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Bancada do PMDB escolhe Castro para disputa ao comando da Câmara

Por André Luis
O deputado Marcelo Castro quando era ministro da Saúde, em viagem oficial a Goiânia (Foto: Vanessa Martins/G1)
O deputado Marcelo Castro quando era ministro da Saúde, em viagem oficial a Goiânia (Foto: Vanessa Martins/G1)

Deputado pelo Piauí foi ministro da Saúde na gestão de Dilma Rousseff.
Ele foi escolhido em uma votação interna da bancada peemedebista.

Do G1

Em uma votação interna, a bancada do PMDB na Câmara escolheu nesta terça-feira (12) o deputado federal Marcelo Castro (PMDB-PI) como seu candidato oficial na disputa pela presidência da Casa.

Por 28 votos a 18, Castro derrotou no segundo turno do pleito interno o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), que é presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

“Se for eleito, farei uma administração com transparência, respeito à democracia, com a participação de todos, sem discriminar e sem excluir ninguém”, disse Castro, logo após a divulgação do resultado.

O deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), também do partido, já havia se lançado também como candidato avulso. Apesar de também ser do PMDB, ele não é o candidato oficial da bancada.

Ex-ministro da Saúde no governo Dilma Rousseff, Castro já havia registrado oficialmente a sua candidatura avulsa e agora contará com o apoio formal da bancada peemedebista.

Diante da proliferação de candidaturas e para tentar chegar a um nome de consenso, a bancada decidiu buscar um acordo para evitar um racha no partido do presidente em exercício Michel Temer.

“O PMDB está unido para trabalhar, para conseguir o melhor para o nosso povo, para o nosso Brasil”, ressaltou Castro.

No primeiro turno da eleição interna, Castro obteve 17 votos, contra 11 obtidos por Serraglio e 11 recebidos por Carlos Marun (PMDB-MS). Fábio Ramalho tinha ficado com 7 votos. Para definir quem iria disputar o segundo turno com Castro, foi usado o critério de idade: Serraglio, por ser mais velho que Marun, acabou alçado do segundo turno.

Candidatos registrados – Em um balanço parcial, a eleição para a presidência da Câmara registrava, até as 12h desta terça-feira (12), 11 candidaturas oficiais de deputados interessados em concorrer à sucessão de Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O prazo para quem ainda quiser entrar no pleito é 12h desta quarta-feira (13), dia em que será realizada a eleição.

Veja quem são os deputados que já registraram as candidaturas:

– Carlos Gaguim (PTN-TO): administrador, tem 55 anos e também está no primeiro mandato. Foi vereador e deputado estadual no Tocantins. Governou o estado após a cassação do então governador Marcelo Miranda e do vice Paulo Sidnei pelo TSE, em 2009.
– Carlos Manato (SD-ES): médico, tem 58 anos e está no quarto mandato na Câmara. É o atual corregedor da Casa e já ocupou cargos de suplente na Mesa Diretora.
– Cristiane Brasil (PTB-RJ): advogada e filha do delator do mensalão Roberto Jefferson. Está no primeito mandato na Câmara.
– Evair Melo (PV-ES): administrador de empresas, estreou na Câmara na eleição de 2014. Atualmente, é um dos vice-líderes do PV na Casa.
– Fábio Ramalho (PMDB-MG): empresário, está no terceiro mandato consecutivo na Câmara. Ele já foi prefeito do município de Malacacheta (MG), entre 1997 e 2004.
–  Fausto Pinato (PP-SP): advogado, tem 39 anos e está em seu primeiro mandato. Chegou a ser eleito relator do processo contra Cunha no Conselho de Ética, mas foi substituído.
– Fernando Giacobo (PR-PR): segundo vice-presidente da Câmara. Foi eleito deputado federal pela primeira vez em 2002, pelo PPS, e reeleito em 2006, pelo PL (hoje PR). Nas últimas eleições, em 2014, teve 144 mil votos.
– Heráclito Fortes (PSB-PI): funcionário público, exerce o quinto mandato na Câmara. Ex-integrante do DEM, foi um dos principais opositores do governo Lula no Senado. Já comandou a prefeitura de Teresina.
– Luiza Erundina (PSOL-SP): assistente social, ela foi a primeira prefeita mulher da cidade de São Paulo. Erundina está no quinto mandato na Câmara dos Deputados.
– Marcelo Castro (PMDB-PI): médico, 66 anos, foi ministro da Saúde do governo da presidente afastada, Dilma Rousseff. Como deputado, está no quinto mandato.
– Rogério Rosso (PSD-DF): aliado de Cunha, foi presidente da comissão especial do impeachment na Câmara dos Deputados.

