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Armando ouve demandas de artistas e defende valorização da cultura pernambucana

Por Nill Júnior

O candidato ao governo pela coligação Pernambuco Vai Mudar, senador Armando Monteiro (PTB), teve encontro com representantes da música do Estado no seu comitê, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.

“A reunião serviu como o início do diálogo que Armando busca instituir com o setor de forma a reforçar a identidade cultural plural do povo pernambucano e, com isso, fortalecer a economia criativa”, diz em nota.

Estiveram presentes artistas como Alcymar Monteiro, Cristina Amaral, Marcelo Melo (Quinteto Violado), Nena Queiroga, André Rio, Irah Caldeira, Sérgio Andrade (Banda de Pau e Corda), Nádia Maia, Marrom Brasileiro, Rogério Andrade, Luciano Magno, Nonô Germano e Ed Carlos, além de produtores como Afonso Oliveira e Rogério Robalinho. Os candidatos ao Senado, Mendonça Filho (DEM) e Bruno Araújo (PSDB) e a vice-governador, Fred Ferreira (PSC), também participaram do encontro.

“Esse governador propôs a extinção da Secretaria de Cultura. Uma pessoa que trata os artistas como ele trata não tem sensibilidade”, afirmou Alcymar Monteiro, que declarou apoio a Armando. Em nome do Coletivo Pernambuco, o cantor André Rio questionou o candidato sobre a nomeação dos gestores culturais no seu futuro governo. Armando respondeu que o “diálogo com os artistas é essencial, pois o perfil de um gestor na área da cultura deve ter interação com a categoria e sensibilidade para entender as demandas. A cultura pernambucana se expressa pela sua pluralidade”.

Os artistas apresentaram a Armando uma pauta com cinco demandas, voltadas para a valorização da cultura local e ainda para a desburocratização da contratação de apresentações, além do pagamento dos cachês com mais celeridade. “Eu fico indignado com a maneira que somos tratados. Temos orgulho do nosso frevo, do nosso forró, do nosso maracatu. Mas esse governo não valoriza o que temos de melhor”, afirmou o cantor e compositor Marrom Brasileiro.

Outras Notícias

Arcotrans segue proibindo 99Moto e gera embate com decisão do STF

No comentário para o Jornal Itapuama desta quarta-feira (10) destaco o debate sobre o transporte por aplicativo em duas rodas (como 99Moto e Uber Moto) que continua dividindo opiniões no Sertão. De um lado, passageiros de Arcoverde e Afogados da Ingazeira comemoram a economia; do outro, prefeituras e mototaxistas apontam irregularidades. Afinal, pode ou não […]

No comentário para o Jornal Itapuama desta quarta-feira (10) destaco o debate sobre o transporte por aplicativo em duas rodas (como 99Moto e Uber Moto) que continua dividindo opiniões no Sertão.

De um lado, passageiros de Arcoverde e Afogados da Ingazeira comemoram a economia; do outro, prefeituras e mototaxistas apontam irregularidades.

Afinal, pode ou não pode?

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que o transporte por aplicativos de moto (Uber Moto, 99Moto, etc.) pode funcionar, pois invalidou leis municipais e estaduais que tentavam proibir ou restringir excessivamente o serviço, estabelecendo que a legislação federal prevalece, mas permitindo que os municípios regulamentem a atividade com base nas características locais, sem proibi-la totalmente, e com ressalvas importantes sobre direitos trabalhistas e segurança.

Em Arcoverde, a Arcotrans mantém fiscalização ativa. Condutores flagrados fazendo transporte remunerado sem a placa de aluguel (vermelha) e sem alvará podem ser enquadrados no Artigo 231 do Código de Trânsito Brasileiro (transporte remunerado não licenciado), sujeito a multa gravíssima e remoção do veículo.

Mesmo a exigência de placa vermelha pode ser questionada, já que o STF não gerou obrigatoriedade nos municípios. O princípio é claro: se o Uber carro não é obrigado a usar placa vermelha, porque o 99Moto ou UberMoto teria que ser?

