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Aliado nacionalmente, PSDB peita centrão nos estados

Por Nill Júnior

Folha de São Paulo

Para consolidar a aliança nacional em torno de Geraldo Alckmin na eleição, PSDB e centrão —grupo formado por DEM, PR, PP, SD e PRB— terão que acertar os ponteiros nos estados. Também será preciso evitar que parte do grupo desgarre, como já ameaça fazer o deputado Paulinho da Força (SP), do Solidariedade.

O PSDB enfrenta diretamente partidos do bloco em ao menos nove estados —número que deve mudar até 5 de agosto, fim das convenções partidárias.

Uma das principais preocupações é Minas, onde Antonio Anastasia (PSDB) e Rodrigo Pacheco (DEM) pretendem disputar o governo. Tucanos querem oferecer a Pacheco a vaga do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que, após o desgaste provocado pela Lava Jato, vem sendo pressionado a não tentar se reeleger.

A possibilidade de desistência é considerada na cúpula do DEM, mas não é vista com simpatia por Pacheco. “Tive a garantia por parte da direção nacional de que estarei liberado aqui para a aliança que acharmos devida”, disse.

Apesar de o DEM cogitar também abrir mão de disputar o governo de Santa Catarina e anunciar João Paulo Kleinübing como vice de Esperidião Amin (PP), ainda há a pré-candidatura de Paulo Bauer (PSDB).

Em 14 estados, a nova aliança nacional também vai ter que lidar com embates entre candidatos de diferentes partidos apoiados por tucanos ou integrantes do centrão.

É o caso, por exemplo, de São Paulo, onde João Doria (PSDB) tem apoio de DEM, PP, PSD e PRB, mas enfrenta Márcio França (PSB), que conta com o PR.

Em algumas legendas do centrão, lideranças articulam para que, mesmo com a aliança nacional, os estados não sejam obrigados a seguir a mesma orientação. O PR é um dos que vai liberar seus diretórios por causa de questões regionais.

O Nordeste deverá ser o principal foco de problemas para Alckmin. Na região, a maioria dos partidos do centrão está alinhada com candidatos a governador à esquerda e deve subir no palanque de outros presidenciáveis.

Outras Notícias

Danilo Simões faz campanha na zona rural

O candidato a prefeito de Afogados da Ingazeira e nome da oposição, Danilo Simões (PSD), acompanhado de seu vice, Edson Henrique, e dos candidatos a vereadores da Coligação União Pelo Povo, cumpriu agenda na zona rural do município neste domingo (8). Pela manhã, Danilo participou de reuniões nas associações das comunidades de Pajeú Mirim e […]

O candidato a prefeito de Afogados da Ingazeira e nome da oposição, Danilo Simões (PSD), acompanhado de seu vice, Edson Henrique, e dos candidatos a vereadores da Coligação União Pelo Povo, cumpriu agenda na zona rural do município neste domingo (8).

Pela manhã, Danilo participou de reuniões nas associações das comunidades de Pajeú Mirim e Pereiros I. À tarde, conversou com moradores do Sítio Mocororé. Durante os encontros, o candidato apresentou propostas de seu Plano de Governo para o desenvolvimento rural do município.

Edson Henrique destacou a importância de um novo modelo de gestão para a zona rural, com a criação de um zoneamento que dividirá o território em quatro grandes regiões.

Segundo ele, essa medida permitirá atender melhor as demandas locais e agilizar a execução de serviços. “Esse zoneamento facilitará a escolha de prioridades e a organização das ações, além de garantir que as comunidades sejam atendidas de forma mais eficiente”, explicou Edson.

Danilo Simões enfatizou a necessidade de fortalecer a organização comunitária e retomar as plenárias do orçamento participativo, garantindo que os investimentos na zona rural estejam alinhados com as demandas da população.

Ele também propôs a criação de um fundo municipal específico para apoiar as associações rurais. “É fundamental garantir que as associações rurais tenham independência e possam participar coletivamente das decisões. Com o fundo, as associações legalizadas poderão contar com recursos para manter suas atividades”, disse Danilo.

