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Antecedentes graves de atos bolsonaristas reforçam cassação de Clarissa

Por André Luis

Por José Matheus Santos – Folha de São Paulo

Alvo de pedido de investigação da PGR (Procuradoria-Geral da República) por possível apologia aos atos golpistas em Brasília, a deputada federal eleita Clarissa Tércio (PP) tem ao longo da trajetória parlamentar episódios como uma tentativa de impedir um aborto legal e a defesa do uso da cloroquina para Covid durante período crítico da pandemia.

Bolsonarista, Erica Clarissa Borba Cordeiro de Moura, 38, é conhecida como Clarissa Tércio. O sobrenome usado na política é alusivo ao pai, o pastor Francisco Tércio, presidente da Assembleia de Deus Novas de Paz, igreja presente em diversas cidades da região metropolitana do Recife e do interior de Pernambuco.

Clarissa foi eleita para um cargo político pela primeira vez em 2018. Obteve 50.789 votos e tornou-se deputada estadual pelo PSC à época.

O pedido de investigação feito pela PGR foi enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) na quarta (11). Outros dois deputados federais eleitos, André Fernandes (PL-CE) e Silvia Waiãpi (PL-AP), também estão na mira da Procuradoria por possível incitação aos atos de violência e vandalismo registrados em Brasília no último dia 8 de janeiro.

De acordo com o MPF (Ministério Público Federal), postagens feitas pelos três deputados eleitos e diplomados em redes sociais “antes e durante as invasões podem configurar incitação pública à prática de crime e tentativa de abolir, mediante violência ou grave ameaça, o Estado democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais”.

De acordo com as petições, no dia 8 de janeiro, a deputada federal eleita Clarissa Tércio divulgou, no Instagram, um vídeo fomentando atos de invasão e vandalismo.

Na postagem, segundo a PGR, ela publicou um vídeo em que um dos invasores diz: “Acabamos de tomar o poder. Estamos dentro do Congresso. Todo povo está aqui em cima. Isso vai ficar para a história, a história dos meus netos, dos meus bisnetos”.

Em nota, Clarissa Tércio disse que não estava na capital federal no dia dos atos golpistas. A deputada também disse que a voz que aparece no vídeo não é dela e que não escreveu a frase em defesa da tomada de poder.

“Como já informei, eu não estava em Brasília e apenas repostei o vídeo de uma pessoa, com a seguinte legenda: “Brasília hoje, oremos pelo Brasil”. Nada além disso! Inclusive na minha defesa, já apresentada à PGR, consta essa informação”, diz.

“Em alinhamento com o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, ratifico que sou totalmente contrária a qualquer ato de violência, vandalismo ou de destruição do patrimônio público que venha ameaçar a nossa democracia. Dessa forma, repudio toda e qualquer tentativa de ser tachada de apoiadora de atos violentos e anticonstitucionais”, acrescentou a deputada federal eleita, em nota.

A trajetória da parlamentar é marcada por outros momentos controversos. Na pandemia, Clarissa Tércio fez defesa do uso da cloroquina, mesmo com o medicamento comprovadamente ineficaz para o tratamento da Covid, e teve vídeo compartilhado pelo então presidente Jair Bolsonaro.

Em agosto de 2020, ela participou, com outros parlamentares estaduais, de uma manifestação com o intuito de impedir a realização de um aborto legal em uma maternidade do Recife.

O caso teve repercussão nacional. Na ocasião, uma criança de dez anos, estuprada no Espírito Santo, foi transferida para Pernambuco com o objetivo de realizar a interrupção legal da gravidez. A legislação brasileira prevê legalidade para o aborto em casos de anencefalia fetal, gravidez resultante de estupro e risco à vida da grávida.

Apesar do aborto legal ter sido autorizado pela Justiça, dezenas de pessoas, entre religiosos e parlamentares, incluindo Clarissa Tércio, se juntaram em frente à maternidade responsável pelo procedimento no Recife.