Em Afogados da Ingazeira, a Câmara de Vereadores devolveu o projeto que criava regras para o aplicativo de moto, pelo mesmo princípio: não se pode legislar no município sobre algo que já tem definição no Supremo.

Em São Paulo, após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir que municípios não podem proibir o mototáxi ou MotUber e 99Moto, as companhias de transporte por aplicativos anunciaram o início do serviço a partir desta quinta-feira, 11 de dezembro.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou que a Prefeitura regulamente o modal até essa semana. As empresas criticam a proposta de regulamentação, apontam ilegalidade em parte das regras e pretendem entrar no Judiciário contra o projeto.

Resumo da Ópera: a ação de coibir a atividade de MotoUber ou 99Moto no momento corre sérios riscos de ser proibida pela justiça.

Confira o comentário completo:

Boletim das eleições

Do Uol O ex-prefeito do Recife e candidato João Paulo (PT) votou esta tarde na Escola Cônego Rochael de Medeiros, no bairro de Santo Amaro. O voto do único petista que disputa o segundo turno em capitais no país ocorreu precisamente às 14h47. Pela manhã –como faz em todas as eleições–, praticou um ritual de […]

Do Uol

O ex-prefeito do Recife e candidato João Paulo (PT) votou esta tarde na Escola Cônego Rochael de Medeiros, no bairro de Santo Amaro. O voto do único petista que disputa o segundo turno em capitais no país ocorreu precisamente às 14h47. Pela manhã –como faz em todas as eleições–, praticou um ritual de meditação em seu comitê. “Cumprimos um papel importante nessa eleição e espero que o eleitor confie no nosso projeto e consolidemos, à noite, a caminhada com uma vitória”, disse o petista, que está atrás do prefeito Geraldo Júlio (PSB) nas pesquisas eleitorais.

A presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia, disse neste domingo (30), em Belo Horizonte, que ficou “surpresa” com os altos índices de abstenção, votos nulos e brancos nas eleições municipais deste ano, e defendeu que seja mantida a obrigatoriedade do voto até que a população tenha “suficiente informação” para escolher os seus governantes. “Sou favorável ao voto obrigatório até que educação no Brasil garanta que todo mundo tenha suficiente informação, para poder se posicionar com liberdade absoluta”, disse.

O ex-ministro da Educação e ex-governador do Ceará, Cid Gomes (PDT), declarou que um dos motivos para atual rejeição do PT foi a adoção da “tese da hegemonização”. Gomes comentava sobre a possibilidade de um apoio petista a uma eventual candidatura presidencial de seu irmão, o também ex-ministro Ciro Gomes (também do PDT). Ele afirma que hoje há integrantes do partido com visão crítica a essa ideia. “Penso que há frações no PT que compreendem a importância de oxigenar a estrutura do partido”, conta.

O quarto boletim eleitoral do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgado neste domingo (30) mostra que, até as 13h15, foram registradas 199 ocorrências nas 57 cidades que realizam o segundo turno das eleições — dentre as quase 200 pessoas, 22 foram presas. Dois candidatos se envolveram em confusão por causa de boca de urna, mas nenhum foi preso. Foram substituídas 519 urnas eletrônicas, o que corresponde a 0,56% do total de urnas desse modelo utilizadas em todo o país. Nenhuma seção precisou de votação manual, diz o TSE.

O atual prefeito do Recife e candidato à reeleição, Geraldo Júlio (PSB, à dir. na foto abaixo, ao lado do senador Fernando Bezerra Coelho-PSB), foi hostilizado enquanto acompanhava o voto da mulher no Colégio Equipe, na Torre, zona oeste. Aos gritos de “golpista” e “corrupto”, ele deixou o local em direção à Faculdade Marista, em Apipucos, local de votação da ex-primeira dama Renata Campos, viúva de Eduardo Campos.

Boletim do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Pernambuco aponta que 38 urnas apresentaram problemas neste domingo (30) e 10 delas precisaram ser substituídas nos quatro municípios onde há votação no segundo turno. Sobre a votação na UFRPE, no Recife, onde houve troca de locais de seções por causa da ocupação de estudantes, a Justiça diz que o plano de orientação e deslocamento para o eleitor funciona, e a votação ocorre sem problemas. Não há registro de prisões.