Planalto tenta evitar racha – O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou nesta terça-feira que o Palácio do Planalto está “trabalhando” para construir uma candidatura de consenso entre os partidos que integram a base aliada de Michel Temer na eleição que escolherá o novo presidente da Câmara. Homem de confiança do presidente em exercício, Padilha tem feito o mapeamento das candidaturas na eleição interna da casa legislativa.

Monitoramento do palácio identificou que, pelo menos, 12 integrantes de partidos alinhados ao governo pretendem entrar na corrida pelo comando da Câmara.

Esta é a primeira vez que um dos integrantes do Planalto revela abertamente que o governo tem atuado nos bastidores para evitar uma multiplicação de candidatos governistas na disputa pela sucessão de Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Até então, o discurso dentro do palácio era de que o governo não iria interferir diretamente na eleição interna da Câmara. Agora, com a iminência de, ao menos, 10 deputados aliados entrarem na corrida pelo comando da casa legislativa, Padilha admitiu que o Planalto pode conversar com líderes partidários para tentar convencê-los a apoiar um único candidato da base.

A votação que elegerá o novo presidente da Câmara está marcada ocorrer na tarde desta quarta-feira (13).

“O governo trabalha com a ideia de a base ter um candidato único. Nós estamos trabalhando para que se tenha um só candidato. A fórmula [de consenso], eles [deputados] têm o dobro de sabedoria que nós temos para construir. É possível construir [o consenso] e não tem porquê criarmos a possibilidade de ter qualquer arranhão na base. […] Não podemos correr riscos”, afirmou o ministro ao deixar um evento no Palácio do Planalto.

Responsável pela articulação política do Planalto com o Congresso Nacional, o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, ressaltou nesta terça que o Executivo “torce” pela redução no número de candidatos à presidência da Câmara dos Deputados.

“A tendência é ter mais de um [candidato a presidente da Câmara], pelo que estou vendo, mas a gente torce até o fim para ter uma redução no número de candidatos”, disse Geddel após participar de um evento em um dos anexos da sede do Executivo federal.

Outras Notícias

Em carta, Flávio se declara “verdadeiro presidente eleito do Brasil”

Flávio usa informação falsa para culpar Zanin por derrota. Aliados e o TSE de Kássio Nunes já reconheceram que faltaram votos O senador Flávio Bolsonaro publicou uma carta, nesta quarta-feira (28), após fugir para os Estados Unidos. No comunicado, ele se apresenta como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. No documento, Flávio agradece ao presidente […]

Flávio usa informação falsa para culpar Zanin por derrota. Aliados e o TSE de Kássio Nunes já reconheceram que faltaram votos

O senador Flávio Bolsonaro publicou uma carta, nesta quarta-feira (28), após fugir para os Estados Unidos. No comunicado, ele se apresenta como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”.

No documento, Flávio agradece ao presidente da Argentina, Javier Milei, pela “coragem e senso de justiça e legalidade” e ao líder dos Estados Unidos, Donald Trump, por o acolher no país.

Afirmação falsa

O candidato derrotado culpa o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pelos “mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno” conquistados por Lula. A afirmação é falsa. Zanin prorrogou as votações até às 19h, mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só registrou 34 mil votos após as 17h.

“Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas. Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes. Até agora, o TSE se limitou a defender a prorrogação do horário e não há sequer uma única resposta crível”, diz trecho.

