Ato pró-Flávio no Rio tem fala ofensiva sobre Marielle Franco e provoca reação da família

Apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) fizeram referências ofensivas à memória da vereadora Marielle Franco durante um ato realizado nesta terça-feira (13), nas proximidades da PUC-Rio. O episódio provocou reação da filha de Marielle, Luyara Franco, e da irmã, Anielle Franco.
A manifestação ocorreu um dia depois de a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro informar que não permitiria manifestações político-partidárias dentro da instituição até o encerramento das eleições.
Vídeos que circularam nas redes sociais mostram um apoiador de Flávio Bolsonaro falando sobre Marielle Franco em um carro de som. “Marielle está com papai do céu”, afirmou, antes de acrescentar: “ou no colo do capeta”.
No local, apoiadores do candidato do PL também fizeram discursos contra eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O grupo adversário respondeu com palavras de ordem e gritos de “Marielle, presente”. Houve troca de ofensas entre participantes dos dois lados.
O episódio teve repercussão nas redes sociais. Luyara Franco, filha de Marielle, publicou um vídeo em defesa da memória da mãe e classificou as manifestações como violência política.
“Zombar do assassinato de Marielle Franco não é opinião. Não é debate. Não é liberdade de expressão. É violência política”, afirmou.
Luyara também destacou a trajetória acadêmica e política da mãe, lembrando que Marielle foi formada em Ciências Sociais pela PUC-Rio, pesquisadora, mestre em Administração Pública e vereadora do Rio de Janeiro.
A irmã de Marielle, Anielle Franco (PT), também se manifestou e declarou apoio aos estudantes que se posicionaram em favor de Lula. Ela lembrou a relação da irmã com a universidade.
Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram assassinados a tiros em março de 2018, quando deixavam um evento no centro do Rio de Janeiro.
Os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, executores confessos do crime, foram condenados em 2024. Outros envolvidos apontados no processo também foram posteriormente condenados.
Fonte: Agência Brasil
Foto: Mídia NINJA
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Por André Luis
Na semana que passou, a Coligação Unir para Reconstruir ingressou com uma AIJE (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) para que seja reconhecida a fraude à cota de gênero no PP, com anulação de votos e cassação de mandato, caso haja vereador eleito, além do abuso de poder político contra o Prefeito Wellington Maciel (MDB), mediante, segundo a coligação, do uso da máquina pública, coação e violência de gênero. 















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