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Álvaro Porto e Francismar Pontes são eleitos para Presidência e Primeira-Secretaria da Alepe

Por André Luis

Os deputados Álvaro Porto (PSDB) e Francismar Pontes (PSB) foram eleitos, respectivamente, presidente e primeiro-secretário da Alepe, em pleito realizado nesta segunda (2), no Plenário da Casa. A eleição definiu a composição da Mesa Diretorano período entre 1º de fevereiro de 2025 a 31 de janeiro de 2027, com a escolha também dos nomes para os cargos de 1º e 2º vice-presidentes e de 2º, 3º e 4º secretários, além de sete suplentes.  

Confira abaixo a lista com os integrantes da Mesa Diretora para o próximo biênio:

Mesa Diretora – 2º biênio da 20ª Legislatura

Presidente  Álvaro Porto (PSDB)

Primeiro-vice-presidente Rodrigo Farias (PSB)

Segundo-vice-presidente  Aglailson Victor (PSB)

Primeiro-secretário Francismar Pontes (PSB)

Segundo-secretário Claudiano Martins Filho (PP)

Terceiro-secretário Romero Sales Filho (União)

Quarto-secretário Coronel Alberto Feitosa (PL)

Primeiro-suplente  Doriel Barros (PT)

Segundo-suplente Henrique Queiroz Filho (PP) 

Terceiro-suplente Romero Albuquerque (União)

Quarto-suplente Fabrizio Ferraz (Solidariedade)

Quinto-suplente  William Brigido (Republicanos)

Sexto-suplente Joãozinho Tenório (PRD)

Sétima-suplente Socorro Pimentel (União)

Votação

A eleição foi realizada por voto secreto e impresso, em reunião extraordinária presidida pelo deputado Joel da Harpa (PL). Todos os cargos tiveram apenas um candidato, com exceção da Primeira-Secretaria, que foi disputada por Francismar Pontes e o atual primeiro-secretário, Gustavo Gouveia (Solidariedade). No primeiro turno de votação, o candidato do PSB obteve 22 votos contra 20 do parlamentar do Solidariedade, com sete votos brancos e nulos. 

Como nenhum dos dois candidatos alcançou a maioria absoluta (25 votos), foi realizado um segundo turno, em que Francismar Pontes obteve a vitória por 26 a 19, com 3 votos brancos e nulos

A nova escolha da Mesa ocorreu após a anulação do pleito de 14 de novembro de 2023 pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A medida, confirmada pela Corte em novembro após o voto do ministro Flávio Dino, acatou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade do procurador-geral da República, Paulo Gonet, questionando a resolução da Alepe que autorizou a eleição antecipada.

Presidente reeleito

Álvaro Porto, reeleito presidente com 37 votos, usou a tribuna antes da votação. O deputado salientou que a Casa se aproxima dos seus 190 anos de história “revigorada pelo sentimento de coesão”. E que essa unidade é fruto do entendimento buscado de forma constante pela Mesa Diretora. 

Porto ainda registrou que, nos dois anos à frente do Legislativo, o trabalho conjunto permitiu que a Casa realizasse ações de grande impacto, como o Alepe Cuida, programa itinerante de saúde e cidadania, entre outras ações. Ele também ressaltou que a atual Mesa permitiu que a Assembleia se tornasse palco da luta antirracista, com a criação da Ouvidoria Permanente em Defesa da Igualdade Racial e outras iniciativas de combate ao racismo. 

“Ainda assinamos o contrato para a restauração do Palácio Joaquim Nabuco, iniciativa que dotará o estado de um moderno museu destinado a contar a história do Legislativo pernambucano. Todos esses avanços são exatamente fruto dessa unidade, que gerou autonomia e fortalecimento dos nossos mandatos e, por consequência, do Legislativo”, assinalou o presidente reeleito.

