Alunas de Flores desenvolvem projeto com nim e nanopartículas de prata para testar proteção antiviral em tecidos

Duas estudantes do segundo ano da EREFEM Dário Gomes de Lima, em Flores, estão desenvolvendo um projeto que investiga o uso de uma solução produzida a partir de folhas de nim e nanopartículas de prata em tecidos de algodão. Batizado de Nano Filtro, o trabalho está em fase de testes e tem como objetivo avaliar a capacidade do material tratado de reduzir ou inativar vírus que entrem em contato com sua superfície.
O projeto é desenvolvido pelas alunas Mariely Freire dos Reis e Alice Oliveira Lima, sob orientação do professor Jefferson Campos. A proposta prevê que a solução possa ser aplicada, futuramente, em materiais como máscaras, jalecos e outros tecidos de algodão, especialmente em ambientes com maior exposição a agentes infecciosos.
Segundo as estudantes, a ideia surgiu a partir da combinação das propriedades estudadas nas folhas do nim com nanopartículas de prata.
O nim, de nome científico Azadirachta indica, é uma árvore da família Meliaceae, originária da Ásia e atualmente cultivada em diferentes regiões tropicais. Partes da planta possuem compostos biologicamente ativos e são objeto de pesquisas sobre diferentes propriedades antimicrobianas.
Já as nanopartículas de prata são partículas de dimensões extremamente pequenas que vêm sendo estudadas pela comunidade científica por sua atividade contra diferentes microrganismos. Pesquisas em laboratório também apontam potencial antiviral, mas o efeito depende de fatores como tamanho das partículas, concentração, composição da solução e tipo de vírus.
Ao explicar o projeto, as estudantes afirmam que pretendem verificar se o contato de vírus com o tecido tratado pode provocar sua inativação. Elas citam, entre os exemplos de possíveis aplicações, a proteção de máscaras, jalecos e roupas utilizadas em ambientes hospitalares.

“Ele é desenvolvido a partir de folhas de nim e nanopartículas de prata. Essa solução pode ser aplicada em máscaras ou tecidos de algodão”, explicaram as estudantes ao apresentar o trabalho.
Como o Nano Filtro ainda está em fase de testes, a proposta segue em avaliação pelas estudantes e pelo orientador. A próxima etapa é justamente verificar, por meio dos experimentos, até que ponto a solução desenvolvida consegue atuar sobre vírus como os causadores da gripe e da Covid-19 e quais seriam suas possíveis aplicações em tecidos.

Essa etapa de experimentação é justamente uma das partes centrais do trabalho: verificar, por meio de testes, o comportamento da solução e avaliar se a proposta inicialmente formulada pelas estudantes se confirma.
O projeto mantém um perfil nas redes sociais, @nano_filtro onde são apresentados registros das atividades, materiais utilizados e etapas do desenvolvimento do Nano Filtro.
Foto: Reprodução/Instagram
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