso da série do Jornal Nacional e do debate de hoje na Band para o principais candidatos à Presidência da República.

Apesar da ampla repercussão,  desmistificando inclusive a máxima de que as redes sociais, que tem seu papel e relevância,  estão engolindo os veículos tradicionais, aparentemente a resposta é  nenhum ou muito pequeno.

A não ser que ocorra um grande deslize, algo que transcenda o limite, vire uma bomba, um fato extraordinário,  excepcional,  fora da curva, não haverá grandes mudanças na opção de voto da maioria dos brasileiros.

A ciência explica a política,  e dois dados de pesquisas eleitorais comprovam isso. A última pesquisa divulgada pelo Datafolha,  no último dia 18, mostra no cenário estimulado que apenas 2% dos brasileiros não tem candidato ainda. Esse número de indecisos também por outro instituto,  nunca esteve tão baixo.  Ou seja, o voto está cristalizado,  consolidado.

Divulgada nesta semana,  a mais nova pesquisa do Instituto FSB trouxe  outro dado: a quantidade de eleitores que responderam que ainda podem mudar de decisão nas eleições de outubro é de 20%, o menor nível já apontado pelo instituto desde que começou a testar os cenários da eleição presidencial.

Já para 79% dos entrevistados, a decisão já está tomada e não vai mais mudar. O 1% restante não soube ou não respondeu.

Este foi o 10º levantamento do FSB encomendado pelo BTG Pactual. No primeiro deles em 21 de março, há cinco meses, 28% disseram que poderiam mudar de voto e 71% que estavam com decisão tomada. Desde então, a definição dos eleitores foi gradualmente ficando mais imutável.

Dentre os candidatos, Bolsonaro é o que teve a maior certeza de voto na pesquisa mais recente, com 89% dos seus eleitores garantindo que não mudarão de opinião e 11% suscetíveis a mudança. Já Lula conta com um índice também alto, de 81%, contra 18% de eleitores que podem mudar.

Entre quem declarou voto em Ciro Gomes, que teve 6% das intenções de voto no levantamento, 41% disseram poder mudar de opinião. Essa taxa sobe para 59% no caso de Simone Tebet, dona de 3% dos votos no levantamento.

Ou seja,  o dado inclusive é muito ruim para Ciro Gomes e Simone Tebet,  que lutam para furar a bolha da polarização Lula x Bolsonaro. Repercute, viraliza,  engaja, para o país,  mas muito dificilmente,  principalmente neste cenário,  cumprirá seu papel: definir o voto.

Recuo

Márcia Conrado acerta quando dá dois passos atrás em relação às atrações de R$ 1,7 milhão e modelo da Festa de Setembro. Erro seria insistir na queda de braço com os órgãos de controle e opinião pública.  Na primeira polêmica de seu governo,  recuou para evitar alimentar mais manchetes e assim, seguir em frente.

Mea culpa

A decisão servirá ainda mais se houver uma cautelosa e serena avaliação de que sim, houve erros de condução e comunicação do governo, balizando decisões futuras. Até ontem,  a culpa de tudo ainda era só da imprensa, que cumpriu seu papel ao repercutir o tema,  da política baixa e de quem plantou Fake News. Tem que incluir mais gente aí…

Fake News sobre Fake News

Como muitos se apegam a manchetes e não tem hábito de assistir vídeos nas redes, considerando que a publicação saiu sexta a noite e que o rádio só vai repercutir segunda, cabe explicar que a gestora não acusou os órgãos de controle de Fake News.

The truth

Ao contrário,  disse respeitar as orientações de TCE, MP e MPCO. As críticas foram a notícias nas redes sociais de que, por exemplo, a prefeitura cobraria por acesso a banheiros,  bebidas teriam preços exorbitantes e os camarotes tomariam a frente do palco. Ela creditou ao momento político.