A especulação da tragédia em São Sebastião

Nesta terça-feira (21), O repórter da TV Globo, Walace Lara, caiu no choro durante a sua participação no Bom dia SP. Em uma de suas entradas ao vivo, o repórter relatou o drama de famílias que sofrem com a destruição causada pelo temporal que devastou o Litoral Norte de São Paulo no fim de semana. […]

Nesta terça-feira (21), O repórter da TV Globo, Walace Lara, caiu no choro durante a sua participação no Bom dia SP.

Em uma de suas entradas ao vivo, o repórter relatou o drama de famílias que sofrem com a destruição causada pelo temporal que devastou o Litoral Norte de São Paulo no fim de semana.

“Desculpa, gente, vou respirar aqui e vou falar. Tive ontem em uma comunidade aqui em Topolândia, em São Sebastião, onde tem pelo menos cem pessoas tirando lama de dentro das casas. É uma situação muito difícil de se ver e acompanhar. As cidades não têm estrutura. É difícil ouvir o depoimento que a gente ouviu agora e não se emocionar. Cobrar R$ 93 em um litro de água na situação que nós estamos aqui é inacreditável”, relatou.

Infelizmente, já vimos este filme. Esse tipo de negociação é comum em nosso país diante de acontecimentos como este. No momento em que as pessoas mais humildes e geralmente aquelas que já vivem algum grau de vulnerabilidade social estão ainda mais frágeis, sempre aparece alguém ganancioso para lucrar em cima da tragédia. Especular, lucrar.

Assim é o capitalismo selvagem tão defendido por liberais, que com certeza babam de inveja e só lamentam o fato de não estarem lá pra poder, também, comer uma fatia do bolo que tem como principal ingrediente a desgraça alheia. “Leia da oferta e demanda” defendem eles.

O pior é saber que na maioria das vezes os especuladores são os mesmos que sentam em um banco de igreja nos finais de semana e se dizem pessoas do bem, defensoras da família e dos bons costumes. Os mesmos que se sustentam no tripé: Deus, pátria e família.

É lamentável que existam pessoas assim. Que só pensam em lucrar as custas do que for, de quem for, seja onde for. Que Deus tenha misericórdia de nós, pobres mortais.

Até o momento, pelo menos 46 pessoas morreram e ao menos 49 estão desaparecidas. São mais de 1.730 desalojados e 766 desabrigados.

Afogados: Polo de educação oferece 670 vagas para cursos técnicos gratuitos

Os cursos são gratuitos ofertados nas modalidades a distância e semipresencial e não necessitam de processo seletivo As inscrições estão abertas no período 30/07/2018 a 08/08/2018 A Secretaria Executiva de Educação Profissional do Estado de Pernambuco está ofertando vagas em Cursos Técnicos de Nível Médio, nas modalidades à distância e semipresencial, em todo o estado. […]

Os cursos são gratuitos ofertados nas modalidades a distância e semipresencial e não necessitam de processo seletivo

As inscrições estão abertas no período 30/07/2018 a 08/08/2018

A Secretaria Executiva de Educação Profissional do Estado de Pernambuco está ofertando vagas em Cursos Técnicos de Nível Médio, nas modalidades à distância e semipresencial, em todo o estado.

Para o Polo de Educação à distância de Afogados da Ingazeira, estão disponíveis 670 vagas entre cursos na modalidade a distância e semipresencial, distribuídas entre os Cursos Técnicos em: Biblioteca, Multimeios Didáticos, Secretaria Escolar, Logística, Recursos Humanos, Administração, Informática, Design de Interiores e Segurança do Trabalho. Com oferta de vagas também para o profuncionário, exclusivo para servidores estaduais e/ou municipais.

As inscrições estão abertas no período 30/07/2018 a 08/08/2018 e devem ser realizadas exclusivamente via Internet, no endereço eletrônico http://sisacad.educacao.pe.gov.br/sissel/, no mesmo endereço é possível o acesso ao edital para obter mais informações acerca dos certames. As inscrições, bem como, os cursos são gratuitos e a novidade para esse certame é a inexistência de processo seletivo, o aluno não precisará fazer provas.

É necessário atentar no ato da inscrição para a confirmação via e-mail após o cadastro no site pois após a inscrição o aluno receberá um e-mail contendo o endereço eletrônico para a realização da pré-matrícula, onde terá que anexar a documentação necessária para matrícula. As matrículas serão efetivadas obedecendo as seguintes etapas: Participação do candidato pré-matriculado nas atividades das duas primeiras semanas do curso escolhido e a validação da documentação por parte da equipe de tutores do Polo presencial.

