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13º Semeia termina com quatro encaminhamentos concretos

Por André Luis
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Foto: André Luis | Portal Pajeú Rádio Web

Por André Luis | Portal Pajeú Rádio Web

Professores, vereadores, sociedade civil, prefeitos, padres de diversas paroquias, representantes da Fetape, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, da Diaconia, do Pro-rural, do Polo Moveleiro, da Copap, da Casa da Mulher do Nordeste, além de Secretários de Meio Ambiente de vários municípios estiveram hoje no Cineteatro São José em Afogados da Ingazeira, participando do 13º Semeia, realizado pelo grupo de trabalho Fé e Política, com representação de vários segmentos da sociedade e a coordenação da Diocese de Afogados da Ingazeira.

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Dom Egídio abriu os trabalhos falando sobre a emergência com a falta d’água, mas que está discussão ficaria para outro momento. “O que nos gostaríamos de fazer hoje, eu acho que nos vivemos em uma emergência muito grande com o problema de água, mais não será esse o nosso foco hoje”.

Dom Egídio disse que o seminário entra dentro de um trabalho que já vem sendo feito a muito tempo para defender o meio ambiente no Pajeú. “Começou com uma ação contra o desmatamento da Caatinga, por que essa preocupação? Porque nós sentimos que a caatinga é indispensável para a gente poder voltar a ter o que tínhamos no passado, os nossos próprios mananciais de água, a gente não pode ficar confiando só naquilo que vem de fora” disse Dom Egídio se referindo principalmente a Adutora do Pajeú dizendo que ela pode até ser pra uma situação de emergência, mas que não será uma coisa permanente.

Ouça na íntegra o que disse Dom Egídio:

O secretário Estadual do Meio Ambiente Paulo Teixeira, falou que essa discussão começou quando o bispo diocesano Dom Egídio Bisol entregou a ele e ao governador Paulo Câmara um documento sobre a degradação do bioma Caatinga durante o Todos por Pernambuco.

Teixeira falou sobre a política do Estado voltada a preservação e observação do meio ambiente como um todo e sobre algumas ações que estão sendo desenvolvidas através da Secretaria de Meio Ambiente e outras secretarias.

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Foto: André Luis | Portal Pajeú Rádio Web

“Nos não poderíamos falar em meio ambiente hoje, sem falar em desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e desenvolvimento ambiental, acho que já passou a época em que tínhamos que ficar no tempo de conservação, quando se falava de meio ambiente, nós temos que partir para o desenvolvimento ambiental e com isso gerar o que nos chamamos de economia verde”, disse Teixeira.

Teixeira disse que o governo do Estado está preocupado com o problema do semiárido, “a gente não pode combater a desertificação, Pernambuco hoje é um dos Estados mais suscetíveis segundo a ONU a desertificação, então nós temos que aprender a conviver com ela, pensando nisso a Secretaria de Meio Ambiente junto a Secretaria de Desenvolvimento Econômico desenvolveu um mapa de identificação das áreas do semiárido que apresentem um maior potencial para podermos trazer para estas áreas empresas que não dependam muito de água”.

Teixeira disse que esteve em Brasília no mês passado onde se reuniu com representantes de 24 países da África com o intuito de trazer para o semiárido pernambucano empresas de energias renováveis, como energia solar e fotovoltaica.

Sobre a fiscalização a cerca do desmatamento da Caatinga denunciado em documento pelo Bispo Dom Egídio, Teixeira disse que estão trabalhando através da CPRH de forma inteligente, para tentar combater o desmatamento ilegal, “nos não podemos simplesmente fiscalizar, se não trouxermos opções para que as pessoas deixem de utilizar madeira de forma ilegal e tenha outra fonte de renda”, pontuol.

Ouça na íntegra o que disse Paulo Teixeira no 13º Semeia:

O professor adjunto da Universidade Federal Rural de Pernambuco Genival Barros Júnior começou sua fala citando uma carta aberta lançada pelo Secor, pelo Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Sertão Central e por todos os Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais que foi distribuída em 2009 no dia água.

