Vereadores suspeitos de prática de corrupção são presos em Caruaru
Por Nill Júnior
do G1 PE
A Polícia Civil desencadeou na manhã desta quarta-feira (18), em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, a “Operação Ponto Final” para prender pessoas envolvidas em um suposto esquema de corrupção.
De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Salustiano Cavalcante, foram cumpridos dez mandados de prisão preventiva contra dez vereadores do município, quatro mandados de condução coercitiva para ouvir três vereadores e um secretário adjunto do município e ainda 13 mandados de busca e apreensão domiciliar. Segundo o delegado, os mandados foram expedidos pelo juiz de Direito da 4ª Vara Criminal de Caruaru e todos foram cumpridos.
O delegado informou ainda que os nomes dos parlamentares presos não serão divulgados e que todos serão encaminhados à Penitenciária Juiz Plácido de Souza (PJPS) e ficarão à disposição da Justiça. Cavalcante também não detalhou a susposta participação de cada um no esquema de corrupção e afirmou que todas as informações serão divulgadas durante uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (19) no Recife.
Participaram da operação 120 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães. A ação foi coordenada pela Chefia da Polícia Civil. As investigações tiveram início há seis meses e foram efetuadas pela Gerência de Controle Operacional do Interior I.
A eleição que definirá o comando da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) a partir de 2027 já provoca articulações entre deputados e partidos. A governadora Raquel Lyra (PSD) acompanha as negociações e busca construir uma composição que dê maior estabilidade à relação do Executivo com a Casa. A escolha da nova Mesa Diretora está prevista […]
A eleição que definirá o comando da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) a partir de 2027 já provoca articulações entre deputados e partidos. A governadora Raquel Lyra (PSD) acompanha as negociações e busca construir uma composição que dê maior estabilidade à relação do Executivo com a Casa.
A escolha da nova Mesa Diretora está prevista para 1º de fevereiro de 2027, quando os deputados eleitos em outubro tomarão posse para a próxima legislatura.
As conversas envolvem principalmente partidos que integram a base da governadora. No PSD, legenda de Raquel, os deputados Antônio Moraes, Débora Almeida, Joãozinho Tenório e Aglailson Victor aparecem entre os nomes citados nas articulações para a presidência.
Outras legendas também buscam espaço. Gustavo Gouveia, do Podemos, é um dos nomes mencionados para a disputa, enquanto France Hacker aparece nas negociações envolvendo a Federação União Progressista.
Raquel tem conversado com deputados e dirigentes partidários sobre a formação da Mesa e o comando das principais comissões da Alepe. A intenção manifestada aos aliados é buscar uma composição por consenso e evitar uma disputa que provoque divisões dentro da base governista.
O interesse do Palácio do Campo das Princesas na eleição interna ocorre após uma legislatura marcada por sucessivos embates entre o Executivo e o comando da Assembleia.
Álvaro Porto, atual presidente da Alepe, foi eleito para o posto no início do primeiro mandato de Raquel e, posteriormente, rompeu politicamente com a governadora. Ao longo dos últimos anos, Executivo e Legislativo protagonizaram divergências envolvendo orçamento, operações de crédito, emendas parlamentares e outros projetos.
A nova correlação de forças na Casa é mais favorável ao governo. O PSD, partido da governadora, e o PSB terão nove deputados cada e formarão as duas maiores bancadas da próxima legislatura.
A eleição da presidência não é a única negociação em curso. Também estarão em disputa os demais cargos da Mesa Diretora e o comando de comissões consideradas estratégicas, como Constituição, Legislação e Justiça, Finanças e Administração Pública.
As articulações devem continuar nos próximos meses. Até o momento, não há candidatura oficialmente definida para a presidência da Assembleia.
Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Rinaldo Marques/Alepe
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A movimentação de Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate da Band, nesse domingo (18), chamou atenção nas redes sociais. Ao se posicionar atrás de Lula (PT) enquanto o adversário falava, o candidato foi comparado a Donald Trump em debates contra Hillary Clinton na eleição americana de 2016. Durante diferentes momentos do confronto, Flávio procurou permanecer […]
A movimentação de Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate da Band, nesse domingo (18), chamou atenção nas redes sociais. Ao se posicionar atrás de Lula (PT) enquanto o adversário falava, o candidato foi comparado a Donald Trump em debates contra Hillary Clinton na eleição americana de 2016.
Durante diferentes momentos do confronto, Flávio procurou permanecer no enquadramento da câmera enquanto Lula respondia às perguntas. O senador apareceu ao fundo fazendo gestos e expressões de discordância mesmo quando não estava com a palavra.
A postura repercutiu nas redes sociais e foi associada à estratégia adotada por Donald Trump em 2016. Na disputa presidencial dos Estados Unidos daquele ano, o republicano também chamou atenção ao permanecer atrás de Hillary Clinton enquanto a democrata falava durante um dos debates.
A movimentação de Flávio também gerou reclamações da equipe de Lula. Sidônio Palmeira, responsável pela comunicação da campanha petista, questionou o candidato do PL durante um dos intervalos por permanecer atrás do presidente e reagir às falas.
Mesmo após a reclamação, Flávio voltou a aparecer atrás de Lula em outros momentos do programa. As regras estabelecidas para o debate permitiam que os candidatos circulassem pelo estúdio.
No fim do confronto, a movimentação voltou a provocar tensão. A mediadora Adriana Araújo chegou a pedir que Flávio permitisse que Lula fizesse suas considerações finais sem aproximações que interferissem naquele momento.
O jornalista Mauricio Stycer também relacionou o comportamento do senador ao adotado por Trump contra Hillary, comparação que se espalhou pelas redes durante e depois do debate.
A linguagem corporal dos candidatos se tornou um dos pontos mais comentados do encontro, que marcou o primeiro confronto direto entre Lula e Flávio em toda a campanha presidencial.