Para esse certame os cursos se dividem em duas modalidades, a distância e semipresencial, na modalidade a distância não há encontros semanais no Polo, exigindo apenas a  realização de provas presenciais de acordo com  o calendário do curso, já na modalidade semipresencial exige-se a frequência semanal ao Polo, escolhido no ato da inscrição, no dia da semana indicado para cada curso, conforme informado no edital.

Para aqueles que possuírem dificuldades no ato da inscrição, a Equipe do Polo de Afogados da Ingazeira, localizado na Escola de Referência Ensino Médio Monsenhor Antonio de Padua Santos, estará disponível em atendê-los de segunda a sexta-feira no período da noite. Em caso de dúvidas o telefone disponível é o (87) 99618-9513.

Para inscrever-se no processo seletivo o candidato deverá ter concluído o Ensino Médio ou estar cursando o 2º ou 3º ano do ensino médio, em qualquer uma de suas formas (Regular, Integral, Semi-integral, EJA-médio ou Travessia).

Candidatos do Recife esquecem propostas e partem para o ataque em debate

Pernambuco.com Os candidatos ao segundo turno à Prefeitura do Recife saíram do campo das propostas e partiram para o ataque mútuo no debate realizado, na manhã desta quinta-feira (27), pela TV Jornal/SBT. O ex-prefeito e candidato João Paulo (PT) nomeou, várias vezes, o prefeito e candidato à reeleição, Geraldo Julio (PSB), de “ingrato”, em referência […]

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Pernambuco.com

Os candidatos ao segundo turno à Prefeitura do Recife saíram do campo das propostas e partiram para o ataque mútuo no debate realizado, na manhã desta quinta-feira (27), pela TV Jornal/SBT.

O ex-prefeito e candidato João Paulo (PT) nomeou, várias vezes, o prefeito e candidato à reeleição, Geraldo Julio (PSB), de “ingrato”, em referência ao fato do seu partido ter participado das gestões das petistas na capital, incluindo cargos comissionados. Como resposta, Geraldo Julio (PSB) relembrou a disputa interna no PT durante a gestão do ex-prefeito João da Costa, que teve sua reeleição inviabilizada pelo partido. O socialista não titubeou e enquadrou o PT como o partido da “briga e arenga”.

Durante o debate de mais de uma hora, João Paulo, chegou a provocar mais do que Geraldo, que respondia aos ataques, mesmo dizendo que não queria entrar no “campo da briga”. Em dos momentos, o candidato do PT apelou para a brincadeira na tentativa de desqualificar o adversário.

“Você vem dar uma de David Copperfield (ilusionista), mas eu darei uma de Mr. M (ilusionista conhecido por revelar os segredos do mundo da mágica)”. Como estratégia, Geraldo Julio perguntava a João Paulo o que o ex-prefeito achava de algumas de obras vitrines em sua gestão, como o Compaz, e propostas, como o Hospital do Idoso.

O petista não dava respostas precisas quando questionado sobre esses equipamentos. João Paulo preferiu criticar a qualidade dos serviços prestados pela prefeitura. Além disso, o petista relembrou o fato de parte de sua equipe de governo ainda atuar na gestão do PSB.

“Você não respondeu aqui quem é era o secretário de Serviços Públicos. O secretário de Serviços Públicos, Roberto Gusmão, presidente da Emlurb e foi secretário de Serviços Públicos, ele foi conosco, fomos ao Japão buscar recursos, ele fez todo um mapeamento da cidade. Nós tiramos pontos de alagamento na Av. Recife e agora vem dizer: ‘briga, briga, briga’. Onde é que está a briga aqui?”, indagou.

Um dos pontos altos do debate foi no segundo bloco, quando os dois candidatos foram questionados por jornalistas. Geraldo foi perguntado como seria construído o Hospital do Idoso no momento em que se discute justamente a redução do limite dos gastos públicos, com a PEC 241. O socialista disse que estava elegendo prioridades, qualificando os investimentos.

“O Hospital do Idoso a gente vai construir, sim, assim como fizemos com o Hospital da Mulher. Os idosos do Recife podem ficar seguros. Não só construir, como colocar para funcionar. Algo que eles sempre sonharam. Os idosos, que são 200 mil no Recife, eles têm uma necessidade de atendimento maior”.

