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Coluna do Domingão

Por Nill Júnior

Tem fila do osso também no Sertão

O Sertão também registra o fenômeno do aumento da fome e da pobreza, que não é exclusividade dos grandes centros.

O flagrante é de Arcoverde, onde assim como ocorreu em outros centros, com destaque na imprensa nacional. Na foto, pessoas fazem fila em um populoso bairro da cidade, São Cristóvão, onde um açougue distribuía ossos para famílias mais carentes.

Na Terra do Cardeal, o fenômeno gerou críticas à gestão local, do prefeito Wellington da LW. “Mostra que nossa cidade está sem governo. Só se governa para ricos em Arcoverde, enquanto pobres precisam ficar esperando osso para se alimentar dignamente”, questionou o PT em nota.

De fato, políticas públicas locais e estaduais precisam acudir quem passa necessidade. Mas o nó é mais em cima também. Essa semana, toda a equipe econômica, inclusive o todo poderoso Paulo Guedes ficaram no “balança mais não cai” por conta da decisão de levar o Auxílio Brasil, novo nome do Bolsa Família da era Bolsonaro a míseros R$ 400. O valor não cobre nem a cesta básica, hoje oscilando entre R$ 600 e R$ 700. Isso sem considerar moradia, energia nas alturas, água, educação…

O mercado, esse ser invisível que manda e desmanda no país não gostou dos R$ 400 pelo mal que fará ao teto dos gastos. O fenômeno social que a pandemia causou ao Brasil empobreceu ainda mais os mais pobres e enriqueceu ainda mais os mais ricos. Além de um fenômeno econômico, o aumento da fome é uma crueldade social com cor e identidade. Os pretos e pardos correspondem a 72,7% dos que estão em situação de pobreza ou extrema pobreza, ou 38,1 milhões de pessoas. Dentre aqueles em condição de extrema pobreza, as mulheres pretas ou pardas compõem o maior contingente: 27,2 milhões de pessoas. Vale destacar que o rendimento domiciliar per capita médio de pretos ou pardos é metade do recebido pelos brancos. Um quarto da população brasileira, 52,7 milhões de pessoas, vive em situação de pobreza ou extrema pobreza.

O mais cruel é que o Brasil, gigante pela própria natureza, produz alimentos que permitiriam ao país exportar e matar a fome por aqui. Hoje, o País produz comida suficiente para estimados 1,6 bilhão de pessoas, ou seja, um excedente de 1,4 bilhão, já que somos 200 milhões. Mas a voracidade do “mercado”, do agronegócio, do empresariado, dos homens brancos de gravata que decidem o futuro do país não permite que isso aconteça.

Assim, aumenta a disparidade, a concentração de renda para poucos, a falta dela para muitos. A cada dia, ouve-se com mais insensibilidade o grito de fome de crianças para o desespero de suas mães, assiste-se a mais pessoas revirando o caminhão do lixo por comida. São vozes e dores que o mercado e os políticos reféns não veem, não escutam, não sentem. E aumenta a fila do osso, dobrando a esquina de um país derrotado, por produzir sem conseguir sustentar seus filhos…

Síndrome da caneta

Em Arcoverde, não é mais “mar de rosas” a relação entre o prefeito Wellington da LW e a ex-prefeita Madalena Britto. A causa, óbvio, o fato de que LW não abre espaços para a ex-gestora e seu grupo. O irmão, Lídio Maciel, comanda as finanças a mando do irmão. “Madalenistas” já acusam o gestor de querer transformar a prefeitura em uma extensão da empresa do gestor.

O rombo de Sebastião

Em Tabira, o Secretário de Finanças, Cleison Rodrigues, diz que a herança maldita de Sebastião Dias foi de 18 milhões, R$ 11 milhões só de INSS. segundo ele, a gestão Nicinha estaria começando a se aprumar agora. O sonho é de reduzir o déficit com a melhoria da arrecadação própria.

Na web, ainda é Josinaldo

No site da UVP, que realizou um importante encontro em Afogados da Ingazeira, o presidente ainda é Josinaldo Barbosa.  Menos mal que nas redes sociais, Léo do Ar, presidente de fato, atualizou as informações sobre o importante encontro.