O acontecimento foi um dos impulsionadores da popularidade de Clarissa Tércio no segmento bolsonarista e no público evangélico em Pernambuco. Poucos meses depois, o marido dela, Júnior Tércio, foi eleito o terceiro vereador mais votado do Recife, com 12.207 votos, pelo Podemos.

José Ivanildo de Moura Júnior, chamado de Júnior Tércio popularmente, é apresentador de um programa na rádio Novas de Paz, voltada aos evangélicos. A emissora é uma das líderes em audiência da região metropolitana do Recife.

Desde que assumiram os mandatos parlamentares, Clarissa e Júnior Tércio mostraram alinhamento a Bolsonaro. Em 2021, o casal posou para foto com armas. Juntos, possuem mais de 1,6 milhão de seguidores no Instagram.

Clarissa Tércio também entrou em uma escola particular da zona oeste do Recife em maio de 2022 para contestar a atuação de uma professora. Opositores da deputada disseram que ela ingressou no espaço sem autorização da direção para criticar a educadora em razão de uma aula sobre o filósofo alemão Friedrich Hegel. Já a deputada alegou que foi chamada pelos pais de um aluno que teria sido chamado de esquizofrênico pela professora após o estudante dizer que ouvia a voz de Deus.

Em 2022, Clarissa Tércio foi a segunda deputada federal mais votada de Pernambuco, com mais de 240 mil votos, quase quintuplicando a sua votação em relação a quatro anos atrás. Júnior Tércio recebeu 183 mil votos para deputado estadual.

Ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Clarissa Tércio declarou R$ 38,2 mil em bens em 2018. Quatro anos depois, R$ 1,38 milhão. Já Júnior Tércio não declarou bens em 2020, enquanto em 2022 foi declarado R$ 1,028 milhão.

Clarissa e Júnior Tércio tiveram dificuldades para se filiar ao PL, que é comandado em Pernambuco pelo ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes Anderson Ferreira, terceiro lugar na disputa para governador com apoio de Bolsonaro.

O impasse aconteceu porque Anderson Ferreira e o seu irmão, o deputado federal reeleito André Ferreira, disputam com os Tércio a aceitação no público evangélico. Com isso, Clarissa acabou indo para o PP, a convite do deputado federal Eduardo da Fonte.

Outras Notícias

Lula: “não posso admitir a ideia de milhões votarem num miliciano para o Palácio do Planalto

A live realizada na noite desta quinta-feira (22/10) pelo presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com o deputado federal André Janones (Rede-MG), alcançou mais de 1,5 milhão de visualizações simultâneas. A transmissão teve como objetivo mobilizar integrantes do canal de WhatsApp “Exército do Lula” na reta final do segundo turno […]

A live realizada na noite desta quinta-feira (22/10) pelo presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com o deputado federal André Janones (Rede-MG), alcançou mais de 1,5 milhão de visualizações simultâneas.

A transmissão teve como objetivo mobilizar integrantes do canal de WhatsApp “Exército do Lula” na reta final do segundo turno das eleições. O número considera as visualizações nos canais de YouTube do petista e do parlamentar.

A transmissão durou quase uma hora e 20 minutos e contou com a participação de artistas e personalidades conhecidas nacionalmente, como o cantor Jão, a atriz Marieta Severo, a influenciadora Nath Finanças, a atriz Camila Pitanga, o apresentador Serginho Groisman e a atriz Leandra Leal.

Em um dos momentos da live, Lula disse até admitir que parte da população não goste dele, mas disse não aceitar que “milhões de brasileiros votem em um miliciano para ocupar o Palácio do Planalto”. E seguiu: “Não é justo com o Brasil. Não é justo com a sua história, não é justo com as suas pretensões de cidadão brasileiro. É importante que esse país tenha oportunidade de não jogar fora uma coisa que nós conquistamos com tanto sofrimento que é a democracia”.

Flávio Bolsonaro afasta Pablo Marçal da preparação do último debate da Globo

A campanha de Flávio Bolsonaro iniciou um distanciamento de Pablo Marçal devido a divergências estratégicas e temor de aumento na rejeição eleitoral. Interlocutores da campanha avaliaram que o desempenho de Flávio no debate da Band, em 18 de outubro, foi prejudicado pela adoção de um estilo associado ao influenciador. A postura de Flávio durante o […]

A campanha de Flávio Bolsonaro iniciou um distanciamento de Pablo Marçal devido a divergências estratégicas e temor de aumento na rejeição eleitoral.

Interlocutores da campanha avaliaram que o desempenho de Flávio no debate da Band, em 18 de outubro, foi prejudicado pela adoção de um estilo associado ao influenciador.

A postura de Flávio durante o debate, marcada por provocações e movimentação pelo estúdio, foi considerada por interlocutores uma estratégia de risco. Na avaliação de parte do entorno, o desempenho pode não ajudar o senador a conquistar eleitores indecisos. A preocupação é que a estratégia de confronto, embora gere repercussão nas redes sociais, tenha efeito negativo entre quem espera uma postura mais presidencial do candidato.

Outro episódio que incomodou integrantes da campanha ocorreu em um encontro com influenciadores digitais. Na ocasião, Marçal orientou os participantes a não atacarem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A fala repercutiu na imprensa e provocou questionamentos sobre a estratégia do influenciador, sobretudo porque a campanha de Flávio tem adotado um discurso de oposição direta ao petista.

Marçal sentiu a mudança de postura da campanha e ficou contrariado com a perda de espaço na preparação do candidato para o debate da TV Globo, marcado para sexta-feira (23/10). A tendência é que a equipe mais próxima de Flávio, incluindo o marqueteiro Duda Lima e o senador Rogério Marinho, tenha maior protagonismo na definição da estratégia para o confronto.

Nikolas Ferreira lidera ato pró Flávio Bolsonaro no Recife

A Avenida Boa Viagem ficou recebeu ato de campanha pró-Flávio Bolsonaro (PL), comandado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). As informações são do Blog Dantas Barreto. Nikolas encabeçou a caminhada, saindo da Pracinha de Boa Viagem e chegou ao Parque Dona Lindú, onde fez um discurso rápido e crítico contra Lula. Confiante de que o […]

A Avenida Boa Viagem ficou recebeu ato de campanha pró-Flávio Bolsonaro (PL), comandado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). As informações são do Blog Dantas Barreto.

Nikolas encabeçou a caminhada, saindo da Pracinha de Boa Viagem e chegou ao Parque Dona Lindú, onde fez um discurso rápido e crítico contra Lula. Confiante de que o resultado será favorável a Flávio, no próximo domingo (25), o deputado mineiro bradou: “O Nordeste! acordou”.

Nikolas ressaltou a participação voluntária dos apoiadores de Flávio Bolsonaro, afirmando que “não damos “mortadela pra ninguém estar aqui”. “Se Deus quiser, ano que vem, Flávio não subirá aquela rampa sozinho. Subirá com Jair Messias Bolsonaro”, garantiu.

Ainda se referindo à região nordestina, o deputado do PL, citou o vídeo que publicou com depoimentos de moradores do Nordeste e críticas ao Governo Lula, utilizando a música “Grão de Areia”, do cantor Rubel em parceria com Xande de Pilares.

“Eu fiz um vídeo, essa semana, e um artista esquerdista pediu os direitos autorais, silenciou o vídeo inteiro e calou o Nordeste. Mas ele não contava é que é impossível calar as ruas do Nordeste. E escutem, um recado para todo o Nordeste. Não, o Flávio não vai acabar com os benefícios. Não, o Flávio não vai mexer na sua aposentadoria. Ele, inclusive, vai garantir a aposentadoria do Lula, porque nós vamos aposentar o Lula”, provocou.

CIMPAJEÚ emite nota após fala da prefeita de Sertânia e diz seguir Estatuto

O Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú (CIMPAJEÚ) divulgou uma Nota de Esclarecimento em resposta às declarações da prefeita de Sertânia, Pollyana Abreu,  divulgadas em vídeo nas redes sociais. O comunicado, assinado pelo presidente do consórcio, Luciano Torres Martins, contesta as alegações sobre o processo eleitoral para a escolha da nova direção da entidade […]

O Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú (CIMPAJEÚ) divulgou uma Nota de Esclarecimento em resposta às declarações da prefeita de Sertânia, Pollyana Abreu,  divulgadas em vídeo nas redes sociais.

O comunicado, assinado pelo presidente do consórcio, Luciano Torres Martins, contesta as alegações sobre o processo eleitoral para a escolha da nova direção da entidade e detalha as regras vigentes.

De acordo com a nota emitida em Afogados da Ingazeira, o consórcio pontuou cinco esclarecimentos principais para restabelecer a transparência do pleito.

O CIMPAJEÚ assegura que não houve qualquer modificação nas regras estatutárias. Mudanças dependem exclusivamente de deliberação da Assembleia Geral, o que não ocorreu.

A circular recente apenas formaliza uma decisão coletiva dos prefeitos para ampliar a participação. Municípios em débito com o consórcio agora podem parcelar suas dívidas e, a partir do pagamento da primeira parcela, tornam-se aptos a votar e registrar candidaturas.

A nota reforça que a decisão flexibilizou as regras para permitir a disputa de entes que, de outra forma, estariam impedidos por inadimplência, não gerando novas restrições.

Já a exigência de presença mínima dos candidatos às reuniões do consórcio é uma norma antiga já prevista no Estatuto de longa data. A regra visa garantir que a direção seja composta por membros que acompanham de fato o dia a dia da instituição.

Todos os documentos oficiais,incluindo o Estatuto, a ata da última reunião e a circular informativa, estão disponíveis para consulta pública de gestores e cidadãos.

Ao final do comunicado, a presidência do CIMPAJEÚ reafirmou seu compromisso com os princípios da legalidade, impessoalidade e transparência, garantindo a condução do processo eleitoral de forma isonômica para todos os municípios consorciados.

Veja a nota na íntegra:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú (CIMPAJEÚ) tomou conhecimento das declarações da Prefeita do Município de Sertânia/PE, divulgadas em vídeo nas redes sociais, sobre o processo eleitoral para a direção do Consórcio.

Em respeito aos municípios consorciados e à população do Sertão do Pajeú, o Consórcio presta os seguintes esclarecimentos:

1. Não houve alteração no Estatuto do CIMPAJEÚ.

O Estatuto continua exatamente como foi aprovado. Qualquer mudança nele depende de deliberação da Assembleia Geral, e nenhuma deliberação desse tipo foi proposta ou aprovada. A afirmação de que as regras do pleito foram alteradas não corresponde aos fatos.

2. A Circular apenas comunica o que a Assembleia decidiu.

Na última reunião, os prefeitos consorciados aprovaram uma medida que amplia a participação no processo eleitoral: os municípios inadimplentes com o Consórcio poderão parcelar seus débitos. Com o pagamento da primeira parcela, ficam habilitados a inscrever candidatos e a votar.

3. A medida inclui municípios, não exclui.

A deliberação abriu a disputa e o direito de voto a entes que, sem ela, estariam impedidos de participar. Não existe nenhuma restrição nova. Pelo contrário, as condições ficaram mais favoráveis aos consorciados.

4. A exigência de assiduidade é antiga e vale para todos.

Permanece apenas a exigência de que os candidatos tenham assiduidade mínima às reuniões do Consórcio. A regra consta há muito tempo do Estatuto, não foi criada nem modificada agora e é aplicada igualmente a todos. Seu objetivo é garantir que a direção seja exercida por quem acompanha de fato as atividades do Consórcio.

5. Os documentos estão disponíveis.

O Estatuto, a ata da reunião e a Circular podem ser consultados por qualquer município consorciado ou cidadão interessado, para que cada um confirme o que está exposto nesta nota.

O CIMPAJEÚ reafirma seu compromisso com a legalidade, a impessoalidade, a transparência e o diálogo entre os municípios consorciados, e que o processo eleitoral será conduzido com estrita observância das regras estatutárias, as mesmas para todos.

Afogados da Ingazeira, 22 de outubro de 2026.

Luciano Torres Martins

Presidente do CIMPAJEÚ

 

Carta ‘ao povo de Deus’ assinada por 35 bispos prega voto por ‘valores humanitários’ e diz que Flávio ameaça democracia

Bispo Emérito de Afogados da Ingazeira,  Dom Egídio Bisol é um dos que assinam documento Bispos católicos divulgaram nesta quinta-feira uma carta na qual dizem que a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) é uma ameaça à “existência da democracia, a soberania nacional e a prática do bem comum”. O documento é assinado por 35 religiosos […]

Bispo Emérito de Afogados da Ingazeira,  Dom Egídio Bisol é um dos que assinam documento

Bispos católicos divulgaram nesta quinta-feira uma carta na qual dizem que a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) é uma ameaça à “existência da democracia, a soberania nacional e a prática do bem comum”. O documento é assinado por 35 religiosos de diferentes dioceses do país.

Na carta, divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo, os bispos pedem que os católicos votem “em defesa da democracia, dos valores humanitários, dos pobres”.

“Não se trata apenas de uma escolha eleitoral, tantas vezes já praticada no Brasil,mas da possibilidade de uma mudança profunda nos rumos da nação, cujos exemplos na históriado século XX deixaram cruéis e amargas lembrança”, diz a carta, que descreve o cenário eleitoral como “muito grave”. Na carta, os bispos se propõem apontar “alguns pontos de antagonismo entre o ensinamento social da Igreja e uma das candidaturas em disputa.

Sem citar expressamente o nome de Flávio Bolsonaro, eles afirmam que “a candidatura que sempre foi contra o fim da escala 6×1 (…) não reconhece a dignidade do trabalhador e poderá voltar a este tema”. Em outro trecho, os bispos dizem que um dos candidatos “promete submissão aos Estados Unidos” e “fez parte de uma conspiração para taxar produtos brasileiros”, menção ao tarifaço determinado pelo presidente americano Donald Trump.

Segundo a carta, um dos candidatos, descrito como “filho do presidente que foi condenado e preso por atentar contra a democracia”, fez várias declarações de “ameaça à ordem constitucional” e, se eleio, “governará com maioria absoluta no Congresso Nacional e no STF”.

A liberação do acesso às armas é citada como uma das pautas da candidatura que vai em sentido contrário às orientações da Igreja. A pauta ambiental e o combate à probeza também são mencionados. Também sem citar diretamente o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os religiosos afirmam:

 

“Temos outra candidatura que, embora também esteja sujeita a críticas, sempremanifestou responsabilidade com os pobres e com a Casa Comum e atuou dentro dos limites daordem democrática, respeitando a Constituição. Gostar ou não do atual Governo não pode serrazão para entregar o país nas mãos de quem manifesta tamanha contradição com os ensinamentos de nossa Igreja”.

Entre os bispos que assinam o texto estão dom Evaristo Pascoal Spengler, da Diocese de Roraima, dom Adolfo Pereira, da Diocese do Alto Solimões, dom Joaquim Hudson de Souaza Ribeira, de Manaus, e Dom Egídio Bisol, Bispo Emérito da Diocese de Afogados da Ingazeira.