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Aldo Vilela perde pai para Covid e faz alerta emocionado: “não subestimem”

Por Nill Júnior

Diário de Pernambuco

O jornalista Aldo Vilela, apresentador do CBN Total, deixou os protocolos profissionais de lado e fez um desabafo pessoal emocionado, ao final do programa desta terça-feira (4), sobre a morte de seu pai, vítima do novo coronavírus.

No ar, o apresentador foi às lágrimas, relatando a perda familiar, que aconteceu ainda na madrugada de hoje.

“Ao longo desses anos todos, este foi o dia mais difícil de fazer o programa”, disse Aldo, que assumiu o comando da atração pela primeira vez há 15 anos na rádio CBN.

“Cada entrevista minha, eu estava vendo a hora e parava, respirava, porque eu perdi meu pai esta madrugada para a Covid”, desabafou o jornalista chamando a atenção para a gravidade da pandemia, que já deixou mais de 95 mil mortos no Brasil.

“Muita gente insiste em não entender, subestima a doença. Muita gente subestima o mal e eu acabei perdendo o meu pai para a Covid”, alertou o jornalista, que usou os minutos finais da edição do seu programa para representar as demais famílias que perderam parentes para o novo coronavírus. “É devastador. Quem perdeu um ente querido sabe o que eu tô dizendo”, acrescentou em seguida.

O apresentador revelou que pediu à sua equipe para usar a parte final do programa para homenagear o seu pai. “Primeira vez que eu faço isso em quase meus 30 anos de jornalismo”, disse Aldo. “Ao meu pai, Adão Costa Vilela, a minha dedicação de todos esses anos. Hoje eu dedico esse programa para você”.

“As pessoas não estão dando o valor, não estão levando a sério essa praga que se abateu em todo o planeta. Então eu preciso dedicar esse programa ao meu pai, ao qual eu tive o prazer de conviver por 47 anos. Obrigado a todos e até amanhã”, despediu-se. Ouça:

 

Outras Notícias

Paulo grava para o Canal Livre

O governador Paulo Câmara gravou na manhã desta sexta-feira (27/11), em São Paulo, entrevista para o programa Canal Livre, da BAND. Entrevistado por quatro jornalistas, o chefe do Executivo falou sobre diversos temas, de política à gestão, passando pelo assunto mais preocupante do momento na área de saúde pública: os casos de microcefalia que se […]

Eduardo Oinegue, Rafael Colombo, Paulo Câmara, Paula Azzar e Fábio Pannunzio
Eduardo Oinegue, Rafael Colombo, Paulo Câmara, Paula Azzar e Fábio Pannunzio

O governador Paulo Câmara gravou na manhã desta sexta-feira (27/11), em São Paulo, entrevista para o programa Canal Livre, da BAND. Entrevistado por quatro jornalistas, o chefe do Executivo falou sobre diversos temas, de política à gestão, passando pelo assunto mais preocupante do momento na área de saúde pública: os casos de microcefalia que se multiplicam no País.

A gravação do Canal Livre é feita sem cortes e sem edição, e vai ao ar neste domingo (30/11), às 23h (horário de Pernambuco). O programa tem duração de 1h. Os entrevistadores foram Fábio Pannunzio, Fernando Mitre, Eduardo Oinegue e Rafael Colombo.

Centenário de Dom Francisco: simpósio reflete sobre sua influência no Concílio Vaticano II e legado na diocese

Por PASCOM Catedral  Mais um evento em comemoração ao centenário daquele que foi o terceiro bispo de nossa diocese marcou a noite desta quinta-feira, 22 de agosto. O simpósio “Dom Francisco: Nosso Dom, Nosso Profeta”, realizado hoje em parceria com a UNICAP, teve como tema “Dom Francisco e sua participação no Concílio Ecumênico Vaticano II”. […]

Por PASCOM Catedral 

Mais um evento em comemoração ao centenário daquele que foi o terceiro bispo de nossa diocese marcou a noite desta quinta-feira, 22 de agosto. O simpósio “Dom Francisco: Nosso Dom, Nosso Profeta”, realizado hoje em parceria com a UNICAP, teve como tema “Dom Francisco e sua participação no Concílio Ecumênico Vaticano II”.

Após a execução do Hino do Centenário, a abertura foi realizada por Dom Limacêdo, bispo da Diocese de Afogados da Ingazeira, que convidou os três padres coordenadores das comissões para falarem sobre o progresso de seus trabalhos.