Genival chamou a atenção para o cuidado com os rios, em sua apresentação mostrou um quadro atualizado da Apac onde mostra que há 45 milhões de metros cúbicos de água em Serrinha, o maior reservatório do Pajeú, mas que não se pode usar um litro da água de lá porque está contaminada. “A gente conseguiu contaminar o maior reservatório que a gente tem então a gente vai construir reservatórios e mais reservatórios e vai ter o momento que terão água, mas a gente não vai poder usar”, disse.

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Genival também chamou a atenção para o aparecimento de uma Arqueobactéria, “pra gente ter ideia do que é isso, ela é mais que uma bactéria, é mais antigo, tem estruturas genéticas do começo da formação da terra, é tão poderosa que fabrica oxigênio, mas não é uma planta, sobrevive em lugares onde o sal é muito maior que no mar, resiste a temperaturas de 150 graus e ele advém de onde? Vem da condição da poluição”, alertou Genival.

Genival disse ainda que a Arqueobactéria produz duas toxinas, uma neurotoxina que paralisa os músculos do seres vivos e pode matar pois para a respiração e uma hepatotoxina que entra na corrente sanguínea.

Genival falou que na Bahia dentro do São Francisco 88 pessoas morreram na formação do lago, em Caruaru onde pessoas estavam fazendo hemodiálise a água estava contaminada com a Arqueobactéria, disse também que em Minas Gerais no Rio São Francisco tem uma mancha com 28km de extensão e 7 metros de profundidade. “O São Francisco começa a ter condições tal degradáveis que vai ter água e a gente não vai poder usar”, alertou o professor.

Genival criticou o fato de na mudança de governo a Secretaria de Recursos Hídricos deixar de ser Secretaria e passar a ser uma sub Secretaria da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Também criticou o fato de não encontrar funcionários de nenhum órgão para cuidar dos mananciais e das construções irregulares e currais nas margens de barragens como no caso de Brotas.

Ouça abaixo na íntegra o que disse o professor Genival Barros:

Ao final Dom Egídio disse ter sido positivo o seminário e que não foi perca de tempo e traçou quatro encaminhamentos que ele chamou de dever de casa, são eles:

  • Para o Estado: trabalhar de forma efetiva no combate ao desmatamento da caatinga;
  • Para o Cimpajeú: trabalhar resoluções para o esgotamento sanitário  e o lixo;
  • Para as prefeituras: fazer das escolas modelos no campo da educação ambiental;
  • Para as associações: investir na educação ambiental.

Ao final do seminário foi entregue aos presentes uma cartilha que fala sobre o ciclo da água que pode ser vista clicando aqui e mudas de plantas da caatinga.

Clique aqui e veja mais fotos do 13º Semeia feitas por André Luis|Portal Pajeú Rádio Web

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Brazil Economy|Colectta: Lula tem 50,3% e Flávio 49,7% dos votos válidos; candidatos estão empatados tecnicamente

Pesquisa do Instituto Colectta, contratada pelo Brazil Economy e divulgada neste sábado (24), aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 50,3% dos votos válidos, contra 49,7% do senador Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno da eleição presidencial. A diferença de 0,6 ponto percentual coloca os dois candidatos em situação de empate técnico, […]

Pesquisa do Instituto Colectta, contratada pelo Brazil Economy e divulgada neste sábado (24), aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 50,3% dos votos válidos, contra 49,7% do senador Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno da eleição presidencial. A diferença de 0,6 ponto percentual coloca os dois candidatos em situação de empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.

No cenário de votos totais, que inclui brancos, nulos e indecisos, Lula registra 46,5% das intenções de voto, enquanto Flávio aparece com 46%. Outros 4,4% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum candidato. Já 3,1% não souberam ou preferiram não responder.

Apesar da pequena vantagem numérica de Lula nas intenções de voto, a pesquisa identificou uma percepção diferente sobre o resultado da eleição. Para 50,3% dos entrevistados, Flávio Bolsonaro será o vencedor do segundo turno. Outros 39,7% acreditam na vitória de Lula, enquanto 9,7% não souberam responder.

