Chuva torrencial traz alegria e preocupação a áreas do Pajeú
Por Nill Júnior
Vídeo enviado por Márcio Araújo mostra situação da Diomedes Gomes
Uma chuva torrencial atingiu várias cidades do Pajeú nesta quinta (30), chegando às regiões do Médio e Alto Pajeú. Há registro de chuvas em cidades como Itapetim, Carnaíba, São José do Egito, Tabira e Afogados da Ingazeira.
Em Afogados, áreas do Bairro São Francisco, centro e outras comunidades tiveram relatos de problemas pelo forte volume de chuvas.
Algumas ruas pareciam rios com a força da água, como no vídeo mostrando a situação da Rua Diomedes Gomes (acima). Também houve registros de problemas similares em outras vias nos bairros São Braz, Costa. Um muro caiu próximo à Escola Eremmaps.
Número extra oficial, aferido pelo pluviômetro do programa Rádio Vivo indicou 60 milímetros em cerca de duas horas de chuva em Afogados.
Rua Nova, Carnaíba, agora a noite
A Quinta Cultural, que teria a participação de Sebastião Dias, Zé Carlos do Pajeú, Diomedes Mariano e Edesel Pereira, na Praça Arruda Câmara, foi cancelada, como confirmou o Secretário Executivo de Cultura e Esportes, César Tenório. Uma nova data será marcada.
Em Carnaíba, a chuva também foi muito forte. Na Rua Nova, importante artéria da cidade, a imagem da rua deu a dimensão da força das chuvas. Era muita água percorrendo sua extensão.
Ontem, Afogados da Ingazeira havia registrado apenas um sereno próximo de meia noite e outro às 3h da madrugada de hoje. Em Carnaíba 5 mm foram anotados. Em Serra Talhada o dia começou com chuva.
Na zona rural de Afogados choveu 9 mm em Dois Riachos e também na Carnaúba dos Vaqueiros e Pintada, Riacho Fundo, Leitão, Capim Grosso 8 mm e Góis de Carnaíba onde foram registrados 15 mm. Os números oficiais de hoje só serão conhecidos amanhã.
Diante dos rumores de uma troca de partido, governadora revela discordância com agremiação Em meio aos rumores de uma possível migração para o PSD, a governadora Raquel Lyra (PSDB) manifestou discordância em relação ao posicionamento do seu partido no cenário nacional. Em entrevista ao Estadão, a tucana afirmou que não faz oposição ao Governo Lula […]
Diante dos rumores de uma troca de partido, governadora revela discordância com agremiação
Em meio aos rumores de uma possível migração para o PSD, a governadora Raquel Lyra (PSDB) manifestou discordância em relação ao posicionamento do seu partido no cenário nacional. Em entrevista ao Estadão, a tucana afirmou que não faz oposição ao Governo Lula e ponderou que a sua agremiação deveria ter adotado uma postura de independência no cenário nacional.
“Discordo de posições que o partido vem tomando, como a oposição sistemática ao governo Lula. Não fomos oposição ao (ex-presidente) Jair Bolsonaro (PL), também acho que não deveríamos ser ao Lula, mas sim nos posicionarmos de maneira independente”, afirmou.
A declaração foi dada diante das especulações de que a gestora tucana estaria de malas prontas para o PSD, que integra a base do Governo Lula. Sobre os rumores, a gestora voltou a afirmar que “todo e qualquer anúncio sobre mim mesma, eu que faço” e disse ter uma “relação sólida” com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
“Acho natural a especulação, eu converso sim com muitos partidos, já recebi convites, mas o foco agora é cuidar do Estado e qualquer decisão será comunicada”, disse.
Dirigentes
O presidente do PSD em Pernambuco e ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, fez elogios a governador, mas ponderou que a decisão final cabe à gestora.
“Jovem, competente, preparada, honesta e uma liderança de peso nacional com enorme futuro. O nosso partido, PSD, não é diferente. Nós gostaríamos muito de ter a governadora Raquel Lyra liderando o nosso partido”, afirmou André de Paula.
Em meio à especulação, o presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, citou a atuação da governadora e afirmou que ela “é um quadro que está se revelando muito bom na gestão”.