Ricos saem lisos

Gusttavo Lima e Wesley Safadão não receberão um centavo com o cancelamento dos shows. Só pegariam no dinheiro após subirem ao palco. Estava em contrato.  Já Natanzinho,  que muitos pediram em substituição, não tem agenda no período da festa.

Herdeira

O relatório da procuradora Germana Laureano evidenciou que a gestão Márcia pegou herança maldita dos antecessores.  Dentre elas, um parcelamento de R$ 35 milhões com o INSS. Também a situação crítica de nove escolas,  gerando Ajuste de Gestão com o TCE. Assessores governistas tem centrado fogo contra Luciano Duque por isso. O blog Cenário recebeu até os números dos processos gerados pela gestão anterior.

O denunciante 

A pimenta também veio do advogado e professor Renato Godoy, primo de Luciano Duque e seu ex-secretário.  Disse a mais de um interlocutor que foi dele a denúncia contra a gestão ao Ministério Público. Aí cem por cento dos aliados de Márcia o ligam ao ex-prefeito,  sugerindo que foi có-partícipe.

Não foi, mas vai

Marília Arraes, a única ausente do Debate da Liberdade FM e pool de emissoras em todo estado,  já avisou que estará no próximo,  dia 1 de setembro,  quinta, nove da noite,  promovido pela Cultura do Nordeste de Caruaru. A Rádio Pajeú vai integrar a rede estadual.

Elétrico

Anderson Ferreira estava ligado nos 220 volts no Debate em Caruaru.  Quis pegar ar até com o pacato e sereno mediador Sócrates da Silva,  quando o alertou que não poderia fazer pergunta a Danilo Cabral,  como queria. “Ok, você está nervoso”, disse ao mediador.  “Eu?” – retrucou incrédulo Sócrates.

Teve, mas não se pune

O TRE manteve o entendimento de não condenar o PSB pelo laranjal em Tabira. Mas Pipi da Verdura e cia só escaparam por um erro processual. O PSC deveria ter apontado quem teve conduta irregular na ação.  Tiveram sorte. A corte pernambucana não tem tido piedade com esse tipo de conduta. A expressão explica candidaturas laranjas de mulheres, como Myllena zero voto.

O papa aplaudiu

A Orquestra Criança Cidadã, que encantou o Papa Francisco, estará em Afogados da Ingazeira, em apresentação única. Será dia 10 de setembro,  às 19h30 na Praça Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara. Um presente do Maria do Carmo Diagnósticos, pelos seus 40 anos, à toda a região do Pajeú.

Fica ESSE!

Uma semana após a Coluna cobrar a ESSE Engenharia de novo celeridade do tapa buracos na PE 320 entre Afogados e Tabira,  equipes da empresa foram vistas com menos preguiça nesse sábado.  Que assim seja…

Frase da semana:

“A gente segue trabalhando para consertar vários erros do passado”.

Da prefeita Márcia Conrado (PT),  sem citar nomes, sobre os desafios da atual gestão, sem citar  nomes.

Outras Notícias

Eleições EUA: após derrota republicana, Trump afirma que aceitará resultado da votação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite dessa terça-feira (3) que aceitará o resultado das eleições legislativas norte-americanas, nas quais o Partido Democrata conquistou a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado. O republicano também sinalizou disposição para negociar com a oposição durante os dois últimos anos de seu mandato. A […]

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite dessa terça-feira (3) que aceitará o resultado das eleições legislativas norte-americanas, nas quais o Partido Democrata conquistou a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado. O republicano também sinalizou disposição para negociar com a oposição durante os dois últimos anos de seu mandato.

A declaração foi dada em entrevista por telefone, enquanto Trump acompanhava a apuração dos votos na Casa Branca. Questionado sobre a possibilidade de reconhecer o resultado, o presidente respondeu que estava “absolutamente disposto a aceitar esses resultados”.

Em seguida, afirmou que pretende buscar entendimento com os democratas. “Vamos trabalhar com os democratas e esperamos trabalhar com eles. Provavelmente chegaremos a algum acordo”, declarou.