Ao final da reunião extraordinária, Álvaro Porto retornou à tribuna para expressar gratidão aos deputados e deputadas pelo voto de confiança e apoio à continuidade do trabalho. “Vamos estar juntos, buscando a harmonia em meio à pluralidade, trabalhando em sintonia, e em favor de Pernambuco e dos pernambucanos”, anunciou.

Primeira-Secretaria

Antes da votação, o deputado Francismar Pontes discursou perante o plenário. O deputado destacou que sua candidatura nasceu a partir de um compromisso coletivo de construir uma administração colegiada, pautada na escuta ativa, no diálogo aberto e na participação de todos os parlamentares. “Somente a força coletiva permitirá que, juntos, alcancemos resultados que orgulhem a todos nós e, principalmente, ao povo de Pernambuco”, enfatizou. 

Pontes também citou nominalmente todos os colegas, enaltecendo as qualidades de cada um. Ele ressaltou a importância da pluralidade no parlamento para enriquecer os debates e fortalecer a democracia. “Meu propósito, ao assumir o cargo de primeiro-secretário é assegurar uma gestão absolutamente transparente, organizada e harmônica, na qual 49 deputados sejam ouvidos e respeitados”, salientou. 

Já o deputado Gustavo Gouveia relembrou no seu discurso as realizações do último biênio (2023-2024). Gouveia elencou destacou programas como o Alepe Cuida, PedalAlepe, Alepinha Literária, Setembro Amarelo, cursos da Elepe (Escola do Legislativo de Pernambuco),  a aprovação da restauração do Museu Palácio Joaquim Nabuco e da criação da Medalha Antirracista Marta Almeida.

“Quero agradecer as declarações públicas de apoio que eu recebi e que apontam para  mais um biênio de trabalho, de união, de consolidação e autonomia do poder legislativo estadual. A política começa a se manter com respeito e força”, disse Gustavo Gouveia, em seu discurso. No segundo turno, Gouveia reforçou a importância da Casa manter sua independência, enaltecendo a atuação parlamentar, inclusive, do seu adversário.

Outras Notícias

Na véspera da votação, Lula faz atos no Rio e em São Paulo; Flávio Bolsonaro passa por Belo Horizonte e pelo Rio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) realizam, neste sábado (24), os últimos atos públicos de suas campanhas antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25). Lula participa de caminhadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, enquanto Flávio cumpre compromissos em Belo Horizonte […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) realizam, neste sábado (24), os últimos atos públicos de suas campanhas antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25). Lula participa de caminhadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, enquanto Flávio cumpre compromissos em Belo Horizonte e na capital fluminense.

As agendas estão concentradas nos três maiores colégios eleitorais do país. São Paulo reúne aproximadamente 34,1 milhões de eleitores, seguido por Minas Gerais, com 16,4 milhões, e pelo Rio de Janeiro, com 12,9 milhões. Os estados também foram palco de disputas importantes entre os candidatos durante o primeiro turno.

Lula iniciou a programação na manhã deste sábado, com uma caminhada na orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A concentração começou por volta das 9h, na altura do Posto 5 da Avenida Atlântica, e a caminhada estava marcada para as 10h.

O presidente chegou ao local por volta das 9h40. O ato reuniu apoiadores, parlamentares, representantes de movimentos sociais e lideranças políticas que participam da campanha à reeleição.

Após a mobilização em Copacabana, Lula segue para São Paulo, onde está prevista sua última caminhada antes da votação. A concentração acontece a partir das 14h, na Avenida Paulista, nas proximidades da Alameda Campinas, com a participação do presidente programada para as 16h.

Entre os aliados esperados estão o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Márcio França (PSB).

Flávio Bolsonaro também começou o sábado com uma mobilização de apoiadores. O primeiro compromisso foi marcado para as 9h, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

A atividade integra uma série de manifestações organizadas por aliados do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que participa da mobilização política em apoio ao senador.