Por ausência do Estado, Prefeituras do Pajeú realizam ações em rodovias estaduais

Por Marcelo Patriota e Erbi Andrade A ausência do Governo de Pernambuco está obrigando algumas prefeituras do Pajeú a realizar ações em rodovias estaduais para garantir segurança e trafegabilidade aos condutores. Está semana, a Prefeitura de Brejinho iniciou uma operação tapa buracos no trecho da PE-275 que vai do Ambó até a divisa com a […]

Por Marcelo Patriota e Erbi Andrade

A ausência do Governo de Pernambuco está obrigando algumas prefeituras do Pajeú a realizar ações em rodovias estaduais para garantir segurança e trafegabilidade aos condutores.

Está semana, a Prefeitura de Brejinho iniciou uma operação tapa buracos no trecho da PE-275 que vai do Ambó até a divisa com a Paraíba.

A intervenção ocorre após mais uma série de reclamações pelas péssimas condições da rodovia. A prefeita Tânia Maria anunciou a abertura dos trabalhos em uma rede social.

Buracos e imperfeições também são uma realidade na PE-263. Para amenizar os problemas, a Prefeitura de Itapetim vem realizando tapa buracos no trecho que liga o Ambó ao Distrito de São Vicente. O roço das margens da rodovia também é realizado.

Ainda em Itapetim, a prefeitura decidiu pavimentar com paralelepípedos a rodovia que liga Placas ao Povoado de Piedade. A decisão foi tomada pelo prefeito Adelmo Moura após inúmeras promessas do Estado. Serão investidos cerca de R$ 1,6 milhão.

Apesar de responsabilidade do Governo de Pernambuco, intervenções são cobradas aos gestores dos municípios por serem aliados do governador Paulo Câmara.

Prefeitura garante mais 50 mil litros de combustível para abastecer Petrolina

Operação do Sistema de Segurança Pública de Petrolina fez a escolta de mais três caminhões-tanque da Central de Distribuição de Juazeiro-BA. A Prefeitura de Petrolina articulou nesta quarta-feira (30) uma nova operação para minimizar os transtornos causados pelo desabastecimento de combustíveis na cidade. Com a iniciativa, a gestão assegurou a entrega de 50 mil litros […]

Operação do Sistema de Segurança Pública de Petrolina fez a escolta de mais três caminhões-tanque da Central de Distribuição de Juazeiro-BA.

A Prefeitura de Petrolina articulou nesta quarta-feira (30) uma nova operação para minimizar os transtornos causados pelo desabastecimento de combustíveis na cidade. Com a iniciativa, a gestão assegurou a entrega de 50 mil litros de diesel, etanol e gasolina, que estarão disponíveis aos petrolinenses em  quatro postos da cidade.

Os três caminhões-tanque com o combustível saíram da Central de Distribuição de Juazeiro (BA) por volta das 15h. A operação de escolta entre a cidade baiana e os postos petrolinenses foi coordenada pelo Sistema de Segurança Pública de Petrolina, através da Guarda Civil Municipal (GCM), e contou com a participação de aproximadamente 20 homens e 10 viaturas.

Dos 50 mil litros de combustível disponível, os últimos que restavam na distribuidora baiana, 5 mil são de diesel, 25 mil de etanol e 20 mil de gasolina. Todo o material será destinado ao abastecimento da cidade. Esse quantitativo se soma aos 70 mil litros de combustível que já haviam sido garantidos pela Prefeitura de Petrolina desde a última segunda-feira (28) e que foram destinados ao abastecimento do transporte público e da frota municipal, priorizando ambulâncias e viaturas.

De acordo com o secretário-executivo de Segurança Pública de Petrolina, José Silvestre, a ação é extremamente importante diante da situação de desabastecimento da cidade. “Com a crise dos combustíveis a rotina dos serviços da Prefeitura mudou assim como a vida das pessoas. Com essa ação estamos dando um primeiro passo significativo para que possamos reestabelecer a ordem e o abastecimento de combustíveis em Petrolina. Já estamos articulando outras ações voltadas ao abastecimento de gás de cozinha”, destaca.