A manifestação ocorre após uma campanha marcada por questionamentos do presidente sobre a confiabilidade do sistema eleitoral norte-americano. Em outubro, Trump havia condicionado o reconhecimento dos resultados à realização de eleições que considerasse honestas.

A postura também contrasta com sua reação à derrota presidencial de 2020, quando contestou a vitória de Joe Biden e divulgou acusações de fraude eleitoral sem apresentar provas capazes de sustentar suas alegações.

Apesar de admitir o resultado desta eleição, Trump procurou se distanciar das derrotas sofridas pelo Partido Republicano. Em uma publicação na rede Truth Social, afirmou que a situação teria sido diferente caso estivesse pessoalmente na disputa.

O presidente também declarou que não se arrepende de ter apoiado candidatos republicanos derrotados, entre eles Ken Paxton, no Texas, e Darline Graham, na Carolina do Sul.

Durante a entrevista, Trump demonstrou surpresa com alguns resultados, especialmente com a derrota de Graham, que ocupava a cadeira anteriormente pertencente ao irmão, Lindsey Graham.

Embora tenha sinalizado disposição para negociar, o presidente também indicou que poderá utilizar seu poder de veto contra propostas aprovadas pela nova maioria democrata.

A vitória da oposição encerra o controle republicano das duas Casas do Congresso. A nova composição legislativa assumirá em janeiro de 2027, quando os democratas passarão a ter maior influência sobre a tramitação de projetos, o orçamento federal e a fiscalização das ações do governo.

Fonte: The New York Times e Reuters
Foto: Reprodução

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Eleições EUA: democratas conquistam Câmara e Senado e impõem derrota a Trump

O Partido Democrata conquistou a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado dos Estados Unidos nas eleições legislativas realizadas nessa terça-feira (3). O resultado representa uma derrota política para o presidente Donald Trump, que perderá o controle republicano do Congresso na segunda metade de seu mandato. As projeções divulgadas na madrugada desta quarta-feira (4) […]

O Partido Democrata conquistou a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado dos Estados Unidos nas eleições legislativas realizadas nessa terça-feira (3). O resultado representa uma derrota política para o presidente Donald Trump, que perderá o controle republicano do Congresso na segunda metade de seu mandato.

As projeções divulgadas na madrugada desta quarta-feira (4) confirmaram a vitória democrata nas duas Casas legislativas. O partido conseguiu reverter cadeiras anteriormente ocupadas pelos republicanos, inclusive em estados tradicionalmente conservadores.

No Senado, os democratas conquistaram pelo menos sete cadeiras republicanas, com vitórias no Texas, Kansas, Iowa, Ohio, Maine, Carolina do Norte e Carolina do Sul. Os resultados foram decisivos para a mudança na composição da Casa, que tinha maioria republicana.

Entre os destaques está a eleição de James Talarico no Texas, onde derrotou Ken Paxton, candidato apoiado por Trump. O estado não elegia um democrata para o Senado desde 1988.

No Kansas, Adam Hamilton venceu o senador republicano Roger Marshall, garantindo ao Partido Democrata sua primeira vitória para o Senado no estado desde 1932. Já na Carolina do Sul, Annie Andrews derrotou a republicana Darline Graham.

Na Câmara dos Representantes, os democratas também avançaram em distritos anteriormente controlados pelos republicanos, conquistando mais de duas dezenas de cadeiras. O resultado assegurou ao partido a maioria necessária para comandar a Casa.

As eleições legislativas norte-americanas, conhecidas como midterms, ocorrem na metade do mandato presidencial. Neste ano, estavam em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 vagas do Senado.

A mudança na composição do Congresso terá consequências para o governo Trump. Com a maioria nas duas Casas, os democratas poderão dificultar a aprovação de propostas do Executivo, ampliar a fiscalização das ações presidenciais e abrir investigações sobre integrantes da administração federal.