Na carta, Flávio diz que após a “repugnante fraude eleitoral o ministro Alexandre de Moraes, do STF, colocou em prática um “plano previamente elaborado” — o pedido de apreensão do passaporte. Senador afirma que Moraes “muito provavelmente estaria preso, se eles não tivessem impedido a minha posse, pôs em andamento a máquina de perseguição política do regime”.

Flávio nega ter fugido do Brasil: “Eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de serviçais do regime.”

Após saída de Flávio do Brasil, análise aponta necessidade de a direita se desvincular do bolsonarismo

A saída de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil, dois dias depois da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial, abriu uma discussão sobre o futuro da direita brasileira. Em análise publicada nesta quarta-feira (28), o jornalista Mano Ferreira defende que o campo conservador precisa reduzir sua dependência política da família Bolsonaro […]

A saída de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil, dois dias depois da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial, abriu uma discussão sobre o futuro da direita brasileira. Em análise publicada nesta quarta-feira (28), o jornalista Mano Ferreira defende que o campo conservador precisa reduzir sua dependência política da família Bolsonaro e construir uma oposição baseada em propostas e atuação institucional.

Na coluna Contraponto Diário, o jornalista apresenta dois caminhos possíveis para a direita após o resultado eleitoral: manter a atuação política vinculada à família Bolsonaro ou buscar novas lideranças capazes de organizar a oposição ao quarto mandato de Lula.

O texto destaca que Flávio havia anunciado, na segunda-feira (26), a intenção de liderar a oposição ao governo federal. No mesmo dia, foi intimado a entregar seus passaportes em uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro. Na terça-feira (27), deixou o Brasil com destino aos Estados Unidos.

Para Mano Ferreira, a decisão compromete a expectativa de que o senador assumisse o comando político da oposição, especialmente após receber aproximadamente 59,8 milhões de votos no segundo turno.

O colunista também reconhece a existência de questionamentos sobre a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mas argumenta que divergências com decisões judiciais devem ser enfrentadas por meio dos instrumentos legais e institucionais disponíveis.

Tarcísio aparece como alternativa

Na avaliação apresentada, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), representa uma possibilidade de reorganização da direita fora da liderança direta da família Bolsonaro.

Reeleito no primeiro turno com 63% dos votos válidos, Tarcísio divulgou um vídeo reconhecendo o resultado da eleição presidencial e defendendo uma “oposição vigilante”.

Na manifestação, o governador abordou propostas relacionadas à redução de gastos públicos, diminuição de impostos, composição técnica dos ministérios e investimentos em saúde, educação e saneamento básico.

Mano Ferreira destaca que Tarcísio utilizou a expressão “projeto de país” para apresentar suas prioridades, mas não comentou publicamente a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil.

O cenário político também é considerado na análise. O PL elegeu as maiores bancadas da Câmara dos Deputados e do Senado, além de seis governadores, o que garante ao partido uma presença expressiva nas instituições a partir de 2027.

Para o colunista, essa representação oferece condições para uma oposição organizada, independentemente da situação política e judicial dos integrantes da família Bolsonaro.

A análise aponta ainda que Lula iniciará seu quarto mandato sem possibilidade de disputar uma nova reeleição consecutiva. Nesse cenário, a reorganização das forças de direita poderá influenciar a disputa presidencial de 2030.

A avaliação é de que o campo conservador terá de decidir se continuará concentrando sua atuação na defesa dos Bolsonaro ou se apresentará novas lideranças e propostas para disputar o poder nos próximos anos.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Mateus Bonomi/AFP

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Governo de Pernambuco solicita empréstimo de R$ 1,9 bilhão, mas Alepe adia votação

O Governo de Pernambuco encaminhou à Assembleia Legislativa (Alepe) um projeto de lei que autoriza a contratação de empréstimos de até R$ 1,9 bilhão junto a instituições financeiras nacionais. A proposta, apresentada em regime de urgência, teve a votação adiada nessa terça-feira (27), após pedido do deputado Diogo Moraes (PSB), relator da matéria. O valor […]

O Governo de Pernambuco encaminhou à Assembleia Legislativa (Alepe) um projeto de lei que autoriza a contratação de empréstimos de até R$ 1,9 bilhão junto a instituições financeiras nacionais. A proposta, apresentada em regime de urgência, teve a votação adiada nessa terça-feira (27), após pedido do deputado Diogo Moraes (PSB), relator da matéria.