O levantamento também mediu o grau de definição do eleitorado. Entre os entrevistados que declararam preferência por um dos candidatos, 94,8% afirmaram que não pretendem mudar de voto até domingo (25). Outros 4,9% admitiram a possibilidade de alterar a escolha.

Os índices são semelhantes entre os apoiadores dos dois concorrentes. Entre os eleitores de Lula, 94,8% consideram o voto definitivo. No grupo de Flávio Bolsonaro, o percentual é de 94,9%.

A pesquisa também investigou a transferência de votos do primeiro turno. Entre os entrevistados que votaram em Lula naquela etapa, 97,1% pretendem manter a escolha. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 96,4% afirmaram que votarão novamente no senador.

O comportamento dos eleitores que não compareceram ao primeiro turno apresenta diferenças. Nesse segmento, Lula registra 51,8% das intenções de voto, contra 34,3% de Flávio. O grupo representa 7,4% da amostra ponderada.

Sobre as motivações do voto, 64,7% dos entrevistados afirmaram escolher o candidato principalmente por identificação com ele. Outros 22,1% disseram votar prioritariamente para impedir a vitória do adversário, enquanto 12,2% atribuíram o voto aos dois fatores.

O levantamento também avaliou o governo federal. A maneira como Lula governa é aprovada por 47% dos entrevistados e desaprovada por 49,7%. Na avaliação qualitativa da administração, 40,6% classificaram o governo como ruim ou péssimo.

Entre os principais problemas do Brasil apontados espontaneamente pelos entrevistados, segurança pública e violência aparecem com 17,9%, seguidos pela saúde, com 16,6%, corrupção, com 12,5%, e economia, com 9,4%.

Quando questionados sobre a primeira medida que deveria ser adotada pelo próximo presidente, 16,2% mencionaram melhorias na saúde pública, enquanto 12,7% citaram o combate à violência.

A pesquisa Brazil Economy/Colectta ouviu presencialmente 3 mil eleitores em 101 municípios das 27 unidades da Federação, na sexta-feira (23). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento foi contratado pela Editora Brazil Economy e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05601/2026.

Fonte: Brazil Economy/Colectta
Foto: Reprodução

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CNT/MDA: Flávio tem 50,7% e Lula, 49,3% dos votos válidos; candidatos seguem em empate técnico

Pesquisa CNT/MDA divulgada neste sábado (24), véspera do segundo turno das eleições presidenciais, aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 50,7% dos votos válidos, contra 49,3% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de 1,4 ponto percentual mantém os dois candidatos em empate técnico, considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais. Na […]

Pesquisa CNT/MDA divulgada neste sábado (24), véspera do segundo turno das eleições presidenciais, aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 50,7% dos votos válidos, contra 49,3% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de 1,4 ponto percentual mantém os dois candidatos em empate técnico, considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Na comparação com o levantamento anterior, divulgado em 16 de outubro, Flávio oscilou de 50,5% para 50,7%, um aumento de 0,2 ponto percentual. Lula passou de 49,5% para 49,3%, uma redução de 0,2 ponto. As variações estão dentro da margem de erro da pesquisa.

A distância numérica entre os candidatos passou de um para 1,4 ponto percentual, sem alteração estatisticamente significativa no cenário identificado pelo instituto.

No levantamento divulgado neste sábado, os votos válidos ficaram assim:

Flávio Bolsonaro (PL): 50,7%
Lula (PT): 49,3%

Na pesquisa de 16 de outubro:

Flávio Bolsonaro (PL): 50,5%
Lula (PT): 49,5%

Os votos válidos desconsideram as respostas de eleitores que pretendem votar em branco ou nulo e daqueles que não souberam ou não responderam.

No cenário estimulado de votos totais, quando os entrevistados recebem os nomes dos candidatos, Flávio aparece com 46,3%, enquanto Lula registra 45%. Outros 5,8% afirmaram que pretendem votar em branco ou anular o voto, e 2,9% não souberam ou não responderam.

