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Carlos Marques diz que falta de consistência ajudou a arquivar ação contra Patriota. “Não está nos autos, não está no mundo”

Por Nill Júnior

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O advogado Carlos Marques esteve falando ao Debate das Dez (Rádio Pajeú) sobre o arquivamento do processo que ficou conhecido como a Ação da Pasta Vermelha, que foi arquivada depois de reformada pelo TRE, sem que houvesse recurso ao TSE do MP.

Marques reiterou várias vezes que a argumentação da defesa se baseou no que estava nos autos para desqualificar a acusação de que houve favorecimento a eleitores que estariam listados na pasta encontrada com Janaína Sá no dia da eleição, aceita pela Justiça em primeira instância e derrubada no colegiado do Tribunal Regional Eleitoral.

“O que tinha de prova era muito frágil. Isso ficou claro no julgamento e nos argumentos que foram usados pelos Desembargadores. Todos concordaram com a posição do relator”, disse. Carlos falou que acredita que o Ministério Público não tenha levado a ação para o TSE por não ter visto viabilidade de reformar a decisão.

Em suma, argumentou o advogado, “a pasta por si não era suficiente para comprovar o envolvimento de Patriota e de Lúcia em qualquer captação ilícita de sufrágio e essa foi à tese sustentada desde o inicio”. Em mais de uma oportunidade, ele afirmou, usando um ditado do mundo jurídico que o que não está nos autos não está no mundo”. Em tradução espontânea do blog, pode até ter havido de fato a cooptação, como sustentou inicialmente o MP e como acusou a oposição, mas não houve comprovação testemunhal e material plena, que motivasse a cassação.

Mas Marques foi provocado por ouvintes para falar também do recuo na ação contra os vereadores Igor Sá e Frankilin Nazário. Como é sabido, a Frente Popular, autora da denúncia de que os vereadores então candidatos participaram de um torneio de futebol para captação ilícita de votos, não recorreu do resultado ao TSE. Marques negou que o recuo tivesse relação com a migração dos dois nomes para a bancada de Patriota. “Eles ainda não estavam no grupo”. Mas, confrontado com a informação pública de que alí, as conversações já estavam adiantadas, limitou-se a dizer que “conversar todo mundo conversa”.

Cabe o registro de que o MP “abraçou a ação” e recorreu ao TSE. A admissibilidade do recurso foi aceita pelo Tribunal Regional Eleitoral. Carlos Marques não comentou com detalhes a ação, mas admitiu que, como qualquer ação que vai ao TSE, a defesa precisa ser mais consistente.

Ele também falou das outras ações como a do PT, voltou a falar de Lula e do Mensalão e da participação de Walber Agra na defesa. Clique aqui e ouça, no Portal Pajeú Radioweb.

Outras Notícias

Raquel Lyra diz que tentam atribuir a ela autoria de cartazes apócrifos: “Impressionante o nível de crueldade”

Governadora afirmou que não apontará responsáveis antes da conclusão das investigações e classificou o episódio como violência política. A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), afirmou que existem tentativas de atribuir a ela a autoria dos cartazes apócrifos que circularam durante a campanha eleitoral. A declaração foi dada na segunda-feira (31), […]

Governadora afirmou que não apontará responsáveis antes da conclusão das investigações e classificou o episódio como violência política.

A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), afirmou que existem tentativas de atribuir a ela a autoria dos cartazes apócrifos que circularam durante a campanha eleitoral. A declaração foi dada na segunda-feira (31), em entrevista ao programa Poder Expresso, do SBT News.

Segundo Raquel, manifestações nesse sentido já começaram a circular. A governadora, entretanto, disse que não pretende acusar ninguém antes da apuração das autoridades.

“Não posso atribuir nada a ninguém. Eu pedi investigações pela polícia, que é quem tem a competência de fazer”, afirmou. Ao comentar a possibilidade de ser responsabilizada pelo material, acrescentou: “É impressionante o nível de crueldade que se pode fazer”.

A governadora também rejeitou a hipótese de que o episódio tenha sido provocado por ela própria para produzir repercussão política durante a campanha. Raquel classificou o caso como “repugnante” e afirmou considerá-lo mais um episódio de violência política.

Questionada sobre suspeitas levantadas em relação ao candidato João Campos (PSB), Raquel voltou a dizer que não apontará responsáveis enquanto as investigações estiverem em andamento.

Ela também agradeceu manifestações de solidariedade recebidas após a circulação dos cartazes e afirmou não querer que seus filhos e o marido sejam envolvidos na disputa eleitoral.

Durante a entrevista, Raquel mencionou ainda acusações feitas contra integrantes de sua campanha em outro episódio envolvendo ataques políticos. Segundo a candidata, seus advogados recorreram à Justiça para cobrar a apresentação de provas das acusações.

