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Advogado ao blog sobre colega que acionou Raquel.”Constituição não se interpreta por manchetes na imprensa”

Por Nill Júnior

Prezado Nill Júnior,

A Constituição não se interpreta por manchetes na imprensa. É legítimo que qualquer cidadão questione judicialmente atos da Administração Pública. Também é legítimo que um advogado sustente perante o Judiciário a tese que entende juridicamente correta.

O que não se pode fazer é transformar uma controvérsia jurídica complexa em uma condenação antecipada, como se a simples distribuição de uma ação fosse suficiente para estabelecer que houve ilegalidade, enriquecimento indevido ou obrigação de devolver valores.

A questão exige uma análise séria, qual é exatamente a lei estadual aplicada, qual foi sua iniciativa legislativa, qual o regime jurídico da carreira de procurador do Estado, qual foi a opção remuneratória efetivamente feita e, principalmente, qual é a extensão da jurisprudência do STF ao caso concreto de Pernambuco.

A referência à ADI 1.381/AL merece ser examinada com rigor. Naquele julgamento, o STF declarou inconstitucional norma de Alagoas que permitia a policial militar eleito optar pela fonte de remuneração, destacando que o art. 38 da Constituição prevê hipóteses específicas de opção.

Mas precedente judicial não pode ser utilizado como uma espécie de carimbo automático de ilegalidade. É preciso demonstrar a identidade jurídica entre o precedente e o caso concreto.

Também é fundamental distinguir questionamento judicial de condenação judicial. Até que o Poder Judiciário examine a matéria e profira decisão, não existe condenação da governadora, nem reconhecimento judicial de que ela tenha recebido valores indevidos.

Quanto à afirmação de que teria havido acumulação de mais de R$ 2,2 milhões, o dado precisa ser demonstrado documentalmente, discriminando-se remuneração, verbas indenizatórias, vantagens, períodos e fundamento legal de cada pagamento. Número lançado em nota ou reproduzido por blogs não substitui prova.

E há uma pergunta que merece ser feita: se existe uma controvérsia jurídica sobre a constitucionalidade da regra remuneratória, por que apresentar como fato consumado aquilo que ainda está sendo submetido à apreciação do Judiciário?

A Justiça existe exatamente para isso, para transformar acusações em prova, argumentos em decisão e controvérsias em definição jurídica.

E uma pergunta que vai permanecer. Por que somente agora, menos de 20 dias das eleições, depois de quase quatro anos de mandato, Raquel Lyra liderando todas as pesquisas, surge essa iniciativa do advogado?

Se há ilegalidade, que se prove nos autos. Que a Justiça decida. Até lá, menos moralismo de ocasião e mais respeito ao devido processo legal.

Portanto, a resposta adequada não é o ataque pessoal ao advogado, tampouco a antecipação de julgamento contra a governadora.

É simples. O processo tramite, que as partes apresentem seus argumentos, que o Ministério Público se manifeste, se for o caso, e que o Poder Judiciário decida à luz da Constituição, da legislação estadual e da jurisprudência aplicável.

No Estado Democrático de Direito, ninguém é condenado por uma nota publicada na imprensa. E ninguém deve ser absolvido apenas porque ocupa um cargo público. Quem decide é a Justiça.

Por Cláudio Soares,  advogado e jornalista

Outras Notícias

Ricardo Coutinho é denunciado pela quinta vez

O ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho foi denunciado pela quinta vez no âmbito da Operação Calvário  a investigação sobre desvios de mais de R$ 134 milhões nos recursos da saúde e da educação da Paraíba. A peça apresentada pelo Ministério Público da Paraíba imputa a ele crimes de corrupção, peculato e de fraude em licitação […]

O ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho foi denunciado pela quinta vez no âmbito da Operação Calvário  a investigação sobre desvios de mais de R$ 134 milhões nos recursos da saúde e da educação da Paraíba.

A peça apresentada pelo Ministério Público da Paraíba imputa a ele crimes de corrupção, peculato e de fraude em licitação em um e squema que desviou mais de R$ 20 milhões entre 2011 e 2019 no âmbito de contratação da Cruz Vermelha para gerir o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena.

A denúncia atinge também mais 12 pessoas e aponta ainda que o cálculo de R$ 20 milhões em desvios engloba, apenas, os valores repassados a agentes públicos a título de propina.

“O dano material ao Estado da Paraíba ultrapassa o quantum de 50 milhões, conforme reconhecido pela própria Fazenda Pública, nos autos da ação de ressarcimento movida em desfavor da CVB e de gestores da OS”, registra o documento.