“Raquel Lyra é um quadro que está se revelando muito bom na gestão. Raquel fez o maior número de prefeitos e agora teve um bom tira-teima que foram as eleições de Olinda e Paulista, na Região Metropolitana do Recife, em um confronto direto com João Campos (PSB), que é o cara que ganhou com quase 80% a eleição no Recife. Ela venceu as duas”, disse. As informações são do Blog da Folha.
Desde o início da pandemia, presidente minimiza impacto do coronavírus e se coloca contra medidas de distanciamento social O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) conclamou nesta quinta-feira (14) um grupo de empresários de peso a pressionar governadores pela reabertura do comércio. Ele disse que “é guerra” e que o setor empresarial precisa “jogar pesado” com […]
Desde o início da pandemia, presidente minimiza impacto do coronavírus e se coloca contra medidas de distanciamento social
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) conclamou nesta quinta-feira (14) um grupo de empresários de peso a pressionar governadores pela reabertura do comércio. Ele disse que “é guerra” e que o setor empresarial precisa “jogar pesado” com os chefes de governo nos estados.
“Um homem está decidindo o futuro de São Paulo, decidindo o futuro da economia do Brasil”, afirmou Bolsonaro, referindo-se ao governador paulista João Doria (PSDB), seu adversário político. “Os senhores, com todo o respeito, têm que chamar o governador e jogar pesado. Jogar pesado, porque a questão é séria, é guerra.”
“Nós temos que mostrar a cara, botar a cara para apanhar. Porque nós devemos mostrar a consequência lá na frente. Lá na frente, eu tenho falado com o ministro Fernando [Azevedo], da Defesa… os problemas vão começar a acontecer. De caos, saque a supermercados, desobediência civil. Não adianta querer convocar as Forças Armadas porque não existe gente para tanta GLO [Garantia da Lei e da Ordem].” Leia a íntegra da matéria na Folha de São Paulo.
Sepultamentos de Mariano Emerson e Renato Belo acontecem esta tarde O boletim do Batalhão de Polícia de Afogados da Ingazeira trouxe mais alguns detalhes do acidente que tirou a vida de dois jovens na PE 292, na tarde de ontem, em Afogados da Ingazeira. Segundo o relato dos policiais, a tragédia aconteceu na curva próxima a […]
Vítimas trafegavam no veículo tipo Chrysler 300, prata, 2008, placa JIG-5055
Sepultamentos de Mariano Emerson e Renato Belo acontecem esta tarde
O boletim do Batalhão de Polícia de Afogados da Ingazeira trouxe mais alguns detalhes do acidente que tirou a vida de dois jovens na PE 292, na tarde de ontem, em Afogados da Ingazeira.
Segundo o relato dos policiais, a tragédia aconteceu na curva próxima a Fábrica de roupas Invesa. As vítimas vinham de Iguaraci no sentido de Afogados. Nessa curva outros acidentes foram registrados ao longo da história, principalmente neste sentido, pois é antecedida de uma reta em descida.
Mariano e Renato: vítimas fatais
O veiculo que aparece incinerado na foto era um Chrysler 300, prata, 2008, placa JIG-5055. Havia sido comprado por Mariano Emerson dos Santos Ferreira, 26 anos, solteiro, autônomo, 26 anos, filho do vereador Zé Negão e da funcionária pública Vânia Ferreira, morador da Trav. Joaquim Paiva Matos, Bairro Brotas, Afogados da Ingazeira.
Depois que sobrou na curva, o choque foi tão violento que o Crysler incendiou. Populares socorreram as vítimas antes do carro ser consumido pelo fogo. O corpo de bombeiros socorreu os feridos Renato Amorim Belo, 32 anos, Mecânico, morador do Bairro Sobreira, que morreu quando era levado para o Recife e Flávio Henrique Siqueira do Nascimento, 27 anos, conhecido como Nêgo Dé, autônomo, residente da Rua Gustavo Fitipaldi, 459, Bairro São Sebastião, que depois de ser atendido no HR foi transferido para a capital. Após diagnosticado com quadro de hemorragia interna, Flávio foi operado no Hospital da Restauração, Recife. Segundo informações que chegaram ao blog, o procedimento foi bem sucedido e ele passa bem.
