Campanha de Lula pede ao TSE retirada de 255 perfis e questiona alcance de conteúdos na Meta

A campanha de Lula pediu ao TSE a retirada de 255 perfis do Instagram e cobrou explicações da Meta sobre o alcance de conteúdos eleitorais.
Na representação encaminhada ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, a coligação sustenta que publicações de Lula e de seus apoiadores teriam sofrido restrições de alcance, enquanto conteúdos associados à candidatura adversária teriam recebido distribuição maior.
Entre os exemplos citados pela campanha está o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Segundo a petição, perfis que atuariam em favor de Flávio Bolsonaro teriam obtido alcance considerado desproporcional pela coligação.
A campanha também pede a retirada de 255 perfis do Instagram que, segundo a representação, apresentariam comportamento automatizado ou inautêntico.
Um relatório do Instituto Democracia em Xeque foi citado na ação. De acordo com o documento apresentado pela coligação, a rede monitorada teria alcançado 58,6 milhões de visualizações com conteúdos contra Lula, o PT e a primeira-dama, Janja da Silva.
A representação solicita ainda que a Meta informe quais mecanismos utiliza para identificar redes coordenadas e que corrija, em até seis horas, as irregularidades apontadas pela campanha.
A coligação pede multa diária de R$ 500 mil, inicialmente limitada a R$ 5 milhões, caso eventual determinação da Justiça Eleitoral não seja cumprida.
Outro ponto apresentado ao TSE envolve o funcionamento da Meta AI. Segundo a campanha, testes teriam identificado diferenças no tratamento de solicitações relacionadas às duas candidaturas. A coligação pede que os mesmos critérios eleitorais sejam aplicados aos candidatos.
A Meta contesta as acusações. Em manifestação anterior encaminhada ao TSE, a empresa afirmou que a alegada redução de alcance não foi demonstrada e disse que a acusação não corresponde aos dados da plataforma.
Nesta quinta-feira (15), Nunes Marques se reuniu com representantes da Meta para tratar das questões envolvendo a atuação da plataforma durante o processo eleitoral.
Em nota divulgada anteriormente, a empresa informou ainda que suspendeu temporariamente recomendações de candidatos e a geração de imagens deles em ferramentas de inteligência artificial.
Os pedidos apresentados pela campanha ainda dependem de análise da Justiça Eleitoral.
Fonte: Diário de Pernambuco/Estadão Conteúdo
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
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