Ato em Copacabana reúne apoiadores de Lula e manifestações em defesa da democracia

Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocuparam cerca de sete quarteirões da Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (12). O ato reuniu estudantes, movimentos sociais, parlamentares e outros grupos em defesa da reeleição do petista, da democracia e de direitos sociais.
A mobilização se concentrou na altura do Posto 5 e ocupou as duas pistas da orla durante parte da tarde.
Lula não participou do ato. O presidente permaneceu em Brasília, onde participou de uma missa na capela do Palácio da Alvorada pelo Dia de Nossa Senhora Aparecida.
Entre as lideranças que acompanharam a manifestação no Rio estavam Benedita da Silva (PT), Jandira Feghali (PCdoB), Lindbergh Farias (PT) e outros parlamentares e representantes de movimentos políticos e sociais.
Os manifestantes usaram principalmente roupas vermelhas, bandeiras de apoio a Lula e cartazes com críticas a Flávio Bolsonaro (PL), adversário do presidente no segundo turno. Também apareceram manifestações em defesa do fim da escala de trabalho 6×1, de políticas públicas e contra propostas de anistia.
A movimentação aumentou o fluxo de passageiros no transporte público. Estações de metrô de Copacabana, como Cantagalo e Siqueira Campos, registraram maior movimento durante o período do ato.
Entre os participantes ouvidos pela reportagem estava a professora aposentada Clara Davidorch, de 87 anos, que foi à manifestação acompanhada de duas amigas. Ela relacionou sua presença à defesa da candidatura de Lula e à história da participação política das mulheres.
“Vim nesse ato pelo Lula e pelas mulheres que morreram para que eu pudesse votar. Tenho dois filhos e três netos e penso no futuro deles”, afirmou.
A estudante de pós-graduação Suelen Geovana, de 25 anos, saiu de Campo Grande, na Zona Oeste, para participar da mobilização. Ela citou educação, saúde e políticas de inclusão como motivos para estar no ato.
“Estou aqui porque luto pela democracia, pelo acesso à educação, à saúde e à igualdade para todos. Graças ao governo Lula, pude fazer uma faculdade pública. Entrei como cotista porque venho de uma família pobre”, declarou.
A advogada Carolina Estrela, de 43 anos, levou os dois filhos, de 11 e 8 anos. Segundo ela, a presença das crianças tinha como objetivo aproximá-las do debate público e do funcionamento da democracia.
“Não quero que meus filhos cresçam num ambiente onde todo mundo pensa igual. Eu quero que eles tenham o direito de discordar. Esse é o processo democrático”, afirmou.
O ato em Copacabana fez parte de uma série de mobilizações realizadas após o primeiro turno. Manifestações semelhantes foram registradas em outras cidades do país, enquanto no Rio também estavam previstas atividades em Niterói, Quinta da Boa Vista, Arcos da Lapa e Nilópolis.
A mobilização carioca ocorreu um dia depois de Lula participar de um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, acompanhado de aliados e apoiadores.
Fonte: Agência Brasil e O Globo
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
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