Arcoverde: morre mãe do vice-prefeito Siqueirinha e do vereador Welington Siqueira
Por André Luis
Faleceu, na noite deste domingo (6), Dona Eurides Barros de Siqueira. Ela era mãe do Vice-prefeito de Arcoverde, Wevertton Barros de Siqueira (Siqueirinha); do Vereador Wellington Siqueira; e esposa do ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal, o Sargento Siqueira.
Dona Eurides tinha 74 anos e estava internada há vários dias na Unidade de Tratamento Intensivo – UTI, do Hospital Memorial de Arcoverde. Ela era professora aposentada e também mãe da servidora da Secretaria de Defesa Social do Estado de Pernambuco, Dayanna Siqueira.
A família irá informar o local e hora do velório e sepultamento, através das redes sociais.
Prefeitura decreta luto oficial
A Prefeitura de Arcoverde comunica, com profundo pesar, o falecimento da senhora Eurides Barros de Siqueira, ocorrido na noite deste domingo (06), aos 74 anos. Dona Eurides era mãe do vice-prefeito do município, Siqueirinha, e figura respeitada pela sua alegria, generosidade e dedicação à família e à comunidade.
O velório está sendo realizado no Espaço Cidadão, no bairro São Geraldo, e o sepultamento será nesta segunda-feira (07/07), às 16h, no Cemitério do São Miguel, em Arcoverde.
Em sinal de respeito e solidariedade, o prefeito Zeca Cavalcanti decretou luto oficial de três dias no município. A gestão municipal se une à dor dos familiares e amigos neste momento difícil, desejando consolo e paz aos corações enlutados.
Folha de São Paulo Lampião, o rei do cangaço está vivo e cego de um olho. Tem 86 anos e mora escondido em uma fazenda no interior de Minas Gerais. Quem garante é Zé Paraíba, famoso tocador de sanfona conhecido em todo o sertão paraibano e de Alagoas e amigo do cantor Waldick Soriano (1933-2008). […]
Lampião, o rei do cangaço está vivo e cego de um olho. Tem 86 anos e mora escondido em uma fazenda no interior de Minas Gerais. Quem garante é Zé Paraíba, famoso tocador de sanfona conhecido em todo o sertão paraibano e de Alagoas e amigo do cantor Waldick Soriano (1933-2008).
Zé Paraíba, nome artístico de José Salete, diz que nasceu no dia 7 de agosto de 1932 e que foi sanfoneiro de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. Foi o próprio sanfoneiro quem contou a sua história, publicada no jornal “Notícias Populares” em 17 de novembro de 1977.
Lampião e seu bando costumavam se hospedar em fazendas durante suas viagens pelo sertão. O pai de Zé Paraíba, José Leite, era proprietário da fazenda Lage Vermelha, no alto sertão da Paraíba.
Lá o grupo de Lampião se hospedava frequentemente. “Meu pai, José Leite, tocava oito baixos (sanfona) na fazenda Lage Vermelha, e eu segui o seu caminho. Foi nela que o velho conheceu Lampião. O Virgulino costumava passar na fazenda do meu pai, que era uma das mais conhecidas do sertão paraibano e ali se ‘arranchava’, pedia pousada constantemente.”
“Com o tempo foi nascendo uma amizade entre meu pai e o rei do cangaço.” Zé Paraíba continua sua narrativa, contando a experiência de ter vivido com Lampião e seu lendário bando. Maria Bonita, Corisco, Dadá, Pilão, Gavião, Volta Seca. O bando todo se arranchava na fazenda.
Aos nove anos, o músico estava tocando uma pequena sanfona na fazenda Belo Jardim, vizinha da de seu pai. Foi quando ele viu a tropa de Lampião se aproximar.
“Os cabras gostaram das músicas de forró que eu tocava e me raptaram. No começo do rapto eles me maltrataram um pouco porque não sabiam que eu era filho de José Leite. Depois que Lampião ficou sabendo quem eu era ele recomendou aos cabras que não me maltratassem e mandou avisar o meu pai na fazenda”, disse Zé Paraíba.
Depois que Lampião soube quem era o menino as coisas começaram a melhorar. O sanfoneiro ficou mais tranquilo e passou a tocar músicas para Maria Bonita. Os homens do bando pediam a música da mulher de Lampião. Então ele tocava “Mulher Rendeira”. Todos gostavam e dançavam.
Zé Paraíba revelou porque o rei do cangaço se tornara um bandido e um contraventor das leis e da justiça: “O Lampião me falou que nunca teve ideia de sair por aí ‘cangaceando’ e fazendo mal para os outros até que viu o pai dele morrendo com 37 facadas. Ele ficou louco durante três dias e depois partiu para a vida do cangaço. Mesmo assim ele não atacava os coitados, ele só atacava quem não gostava dele”.
O músico se lembra de um episódio que aconteceu num povoado do sertão baiano chamado Queimados. O bando estava arranchado em uma fazenda próxima. Lampião mandou avisar que entraria na cidade às oito horas do dia seguinte e que era para os macacos (policiais) se prepararem.
Quando ele chegou à cidade só havia seis soldados. Então a tropa tomou conta do lugar e Lampião ordenou ao povo que dançasse nu na praça. Todo mundo tirou a roupa e dançou pelado na praça. O bando todo ficava olhando e com arma apontada. Quem desrespeitasse a moça que era seu par corria o risco de ser castrado. Zé Paraíba tocou forró para o povo dançar pelado durante três horas. Depois disso Lampião mandou todo mundo se vestir e ir para casa.
Homens mais próximos de Lampião, José Leite e seu compadre, estiveram com o rei do cangaço no começo de 1977 e disseram que ele estava vivendo em uma fazenda no interior de Minas Gerais e com o nome trocado.
“Aquele negócio das cabeças que andaram mostrando por aí eu não acredito porque meu pai e seu compadre foram ver e disseram que não era a dele”, disse Zé Paraíba. O sanfoneiro não concorda com o que muitos dizem que Lampião fosse um homem mal.
“Eu discordo de muita coisa que se diz por aí. Ele não era um cabra sanguinário. Antes de atacar uma fazenda, ele mandava alguém para sondar se o fazendeiro gostava ou não dele. Se o fazendeiro falasse que não gostava, aí ele atacava. Senão ele ficava ali mesmo e não agredia ninguém.”
“Ele tinha o coração bom e me salvou da morte. Logo que me raptaram, Volta Seca e mais alguns queriam me jogar pro alto e me aparar na ponta de um punhal porque eu não sabia tocar uma música. Aí chegaram ele e Maria Bonita e não deixaram”.
Zé Paraíba ficou com o bando durante seis meses. Ele se lembra do que Lampião disse ao lhe devolver para seu pai: “Zé Leite, vou lhe entregar seu filho, mas é com muita saudade que eu faço isso porque ele toca muito bem e faz tudo o que a gente pede.”
O sanfoneiro afirma que este foi seu primeiro contato com a vida musical no cangaço, o que fez dele o famoso tocador de forró, com discos vendidos em todo o Nordeste.
O prefeito de Tuparetama, Sávio Torres, enviou à Câmara de vereadores o Projeto de Lei de Suplementação e Remanejamento de Dotação Nº 11 de 9 de Junho de 2017. A Câmara dos vereadores convocou sessão extraordinária para votar o Projeto de Lei nesta sexta-feira (11), como noticiou o blog. “Desde abril que o poder executivo […]
O prefeito de Tuparetama, Sávio Torres, enviou à Câmara de vereadores o Projeto de Lei de Suplementação e Remanejamento de Dotação Nº 11 de 9 de Junho de 2017. A Câmara dos vereadores convocou sessão extraordinária para votar o Projeto de Lei nesta sexta-feira (11), como noticiou o blog.
“Desde abril que o poder executivo tenta a aprovação da suplementação de R$ 7 milhões, quase 20% da dotação do poder executivo. O prefeito enviou o 1º Projeto de Lei Nº 10 em 28 de abril de 2017 à câmara que votou contra. Os vereadores não aprovaram o projeto e justificaram dizendo que o PL não estava detalhado”, diz a prefeitura em nota.
“O PL Nº 11 de 9 de junho de 2017 foi enviado à Câmara detalhado”, diz a procuradoria do município. O contador do município de Tuparetama, Josivaldo Rufino, esteve na Câmara explicando e retirando as dúvidas dos vereadores na última quarta-feira (09).
“Mas, mesmo com todas as explicações do contador do município, os vereadores repetiram a mesma pergunta duas ou até três vezes e por fim decidiram pedir vistas. O pedido de vistas feito por a vereadora Priscila Leite e Orlando da Cacimbinha acabou adiando a votação para a próxima sexta-feira (11) em nova sessão extraordinária”, diz a nota da Prefeitura.
Segundo a procuradoria do município de Tuparetama o prefeito Sávio Torres enviou o projeto para votação com pedido de urgência à Câmara fundamentado no Art. 133 do Regime Interno da Câmara de Vereadores e no Art. 55 da Lei orgânica do município.
Na prática, diz a procuradoria, o Art. 55 da Lei Orgânica diz que o PL com pedido de urgência deve ser apreciado em 30 dias. O Art. 133 do Regimento Interno da Câmara diz que o PL com pedido de urgência deve ser colocado em votação na 1º sessão após o recebimento do projeto.
A Câmara de Vereadores recebeu em 09 de junho de 2017 o Projeto de Lei de Suplementação do Executivo Nº 11 de 09 de junho de 2017. “Por isso esperamos que os vereadores votem na próxima sexta-feira (11) de forma a não prejudicar a população”, disse a procuradoria.
A Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2017 foi aprovada em outubro de 2016, após as eleições, e modificou os parâmetros empregados no governo do ex-prefeito Deva Pessoa. “O ex-prefeito Deva tinha margem legal ilimitada para suplementar a dotação orçamentária e realizar as ações do poder executivo”, garantiu a procuradoria do município. O que o ex-prefeito fez na prática, segundo a procuradoria foi mudar as regras para dificultar o governo de Sávio Torres.
Ainda segundo a procuradoria, o limite legal de gastos que o ex-prefeito estabeleceu através de lei para ser gasto em 2017 foi muito abaixo da realidade fiscal do município. “Isso está inviabilizando o pagamento até mesmo da folha de pessoal de concursados. A remoção de um inciso na LOA travou a administração municipal de modo a ter dinheiro em caixa e não poder realizar os pagamentos”, disse a procuradoria.
“O povo de Tuparetama será o maior prejudicado caso o projeto não seja aprovado hoje, pois, será necessário interromper o fornecimento de produtos e serviços essenciais, cono merenda escolar, fornecimento de medicamentos, energia elétrica, salários dos professores, profissionais da saúde e de outros setores, porque o dinheiro para isso fica congelado na conta do município e o prefeito não pode efetuar os pagamentos, mesmo com os recursos em caixa”, afirmou a procuradoria.
“Os vereadores de oposição não compareceram a audiência que Sávio realizou e por isso foi realizada outra audiência na Câmara de Vereadores. É difícil acreditar que um projeto tramitando a tanto tempo, em caráter de urgência e sobre um assunto tão importante, ainda não tenha sido compreendido pelos vereadores. É o que o povo de Tuparetama espera ver hoje da Câmara de Vereadores: sensibilidade e compreensão”, conclui a nota da prefeitura.
Anchieta Santos Com a desistência do vice-prefeito Marcio Oliveira da disputa, deixando a lista dos pré-candidatos, o nome de Márcia Conrado já é dado como certo para ser o indicado pelo Prefeito Luciano Duque para a sua sucessão em 2020 na cidade de Serra Talhada. Noticias que chegam à produção dos Programas Rádio Vivo e […]
Com a desistência do vice-prefeito Marcio Oliveira da disputa, deixando a lista dos pré-candidatos, o nome de Márcia Conrado já é dado como certo para ser o indicado pelo Prefeito Luciano Duque para a sua sucessão em 2020 na cidade de Serra Talhada.
Noticias que chegam à produção dos Programas Rádio Vivo e Cidade Alerta dão conta de que nos últimos dois meses, a Secretária de Saúde da gestão petista tem se destacado pelas ações da pasta e pelo crescimento político, superando nomes mais conhecidos e com maior tempo em evidência na política serra-talhadense.
O favoritismo de Márcia, que lidera pesquisas internas, tem incomodado até mesmo alguns setores da oposição que já fazem campanha pública contra o seu nome. No bloco governista ela enfrenta uma resistência natural de algumas lideranças, até porque é grande o número de postulantes a cadeira do Prefeito Luciano Duque.
Como admite em sua nota de desistência, o vice-prefeito Márcio Oliveira “não vai fazer parte de um jogo de faz de conta”. Conta a favor de Marcia Conrado o fato de ser mulher, jovem, carismática, popular e comandar a pasta da Saúde que está bem avaliada. A indicação do nome escolhido para a sucessão deve sair ainda nesse primeiro semestre de 2019.
Duque lamenta postura do vice – O prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), ao falar ao Blog de Júnior Campos, no último sábado (19), lamentou o fato de Márcio Oliveira ter enviado não só uma nota à imprensa, onde revelou estar fora da disputa interna entre os postulantes ao cargo de prefeito no processo eleitoral de 2020, como também, pelas declarações um tanto quanto comprometedoras, em relação à atuação de Márcia Conrado, na pasta da Saúde.
Quando questionado por Júnior Campos sobre as declarações de Márcio, o líder político da Capital do Xaxado foi enfático: “O processo segue o curso, sou o condutor. A escolha será do grupo ouvindo a população”. Assegurou o petista, que completou externando “lamento” pelo caminho escolhido por Márcio.
A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulga na próxima quarta-feira (27), às 10h30, o resultado de mais uma pesquisa CNT/MDA com a avaliação dos índices de popularidade do governo e pessoal da presidente Dilma Rousseff. A 120ª pesquisa CNT/MDA aborda ainda os cenários para a eleição presidencial deste ano, que já inclui o nome de […]
A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulga na próxima quarta-feira (27), às 10h30, o resultado de mais uma pesquisa CNT/MDA com a avaliação dos índices de popularidade do governo e pessoal da presidente Dilma Rousseff.
A 120ª pesquisa CNT/MDA aborda ainda os cenários para a eleição presidencial deste ano, que já inclui o nome de Marina Silva como candidata do PSB à Presidência da República.
A pesquisa apresenta também a opinião da população a respeito de seu interesse nas eleições, sobre quais setores do país ela deseja mudanças e o impacto das redes sociais nas eleições.
Avalia ainda questões relativas ao medo de viajar de avião e sobre assédio sexual, temas de economia e poder de compra. Nessa rodada, a pesquisa ouviu 2.002 pessoas, em 137 municípios de 24 unidades federativas das cinco regiões. As entrevistas foram feitas entre os dias 21 e 24 de agosto.
Por Magno Martins* Perdi não apenas um sogro atencioso, carinhoso, de roupagem humanística, matuto apegado aos seus encantos, desde uma viola para traduzir a vida em versos a uma vaquejada. Se não derrubava o boi, apreciava a arte e patrocinava os troféus. Sua grande paixão era trovejar. Poeta e contador de causos dos bons, Antônio […]
Perdi não apenas um sogro atencioso, carinhoso, de roupagem humanística, matuto apegado aos seus encantos, desde uma viola para traduzir a vida em versos a uma vaquejada. Se não derrubava o boi, apreciava a arte e patrocinava os troféus.
Sua grande paixão era trovejar. Poeta e contador de causos dos bons, Antônio Mariano era um político completo, tinha o cheiro e a alma de povo. Palacetes não agradavam sua índole. Preferia viver distante, tinha ojeriza ao entorno festivo do poder.
Viveu intensamente. Boêmio de bater o ponto todos os fins de semana, o conheci no apogeu da sua carreira, chegando quatro vezes ao parlamento estadual. Brigamos por longo anos que a política dos dois lados do interior foi capaz. Mas não eram empates bisonhos, mas gigantescos, tendo começado no jornalismo e depois descambando para o campo pessoal. Até que um dia – e a vida dá muitas voltas – taquei um beijo em Aline, dançamos uma noite inteira e com o tempo viramos a protagonista de uma versão tupiniquim de Romeu e Julieta.
Antônio quase desmaia ao saber que sua filha xodó havia lhe traído no campo amoroso. Não ache exagero, mas aquele que viria o ser um sogrão literal passou seis meses sem dar um bom dia à filha. Se sentiu golpeado.
Mas logo conquistei o coração do Velho poeta, mais generoso e amplo do que poderia imaginar. E criamos uma relação de pai e filho. Antônio deixou a política no último mandato no meio do qual fez uma grande festa para celebrar nosso casamento.
Deus chamou um homem que, apesar de encerrado seus mandatos há mais de dez anos, continuava agarrado ao exercício da política partidária. Adorava buscar o voto. Sabido, inventou certa vez para uns índios do Moxotó que sabia ler mãos. E levou todos no papo, resultando em votos nas urnas.
Político não muito chegado aos modismos, Antônio Mariano não inventou a roda para ser vereador, prefeito de Afogados e deputado por quatro legislaturas. A vocação selou o casamento do chamado político bom de voto, sagaz, convivente, e com grandes serviços prestados na área social, principalmente.
Seu xodó se revelou, por sua vez, uma herdeira política magnânima, com carreira brilhante na capital, onde exerce seu terceiro mandato.
Eu sempre digo que Aline Mariano é uma Antônio de saias. Nunca vi tão parecidos. Em tudo: no temperamento, na sensibilidade, no jeito de buscar o voto, enfim, até no jeito maroto e manhoso, como é a política no Brasil.
*Casado com Aline Mariano, com quem teve dois filhos, Magno Martins é jornalista.
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