O valor solicitado considera a capacidade de endividamento prevista para o exercício de 2027. A intenção do Executivo estadual é ampliar os recursos disponíveis para investimentos, mediante operações de crédito com condições consideradas favoráveis pelo governo.

De acordo com o projeto, os valores obtidos deverão ser destinados exclusivamente a despesas de capital, como investimentos em obras e infraestrutura. A aplicação dos recursos ficará sob coordenação da Secretaria de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional, observando o Plano Plurianual (PPA) e os orçamentos estaduais.

A proposta prevê duas possibilidades de contratação. Na primeira, o empréstimo poderá contar com garantia da União, mediante a apresentação de contragarantias pelo Estado.

Na segunda modalidade, sem garantia federal, Pernambuco poderá oferecer receitas relacionadas ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e ao Fundo de Participação dos Estados (FPE) como garantias para a operação.

O projeto também estabelece que a contratação deverá observar as exigências da Secretaria do Tesouro Nacional.

Votação adiada

Apesar da solicitação de urgência, a análise da proposta foi adiada na Comissão de Constituição, Legislação e Justiça da Alepe.

O deputado Diogo Moraes pediu mais tempo para examinar o conteúdo do projeto e justificou a decisão pelo volume de recursos envolvidos.

“O projeto é de quase R$ 2 bilhões. Nós precisamos ter mais tempo para analisar esse projeto”, afirmou o parlamentar.

A matéria estava prevista para votação em dois turnos no plenário da Assembleia Legislativa, mas permanece em tramitação após o adiamento na comissão.

Ainda não há autorização legislativa para a contratação do empréstimo. O projeto deverá retornar à análise dos deputados antes de seguir para as demais etapas de votação.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Roberto Soares/Alepe

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Plano secreto: fuga de Flávio Bolsonaro foi planejada semanas antes da derrota para Lula

A saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil com destino aos Estados Unidos já vinha sendo planejada semanas antes de sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. A estratégia teria sido organizada por integrantes da família e aliados do parlamentar para ser executada caso ele não […]

A saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil com destino aos Estados Unidos já vinha sendo planejada semanas antes de sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. A estratégia teria sido organizada por integrantes da família e aliados do parlamentar para ser executada caso ele não conseguisse vencer a disputa.

O planejamento começou ainda durante a campanha eleitoral, quando Flávio e pessoas próximas passaram a considerar a possibilidade de deixar o país em caso de derrota. A alternativa, entretanto, perdeu força depois do primeiro turno, quando o candidato do PL terminou à frente de Lula e seus aliados passaram a demonstrar confiança na vitória.

O principal responsável pela articulação teria sido Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, que vive nos Estados Unidos desde o ano passado. Ele teria atuado em conjunto com Paulo Figueiredo, ex-apresentador da Jovem Pan, para estabelecer contatos com integrantes do governo de Donald Trump.

As conversas tinham como objetivo viabilizar a entrada e a permanência de Flávio em território americano caso o resultado das eleições fosse desfavorável ao candidato do PL.

A estratégia também envolvia a intenção de apresentar uma eventual derrota como resultado de uma suposta fraude eleitoral. Não foram apresentadas provas de irregularidades capazes de comprometer a validade da eleição.

Após a confirmação da vitória de Lula, Donald Trump passou a questionar publicamente o processo eleitoral brasileiro, também sem apresentar evidências de fraude.