O corpo de Mariano será sepultado ás 16hs de hoje no Cemitério São Judas Tadeu em Afogados da Ingazeira e já está sendo velado no Bairro Borges. O corpo de Renato está sendo velado no Bairro Sobreira, na Rua Pedro Francisco Belo. Ele, que era filho de Margarida Amorim, que era representante comunitária do bairro. Também será sepultado às 16h.
Agência Brasil – A inflação alta e o aumento do desemprego podem trazer de volta para a pobreza milhões de brasileiros que acumularam ganhos sociais nos últimos anos. Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, a retomada do crescimento pode reverter o quadro, mas tudo dependerá de quando a economia se recuperará da pior recessão em […]
Agência Brasil –A inflação alta e o aumento do desemprego podem trazer de volta para a pobreza milhões de brasileiros que acumularam ganhos sociais nos últimos anos. Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, a retomada do crescimento pode reverter o quadro, mas tudo dependerá de quando a economia se recuperará da pior recessão em 25 anos.
Os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram os efeitos da crise. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD contínua), o desemprego saltou para 9% em dezembro de 2015 depois de atingir o mínimo histórico de 6,5% em dezembro de 2014.
A inflação pesa mais para os pobres. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias de até cinco salários mínimos, chegou a 11,08% nos aumulado dos últimos 12 meses até fevereiro. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) soma 10,36%.
As estatísticas do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) sobre o número de indivíduos em situação de pobreza e de extrema pobreza em 2015 só serão divulgadas no fim deste ano ou no início de 2017. Em 2014, o total de brasileiros nas duas situações tinha atingido o menor nível da história, com 25,9 milhões de pessoas em situação de pobreza e 8,2 milhões em extrema pobreza.
Em relação a 2013, os dois patamares tinham caído: 9,79% para os indivíduos pobres e 21,64% para os extremamente pobres. Por meio da assessoria de imprensa, o Ipea explicou que os dados do instituto se baseiam na PNAD realizada em setembro de 2014, quando ainda havia melhora nos indicadores, e que os dados de 2015 trarão outra perspectiva.
Ameaças
Diante desse quadro, economistas dizem que os ganhos sociais conquistados nos últimos anos estão ameaçados. O professor de pós-graduação em Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) Antônio Porto Gonçalves diz que tudo depende do desenrolar da crise econômica. “Pode ser que a crise demore ou não, mas as conquistas sociais estão há algum tempo ameaçadas. Não apenas quem é muito pobre. O país está perdendo 150 mil empregos por mês, o investimento está inibido, existe uma incerteza louca.”
O presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Júlio Miragaya, diz que, com o fim de repasses de preços a tarifas, a inflação em 2016 cairá, o que reduzirá a perda de poder aquisitivo. No entanto, a população corre o risco de continuar empobrecendo por causa do aumento do desemprego, que pode atingir 12%. “O problema maior dos índices de pobreza vem do mercado de trabalho, com o aumento do número de famílias com chefes desempregados e a queda do rendimento médio. Retomar o crescimento é a senha e manter políticas sociais”, explica.
Segundo Gonçalves, da FGV, o Bolsa Família, principal programa de transferência de renda do país, ajuda a amenizar os efeitos da crise, mas apenas para as famílias em situação de extrema pobreza. Para o economista, o grande fator que ajudou a elevar o rendimento médio do trabalhador nos últimos anos foi a política de valorização do salário mínimo, mas isso poderá mudar com o aumento da informalidade.
“A legislação continua a garantir a reposição da inflação [pelo INPC] para o salário mínimo, mas só quem está dentro do sistema formal é beneficiado. A ascensão de quem está na informalidade é prejudicada. Quando o país estava crescendo, isso nem chegava a ser um problema, mas, agora que a informalidade está aumentando, a política de valorização do mínimo perde parte do poder”, avalia Gonçalves.
Para o presidente do Cofecon, a política de reajuste do salário mínimo não pode ser paralisada. Ele diz que a chave para que as conquistas sociais não sejam perdidas está na retomada do crescimento. “A questão é o país voltar a crescer e a gerar emprego. Aquecendo a economia, melhoram o poder de barganha dos trabalhadores e o rendimento médio. Retomar o crescimento é a senha para manter as políticas sociais.”
