BOMBA: Justiça volta atrás e determina pagamento de mais de R$ 3 milhões a Dinca e Moura em Tabira

Screenshot
Prefeitura diz que decisão terá impacto terrível nas contas do município
Tribunal havia dado ganho de causa ao município, mas mudou entendimento
Uma reviravolta judicial envolvendo mais de R$ 3,15 milhões dos cofres públicos de Tabira, no Sertão do Pajeú, promete provocar forte repercussão política e administrativa no município.
O TJPE voltou atrás em uma decisão que havia suspendido o pagamento de precatórios em favor dos ex-prefeitos José Edson Cristóvão de Carvalho, conhecido como Dinca Brandino, e José Edson de Moura, e determinou a retomada imediata dos procedimentos para pagamento dos valores.
A decisão foi tomada por unanimidade pela 3ª Câmara de Direito Público do TJPE, que julgou improcedente a ação apresentada pela Prefeitura de Tabira para anular o processo judicial que deu origem à dívida milionária.
O caso chama atenção porque, em abril deste ano, o próprio Tribunal havia reconhecido, em análise preliminar, a existência de graves indícios de irregularidades processuais, chegando a classificar a situação como juridicamente insustentável e potencialmente prejudicial ao patrimônio público.
Na ocasião, o desembargador Luiz Carlos de Barros Figueirêdo determinou a suspensão imediata dos pagamentos, diante do risco de comprometimento de serviços públicos essenciais à população.
Agora, após o julgamento do mérito, a mesma Câmara decidiu restabelecer a exigibilidade dos precatórios, cujo valor atualizado indicado no processo é de R$ 3.151.995,96, além de condenar o Município ao pagamento de custas processuais e honorários advocatícios.
Tribunal havia reconhecido graves vícios no processo
Um dos pontos mais graves apontados pelo Município, e inicialmente acolhidos pelo desembargador, foi o fato de que o então prefeito Dinca era ai mesmo tempo autor da ação judicial e representante legal do Município, que era justamente a parte demandada. A ação era de 2002
Prejudica serviços essenciais, diz prefeitura
A Prefeitura diz que o valor de R$ 3,15 milhões representa uma quantia expressiva diante de despesas permanentes com saúde, educação, infraestrutura, assistência social e manutenção dos serviços públicos.























Você precisa fazer login para comentar.