Já o candidato João Paulo, quando questionado, negou que estava “escondendo” o símbolo do PT na sua campanha em virtude dos escândalos de corrupção em torno da legenda. “Não temos escondido, de forma nenhuma o PT, um partido de muita luta”, defendeu.

Ele está correto: FHC acha que pode surgir um Trump à brasileira em 2018

Do Uol Fernando Henrique Cardoso concedeu a sua primeira entrevista a um veículo de comunicação brasileiro desde a deposição de Dilma Rousseff. O ex-presidente tucano fez uma avaliação corrosiva da conjuntura do país. FHC diz que o PT e até o seu PSDB perderam o “frescor” que tinham na década de 1990. Reconhece que as duas […]

fhcDo Uol

Fernando Henrique Cardoso concedeu a sua primeira entrevista a um veículo de comunicação brasileiro desde a deposição de Dilma Rousseff. O ex-presidente tucano fez uma avaliação corrosiva da conjuntura do país. FHC diz que o PT e até o seu PSDB perderam o “frescor” que tinham na década de 1990. Reconhece que as duas legendas tornaram-se parte da “velharia” política que dificulta a modernização do país.

O repórter leu para FHC um comentário que ele gravou em março de 1996. Nessa época, exercia seu primeiro mandato presidencial. Estava às voltas com um paradoxo: prometia o novo de mãos dadas com o arcaico. Incomodado com a dificuldade para aprovar reformas no Congresso, disse a frase que reproduziria no seu livro Diários da Presidência: “Este é o Brasil de hoje, onde a modernização se faz com a podridão, com a velharia, com o tradicionalismo, o qual na verdade ainda pesa muitíssimo.”

Decorridos 20 anos, não lhe parece que PSDB e PT integram a velharia?, quis saber o repórter. E FHC, sem titubeios: “Parece, infelizmente me parece. Curioso que você leu essa frase. Como eu estou relendo o terceiro volume [de Diários da Presidência, ainda por ser lançado], eu repito isso mais adiante, porque era sensível. Você quer melhorar, modernizar, avançar, ser progressista. Mas você precisa dos partidos que existem. E o que existe, a maior parte, é isso. Infelizmente, nós não fomos capazes de superar esses entraves enormes, que eu chamo de atraso. Não é direita e esquerda. É outra coisa, é cultural. São pessoas que querem tirar proveito do Estado.”

Tomado pelas palavras, FHC parece incluir Lula entre os políticos que se aproveitam do Estado. Em tempos remotos, os dois personagens pareciam condenados a percorrer a vida pública juntos. O operário chegou a pedir votos para o sociólogo, então candidato ao Senado, nas portas das fábricas do ABC. No Planalto, cada um ao seu tempo, governaram o país de costas um para o outro, distanciando-se. Hoje, FHC diz que “teria dificuldades” para comprar um carro usado das mãos de Lula. “Eu sempre comprei carro usado. Agora, não mais. Em geral comprava de um mesmo amigo meu, porque eu tinha confiança. Confiança é fundamental para tudo. E hoje a confiança no presidente Lula é relativa.”

Se fosse senador, teria sido misericordioso com Dilma Rousseff, preservando-lhe o direito de ocupar funções públicas mesmo depois de seu mandato de presidente ter sido guilhotinado? FHC respondeu com um sonoro “não”. Considerou inconstitucional o impeachment meia-sola. “Acho que a obrigação número um do senador é ser a favor da Constituição. Você pode até, na alma, dizer: ‘Ah, meu Deus, que pena!’ Eu, por exemplo, tenho muita dificuldade, mesmo quando escrevo, quando critico, com relação à presidente Dilma. Eu procuro ser uma pessoa que a considera. Mas isso é uma coisa no plano pessoal. Outra coisa é você como senador.”

Acha que o cenário de terra arrasada pode fazer surgir na sucessão de 2018 uma versão nacional de Donald Trump? “Pode, porque a descrença nos partidos é muito ampla, sobretudo nos mais jovens”, respondeu FHC. “Eventualmente, pode um demagogo aparecer aí e levar a melhor. Eu espero que não. Mas pode. Nós vivemos um momento de interrogação.”