A autoria dos cartazes apócrifos permanece sob investigação. O episódio provocou troca de acusações e manifestações de candidatos e aliados nos últimos dias da campanha.

Fonte: Jornal do Commercio
Foto: Jailton Jr.

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“Não vou trabalhar só no quarto ano”, diz João Campos ao criticar ritmo da gestão estadual

Candidato afirmou que pretende imprimir “senso de urgência” desde o início de uma eventual gestão no Governo de Pernambuco. O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) criticou, na noite desta segunda-feira (31), o ritmo da gestão da governadora Raquel Lyra (PSD), sua principal adversária na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas. As […]

Candidato afirmou que pretende imprimir “senso de urgência” desde o início de uma eventual gestão no Governo de Pernambuco.

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) criticou, na noite desta segunda-feira (31), o ritmo da gestão da governadora Raquel Lyra (PSD), sua principal adversária na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas.

As declarações foram feitas durante a inauguração do comitê do vereador do Recife e candidato a deputado federal Rinaldo Júnior (PSB), no bairro do Torreão, na Zona Norte da capital.

Sem citar Raquel nominalmente em parte do discurso, João afirmou que uma eventual gestão sua começaria com ritmo de trabalho desde o primeiro ano.

“Não vou trabalhar só no quarto ano, é desde o primeiro dia. Com senso de urgência”, afirmou. Em outro momento, disse que seu mandato à frente do Recife não concentrou ações apenas no período eleitoral e citou creches, serviços de saúde e o programa Embarque Digital como exemplos.

A fala ocorre em meio às críticas feitas por Raquel Lyra aos 16 anos de governos do PSB em Pernambuco. Durante a campanha, a governadora tem afirmado que seu grupo recebeu o Estado em situação difícil e precisou reorganizar a administração antes de acelerar investimentos e entregas.

João rebateu o argumento separando sua trajetória pessoal das administrações anteriores do partido. “Eu nunca fui governador de Pernambuco por enquanto”, declarou.

O candidato também voltou a abordar as denúncias sobre um suposto “gabinete do ódio” relacionado a ataques contra integrantes de seu grupo político. João afirmou que os episódios são investigados pela Polícia Federal e mencionou reportagem publicada pela Folha de S.Paulo sobre a apuração.

A existência e eventual responsabilidade por uma estrutura desse tipo ainda são objeto de investigação. Raquel Lyra já negou envolvimento nas acusações e defendeu que os fatos sejam apurados pelas autoridades.

Durante o discurso, João defendeu que a campanha concentre o debate em temas como abastecimento de água, segurança, emprego, alimentação e qualificação profissional.

O ato também contou com a presença do candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos) e dos candidatos ao Senado Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT).

Fonte: Folha de Pernambuco

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“É preciso mudar a lógica de investimento na cultura”, defende Ivan Moraes em Pernambuco

Candidato ao Governo do Estado também defendeu a criação de um programa de repasses permanentes para grupos de cultura popular. O candidato ao Governo de Pernambuco Ivan Moraes (PSOL), da coligação Frente Pernambuco de Luta (PSOL/Rede/PCB), defendeu nesta segunda-feira (31), durante entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, uma mudança na política estadual de financiamento à […]

Candidato ao Governo do Estado também defendeu a criação de um programa de repasses permanentes para grupos de cultura popular.

O candidato ao Governo de Pernambuco Ivan Moraes (PSOL), da coligação Frente Pernambuco de Luta (PSOL/Rede/PCB), defendeu nesta segunda-feira (31), durante entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, uma mudança na política estadual de financiamento à cultura.

Entre as propostas apresentadas, Moraes afirmou que pretende triplicar os recursos destinados ao setor e criar um programa de manutenção financeira contínua para grupos ligados à cultura popular.

Durante a entrevista, o candidato criticou a política cultural adotada por gestões estaduais e avaliou que o setor não tem sido tratado como elemento central do desenvolvimento econômico e social de Pernambuco.

Moraes também questionou a concentração de recursos em grandes eventos e defendeu maior investimento na cadeia produtiva da cultura. Entre os pontos mencionados, citou o Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura) e as condições de trabalho na Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).

Segundo o candidato, os aportes nominais do Funcultura permanecem entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões anuais há mais de uma década.

Ao falar dos gastos com grandes eventos, Moraes mencionou um levantamento do observatório De Olho nos Ruralistas segundo o qual o Governo de Pernambuco teria destinado R$ 57 milhões para apresentações de 25 artistas em um período de dois anos.

Como uma das principais propostas para o setor, o candidato defendeu a criação de um edital destinado a 400 grupos de cultura popular, chamados por ele de “brinquedos”, com repasse mensal de R$ 10 mil para cada um.