Época: PF intercepta ligação de Gilmar Mendes para investigado no STF

Em 15 de maio do ano passado, o Supremo Tribunal Federal, a pedido da Procuradoria-­Geral da República, autorizou a Polícia Federal a vasculhar a residência do então governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, do PMDB, à cata de provas sobre a participação dele num esquema de corrupção. Cinco dias depois, uma equipe da PF amanheceu no […]

Em 15 de maio do ano passado, o Supremo Tribunal Federal, a pedido da Procuradoria-­Geral da República, autorizou a Polícia Federal a vasculhar a residência do então governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, do PMDB, à cata de provas sobre a participação dele num esquema de corrupção. Cinco dias depois, uma equipe da PF amanheceu no duplex do governador, em Cuiabá.

Na batida, os policiais acabaram descobrindo que Silval Barbosa guardava uma pistola 380, três carregadores e 53 munições. Como o registro da arma vencera havia quatro anos, a PF prendeu o governador em flagrante. Horas mais tarde, Silval Barbosa pagou fiança de R$ 100 mil e saiu da prisão. Naquele momento, o caso já estava no noticiário. Às 17h15, o governador recebeu um telefonema de Brasília. Vinha do mesmo Supremo que autorizara a operação.

“Governador Silval Barbosa? O ministro Gilmar Mendes gostaria de falar com o senhor, posso transferi-lo?”, diz um rapaz, ligando diretamente do gabinete do ministro. “Positivo”, diz o governador. Ouve-se a tradicional e irritante musiquinha de elevador. “Ilustre ministro”, diz Silval Barbosa. Gilmar Mendes, que nasceu em Mato Grosso, parece surpreso com a situação de Silval Barbosa: “Governador, que confusão é essa?”. Começavam ali dois minutos de um telefonema classificado pela PF como “relevante” às investigações.

O diálogo foi interceptado com autorização do próprio Supremo – era o telefone do governador que estava sob vigilância da polícia. Na conversa, Silval Barbosa explica as circunstâncias da prisão. “Que loucura!”, diz Gilmar Mendes, duas vezes, ao governador (leia ao lado um trecho da transcrição da conversa). Silval Barbosa narra vagamente as acusações de corrupção que pesam contra ele. Gilmar Mendes diz a Silval Barbosa que conversará com o ministro Dias Toffoli, relator do caso. Fora Toffoli quem, dias antes, autorizara a batida na casa do governador.  Segue-se o seguinte diálogo:

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Silval Barbosa: E é com isso que fizeram a busca e apreensão aqui em casa.
Gilmar Mendes: Meu Deus do céu!
Silval Barbosa: É!
Gilmar Mendes: Que absurdo! Eu vou lá. Depois, se for o caso, a gente conversa.
Silval Barbosa: Tá bom, então, ministro. Obrigado pela atenção!
Gilmar Mendes: Um abraço aí de solidariedade!
Silval Barbosa: Tá, obrigado, ministro! Tchau!

Meia hora após o telefonema de Gilmar Mendes, foi a vez de o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ligar para Silval Barbosa. Isso mesmo: o chefe da PF foi interceptado… num grampo da PF. A secretária avisa: “Governador, é o ministro da Justiça”. Curiosamente, a conversa começa quase idêntica à anterior. “Que confusão, hein, governador?”, diz Cardozo.

Silval Barbosa repete o que dissera a Gilmar Mendes sobre as acusações de corrupção. “Barbaridade!”, diz Cardozo. Silval Barbosa diz ao ministro que tinha uma arma com registro vencido. Cardozo responde: “Muita gente não sabe disso, viu, Silval?”, diz o ministro sobre as regras de renovação de porte. Cardozo ainda diz “que loucura” quando o governador critica o fato de a investigação ser tocada no Supremo, foro do ex-governador e atual senador Blairo Maggi, um dos investigados, e não no Superior Tribunal de Justiça, foro de Silval Barbosa.