Esperando coordenadas

Angelo Fereira dise ao blogueiro Marcelo Patriota ter uma dívida de gratidão a Evandro Valadares pelo apoio que teve quando candidato a Estadual. Mas, perguntado se pagaria a dívida apoiando Paulo Jucá, disse aguardar um comando do Palácio e acrescentou que, que tem tempo, não tem pressa.

Talvez

Quem disse que Aline Mariano não é candidata a estadual? Com espólio da última eleição,  pode ser cortejada para dobrar com federais que não dispensem sua votação.  Terça ela diz se é carne ou peixe na Rádio Pajeú.

Cartas na Mesa

Rubinho do São João,  que capitalizou com o encontro da UVP em Afogados,  já avisou que inocente é quem acha que apenas Daniel Valadares será colocado à mesa na discussão sobre a vice da Frente em 2024. O nome dele, por exemplo,  estará lá.

Deixando claro

Márcia Conrado manteve a fidelidade a Luciano Duque nas últimas declarações para acabar com especulações de racha. Também não mecheu em uma peça sequer das que não tem o apreço do ex-prefeito.  Algo como “somos aliados, mas a prefeita sou eu”.

Frase da semana:

“Vagabundo é elogio para ele”. 

Do Presidente Jair Bolsonaro sobre Renan Calheiros,  após seu relatório imputar nove crimes ao mandatário na CPI da Covid.

Outras Notícias

Tentativa de golpe foi ação insensata de uma minoria irresponsável, diz Pacheco

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou nesta quinta-feira (8) que a tentativa de golpe de Estado investigada pela Polícia Federal foi uma “ação insensata encabeçada por uma minoria irresponsável”. Ele defendeu o aprofundamento das investigações dos “graves fatos”. Pacheco foi uma das autoridades citadas como possíveis alvos de prisão na minuta de decreto golpista […]

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou nesta quinta-feira (8) que a tentativa de golpe de Estado investigada pela Polícia Federal foi uma “ação insensata encabeçada por uma minoria irresponsável”. Ele defendeu o aprofundamento das investigações dos “graves fatos”.

Pacheco foi uma das autoridades citadas como possíveis alvos de prisão na minuta de decreto golpista descoberta pela PF. Segundo a investigação, o documento foi apresentado por Filipe Martins e Amauri Feres Saad ao então presidente Jair Bolsonaro.

“Ação insensata encabeçada por uma minoria irresponsável, que previa impor um Estado de exceção e prisão de autoridades democraticamente constituídas. Agora, cabe à Justiça o aprofundamento das investigações para a completa elucidação desses graves fatos”, afirmou o presidente do Senado por meio de nota oficial.

Além de Pacheco, a minuta sugeria a prisão de diversas autoridades, entre as quais os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta quinta-feira, a PF deflagrou a Operação Tempus Veritatis, autorizada por Moraes, para apurar organização criminosa que atuou na tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito. O objetivo seria o de obter vantagem de natureza política com a manutenção de Bolsonaro no poder.

A operação incluiu 33 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão preventiva e 48 medidas cautelares. Entre os presos preventivamente, está Filipe Martins, ex-assessor especial de Bolsonaro. O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, foi preso por porte ilegal de arma.

As ações foram cumpridas nos estados do Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Goiás e no Distrito Federal. Aliados próximos de Bolsonaro estão entre os alvos, como os militares e ex-ministros Walter Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira. A decisão de Moraes também determinou que o ex-presidente entregue, em até 24 horas, o seu passaporte. As informações são da Agência Senado.

Raquel Lyra diz que governo “não se faz pelo Instagram, e sim com os pés na terra”

A governadora Raquel Lyra fez um discurso cheio de recados a João Campos na Missa do Vaqueiro,  em Serrita, ao lado da vice-governadora Priscila Krause. “Aqui não é palanque político. É tempo de celebrar nossa cultura e nossa história.  E isso não se faz pelo Instagram, se faz com o pé no chão,  na terra, […]

A governadora Raquel Lyra fez um discurso cheio de recados a João Campos na Missa do Vaqueiro,  em Serrita, ao lado da vice-governadora Priscila Krause.