Rota inicialmente planejada

Outra informação revelada sobre os preparativos envolve o trajeto que seria utilizado para deixar o Brasil. De acordo com relatos de aliados e familiares, a rota inicialmente considerada passaria pela Venezuela.

O percurso efetivamente divulgado, entretanto, foi diferente. Na noite de terça-feira (27), Flávio atravessou a fronteira com a Argentina acompanhado da esposa e das duas filhas.

A passagem da família pelo território argentino foi confirmada pelas autoridades migratórias do país. Depois, o grupo embarcou em uma aeronave particular com destino ao Equador, de onde seguiu viagem em direção a Miami, nos Estados Unidos.

Ao longo de terça-feira, aliados do senador divulgaram informações divergentes sobre seu paradeiro. Enquanto alguns negavam a saída do Brasil, outros afirmavam que ele já havia chegado aos Estados Unidos.

O Departamento de Estado americano confirmou a concessão de vistos para Flávio e seus familiares permanecerem no país.

Antes de deixar o Brasil, o senador havia afirmado publicamente que não pretendia viajar e que cumpriria a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar seus passaportes à Polícia Federal.

Os documentos não foram apresentados no prazo estabelecido e acabaram cancelados nos sistemas da corporação.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Charles Vieira/Divulgação

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Raquel Lyra assina acordo na Espanha para gestão de 17 espaços culturais de Pernambuco

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), assinou nesta quarta-feira (28), em Madri, na Espanha, um acordo de cooperação técnica com a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI). A parceria prevê ações para aprimorar a administração de 17 equipamentos culturais sob responsabilidade do Governo do Estado, incluindo museus, teatros, cinemas e centros culturais. O documento, denominado […]

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), assinou nesta quarta-feira (28), em Madri, na Espanha, um acordo de cooperação técnica com a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI). A parceria prevê ações para aprimorar a administração de 17 equipamentos culturais sob responsabilidade do Governo do Estado, incluindo museus, teatros, cinemas e centros culturais.

O documento, denominado Memorando de Entendimento, tem vigência inicial de três anos e estabelece a possibilidade de desenvolver novos modelos de gestão, capacitar profissionais e promover o intercâmbio de experiências com instituições culturais de outros países.

Entre os objetivos apresentados estão a adoção de indicadores de desempenho, a avaliação de modelos de gestão compartilhada e a busca por alternativas para a sustentabilidade financeira dos espaços culturais pernambucanos.

O acordo prevê a criação de um grupo de trabalho nos próximos 30 dias, responsável por elaborar os planos de atuação conjunta e definir as ações que poderão ser implementadas.

Uma das propostas em avaliação é a instalação de um laboratório da escola digital Co.liga no antigo Liceu de Artes e Ofícios, no Recife, em parceria com a Fundação Roberto Marinho.

Também está prevista a possibilidade de concessão de bolsas de formação para gestores culturais pernambucanos em um programa vinculado à Universidade Complutense de Madri, além da participação em redes internacionais de cooperação cultural.

Durante a agenda, Raquel Lyra destacou a importância da preservação das manifestações culturais do estado.

“Somos um povo que carrega tradições, saberes, ritmos e manifestações artísticas que atravessam gerações e que fazem parte não apenas da nossa história, mas também daquilo que queremos construir para o futuro”, afirmou a governadora.

O Governo de Pernambuco também apresentou informações sobre investimentos realizados na recuperação de imóveis históricos e equipamentos culturais. Segundo a gestão estadual, mais de R$ 200 milhões foram aplicados desde 2023 em mais de 20 obras de restauração.

Entre os espaços contemplados estão o Cinema São Luiz, no Recife, o Museu de Arte Contemporânea, em Olinda, e o Cine Theatro Guarany, em Triunfo, no Sertão do Pajeú.

A agenda contou com a participação de integrantes do secretariado estadual e representantes da OEI. Durante a viagem internacional de Raquel Lyra, a vice-governadora Priscila Krause (PSD) permanece no exercício interino do Governo de Pernambuco.

Fonte: Dantas Barreto
Foto: Reprodução

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