Na rodada anterior, Flávio tinha 46,8% dos votos totais e Lula, 45,9%. Assim, o senador oscilou 0,5 ponto percentual para baixo, enquanto o presidente registrou redução de 0,9 ponto.

Os votos em branco e nulos passaram de 4,9% para 5,8%, enquanto o percentual de eleitores que não souberam ou não responderam subiu de 2,4% para 2,9%.

A pesquisa também apresentou o cenário espontâneo, em que os entrevistados não recebem os nomes dos candidatos. Nessa modalidade, Flávio Bolsonaro foi citado por 45,4% e Lula por 43,5%.

No levantamento anterior, os percentuais eram de 45,6% para Flávio e 44,1% para Lula.

REJEIÇÃO E AVALIAÇÃO DO GOVERNO

O instituto também mediu a rejeição aos candidatos. Lula é rejeitado por 47,4% dos entrevistados, enquanto Flávio Bolsonaro registra 47,3%, uma diferença numérica de 0,1 ponto percentual.

Em relação à avaliação do governo federal, 37,9% classificam a administração Lula como ótima ou boa, enquanto 38,4% a consideram ruim ou péssima. Outros 22,6% avaliam a gestão como regular.

Já na avaliação do desempenho pessoal do presidente, 47,6% aprovam sua atuação e 48,8% desaprovam.

DADOS DA PESQUISA

A 173ª rodada da Pesquisa CNT de Opinião foi realizada pelo Instituto MDA entre os dias 21 e 23 de outubro, com 2.032 entrevistas presenciais em 140 municípios brasileiros.

O levantamento foi contratado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02136/2026.

Como as entrevistas foram concluídas na sexta-feira (23), o levantamento não incorpora eventuais efeitos do último debate entre Lula e Flávio Bolsonaro, realizado naquela noite pela TV Globo.

O segundo turno das eleições presidenciais acontece neste domingo (25).

Foto: Reprodução

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Na véspera da votação, Lula faz atos no Rio e em São Paulo; Flávio Bolsonaro passa por Belo Horizonte e pelo Rio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) realizam, neste sábado (24), os últimos atos públicos de suas campanhas antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25). Lula participa de caminhadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, enquanto Flávio cumpre compromissos em Belo Horizonte […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) realizam, neste sábado (24), os últimos atos públicos de suas campanhas antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25). Lula participa de caminhadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, enquanto Flávio cumpre compromissos em Belo Horizonte e na capital fluminense.

As agendas estão concentradas nos três maiores colégios eleitorais do país. São Paulo reúne aproximadamente 34,1 milhões de eleitores, seguido por Minas Gerais, com 16,4 milhões, e pelo Rio de Janeiro, com 12,9 milhões. Os estados também foram palco de disputas importantes entre os candidatos durante o primeiro turno.

Lula iniciou a programação na manhã deste sábado, com uma caminhada na orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A concentração começou por volta das 9h, na altura do Posto 5 da Avenida Atlântica, e a caminhada estava marcada para as 10h.

O presidente chegou ao local por volta das 9h40. O ato reuniu apoiadores, parlamentares, representantes de movimentos sociais e lideranças políticas que participam da campanha à reeleição.

Após a mobilização em Copacabana, Lula segue para São Paulo, onde está prevista sua última caminhada antes da votação. A concentração acontece a partir das 14h, na Avenida Paulista, nas proximidades da Alameda Campinas, com a participação do presidente programada para as 16h.

Entre os aliados esperados estão o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Márcio França (PSB).

Flávio Bolsonaro também começou o sábado com uma mobilização de apoiadores. O primeiro compromisso foi marcado para as 9h, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

A atividade integra uma série de manifestações organizadas por aliados do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que participa da mobilização política em apoio ao senador.

No período da tarde, Flávio tem outro ato previsto para as 14h, na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

A programação poderá incluir um deslocamento até as proximidades do condomínio onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do candidato, morou antes de se mudar para Brasília. O trajeto, no entanto, ainda não estava confirmado.