Vereadores eleitos no Recife

Michele Collins (PP) Irmã Aimée (PSB) Fred Ferreira (PSC) Aderaldo Pinto (PSB) Felipe Francismar (PSB) Marília Arraes (PT) Davi Muniz (PEN) Natália de Menudo (PSB) Eduardo Marques (PSB) Aline Mariano (PMDB) Antônio Luiz Neto (PTB) Professora Ana Lúcia (PRB) Augusto Carreras (PSB) Romerinho Jatobá (PROS) Jadeval de Lima (PDT) André Régis (PSDB) Wanderson (PSC) Jayme […]

Michele Collins (PP)

Irmã Aimée (PSB)

Fred Ferreira (PSC)

Aderaldo Pinto (PSB)

Felipe Francismar (PSB)

Marília Arraes (PT)

Davi Muniz (PEN)

Natália de Menudo (PSB)

Eduardo Marques (PSB)

Aline Mariano (PMDB)

Antônio Luiz Neto (PTB)

Professora Ana Lúcia (PRB)

Augusto Carreras (PSB)

Romerinho Jatobá (PROS)

Jadeval de Lima (PDT)

André Régis (PSDB)

Wanderson (PSC)

Jayme Asfora (PMDB)

Rinaldo Júnior (PRB)

Maguari (PSB)

Carlos Gueiros (PSB)

Marco Aurélio (PRTB)

Marcos de Bria (PSDC)

Professor Jairo Britto (PT)

Chico Kiko (PP)

Almir Fernando (PCdoB)

Eriberto Rafael (PTC)

Alcides Teixeira Neto (PRTB)

Romero Albuquerque (PP)

Gilberto Alves (PSD)

Aerto Luna (PRP)

Ivan Moraes (PSol)

Dr. Rogério Lucca (PSL)

Júnior Bocão (PSDB)

Hélio Guabiraba (PRTB)

Ricardo Cruz (PPS)

Rodrigo Coutinho (SD)

Renato Antunes (PSC)

Benjamin da Saúde (PEN)

Covid-19: Pajeú contabiliza 1.799 casos confirmados, 52 óbitos e 1.215 curas

Serra Talhada se apróxima dos 1.000 casos de Covid-19 Por André Luis De acordo com os últimos boletins epidemiológicos divulgados nesta sexta-feira (10.07), pelas secretarias de saúde dos municípios do Pajeú, nas últimas 24 horas, cinco cidades registraram oitenta e um novos casos da Covid-19, e a região totaliza 1.799. Portanto, os números de casos […]

Serra Talhada se apróxima dos 1.000 casos de Covid-19

Por André Luis

De acordo com os últimos boletins epidemiológicos divulgados nesta sexta-feira (10.07), pelas secretarias de saúde dos municípios do Pajeú, nas últimas 24 horas, cinco cidades registraram oitenta e um novos casos da Covid-19, e a região totaliza 1.799.

Portanto, os números de casos confirmados no Pajeú ficam assim: Serra Talhada continua liderando o número de casos na região e conta com 949 confirmações. Logo em seguida, com 218 casos confirmados está Tabira, Afogados da Ingazeira subiu para 131 e São José do Egito está com 118 casos confirmados.

Carnaíba está com 61 casos, Triunfo tem 60, Flores está com 47,  Iguaracy está com 35, Calumbi está com 33, Brejinho, e Tuparetama tem 32 casos cada.

Itapetim está com 23 casos confirmados, Quixaba tem 16 casos, Santa Cruz da Baixa Verde tem 15, Santa Terezinha tem 13, Ingazeira está com 9 e Solidão tem 6 casos confirmados.

Mortes – A Região não registrou novos óbitos nas últimas 24 horas e tem no total, 52 mortes por Covid-19. Até o momento, doze cidades registraram mortes. São elas: Serra Talhada 14, Triunfo 8, Carnaíba 6, Tabira 5, Afogados da Ingazeira 4, Quixaba, Iguaracy e Flores tem 3 cada, Tuparetama e São José do Egito tem  2 óbitos cada, Itapetim e Calumbi com 1 óbito cada.

Recuperados – Nas últimas 24 horas, a região registrou vinte e sete  novas curas clínicas, totalizando 1.215 recuperados. O que corresponde a 68% dos casos confirmados.

O levantamento foi fechado às 10h15 deste sábado (11.07), com os dados fornecidos pelas secretarias de saúde dos municípios.

Serra Talhada, Mirandiba e Salgueiro na rota da intoxicação com metanol

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou, em boletim divulgado neste domingo (12), que registrou mais quatro casos suspeitos de intoxicação por metanol em Pernambuco. Com as novas notificações, Pernambuco totaliza 48 casos já registrados como suspeitos desde 30 de setembro. As novas notificações divulgadas pela SES foram registradas nos municípios de Jaboatão dos Guararapes, […]

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou, em boletim divulgado neste domingo (12), que registrou mais quatro casos suspeitos de intoxicação por metanol em Pernambuco. Com as novas notificações, Pernambuco totaliza 48 casos já registrados como suspeitos desde 30 de setembro.