No período da tarde, Flávio tem outro ato previsto para as 14h, na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

A programação poderá incluir um deslocamento até as proximidades do condomínio onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do candidato, morou antes de se mudar para Brasília. O trajeto, no entanto, ainda não estava confirmado.

Os compromissos acontecem depois do último debate presidencial entre Lula e Flávio, realizado na noite dessa sexta-feira (23), pela TV Globo. Durante o encontro, os candidatos discutiram economia, segurança pública, programas sociais e trocaram críticas sobre seus históricos políticos.

Pelo calendário eleitoral, caminhadas, carreatas, passeatas e distribuição de material gráfico podem ocorrer até as 22h deste sábado.

No domingo (25), Lula votará em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, e acompanhará a apuração na capital paulista. Flávio Bolsonaro votará no Rio de Janeiro e seguirá para Brasília, onde pretende acompanhar a contagem dos votos.

Fonte: CNN Brasil
Foto: Reprodução

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“Vou ser o carioca mais nordestino que vocês já viram na face da Terra”, diz Flávio Bolsonaro durante debate na Globo

O senador Flávio Bolsonaro (PL) prometeu ampliar investimentos no Nordeste e governar em parceria com os estados da região, independentemente de alinhamentos partidários, caso seja eleito presidente da República. A declaração foi feita durante o debate da TV Globo, nessa sexta-feira (23), após Lula (PT) questionar o compromisso do adversário com o desenvolvimento nordestino. O […]

O senador Flávio Bolsonaro (PL) prometeu ampliar investimentos no Nordeste e governar em parceria com os estados da região, independentemente de alinhamentos partidários, caso seja eleito presidente da República. A declaração foi feita durante o debate da TV Globo, nessa sexta-feira (23), após Lula (PT) questionar o compromisso do adversário com o desenvolvimento nordestino.

O assunto surgiu quando os candidatos discutiam obras de infraestrutura, abastecimento de água e políticas públicas voltadas à região. Lula afirmou ter a impressão de que Flávio não gosta do Nordeste e pediu que o senador apresentasse suas propostas para os estados nordestinos.

Em resposta, o candidato do PL rejeitou a crítica e afirmou que pretende manter uma relação próxima com a região.

“Eu vou ser o carioca mais nordestino que vocês já viram na face da Terra”, declarou Flávio.

O senador afirmou que o Nordeste não deve ser tratado como um problema, mas como parte da solução para o desenvolvimento do país. Ele também prometeu trabalhar com governadores que não integram seu grupo político.

Ao mencionar Pernambuco, Flávio citou a governadora Raquel Lyra (PSD) e disse que pretende estabelecer uma parceria com a gestão estadual para executar obras e enfrentar o crime organizado.

Entre as propostas apresentadas para a região, o candidato anunciou a intenção de construir uma ferrovia que interligue as capitais nordestinas, de São Luís, no Maranhão, até Salvador, na Bahia.

O confronto também envolveu a transposição do Rio São Francisco. Flávio atribuiu ao governo de Jair Bolsonaro a conclusão de obras que permitiram a chegada de água a municípios do Nordeste.

Lula contestou a declaração e reivindicou a execução de etapas do projeto durante seus governos. O presidente também citou a ferrovia Transnordestina, a expansão das universidades e dos institutos federais e investimentos em infraestrutura como exemplos de ações de suas administrações.

Na avaliação apresentada pelo petista, o Nordeste passou por transformações econômicas e sociais desde seu primeiro mandato, iniciado em 2003.

Flávio também mencionou o aumento do Bolsa Família para R$ 600 durante o governo do pai e acusou Lula de permitir o avanço da facção criminosa Comando Vermelho na região. A afirmação foi apresentada pelo senador durante a troca de acusações, sem demonstração de uma relação causal entre a atuação do governo federal e a expansão da organização criminosa.

O debate foi o último encontro entre os dois candidatos antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para este domingo (25).

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Reprodução/Instagram

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“Lula coloca Flávio Bolsonaro na defensiva”: imprensa internacional repercute debate da Globo e destaca confronto decisivo

O último debate presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado nessa sexta-feira (23), na TV Globo, repercutiu na imprensa internacional, que destacou a postura mais ofensiva do presidente, os momentos de dificuldade enfrentados pelo senador e as discussões sobre economia, segurança pública e corrupção. O encontro foi tratado por veículos estrangeiros como um […]

O último debate presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado nessa sexta-feira (23), na TV Globo, repercutiu na imprensa internacional, que destacou a postura mais ofensiva do presidente, os momentos de dificuldade enfrentados pelo senador e as discussões sobre economia, segurança pública e corrupção. O encontro foi tratado por veículos estrangeiros como um momento importante da disputa, a dois dias do segundo turno.

O jornal francês Le Monde classificou o debate como crucial e avaliou que Lula adotou uma postura mais incisiva, enquanto Flávio procurou apresentar uma imagem mais moderada em comparação ao confronto anterior, realizado pela Band.

Segundo a publicação, o senador conseguiu desenvolver propostas econômicas e concentrar suas críticas no custo de vida e no endividamento das famílias. No entanto, enfrentou dificuldades após fazer uma referência à deficiência física do presidente.

Durante uma discussão sobre o salário mínimo, Flávio afirmou que Lula concedia benefícios com uma mão e retirava com os nove dedos. O petista reagiu, lembrou que perdeu um dedo em um acidente de trabalho aos 17 anos e exigiu uma retratação.

O senador pediu desculpas e afirmou que não tinha intenção de ofender o adversário.

A cientista política Carolina Botelho, ouvida pelo Le Monde, considerou a declaração de Flávio discriminatória e avaliou que a resposta de Lula permitiu ao presidente recuperar sua trajetória como trabalhador.

Para a especialista, o formato do debate da Globo também dificultou a estratégia de confronto direto utilizada pelo senador na Band. Ela avaliou que Flávio teve dificuldades para responder a alguns questionamentos e apresentar seu histórico parlamentar.

Outro episódio destacado pelo jornal francês foi a cobrança de Lula sobre a atuação de Flávio na defesa de um policial militar acusado de matar Ana Clara, menina de cinco anos atingida por um tiro de fuzil em Niterói, no Rio de Janeiro, em 2021.

A mãe da criança acompanhou o debate na plateia. Ao responder ao questionamento, Flávio manifestou solidariedade à família e afirmou acreditar que o policial não tenha sido o responsável pelo disparo. O militar ainda não foi condenado.

A agência francesa AFP também observou uma mudança de comportamento dos candidatos em relação ao primeiro encontro. A avaliação foi de que o debate teve um tom mais moderado, embora tenha mantido provocações e ataques pessoais.

Na cobertura da AFP, Lula apareceu questionando a experiência política do adversário e defendendo as realizações de seus governos. Flávio, por sua vez, procurou responsabilizar a administração petista pelo custo de vida e pelas dificuldades econômicas enfrentadas pela população.

A agência norte-americana Associated Press (AP) destacou que os candidatos buscaram conquistar eleitores indecisos em uma disputa equilibrada.

A AP apontou três momentos de tensão: a referência de Flávio aos nove dedos de Lula, a reação do presidente ao chamar o adversário de miliciano e o confronto envolvendo a morte de Ana Clara.

A publicação também registrou que o encontro permitiu a apresentação de propostas sobre salário mínimo, segurança pública, financiamento do SUS e incentivos ao agronegócio.

Já a agência Reuters concentrou sua cobertura nos embates sobre custo de vida, programas sociais e acusações de corrupção.

Segundo a Reuters, Lula defendeu a política de reajuste do salário mínimo acima da inflação e as medidas de combate à fome, enquanto Flávio questionou os preços dos alimentos e os efeitos da política tributária do governo federal.