O Padre Gilvam Bezerra, da Equipe de Formação, destacou a realização dos simpósios em parceria com a FASP e UNICAP e informou sobre dois outros eventos que deverão acontecer na FVP (São José do Egito, em setembro) e na FIS (Serra Talhada, em outubro). Ele também ressaltou a importância de tornar os jovens conhecedores dessa figura ilustre. 

Em momento posterior, ele apresentou a proposta do Centenário e elucidou a relevância do nosso homenageado para a Igreja. O Pe. Renato Almeida, da Equipe de Comunicações e Mídia, relatou que, enquanto padre jovem, está tendo a oportunidade de conhecer melhor o bispo. Já o Pe. Luisinho, da Equipe de Cultura, enfatizou as atividades planejadas: três cordéis e três mesas de glosas, tendo já concretizado um de cada.

As atividades foram iniciadas em uma cidade icônica para a poesia, São José do Egito. As próximas mesas acontecerão em Tabira, no próximo mês, e em Serra Talhada, em outubro. Finalizando as atividades dessa equipe, haverá um festival de violeiros em Afogados da Ingazeira. Dom Limacêdo concluiu relembrando que, com o Concílio Vaticano II, a Igreja deixou de ser europeia para ser, de fato, mundial, e que o nome de Dom Francisco está registrado como partícipe desse momento histórico da nossa vida de fé.

O Professor Dr. Newton Cabral, doutor e mestre em História pela UFPE, licenciado em Filosofia pela UNICAP e professor titular do Departamento de Ciências da Religião da UNICAP, foi convidado a discorrer sobre a temática, apresentando Dom Francisco como Pai, Pastor e Profeta. 

Ele leu na íntegra o documento apresentado por Dom Francisco no CV II, que foi censurado e não consta sequer nos anais, assim como sua participação no Pacto das Catacumbas, que compilava 13 compromissos que deveriam ser seguidos por seus participantes durante suas vidas. 

Evidenciou que Dom Francisco era um participante ousado, questionando temas como a obrigatoriedade do celibato para os presbíteros, a paternidade responsável (pílula) e o problema do divórcio. O evento foi finalizado com a declamação do poema “Dom Francisco”, de autoria de Genildo Santana.

A discussão foi mediada pelo Professor Dr. Drance Elias, também da UNICAP. O público contou com a participação de padres da nossa diocese, seminaristas, integrantes de pastorais e movimentos, crismandos e catequizandos, além de autoridades representantes dos Poderes Executivo e Judiciário. Estes expuseram depoimentos de vivências com Dom Francisco, mostrando-o como carismático, acolhedor, companheiro, justo, caridoso, destemido e cuidadoso com seu povo.

Cada exposição refletia o prazer de quem partilhou da vida de Dom Francisco, e é nesse clima que já aguardamos os próximos momentos de encontro.

Polícia Civil cumpre três mandados de prisão em Arcoverde

Os suspeitos são investigados pelo crime de homicídio e fraude processual por alterar a cena do crime. Há um PM Três pessoas foram presas nesta quarta-feira (11) em Arcoverde em cumprimento de mandado de prisão pelo crime de homicídio. De acordo com as investigações realizadas pela  delegacia de Arcoverde, Naelson Cordeiro de Almeida, de 40 […]

Os suspeitos são investigados pelo crime de homicídio e fraude processual por alterar a cena do crime. Há um PM

CLEICIANY E EMERSON
Emerson Cavalcante dos Santos, de 38, microempresário, e Cleiciany Alves Pereira, de 26 anos, recepcionista. Foto: Polícia Civil

Três pessoas foram presas nesta quarta-feira (11) em Arcoverde em cumprimento de mandado de prisão pelo crime de homicídio. De acordo com as investigações realizadas pela  delegacia de Arcoverde, Naelson Cordeiro de Almeida, de 40 anos,  policial militar lotado do 3º BPM, Emerson Cavalcante dos Santos, de 38, microempresário, e Cleiciany Alves Pereira, de 26 anos,  recepcionista, estão sendo investigados pela morte de Genivaldo Delmiro da Silva Filho, ocorrida no mês de junho, na residência do investigado Emerson Cavalcante , que fica localizada, no Sítio Zumbi, Zona Rural de Arcoverde.

Na ocasião o corpo da vítima foi encontrado com uma perfuração por disparo de arma de fogo na região temporal esquerda, tendo sido ventilado pelos investigados, que a vítima teria cometido suicídio, utilizando-se de uma pistola calibre .380, pertencente ao policial militar.