Os compromissos acontecem depois do último debate presidencial entre Lula e Flávio, realizado na noite dessa sexta-feira (23), pela TV Globo. Durante o encontro, os candidatos discutiram economia, segurança pública, programas sociais e trocaram críticas sobre seus históricos políticos.

Pelo calendário eleitoral, caminhadas, carreatas, passeatas e distribuição de material gráfico podem ocorrer até as 22h deste sábado.

No domingo (25), Lula votará em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, e acompanhará a apuração na capital paulista. Flávio Bolsonaro votará no Rio de Janeiro e seguirá para Brasília, onde pretende acompanhar a contagem dos votos.

Fonte: CNN Brasil
Foto: Reprodução

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“Vou ser o carioca mais nordestino que vocês já viram na face da Terra”, diz Flávio Bolsonaro durante debate na Globo

O senador Flávio Bolsonaro (PL) prometeu ampliar investimentos no Nordeste e governar em parceria com os estados da região, independentemente de alinhamentos partidários, caso seja eleito presidente da República. A declaração foi feita durante o debate da TV Globo, nessa sexta-feira (23), após Lula (PT) questionar o compromisso do adversário com o desenvolvimento nordestino. O […]

O senador Flávio Bolsonaro (PL) prometeu ampliar investimentos no Nordeste e governar em parceria com os estados da região, independentemente de alinhamentos partidários, caso seja eleito presidente da República. A declaração foi feita durante o debate da TV Globo, nessa sexta-feira (23), após Lula (PT) questionar o compromisso do adversário com o desenvolvimento nordestino.

O assunto surgiu quando os candidatos discutiam obras de infraestrutura, abastecimento de água e políticas públicas voltadas à região. Lula afirmou ter a impressão de que Flávio não gosta do Nordeste e pediu que o senador apresentasse suas propostas para os estados nordestinos.

Em resposta, o candidato do PL rejeitou a crítica e afirmou que pretende manter uma relação próxima com a região.

“Eu vou ser o carioca mais nordestino que vocês já viram na face da Terra”, declarou Flávio.

O senador afirmou que o Nordeste não deve ser tratado como um problema, mas como parte da solução para o desenvolvimento do país. Ele também prometeu trabalhar com governadores que não integram seu grupo político.

Ao mencionar Pernambuco, Flávio citou a governadora Raquel Lyra (PSD) e disse que pretende estabelecer uma parceria com a gestão estadual para executar obras e enfrentar o crime organizado.

Entre as propostas apresentadas para a região, o candidato anunciou a intenção de construir uma ferrovia que interligue as capitais nordestinas, de São Luís, no Maranhão, até Salvador, na Bahia.

O confronto também envolveu a transposição do Rio São Francisco. Flávio atribuiu ao governo de Jair Bolsonaro a conclusão de obras que permitiram a chegada de água a municípios do Nordeste.

Lula contestou a declaração e reivindicou a execução de etapas do projeto durante seus governos. O presidente também citou a ferrovia Transnordestina, a expansão das universidades e dos institutos federais e investimentos em infraestrutura como exemplos de ações de suas administrações.

Na avaliação apresentada pelo petista, o Nordeste passou por transformações econômicas e sociais desde seu primeiro mandato, iniciado em 2003.

Flávio também mencionou o aumento do Bolsa Família para R$ 600 durante o governo do pai e acusou Lula de permitir o avanço da facção criminosa Comando Vermelho na região. A afirmação foi apresentada pelo senador durante a troca de acusações, sem demonstração de uma relação causal entre a atuação do governo federal e a expansão da organização criminosa.

O debate foi o último encontro entre os dois candidatos antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para este domingo (25).

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Reprodução/Instagram

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“Lula coloca Flávio Bolsonaro na defensiva”: imprensa internacional repercute debate da Globo e destaca confronto decisivo

O último debate presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado nessa sexta-feira (23), na TV Globo, repercutiu na imprensa internacional, que destacou a postura mais ofensiva do presidente, os momentos de dificuldade enfrentados pelo senador e as discussões sobre economia, segurança pública e corrupção. O encontro foi tratado por veículos estrangeiros como um […]

O último debate presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado nessa sexta-feira (23), na TV Globo, repercutiu na imprensa internacional, que destacou a postura mais ofensiva do presidente, os momentos de dificuldade enfrentados pelo senador e as discussões sobre economia, segurança pública e corrupção. O encontro foi tratado por veículos estrangeiros como um momento importante da disputa, a dois dias do segundo turno.