“Aqui não é palanque político. É tempo de celebrar nossa cultura e nossa história.  E isso não se faz pelo Instagram, se faz com o pé no chão,  na terra, em cima do cavalo,  de mãos dadas com o nosso povo”.

E seguiu: e é com esse sentimento que todos os anos eu estou aqui, e que vou continuar vindo, pra que possa sempre trazer melhorias pra qualidade de vida de vocês”.

Entre os nomes que acompanharam a gestora, estão os deputados estaduais Luciano Duque, Doriel Barros, Socorro Pimentel, Joãozinho Tenório, Aglailson Victor; o deputado licenciado e secretário do governo, Kaio Maniçoba; os prefeitos Fabinho Lisandro (Salgueiro), George de Sidney (Granito), Aleudo Benedito (Serrita), Cachoeira (Santa Cruz), Gilberto Ribeiro (Flores), Gildevan Melo (Santa Filomena), Elisinho (Carnaubeira da Penha), Múcio Angelim (Parnamirim), Zé Pretinho (Quixaba), Dinha Mororó (Terra Nova); Victor Coelho (Ouricuri), Elbinha (Trindade), Dr. Otávio (Bodocó); os ex-prefeitos Raimundo Pimentel (Araripina, Odacy Amorim (Petrolina), Zeinha (Iguaracy), Raimundinho (Exu), Sávio (Tuparetama), Eliane (Santa Cruz); os secretários estaduais Túlio Vilaça (Casa Civil), André Teixeira Filho (Mobilidade e Infraestrutura), Coronel Hercílio Mamede (chefe da Casa Militar), entre outros líderes.

Afogados: Prefeitura inaugura rua pavimentada no Padre Pedro Pereira

Seguindo o cronograma da maratona de inaugurações anunciada pelo Prefeito Sandrinho Palmeira, que prevê uma obra ou entrega por semana até o final do ano, esta semana está programada a inauguração da pavimentação da Rua Expedito Barbosa, no bairro Padre Pedro Pereira. A Prefeitura pavimentou 640 metros quadrados da via, a um custo de R$ […]

Seguindo o cronograma da maratona de inaugurações anunciada pelo Prefeito Sandrinho Palmeira, que prevê uma obra ou entrega por semana até o final do ano, esta semana está programada a inauguração da pavimentação da Rua Expedito Barbosa, no bairro Padre Pedro Pereira.

A Prefeitura pavimentou 640 metros quadrados da via, a um custo de R$ 71 mil. A inauguração será nesta sexta (20), às 16h30. A rua fica nas imediações da concessionária Honda. Está será a quarta rua inaugurada pelo Prefeito Sandrinho em um intervalo de quinze dias.

E para a próxima semana já está prevista inauguração no bairro Costa.

“Políticos de Tabira precisam respeitar pelo menos 10% do que assumem”, diz empresário Téa da Damol

O empresário Téa da Damol falou a Anchieta Santos na Rádio Cidade e disse que está feliz pela homenagem que receberá na próxima 5ª em Carnaíba, quando receberá o título de Cidadão Carnaibano. Falou sobre o sofrimento da Grande São Paulo com a falta de água e adiantou que preparadas, as empresas enfrentam a carência do liquido precioso. […]

images3O empresário Téa da Damol falou a Anchieta Santos na Rádio Cidade e disse que está feliz pela homenagem que receberá na próxima 5ª em Carnaíba, quando receberá o título de Cidadão Carnaibano. Falou sobre o sofrimento da Grande São Paulo com a falta de água e adiantou que preparadas, as empresas enfrentam a carência do liquido precioso.

Do segundo Governo Dilma, Téa disse não esperar muito. “Dilma vai provar do próprio veneno pela dívida interna que herdou dela mesma. Balança comercial negativa, corrupção sem tamanho”, criticou, dizendo estar  pessimista.

Sobre o mandato de Zé de Bira na Presidência da Câmara de vereadores, espera a prestação de contas para dizer se ele tem ou não razão em não ter conseguido economizar. Disse até estar ansioso para conhecer os números de Zé de Bira.