As novas notificações divulgadas pela SES foram registradas nos municípios de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, Serra Talhada, Mirandiba e Salgueiro, no Sertão de Pernambuco.

Com a atualização do boletim, o número de casos em investigação subiu de 27, na sexta-feira (10), para 30. Isso porque um óbito anteriormente contabilizado no município de Olinda foi descartado após exame laboratorial. Ao todo, o estado já descartou 18 casos suspeitos.

Segundo a SES, os quatro novos casos são de um paciente, que já recebeu alta, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife; um paciente, que saiu do hospital sem autorização médica, em Serra Talhada, no Sertão; um paciente, que está internado, em Mirandiba, no Sertão e um paciente, que está internado, em Salgueiro, no Sertão.

A SES também informou, no boletim divulgado na sexta-feira (10), que recebeu do Ministério da Saúde uma remessa de 68 ampolas, de forma emergencial, do antídoto usado para o tratamento de intoxicações por metanol.

Afogados da Ingazeira e os seus 117 anos

O querido e saudoso Anchieta Santos resgatou em 2019 o texto da Coluna do Domingão do 30 de junho daquele ano, véspera dos 110 anos de Afogados da Ingazeira. O texto chama a atenção por duas coisas: primeiro por sua característica temporal e depois, por ter sido levado ao ar no dia seguinte, aquele primeiro […]

O querido e saudoso Anchieta Santos resgatou em 2019 o texto da Coluna do Domingão do 30 de junho daquele ano, véspera dos 110 anos de Afogados da Ingazeira.

O texto chama a atenção por duas coisas: primeiro por sua característica temporal e depois, por ter sido levado ao ar no dia seguinte, aquele primeiro de julho de 2019, na voz de um dos homenageados do dia, o radialista Anchieta Santos, em seu programa Rádio Vivo.

Quando Anchieta aproveitava um de meus textos, sabia que estava aprovado. Era uma espécie de selo de qualidade. Aqui, o texto que mantém sua característica atemporal e, abaixo, o áudio do vozeirão da Pajeú fazendo referência ao que diferencia a cidade das demais:

O município de Afogados da Ingazeira comemora emancipação política. Se já é muito diferente de quando Manuel Francisco da Silva instalou a primeira fazenda, pelos idos de 1870, época em que a edificação de casas cresceu, imagine nos últimos 30 anos. Porque é certo dizer que a cidade deu um salto nas últimas três décadas.

Em parte pela evolução dos tempos, em parte pelos gestores, empreendedores e sua gente. Todos se encantam com a Princesa do Pajeú. Impossível não ter quem não se envolva emocionalmente com a grandiosidade da Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, única em beleza, com sua Praça Arruda Câmara, o sistema viário de contorno, a nova Rio Branco requalificada, a Barragem de Brotas, suas belezas naturais, a Rádio Pajeú e o Museu do Rádio, o Cine São José, mas principalmente com sua gente. No Pajeú, todos somos acolhedores. Em Afogados, não é diferente.

Daqui, nomes importantes ganharam destaque: Dom Francisco Austregésilo de Mesquita Filho, um dos nomes mais importantes da história da Igreja, aqui radicado, Diógenes Arruda Câmara, Monsenhor Arruda, Yane Marques, Maria Dapaz, Waldecyr Menezes, Antonio Silvino, Padre Carlos Cottart. São apenas alguns exemplos que explicam o protagonismo da Terra de Sol e Encantos Mil.

Outra marca, mais contemporânea, dos gestores que se revezam na cidade. Numa característica rara, todos deixaram legado e importante contribuição. No recorte do tempo das últimas três décadas, Orisvaldo Inácio, Giza Simões, Totonho Valadares e José Patriota cumpriram cada um com sua característica sua missão. No passado, ciclos como de Antonio Mariano, João Alves Filho e Zezé Rodrigues merecem registro.

Claro, há gargalos importantes que precisam ser enfrentados de olho nas próximas gerações. Mobilidade, trânsito, urbanismo, planejamento, mais cursos superiores, atração de mais empresas para geração de emprego e renda. Desafio de quem está e para quem vem que não podem ser esquecidos e sim enfrentados.

Terra marcada pela formação política diferenciada em muito pelo trabalho realizado pela Igreja através de Dom Francisco com um instrumento como a Rádio Pajeú, uma das emissoras mais importantes do Nordeste do Brasil, pelo papel social que cumpre. Não é a toa que tantos nomes importantes da política nacional valorizam a consciência crítica da cidade. Viva Afogados, sua história e sua gente! Do progresso, a chama acesa!

Ouça com Anchieta Santos e o Hino de Afogados cantado por Maciel Melo: