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Caruaru e Bezerros terão 10 dias de restrições das atividades

Por Nill Júnior

O Governo de Pernambuco decretou, nesta terça-feira (23) a restrição do funcionamento das atividades econômicas nos municípios de Caruaru e Bezerros – ambos no Agreste do Estado – apenas aos serviços essenciais, do dia 26 de junho a 5 de julho.

Serão dez dias em que a população das duas cidades só poderá sair de casa para ir a supermercados, farmácias, padarias, postos de gasolina e serviços de saúde.

Enquanto o Estado tem reduzido o número de casos e óbitos provocados pela Covid-19, a região registrou aumento expressivo na disseminação da doença.
 
Os dois municípios foram responsáveis por 71% do aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Agreste, somente na última semana, quando a região pulou de 267 para 358 casos de SRAG. Em Caruaru, o salto foi de 97 para 152 casos. Já no município de Bezerros, o avanço foi de 27 para 37 casos.

“Queremos uma redução do R, ou seja, da velocidade de crescimento de casos naquela região. Menos casos graves, menos solicitações de UTI, preservando a saúde e a vida dos moradores tanto de Caruaru quanto de Bezerros”, afirmou o secretário estadual de Saúde, André Longo.
 
Nos dois municípios também será permitido, ao longo desses dez dias, o funcionamento das atividades industriais, da construção civil (com 50% da capacidade) e de restaurantes para delivery.

André Longo ressaltou a importância da colaboração da população e do poder público local nesse momento.

“É fundamental a integração de ações do Estado com os dois municípios e também que a população entenda que é um momento de reforçar o cuidado com a transmissão do vírus, evitando mortes e preservando a saúde das pessoas”, concluiu.

Outras Notícias

Servidores da Prefeitura do Recife convocados para campanha de João Campos

João Campos, candidato à Prefeitura de Recife, durante discurso na sede do PSB – Divulgação PSB Chefes pressionam subordinados em grupos de WhatsApp a trabalhar pelo candidato do prefeito Geraldo Julio (PSB) Por João Valadares/Folha de São Paulo Servidores com cargos comissionados na Prefeitura do Recife estão sendo escalados pelos chefes diretos para cumprir desde o […]

João Campos, candidato à Prefeitura de Recife, durante discurso na sede do PSB – Divulgação PSB

Chefes pressionam subordinados em grupos de WhatsApp a trabalhar pelo candidato do prefeito Geraldo Julio (PSB)

Por João Valadares/Folha de São Paulo

Servidores com cargos comissionados na Prefeitura do Recife estão sendo escalados pelos chefes diretos para cumprir desde o primeiro turno missões diárias na campanha de João Campos (PSB). Filho do ex-governador Eduardo Campos, o candidato é apoiado pelo prefeito Geraldo Julio (PSB).

As convocações incluem bandeiraços, distribuição de panfletos em semáforos e comunidades e o uso de camisetas amarelas —cor da coligação do PSB. São feitas em grupos organizados pelo WhatsApp e divididos de maneira sistêmica por secretarias e órgãos públicos municipais.

A Folha teve acesso ao conteúdo de grupos de pelo menos quatro secretarias municipais e confirmou a autenticidade das mensagens após entrevistar alguns dos funcionários que integram o que eles chamam de “time”.

Em algumas das mensagens postadas, o servidor precisa indicar qual a agenda em que ele estará presente.

Os grupos são compostos por no máximo dez pessoas e têm uma espécie de capitão, geralmente o que tem maior poder hierárquico dentro do órgão municipal, que orienta os comandados.

Parte deles relata que, apesar de serem chamados de “voluntários”, são pressionados e constrangidos pelos chefes a cumprir a missão determinada.

Em um dos grupos a que a Folha teve acesso, uma funcionária que ocupa cargo de chefia na Secretaria de Turismo da Prefeitura do Recife lista numa mensagem postada o que os cargos comissionados devem fazer naquele determinado dia.

“Pessoal, amanhã preciso do grupo inteiro. Vamos sair do posto às 17h de ônibus, pontualmente, para alguma ação na nona zona (não tenho o destino final). Peço que usem amarelo, ok?”

Em seguida, uma nova mensagem informa aos subordinados o ponto onde os servidores públicos devem se encontrar para começarem o trabalho.

“O ponto de encontro é no posto shell às 16h45. Não vou confirmar os nomes porque conto com a presença de todos nesta reta final”, diz o aviso postado.

Um dos integrantes do grupo confirmou à Folha que existe uma coação velada para que todos os servidores estejam no local determinado após as convocatórias.

No fim da agenda, uma foto de todo o grupo é postada para comprovar o cumprimento da demanda estabelecida. Leia aqui a íntegra da reportagem.

Zema e Caiado se alinham a Flávio no segundo turno; Cury e Renan evitam apoio
Foto: Reprodução

Os candidatos derrotados no primeiro turno da eleição presidencial começaram a definir seus posicionamentos para a disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Romeu Zema (Novo) declarou apoio ao candidato do PL, enquanto a equipe de Ronaldo Caiado (PSD) informou que o ex-governador de Goiás também apoiará Flávio. Augusto Cury […]

Os candidatos derrotados no primeiro turno da eleição presidencial começaram a definir seus posicionamentos para a disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Romeu Zema (Novo) declarou apoio ao candidato do PL, enquanto a equipe de Ronaldo Caiado (PSD) informou que o ex-governador de Goiás também apoiará Flávio. Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), por outro lado, disseram que não pretendem apoiar nenhum dos dois concorrentes.

Terceiro colocado no primeiro turno, Augusto Cury recebeu 3,44 milhões de votos, equivalentes a 2,89% dos válidos. Após a apuração, afirmou que pretende manter “silêncio” sobre a disputa presidencial e disse que ninguém está autorizado a anunciar apoio em seu nome ou no de integrantes de sua campanha.

“Eu me silencio completamente em relação àqueles que estarão no segundo turno”, afirmou Cury. O candidato do Avante também disse que, neste momento, pretende deixar a atividade político-partidária.

Renan Santos, que terminou em quarto lugar com aproximadamente 2,67 milhões de votos, ou 2,24%, também descartou apoiar Lula ou Flávio. Em entrevista ao SBT News, afirmou que não havia sido procurado pelo PT nem por representantes do chamado Centrão e disse que pretende concentrar suas atividades na estruturação do partido Missão e em outros projetos.

Renan afirmou ainda que seus eleitores têm liberdade para decidir o voto no segundo turno. Apesar de reconhecer a presença do bolsonarismo na direita brasileira, disse que não fará campanha por Flávio.

Ronaldo Caiado, quinto colocado com cerca de 2,60 milhões de votos, equivalentes a 2,18%, inicialmente afirmou que só tomaria uma decisão depois de conversar com o presidente do PSD, Gilberto Kassab.

O partido decidiu não adotar uma posição nacional única e liberou diretórios, parlamentares e lideranças para escolherem individualmente seus apoios. Nesta segunda-feira (5), a assessoria de Caiado informou que ele apoiará Flávio Bolsonaro e que o anúncio será formalizado em um encontro nesta terça-feira (6), em Goiânia, com a presença do candidato do PL.

Romeu Zema, sexto colocado no primeiro turno, foi o primeiro entre os quatro a declarar publicamente apoio a Flávio. O candidato do Novo recebeu pouco mais de 326 mil votos, ou 0,27% dos válidos.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Zema afirmou que votará em Flávio Bolsonaro e concentrou sua justificativa na oposição ao PT e ao governo Lula.

“Nós ainda temos uma grande batalha agora, dia 25, derrotar o Lula e o PT. Eu não vou me omitir, nem ficar em cima do muro neste momento tão importante. Voto contra o PT, voto no Flávio Bolsonaro”, declarou.

Os posicionamentos ganham espaço na reorganização das campanhas para o segundo turno. Juntos, Cury, Renan, Caiado e Zema receberam mais de 8 milhões de votos no primeiro turno.

Flávio Bolsonaro terminou a primeira etapa da eleição com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. Os dois voltam a se enfrentar nas urnas em 25 de outubro.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Reprodução

Câmara tem agenda cheia com reforma política, desoneração da folha e vetos

Agência Brasil – A votação da matéria que institui a reforma política ainda deve dominar a próxima semana de trabalhos na Câmara dos Deputados. A semana também vai ser marcada pelo retorno ao debate das pautas de autoria do governo federal. É que os deputados devem analisar a Medida Provisória (MP) 670/15, que reajusta a […]

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Agência Brasil – A votação da matéria que institui a reforma política ainda deve dominar a próxima semana de trabalhos na Câmara dos Deputados. A semana também vai ser marcada pelo retorno ao debate das pautas de autoria do governo federal. É que os deputados devem analisar a Medida Provisória (MP) 670/15, que reajusta a tabela mensal do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF), e talvez votem o Projeto de Lei (PL) 863/15, que altera as regras de desoneração da folha de pagamento concedida a 56 setores da economia, um dos itens do ajuste fiscal.

Também está prevista uma sessão do Congresso Nacional para analisar cinco vetos da presidenta Dilma Rousseff sobre temas como o impedimento da fusão de partidos políticos recém-criados, o Orçamento, o Código de Processo Civil (CPC), a alteração da política nacional de resíduos sólidos para incluir dispositivo sobre campanhas educativas e o que retira trechos da Lei Geral das Antenas (13.116/15).

“Terça [16] vou continuar a reforma política e poderá ter sessão [do Congresso Nacional] às 19h e, tendo, vamos ter o trabalho um pouco prejudicado na terça e podemos retomar a votação na quarta”, disse, nessa sexta-feira (12), o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Caso os deputados concluam as votações da reforma política na terça-feira, será aberto o caminho para as pautas do governo. Os deputados votarão os tópicos fidelidade partidária, cotas para mulheres nas eleições, data de posse de prefeitos e vereadores, federação partidária e projetos de iniciativa popular. Para ser aprovado, cada ponto do texto precisa do voto favorável de, no mínimo, 308 deputados.

“A partir daí a gente pode votar [o projeto de] desoneração, mas depende do governo. Antes de votar a desoneração, precisamos votar a MP 670/15 e o governo também precisa retirar a urgência dos dois projetos”, ponderou Cunha, para quem a programação da semana poderá sofrer alterações em razão das festas juninas. “A outra será uma semana de quórum mais delicado porque haverá as festividades de São João no Nordeste, e sabemos que a semana será mais difícil. Seria bom semana que vem votar a desoneração”, complementou.

Raquel ganha apoio do ex-prefeito de Abreu e Lima

A pré-candidata ao Governo de Pernambuco Raquel Lyra (PSDB) recebeu, na noite de ontem, o apoio do ex-prefeito de Abreu e Lima por dois mandatos, Pastor Marcos. O anúncio aconteceu durante o evento de lançamento da pré-candidatura da liderança de Abreu e Lima, Rodolfo Albuquerque, a deputado federal pelo PSDB. “Eu vejo que Raquel representa […]

A pré-candidata ao Governo de Pernambuco Raquel Lyra (PSDB) recebeu, na noite de ontem, o apoio do ex-prefeito de Abreu e Lima por dois mandatos, Pastor Marcos. O anúncio aconteceu durante o evento de lançamento da pré-candidatura da liderança de Abreu e Lima, Rodolfo Albuquerque, a deputado federal pelo PSDB.

“Eu vejo que Raquel representa a mudança para Pernambuco. Ela merece nossa confiança e eu vou apoiá-la. Não tinha revelado ainda, mas eu voto nela. Não é novidade que nós precisamos de mudança e Raquel está preparada”, declarou o Pastor Marcos.

“Abreu e Lima e o Litoral Norte contam a nossa história, mas onde está tudo isso? Isso deveria ser oportunidade de renda, de turismo sustentável e de emprego para a nossa gente”, afirmou Raquel Lyra em seu discurso.

Esquema do petrolão financiou prostitutas de luxo

Políticos e diretores da Petrobras usaram o esquema de corrupção instalado na estatal para financiar serviços de prostituição de luxo. As informações são do jornal Folha de S. Paulo e constam em relatos do doleiro Alberto Youssef e de seu emissário, Rafael Angulo Lopez, à força-tarefa da Operação Lava Jato. As farras com dinheiro da […]

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Políticos e diretores da Petrobras usaram o esquema de corrupção instalado na estatal para financiar serviços de prostituição de luxo. As informações são do jornal Folha de S. Paulo e constam em relatos do doleiro Alberto Youssef e de seu emissário, Rafael Angulo Lopez, à força-tarefa da Operação Lava Jato. As farras com dinheiro da Petrobras incluíam “famosas” da televisão e capas de revistas masculinas, segundo os delatores.

Às autoridades, segundo o jornal, eles explicaram que todas as expressões usadas nas planilhas de fluxo de dinheiro sujo associadas aos termos “artigo 162” – referência ao endereço de uma cafetina conhecida como Jô – e “Munik” refererem-se ao pagamento de prostitutas. De acordo com a reportagem, há vários pagamentos de 5.000 a 10.000 reais ligados a esses termos nas planilhas que foram entregues aos investigadores. Só em 2012, 150.000 reais foram usados para financiar a prostituição. Os delatores também disseram que as prostitutas, que cobravam até 20.000 reais por programa, buscavam, muitas vezes, os pagamentos em dinheiro no escritório de Youssef.

Além de programas, o dinheiro do petrolão também era usado para bancar festas com as garotas. Em uma delas, no terraço do hotel Unique em São Paulo, foram gastos 90.000 reais – em bebidas, principalmente. Os investigadores da Lava Jato não usaram os relatos das delações, pois a solicitação ou aceitação de propina ou vantagem pessoal já confere crime de corrupção e, por isso, não importa qual fim foi dado ao dinheiro sujo.