O jornal francês Le Monde classificou o debate como crucial e avaliou que Lula adotou uma postura mais incisiva, enquanto Flávio procurou apresentar uma imagem mais moderada em comparação ao confronto anterior, realizado pela Band.

Segundo a publicação, o senador conseguiu desenvolver propostas econômicas e concentrar suas críticas no custo de vida e no endividamento das famílias. No entanto, enfrentou dificuldades após fazer uma referência à deficiência física do presidente.

Durante uma discussão sobre o salário mínimo, Flávio afirmou que Lula concedia benefícios com uma mão e retirava com os nove dedos. O petista reagiu, lembrou que perdeu um dedo em um acidente de trabalho aos 17 anos e exigiu uma retratação.

O senador pediu desculpas e afirmou que não tinha intenção de ofender o adversário.

A cientista política Carolina Botelho, ouvida pelo Le Monde, considerou a declaração de Flávio discriminatória e avaliou que a resposta de Lula permitiu ao presidente recuperar sua trajetória como trabalhador.

Para a especialista, o formato do debate da Globo também dificultou a estratégia de confronto direto utilizada pelo senador na Band. Ela avaliou que Flávio teve dificuldades para responder a alguns questionamentos e apresentar seu histórico parlamentar.

Outro episódio destacado pelo jornal francês foi a cobrança de Lula sobre a atuação de Flávio na defesa de um policial militar acusado de matar Ana Clara, menina de cinco anos atingida por um tiro de fuzil em Niterói, no Rio de Janeiro, em 2021.

A mãe da criança acompanhou o debate na plateia. Ao responder ao questionamento, Flávio manifestou solidariedade à família e afirmou acreditar que o policial não tenha sido o responsável pelo disparo. O militar ainda não foi condenado.

A agência francesa AFP também observou uma mudança de comportamento dos candidatos em relação ao primeiro encontro. A avaliação foi de que o debate teve um tom mais moderado, embora tenha mantido provocações e ataques pessoais.

Na cobertura da AFP, Lula apareceu questionando a experiência política do adversário e defendendo as realizações de seus governos. Flávio, por sua vez, procurou responsabilizar a administração petista pelo custo de vida e pelas dificuldades econômicas enfrentadas pela população.

A agência norte-americana Associated Press (AP) destacou que os candidatos buscaram conquistar eleitores indecisos em uma disputa equilibrada.

A AP apontou três momentos de tensão: a referência de Flávio aos nove dedos de Lula, a reação do presidente ao chamar o adversário de miliciano e o confronto envolvendo a morte de Ana Clara.

A publicação também registrou que o encontro permitiu a apresentação de propostas sobre salário mínimo, segurança pública, financiamento do SUS e incentivos ao agronegócio.

Já a agência Reuters concentrou sua cobertura nos embates sobre custo de vida, programas sociais e acusações de corrupção.

Segundo a Reuters, Lula defendeu a política de reajuste do salário mínimo acima da inflação e as medidas de combate à fome, enquanto Flávio questionou os preços dos alimentos e os efeitos da política tributária do governo federal.

A agência também destacou o aumento da tensão no último bloco, quando os candidatos trocaram acusações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e investigações relacionadas a pessoas próximas aos dois adversários.

As diferentes abordagens da imprensa internacional mostram que, embora o encontro tenha apresentado mais discussões sobre propostas do que o debate anterior, os ataques pessoais e as controvérsias judiciais continuaram ocupando parte importante do confronto.

A repercussão ocorre na véspera do segundo turno, marcado para este domingo (25). Na pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (22), Lula e Flávio apareceram com 50% dos votos válidos cada, em empate numérico.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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