De acordo com Moraes, a iniciativa teria impacto anual de R$ 48 milhões. Como contrapartida, os grupos contemplados realizariam ensaios abertos mensalmente em praças e outros espaços públicos.

O candidato argumentou que a medida poderia ampliar a circulação das manifestações culturais e estimular atividades econômicas e turísticas nos municípios.

Foto: Arthur Botelho

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Sebastião e Waldemar Oliveira anunciam apoio a Eduardo da Fonte ao Senado

Lideranças do Avante confirmaram, nesta segunda-feira (31), apoio ao deputado federal na disputa por uma das vagas de Pernambuco no Senado. Sebastião Oliveira e o deputado federal Waldemar Oliveira anunciaram, nesta segunda-feira (31), apoio à candidatura de Eduardo da Fonte ao Senado. A decisão integra as articulações políticas do grupo para as eleições de 2026 […]

Lideranças do Avante confirmaram, nesta segunda-feira (31), apoio ao deputado federal na disputa por uma das vagas de Pernambuco no Senado.

Sebastião Oliveira e o deputado federal Waldemar Oliveira anunciaram, nesta segunda-feira (31), apoio à candidatura de Eduardo da Fonte ao Senado.

A decisão integra as articulações políticas do grupo para as eleições de 2026 e aproxima os irmãos Oliveira do projeto eleitoral de Eduardo da Fonte.

Sebastião Oliveira afirmou que o apoio leva em conta a relação política construída ao longo dos últimos anos e a atuação do parlamentar em Pernambuco.

“Eduardo da Fonte tem muitos serviços prestados ao nosso estado. A nossa parceria é antiga e confio totalmente na sua capacidade”, declarou.

Waldemar Oliveira também confirmou o apoio e destacou a experiência política do deputado federal.

“É um nome que reúne experiência, compromisso e condições de representar Pernambuco no Senado. Terá o nosso apoio e vamos trabalhar juntos por esse projeto”, afirmou.

O anúncio se soma às movimentações de Eduardo da Fonte em busca de apoios para a disputa ao Senado nas eleições deste ano.

Foto: Divulgação

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Governo prevê R$ 6 bilhões para os Correios no Orçamento de 2027

Valor está relacionado a uma exigência do empréstimo de R$ 12 bilhões contratado pela estatal em 2025 e será incluído na proposta orçamentária enviada ao Congresso. O governo federal vai incluir no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 a previsão de um aporte de R$ 6 bilhões aos Correios. A proposta será encaminhada […]

Valor está relacionado a uma exigência do empréstimo de R$ 12 bilhões contratado pela estatal em 2025 e será incluído na proposta orçamentária enviada ao Congresso.

O governo federal vai incluir no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 a previsão de um aporte de R$ 6 bilhões aos Correios. A proposta será encaminhada ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31).

O valor faz parte das condições estabelecidas no contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões firmado pela estatal com cinco bancos em dezembro de 2025. Pelo acordo, a União deve disponibilizar pelo menos R$ 6 bilhões para apoiar o plano de reestruturação dos Correios até o fim de 2027.

A inclusão do recurso no Orçamento, no entanto, não significa que todo o montante será transferido de uma só vez. O governo poderá definir quando e de que forma os recursos serão destinados à empresa.

O empréstimo de R$ 12 bilhões foi contratado junto ao Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander e conta com garantia do Tesouro Nacional. Caso os Correios não cumpram as obrigações financeiras previstas no contrato, a União poderá ser chamada a honrar a dívida.

A previsão orçamentária ocorre em meio à situação financeira enfrentada pela estatal. No segundo trimestre de 2026, os Correios registraram prejuízo líquido de R$ 2,4 bilhões, resultado 5,5% menor que o verificado no mesmo período do ano passado.

Já no acumulado do primeiro semestre, o prejuízo chegou a R$ 5,5 bilhões, alta de 30,4% em relação ao mesmo período de 2025. A receita dos Correios somou R$ 7,9 bilhões entre janeiro e junho.

A empresa mantém desde dezembro do ano passado um plano de reestruturação que inclui Programa de Demissão Voluntária (PDV), redução de custos, venda de imóveis ociosos, renegociação de contratos e mudanças administrativas.

Segundo os Correios, 6.545 empregados aderiram ao PDV, sendo 2.767 desligamentos realizados no primeiro semestre. Os gastos com pessoal recuaram 4,2% no período, representando uma economia de R$ 233,7 milhões.

Entre os fatores apontados pela estatal para os resultados negativos estão a redução das receitas dos serviços postais tradicionais, aumento dos custos operacionais, passivos judiciais, maior concorrência no mercado de logística e despesas relacionadas à manutenção da estrutura necessária para o serviço postal universal.

Em maio, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que o governo adotasse medidas para viabilizar o cumprimento da obrigação de aporte prevista no contrato do empréstimo.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues

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