No Senado, a nova maioria também terá influência direta sobre a confirmação de autoridades indicadas pelo presidente, incluindo integrantes do Judiciário federal.

A insatisfação dos eleitores com o custo de vida, a política econômica, a guerra com o Irã e a atuação do governo esteve entre os fatores apontados nas análises sobre o resultado eleitoral.

O novo Congresso tomará posse em janeiro de 2027. A partir daí, Trump terá de governar com maioria oposicionista na Câmara e no Senado durante os dois últimos anos de seu mandato.

Fonte: g1 e Associated Press
Foto: Reprodução

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Senado aprova PEC da Segurança com penas mais duras para facções e sem redução da maioridade penal

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (3) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que estabelece regras mais rígidas para integrantes de facções criminosas e milícias, amplia as atribuições das forças policiais e prevê maior integração entre União, estados e municípios. A redução da maioridade penal ficou fora do texto aprovado. A […]

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (3) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que estabelece regras mais rígidas para integrantes de facções criminosas e milícias, amplia as atribuições das forças policiais e prevê maior integração entre União, estados e municípios. A redução da maioridade penal ficou fora do texto aprovado.

A PEC 18/2025, apresentada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tem como um dos principais objetivos reorganizar a atuação dos órgãos de segurança pública e ampliar a participação federal no enfrentamento ao crime organizado.

Entre as mudanças previstas está a criação de um regime penal mais rigoroso para lideranças e integrantes de organizações criminosas, com regras diferenciadas conforme a posição ocupada dentro desses grupos.

O texto estabelece medidas como cumprimento de pena em estabelecimentos de segurança máxima, restrições à progressão de regime e a determinados benefícios processuais, além da possibilidade de confisco de bens relacionados às atividades criminosas.

A proposta também amplia as competências da Polícia Federal, especialmente na investigação de crimes com repercussão interestadual ou internacional, e permite que a Polícia Rodoviária Federal atue no policiamento de ferrovias e hidrovias federais.

Outra mudança é a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição. O mecanismo prevê maior cooperação entre as forças policiais, compartilhamento de informações e realização de operações conjuntas.

Os municípios também poderão criar polícias municipais de natureza civil para atividades de policiamento ostensivo e comunitário, desde que cumpram os requisitos previstos na legislação.

A PEC estabelece ainda mecanismos de financiamento da segurança pública, com regras para distribuição de recursos federais e fortalecimento dos fundos destinados ao setor.

A redução da maioridade penal foi o principal ponto de divergência durante a tramitação no Senado. A oposição defendia a redução de 18 para 16 anos como regra geral e para 14 anos em determinados crimes graves.

Uma proposta alternativa, apresentada pelo senador Camilo Santana (PT-CE), previa a responsabilização penal a partir dos 16 anos exclusivamente em casos de crimes hediondos.

Por 38 votos a 36, os senadores aprovaram a separação das propostas sobre maioridade penal, que poderão ser discutidas em tramitação independente. Com isso, a idade mínima de responsabilização criminal permanece em 18 anos.

A aprovação da PEC também representa um avanço para os planos do governo Lula de criar o Ministério da Segurança Pública, anunciado como prioridade para o próximo mandato presidencial.

A criação da nova pasta, entretanto, dependerá de medidas administrativas e legislativas próprias. As mudanças constitucionais previstas na PEC também dependem da conclusão dos procedimentos necessários à sua promulgação.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Lula convida Motta e Alcolumbre para viagens internacionais em meio a articulações no Congresso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convidou os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para acompanhá-lo em viagens oficiais à Turquia e às Filipinas, previstas para novembro. O convite ocorre em meio às articulações políticas para o próximo mandato presidencial e à disputa pelo […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convidou os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para acompanhá-lo em viagens oficiais à Turquia e às Filipinas, previstas para novembro. O convite ocorre em meio às articulações políticas para o próximo mandato presidencial e à disputa pelo comando do Congresso Nacional em 2027.