Ascom/Amupe O ex-prefeito de Medellín, jornalista e escritor Alonso Salazar ministrou a palestra magna do Seminário dos Municípios Pernambucanos, idealizado pela Amupe, ontem (09), no Centro de Convenções de Olinda. Salazar promoveu, em Medellín, políticas públicas focadas na população mais jovem e aplicou várias ações em benefício da população mais pobre. Nas décadas de 80 […]
O ex-prefeito de Medellín, jornalista e escritor Alonso Salazar ministrou a palestra magna do Seminário dos Municípios Pernambucanos, idealizado pela Amupe, ontem (09), no Centro de Convenções de Olinda. Salazar promoveu, em Medellín, políticas públicas focadas na população mais jovem e aplicou várias ações em benefício da população mais pobre.
Nas décadas de 80 e 90 Medellín tornou-se a cidade mais violenta do mundo, com 380 homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes.
Foi então que no início dos anos 2000, um grupo de intelectuais e empresários decidiu que algo precisava ser feito. Criaram um movimento chamado “compromisso cidadão”. Esse movimento fez com que o grupo assumisse a Prefeitura de Medellin em 2004. Alonso Salazar fez parte do grupo e governou a cidade entre os anos de 2008 e 2011.
Com pesados investimentos em educação, cultura e infraestrutura urbana, a cidade hoje tem uma taxa anual de homicídios de 25 para cada cem mil habitantes, um décimo do que na época da era Escobar. Para Alonso Salazar, a educação é a perspectiva mais poderosa que as cidades latino-americanas tem para transformarem o seu futuro. “A resposta principal que deve ser dada às áreas marginalizadas, as quais sempre demos as costas, é investir em educação,” afirmou o palestrante.
Toda a metodologia do trabalho realizado foi pensar a cidade, seus problemas – pobreza, marginalização, violência -; propiciar processos de participação popular na formulação das políticas públicas; inovar e construir alianças, levando em conta os fatores culturais e as subjetividades de sua população.
“Logo de início precisávamos criar uma atmosfera emotiva o desenvolvimento de programas e projetos. Investimos nos teleféricos como transporte coletivo de massas, tendo em vista as vastas áreas de morros. Hoje sentimos orgulho da tarefa que já cumprimos. Mais orgulho ainda em ver que cada jovem, cada idoso, cada morador hoje tem orgulho da cidade em que vive. A energia das pessoas precisa ser a alavanca da transformação,” avaliou Alonso.
Nós investimentos em educação, a gestão investiu em mobilização social, aliança com a iniciativa privada, no acompanhamento dos processos educativos e na promoção de eventos. Foram construídos 130 novos colégios, sobretudo nas áreas mais pobres da cidade. “Instalamos também escolas de música em todas as principais áreas de conflito. Hoje temos mais de quatro mil crianças matriculadas. Uma criança que põe a mão em um instrumento musical, jamais empunhará uma arma,” disse Alonso.
Outro fator importante nos processos de mudança implantados em Medellin foi a utilização da arquitetura e da estética como um fator essencial para a transformação. “Cores, formas, beleza fazendo da intervenção um espaço de contemplação e orgulho dos pobres que ali teriam contato com as políticas públicas. Se é para os pobres deve ser o mais belo. Quando as pessoas começaram a ver as ações acontecendo, a arrecadação de impostos aumentou, como retrato da confiança adquirida,” afirmou Alonso Salazar, destacando que houve uma ampliação de 30% no valor dos impostos arrecadados.
Os investimentos na mobilidade urbana também foram preponderantes. Seis linhas de teleféricos instaladas, onde cada linha transporta cinquenta mil pessoas por dia, dentro de um conjunto de atividades que se convencionou chamar de urbanismo social. Bibliotecas, museus a céu aberto, modernas escolas, transporte público de qualidade e uma certeza: com força de vontade, inovação e participação social, é possível mudar qualquer realidade, por mais trágica e sombria que esta se apresente.
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