Quanto ao futuro presidente Marcos Crente, informou torcer para que ele economize e faça diferente do presidente atual. Cobrou geração de empregos por parte do governo Sebastião Dias atuando na conquista de empresas para a cidade.

Afirmou não ter visto nada nos dois primeiros anos do governo que possa convencer. A administração vive de resultados e na atual gestão os resultados não vieram.

Provocado a falar sobre a afirmação do poeta Genildo Santana que declarou faltar seriedade a política de sua terra, disse concordar e foi mais longe. “Faltam projetos. Nossos políticos só tem interesse próprio. Não respeitam compromissos. Precisam respeitar pelo menos 10% dos compromissos assumidos”.

Presidente da OAB rebate Bolsonaro: é cruel e não sabe separar público de privado

O presidente da Ordem do Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, afirmou nesta segunda-feira (29) que o presidente Jair Bolsonaro“deixa patente seu desconhecimento sobre a diferença entre público e privado, demostrando mais uma vez traços de caráter graves em um governante: a crueldade e a falta de empatia”. Mais cedo, em entrevista à imprensa, […]

O presidente da Ordem do Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, afirmou nesta segunda-feira (29) que o presidente Jair Bolsonaro“deixa patente seu desconhecimento sobre a diferença entre público e privado, demostrando mais uma vez traços de caráter graves em um governante: a crueldade e a falta de empatia”.

Mais cedo, em entrevista à imprensa, Bolsonaro disse que um dia contará a Santa Cruz como o pai do jurista desapareceu na ditadura militar, caso a informação interesse. O presidente ainda disse que Santa Cruz “não vai querer saber a verdade” sobre o pai, Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira, que desapareceu no período na ditadura militar (1964-1985).

Em resposta a Bolsonaro, Santa Cruz disse em uma carta que, “lamentavelmente, temos um presidente que trata a perda de um pai como se fosse assunto corriqueiro – e debocha do assassinato de um jovem aos 26 anos”.

Conforme informou o blog, o pai do presidente da OAB militou no movimento estudantil e participou da Juventude Universitária Católica (JUC), movimento da Igreja reconhecido pela hierarquia eclesiástica, e depois integrou a Ação Popular (AP), organização de esquerda contrária ao regime.

Fernando desapareceu em um encontro que teria no Rio de Janeiro, em 1974, com um colega militante, Eduardo Collier Filho, da mesma organização. Segundo o livro “Direito à memória e à verdade”, produzido pelo governo federal, Fernando e o colega foram presos juntos em Copacabana por agentes do DOI-CODI-RJ em 23 de fevereiro daquele ano.

“Meu pai era da juventude católica de Pernambuco, funcionário público, casado, aluno de Direito. Minha avó acaba de falecer, aos 105 anos, sem saber como o filho foi assassinado. Se o presidente sabe, por ‘vivência’, tanto sobre o presente caso quanto com relação aos de todos os demais ‘desaparecidos’, nossas famílias querem saber”, afirma Santa Cruz na missiva.

Santa Cruz ainda rechaçou os comentários de Bolsonaro, ressaltando que “é de se estranhar tal comportamento em um homem que se diz cristão” e define as declarações do presidente como “inqualificáveis”.

“Por que a OAB impediu que a Polícia Federal entrasse no telefone de um dos caríssimos advogados [do Adélio]? Qual a intenção da OAB? Quem é essa OAB?”, questionou o presidente.

Santa Cruz também respondeu o presidente e defendeu a atuação da OAB no caso, dizendo que a principal missão da entidade é a garantia do sigilo da comunicação entre advogado e cliente.

“Garantia que é do cidadão, e não do advogado. Vale salientar que, no episódio citado na infeliz coletiva presidencial, apenas o celular de seu representante legal foi protegido. Jamais o do autor, sendo essa mais uma notícia falsa a se somar a tantas”, informou.

Segundo o presidente da OAB Nacional, “o que realmente incomoda Bolsonaro é a defesa que fazemos da advocacia, dos direitos humanos, do meio ambiente, das minorias e de outros temas da cidadania que ele insiste em atacar”.

“Temas que, aliás, sempre estiveram – e sempre estarão – sob a salvaguarda da Ordem do Advogados do Brasil”, concluiu.