Ambulancioterapia do Emília Câmara fez mais uma vítima no Pajeú

Corpo de Wilson foi levado para o Hospital Regional Emília Câmara e depois para o IML de Caruaru.
O repórter Celso Brandão conversou com Cristiane da Silva Nascimento, 28 anos, que perdeu o bebê depois de procurar duas vezes o Hospital Regional Emília Câmara para dar a luz a uma menina. Cristiane é pobre e mora no Conjunto Laura Ramos, em Afogados da Ingazeira.
Na quarta, o médico de plantão determinou que a mãe retornasse para casa. “Eu saí de casa às dez da noite e fui pro Hospital. Minha cesárea estava marcada para quarta feira mas o médico não quis fazer, marcou para dia 30. Eu disse que não dava pra esperar. Fiquei lá bolando de dor”.
A mãe relata que ainda foi examinada por mais dois médicos. Nenhum indicou parto cesariano. “Nem na sala de gestantes me colocaram e sim no corredor. Quanto mais gritava, menos me ouviam”, disse aos prantos.
Na sexta, por falta de médico na unidade, teve que ser transferida para outra unidade. Em Arcoverde, o diagnóstico de morte do bebê, uma menina, por sofrimento fetal.
“Me tiraram para Arcoverde e minha criança já ia morta. Me mandaram sexta para Arcoverde. As ambulâncias do município estavam dentro do Hospital mas não havia motorista. Eu quero justiça. Perdi um ser vivo. Vou procurar a Justiça”. A menina já tinha nome e muita ansiedade para sua vinda ao mundo. Chamaria-se Evellin Vitória Leite da Silva. Virou mais um número nesta triste estatística.








A Companhia Pernambucana de Saneamento-Compesa informa que não foi possível concluir a manutenção emergencial no Sistema Adutor do Pajeú no prazo previsto e o abastecimento, que deveria ter sido retomado às 8h de hoje, continua suspenso.














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