A agência também destacou o aumento da tensão no último bloco, quando os candidatos trocaram acusações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e investigações relacionadas a pessoas próximas aos dois adversários.

As diferentes abordagens da imprensa internacional mostram que, embora o encontro tenha apresentado mais discussões sobre propostas do que o debate anterior, os ataques pessoais e as controvérsias judiciais continuaram ocupando parte importante do confronto.

A repercussão ocorre na véspera do segundo turno, marcado para este domingo (25). Na pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (22), Lula e Flávio apareceram com 50% dos votos válidos cada, em empate numérico.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Neste sábado (24), Datafolha e Quaest divulgam últimas pesquisas das eleições 2026; saiba os horários

Os institutos Datafolha e Quaest divulgam neste sábado (24), véspera do segundo turno das eleições presidenciais, novos levantamentos sobre a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). As pesquisas foram realizadas na sexta-feira (23) e neste sábado e poderão captar parcialmente as reações dos eleitores ao […]

Os institutos Datafolha e Quaest divulgam neste sábado (24), véspera do segundo turno das eleições presidenciais, novos levantamentos sobre a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). As pesquisas foram realizadas na sexta-feira (23) e neste sábado e poderão captar parcialmente as reações dos eleitores ao último debate entre os candidatos, promovido pela TV Globo.

A divulgação ocorre após uma semana de levantamentos que apontaram empate técnico entre os presidenciáveis. O segundo turno será realizado neste domingo (25).

A pesquisa Quaest tem divulgação prevista para as 10h15 deste sábado, ainda pela manhã. Já os resultados do Datafolha são esperados no início da noite, com transmissão da Folha de S.Paulo a partir das 18h40. Os horários são de Brasília, os mesmos de Pernambuco.

O Datafolha realizou 4.050 entrevistas presenciais entre sexta-feira e sábado. O levantamento foi contratado pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-09540/2026.

Na pesquisa anterior do instituto, divulgada na quinta-feira (22), Flávio registrou 47% das intenções de voto, enquanto Lula apareceu com 46%. A diferença de um ponto percentual configurou empate técnico. Nos votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, os dois candidatos tiveram 50% cada, considerando os percentuais arredondados.

A Quaest também realizou entrevistas presenciais na sexta-feira e neste sábado, ouvindo 3.702 eleitores. O levantamento foi contratado pelo jornal O Globo e pela TV Globo, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-09158/2026.

Na rodada anterior da Quaest, divulgada na quarta-feira (21), Flávio apareceu com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula. A diferença também ficou dentro da margem de erro do levantamento.

As novas pesquisas serão divulgadas depois de uma semana marcada por acontecimentos na campanha, incluindo a promulgação do fim da escala de trabalho 6×1, as entrevistas dos candidatos à TV Globo e os debates realizados pela Band e pela própria Globo.

Outro tema que ganhou espaço na disputa foi o futuro do Bolsa Família. A campanha de Lula passou a questionar declarações da coordenadora econômica de Flávio, Daniella Marques, enquanto o candidato do PL afirmou que pretende manter o programa.

Como parte das entrevistas foi realizada antes do debate da Globo e parte depois, os levantamentos poderão captar apenas parcialmente eventuais mudanças de opinião relacionadas ao encontro.

Os resultados serão conhecidos na véspera da votação e representarão as intenções de voto registradas durante o período de coleta, não uma previsão do resultado das urnas.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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“Pai do bebê”, “dá um Google” e “irmão do Tigrinho”: Lula explora linguagem das redes sociais no debate da Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recorreu a expressões populares nas redes sociais, memes e referências conhecidas do público jovem durante o debate com Flávio Bolsonaro (PL), realizado na noite dessa sexta-feira (23), na TV Globo. A estratégia apareceu em diferentes momentos do confronto, quando o petista citou o jogador Richarlison como “pai […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recorreu a expressões populares nas redes sociais, memes e referências conhecidas do público jovem durante o debate com Flávio Bolsonaro (PL), realizado na noite dessa sexta-feira (23), na TV Globo. A estratégia apareceu em diferentes momentos do confronto, quando o petista citou o jogador Richarlison como “pai do bebê”, pediu que os eleitores pesquisassem informações no Google e chamou o adversário de “irmão do Tigrinho”.

Logo no primeiro bloco, Lula utilizou uma comparação com estudantes que decoram conteúdos para prestar vestibular, mas não conseguem demonstrar conhecimento sobre o assunto, para criticar o desempenho de Flávio. O presidente também sugeriu que os telespectadores pesquisassem na internet informações sobre investimentos realizados durante o governo de Jair Bolsonaro.

A referência ao Google voltou a aparecer quando os candidatos discutiram a região Norte do país. Lula questionou o conhecimento do adversário sobre Manaus e os investimentos federais na Amazônia. Flávio reagiu perguntando se quem governava o Brasil era o presidente ou o Google.

Outro momento ocorreu no quarto bloco, quando Lula mencionou uma disputa envolvendo o jogador Richarlison, atacante da Seleção Brasileira, e uma propriedade em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

Ao apresentar o caso, o presidente utilizou dois apelidos associados ao atleta na internet. Primeiro, lembrou a comemoração de gols em que Richarlison imita um pombo. Depois, chamou o jogador de “pai do bebê”, expressão popularizada nas redes sociais.

O apelido surgiu de vídeos publicados por Dudu Daibert, cunhado do atacante, que passou a se apresentar como “tio do bebê” ao brincar com o nome do filho de Richarlison. A expressão ganhou repercussão entre seguidores do jogador e de sua família.

No debate, Lula questionou Flávio sobre a disputa por uma propriedade na Ilha Comprida, em Angra dos Reis. O presidente mencionou a versão apresentada por Richarlison, segundo a qual o jogador teria enfrentado dificuldades para regularizar a ocupação do imóvel, enquanto pessoas ligadas ao advogado Willer Tomaz teriam obtido documentação em prazo menor.

As circunstâncias da disputa são contestadas pelas partes envolvidas. Flávio nega participação direta no negócio, enquanto o advogado afirma que a aquisição dos direitos sobre a propriedade ocorreu legalmente.

A linguagem das redes também apareceu na discussão sobre os jogos de apostas online. Flávio chamou Lula de “pai do Tigrinho”, responsabilizando o governo petista pela regulamentação dessas atividades.

O presidente rebateu a acusação, atribuiu ao governo Jair Bolsonaro parte da responsabilidade pela expansão das apostas e chamou o ex-presidente de “pai do Tigrinho”. Em seguida, classificou Flávio como “irmão do Tigrinho”, em uma referência à relação familiar entre os dois.

A disputa sobre a responsabilidade pela regulamentação das apostas envolve decisões tomadas em diferentes governos. As apostas de quota fixa foram autorizadas por legislação de 2018, durante a gestão Michel Temer, tiveram novas medidas durante o governo Bolsonaro e foram regulamentadas posteriormente pelo governo Lula.

Apesar das referências bem-humoradas e das expressões populares, o debate também teve momentos de confronto pessoal. Flávio afirmou que Lula dava benefícios com uma mão e os retirava com “nove dedos”, fazendo referência à amputação sofrida pelo presidente em um acidente de trabalho.

Lula reagiu à declaração, relembrou as circunstâncias em que perdeu o dedo mínimo da mão esquerda, aos 17 anos, e chamou o adversário de miliciano. Flávio pediu desculpas pela referência à deficiência física do presidente.

A utilização de expressões populares ocorreu após orientações da equipe de campanha para que Lula adotasse uma postura mais tranquila e concentrasse suas intervenções nas realizações do governo e nas propostas para um eventual novo mandato.

O confronto foi o último debate presidencial antes do segundo turno, marcado para este domingo (25).

Fonte: O Globo
Foto: Ricardo Stuckert

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