Entretanto, na realização do exame de local de crime, os investigadores encontraram indícios de que a cena do crime teria sido alterada, na tentativa de simulação do suicídio, razão pela qual foi acionado uma equipe do Instituto de Criminalísticas, que constatou a fraude montada pelos suspeitos com a finalidade de ludibriar a investigação.

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Naelson Cordeiro de Almeida, PM. Foto: Polícia Civil

Durante a fase das oitivas, a autoridade policial constatou divergências entre pontos importante da dinâmica dos fatos verificando a deliberada intenção de atrapalhar a investigação, solicitando de imediato a prisão temporária dos envolvidos.

De acordo com as investigações Quanto à motivação, foi apurado até o momento, que a vítima mantinha um relacionamento amoroso com a mulher do policial, e que o trio vivia um triângulo amoroso, principal vertente para o móvel do crime. Os suspeitos foram ouvidos novamente com o objetivo de dirimir os pontos controvertidos de suas declarações iniciais, havendo outras diligências previstas para acontecer, inclusive a reprodução simulada do crime.

O policial militar foi recolhido ao Centro de Reeducação da PM, já Emerson,  foi recolhido ao Presídio Advogado Brito Alves, em Arcoverde e Cleiciany à Colônia Penal Feminina de Buíque – PE.

Da Assessoria de Imprensa – Polícia Civil

Morre Carlos Reis, diretor artístico da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém

Foto: Carlos Reis ao lado do ator Edson Celulari O diretor artístico do espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, Carlos Reis, faleceu na noite desta quarta-feira (16) vítima de leucemia. Há sete anos ele lutava contra a doença e nos últimos meses estava sob cuidados médicos em sua residência. Desde 1997 Carlos Reis […]

Foto: Carlos Reis ao lado do ator Edson Celulari

O diretor artístico do espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, Carlos Reis, faleceu na noite desta quarta-feira (16) vítima de leucemia. Há sete anos ele lutava contra a doença e nos últimos meses estava sob cuidados médicos em sua residência.

Desde 1997 Carlos Reis atuava como diretor do espetáculo teatral juntamente com o também diretor Lúcio Lombardi. Seu último trabalho nessa função foi em 2019 uma vez que, a partir de 2020, as apresentações foram suspensas em virtude da pandemia da covid-19.

Na Paixão de Cristo, Reis também se destacou fazendo o papel de Jesus durante o período de 1969 a 1977. A trajetória de Reis na encenação começou bem antes, em 1960, quando o drama da Paixão ainda era apresentado nas ruas de Fazenda Nova. 

Dois anos depois ele participou da fundação da Sociedade Teatral de Fazenda Nova, fundada por Plínio Pacheco, o idealizador e construtor da cidade-teatro de Nova Jerusalém.

“Carlos Reis, de forma brilhante, deixou registrado nos anais da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém uma trajetória marcada pelo talento, competência, dedicação e lealdade. Todos os que fazem a STFN expressam a mais profunda gratidão por todo o legado deixado por ele Reis na dramaturgia pernambucana e pelo privilégio de ter convivido com um ser humano tão especial”, afirmou Robinson Pacheco, presidente da Sociedade Teatral de Fazenda Nova.

Ao longo de sua carreira, como ator, Reis atuou em mais de 50 peças, dos mais diversos autores, tendo feito, além de teatro, peças para televisão e atuado em alguns filmes. 

Em 1969, recebeu o prêmio Samuel Campelo de Melhor Ator, no Recife, atuando pelo Teatro Popular do Nordeste, em “O Melhor Juiz – O Rei”, de Lopes de Vega, sob a direção de Rubem Rocha Filho.

Carlos Reis também foi autor do livro Meio Século de Paixão, publicado em 2001 e coautor, junto com Luís Augusto Reis, do livro Luiz Mendonça, Teatro é Festa para o Povo, publicado em 2005.

Reis era também engenheiro-agrônomo aposentado, tendo sido, entre 1964 e 1996, pesquisador e professor universitário na área de meteorologia e climatologia agrícolas. Publicou cerca de 50 trabalhos científicos, inclusive tese de Docência Livre junto à Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE. Em 2013, publicou o livro “IPA – Uma História de 75 Anos de Ciência Agronômica em Pernambuco”; e, em 2015, lançou outro livro sobre o IPA: “IPA-80 anos – cinco anos mais”.