Casos de ataques a trabalhadores por opção política prova adoecimento de parte da sociedade

Em meu comentário desta terça-feira (27), na Rádio Itapuama, falei sobre algo que tem me preocupado profundamente: o crescimento dos casos de assédio e intolerância política no Sertão após o resultado das eleições.
Já estamos acostumados a ver manifestações de xenofobia contra o Nordeste, principalmente de pessoas do Sul e Sudeste que não aceitam a escolha dos eleitores nordestinos. Mas a situação se torna ainda mais preocupante quando esse preconceito acontece dentro da nossa própria região, no Pajeú, no Moxotó e no Sertão Central.
Em Serra Talhada, ganhou repercussão nacional o caso da médica Ivanice Melo, após declarações sobre não contratar ou demitir trabalhadores que votaram em Lula. Em Custódia, recebi uma denúncia envolvendo a proprietária de uma panificadora que compartilhou uma mensagem semelhante. Posteriormente, ela pediu desculpas, o que considero importante.
Mas há uma questão que precisa ser enfrentada: por que essas ameaças são sempre dirigidas aos trabalhadores, geralmente a parte mais vulnerável dessa relação? Será que essas mesmas pessoas teriam coragem de recusar o dinheiro de clientes que votaram em candidatos diferentes?
E faço questão de destacar: isso vale para qualquer lado político. Nenhum empregador, seja de direita ou de esquerda, tem o direito de perseguir, constranger ou ameaçar trabalhadores por suas escolhas eleitorais.
O voto é individual e secreto. Ninguém deve ser obrigado a pensar politicamente como seu patrão para garantir o próprio emprego.
Também me preocupa o exemplo que estamos deixando para as próximas gerações. Precisamos ensinar aos nossos filhos valores como respeito, solidariedade e convivência com as diferenças, e não reproduzir preconceitos e hostilidades.
A eleição terminou. Independentemente do resultado, continuaremos vivendo nas mesmas cidades, trabalhando e convivendo em sociedade.
Minha solidariedade aos trabalhadores que enfrentam esse tipo de constrangimento. Situações de possível assédio eleitoral precisam ser denunciadas ao Ministério Público do Trabalho e aos órgãos competentes.
Divergir politicamente é um direito. Discriminar alguém por sua escolha nas urnas é inadmissível.
Clique no link abaixo, ative o áudio e confira meu comentário completo na Rádio Itapuama.
https://www.instagram.com/reel/DfAWJnSxHvw/?psln=bnh5bDhmeDF6bnV1
























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