A proposta foi apresentada durante uma reunião no Palácio da Alvorada, em Brasília, no dia 26 de outubro, um dia após a vitória de Lula no segundo turno das eleições presidenciais. Motta e Alcolumbre ainda avaliam se participarão das agendas internacionais.

A primeira viagem será à Turquia, onde Lula participará da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), na cidade de Antália. A presença do presidente brasileiro está prevista para os dias 11 e 12 de novembro.

Na sequência, Lula deverá seguir para Manila, nas Filipinas, onde participará, nos dias 14 e 15, da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).

O convite também representa um movimento de aproximação do Palácio do Planalto com as presidências das duas Casas legislativas. O governo busca ampliar o diálogo com o Congresso para avançar em propostas consideradas prioritárias antes do início da nova legislatura.

Entre os assuntos de interesse do Executivo estão a PEC da Segurança Pública, a indicação para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) e projetos relacionados à regulamentação da inteligência artificial e das grandes plataformas digitais.

O cenário político também envolve as eleições para as presidências da Câmara e do Senado, marcadas para 1º de fevereiro de 2027. Lula já manifestou apoio à recondução de Hugo Motta e Davi Alcolumbre aos respectivos cargos.

Na Câmara, Motta conta com o apoio de lideranças do Centrão para permanecer na presidência. No Senado, Alcolumbre enfrenta a possibilidade de uma candidatura adversária do PL, partido que ampliou sua representação nas eleições deste ano.

Até o momento, os presidentes da Câmara e do Senado não confirmaram se integrarão a comitiva presidencial nas viagens.

Fonte: O Globo
Foto: Ricardo Stuckert

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Silvio Costa Filho defende criação do Ministério da Segurança Pública como prioridade do novo governo Lula

O deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), líder da maioria na Câmara dos Deputados, defendeu nesta terça-feira (3) que a criação do Ministério da Segurança Pública seja uma das prioridades do próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O parlamentar também se posicionou favoravelmente à redução da maioridade penal de 18 para […]

O deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), líder da maioria na Câmara dos Deputados, defendeu nesta terça-feira (3) que a criação do Ministério da Segurança Pública seja uma das prioridades do próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O parlamentar também se posicionou favoravelmente à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, especialmente em casos de crimes hediondos.

A manifestação ocorre em meio às discussões sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que está na pauta de votação do Senado Federal. A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pretende ampliar a integração entre as forças de segurança da União, dos estados e dos municípios.

Na avaliação de Silvio Costa Filho, o enfrentamento ao crime organizado exige maior participação do governo federal, fortalecimento da fiscalização das fronteiras e ampliação das ações conjuntas entre as polícias.

O parlamentar também defendeu mudanças na legislação penal, argumentando que organizações criminosas utilizam adolescentes para a prática de delitos. Para ele, a redução da maioridade penal permitiria ampliar a responsabilização de jovens envolvidos em crimes graves.

“Temos que avançar também na redução da maioridade penal de 18 para 16”, afirmou.

Atualmente, a Constituição estabelece que menores de 18 anos são penalmente inimputáveis, ficando sujeitos às medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A PEC da Segurança Pública prevê a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) na Constituição, a ampliação da cooperação entre os órgãos policiais e medidas mais rigorosas contra integrantes de facções criminosas e milícias.

O texto também permite a criação de polícias municipais para atividades de policiamento ostensivo e comunitário, além de ampliar as atribuições da Polícia Rodoviária Federal.

A redução da maioridade penal, entretanto, é um dos pontos de divergência no Senado. O governo federal defende que o assunto seja discutido separadamente, para evitar alterações na PEC que obriguem seu retorno à Câmara dos Deputados.

O presidente Lula já manifestou a intenção de criar o Ministério da Segurança Pública após a aprovação da proposta. A nova estrutura teria como objetivo ampliar a coordenação nacional das políticas de enfrentamento à violência e ao crime organizado.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Reprodução

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