CCJ do Senado conclui votação da PEC da Segurança; texto segue ao plenário

Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) realiza reunião de instalação dos trabalhos e eleição para o cargo de presidente para o biênio 2025/2026.Mesa: presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA).Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado concluiu nesta quarta-feira (14) a votação da PEC da Segurança Pública. A proposta, que amplia a integração entre as forças de segurança e reforça mecanismos de combate ao crime organizado, segue agora para análise do plenário da Casa.
O texto-base da PEC 18/2025 já havia sido aprovado pela comissão no dia 2 de setembro, mas três destaques apresentados para votação separada ainda impediam a conclusão da etapa na CCJ.
Na sessão desta quarta, os destaques acabaram prejudicados diante da ausência dos senadores responsáveis pelos pedidos. Com isso, a comissão encerrou a análise da proposta sem novas alterações nesses pontos.
Relatada pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE), a PEC inclui o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição e busca ampliar a coordenação entre União, estados, Distrito Federal e municípios, inclusive com compartilhamento de informações e atuação conjunta das forças de segurança.
O texto também prevê mudanças no funcionamento das forças policiais, amplia a atuação da Polícia Rodoviária Federal para ferrovias e hidrovias e permite a criação de polícias municipais.
Outro eixo da proposta é o endurecimento de regras aplicadas a integrantes e lideranças de facções criminosas, milícias e organizações paramilitares, além de mudanças relacionadas ao sistema penitenciário.
Durante a tramitação no Senado, o relator retirou do texto a previsão de destinação de parte da arrecadação das apostas esportivas para os fundos de segurança pública. Foi mantida, porém, a previsão de destinar progressivamente 10% do superávit financeiro anual do Fundo Social do pré-sal para a área.
A PEC é uma das prioridades do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lula já afirmou que pretende criar um Ministério da Segurança Pública separado do Ministério da Justiça caso a proposta seja aprovada pelo Congresso.
Apesar da conclusão da votação na CCJ, ainda não havia acordo para que a matéria fosse analisada pelo plenário do Senado nesta quarta-feira. A Casa também tem na pauta a PEC que altera a jornada de trabalho e prevê o fim da escala 6×1.
Para ser aprovada no Senado, a PEC precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis em dois turnos. Como a proposta já passou pela Câmara dos Deputados, eventuais alterações feitas pelos senadores poderão exigir uma nova análise dos deputados.
Fonte: O Globo
Foto: Reprodução
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