Fonte: O Globo
Foto: Reprodução/Band
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O primeiro debate da campanha entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado nesse domingo (18) pela Band, ocorreu em meio a uma disputa apertada pelo Planalto. Levantamentos feitos ao longo da campanha indicam que a maioria dos eleitores não pretende alterar sua escolha por causa dos confrontos, mas uma parcela admite rever o voto […]
O primeiro debate da campanha entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado nesse domingo (18) pela Band, ocorreu em meio a uma disputa apertada pelo Planalto. Levantamentos feitos ao longo da campanha indicam que a maioria dos eleitores não pretende alterar sua escolha por causa dos confrontos, mas uma parcela admite rever o voto a partir do desempenho dos candidatos.
O peso dos debates na decisão eleitoral foi medido por levantamentos realizados antes do confronto da Band. Os dados ajudam a dimensionar até que ponto uma boa ou má participação pode produzir mudanças nesta última semana de campanha.
Pesquisa Quaest divulgada no início de setembro mostrou que o desempenho em debates era apontado como o fator mais importante para definir o voto por 14% dos entrevistados.
Naquele levantamento, as propostas dos candidatos apareciam como principal fator para 45% dos eleitores. A ideologia vinha em seguida, mencionada por 17%.
Já um levantamento do Datafolha divulgado em outubro mostrou que 78% dos brasileiros consideravam muito importante a participação dos candidatos nos debates do segundo turno. Outros 11% consideravam pouco importante, enquanto 10% não atribuíam importância aos encontros.
Quando questionados diretamente sobre uma possível mudança de voto, 18% admitiram alguma possibilidade de alterar a escolha por causa do desempenho nos debates. Desse grupo, 5% apontaram chance grande, 7% possibilidade média e 6% chance pequena.
A maioria, 82%, afirmou que não mudaria o voto em razão do desempenho dos candidatos nos confrontos televisivos.
A possibilidade de mudança é maior entre os eleitores não alinhados a Lula ou Flávio. Nesse grupo, 40% admitiram alguma chance de rever a decisão: 12% consideraram a possibilidade grande, 18% média e 11% pequena. Outros 60% descartaram alterar o voto.
A idade também aparece como fator de diferença. Entre os eleitores de 16 a 24 anos, 31% admitiram alguma possibilidade de mudança. Já entre os brasileiros com 60 anos ou mais, 91% disseram que não alterariam a escolha por causa dos debates.
Entre os eleitores que já declaram voto nos dois candidatos, a decisão aparece mais consolidada. Segundo o Datafolha, 85% dos eleitores de Lula e 83% dos que pretendem votar em Flávio descartaram mudar de candidato em razão dos confrontos.
O levantamento do Datafolha ouviu 2.520 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 6 e 7 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança, de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-02949/2026.
A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro também é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro eleitoral é BR-07065/2026.
O debate da Band foi o primeiro encontro direto entre Lula e Flávio durante toda a campanha. O segundo turno será realizado no próximo domingo (25).
Fonte: O Globo
Foto: Reprodução/Band
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O primeiro debate da campanha entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado nesse domingo (18) pela Band, teve momentos de tensão também fora das câmeras. Reclamações entre integrantes das campanhas, provocações na plateia, atrasos e mobilização de apoiadores marcaram os bastidores do confronto. Um dos principais episódios ocorreu no primeiro intervalo. Sidônio Palmeira, responsável […]
O primeiro debate da campanha entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado nesse domingo (18) pela Band, teve momentos de tensão também fora das câmeras. Reclamações entre integrantes das campanhas, provocações na plateia, atrasos e mobilização de apoiadores marcaram os bastidores do confronto.
Um dos principais episódios ocorreu no primeiro intervalo. Sidônio Palmeira, responsável pela comunicação da campanha de Lula, reclamou da movimentação de Flávio Bolsonaro enquanto o presidente respondia às perguntas.
Segundo relatos de pessoas presentes no estúdio, o candidato do PL permanecia ao fundo do enquadramento de Lula, fazendo gestos e reagindo às falas do adversário. A movimentação não era proibida pelas regras do debate, mas provocou reclamação de integrantes da campanha petista.
Sidônio chegou a se dirigir a Flávio e depois discutiu com Fábio Portela, responsável pela comunicação da campanha do candidato do PL. A equipe da Band interveio para conter os ânimos antes da retomada da transmissão.
Quando o programa voltou ao ar, a mediação pediu aos candidatos que evitassem movimentos e reações capazes de atrapalhar as respostas do adversário.
Outra provocação ocorreu na plateia. O senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR), ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, acompanhou o debate na primeira fila usando uma camiseta com a frase “Eu prendi o Lula, STF soltou”. A estampa também reproduzia o PowerPoint utilizado por ele durante a Lava Jato.
Deltan estava ao lado de Sergio Moro (PL), governador eleito do Paraná e ex-juiz responsável por processos da operação envolvendo Lula. As condenações do presidente foram posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal.
Os dois candidatos também chegaram depois dos horários inicialmente previstos pela organização. Flávio deveria chegar por volta das 18h45 e Lula às 19h10. Com os atrasos, nenhum dos dois concedeu a entrevista coletiva prevista antes do programa.
Flávio chegou acompanhado por um grupo de aliados. Nikolas Ferreira (PL-MG), Sergio Moro, Deltan Dallagnol e Pablo Marçal estavam entre os nomes que chegaram juntos em uma van. Marçal participou da preparação de Flávio para o debate.
Lula chegou acompanhado da primeira-dama Janja. Entre os aliados presentes estavam Geraldo Alckmin (PSB), Fernando Haddad (PT), Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede), André Janones (Rede-MG), Tabata Amaral (PSB-SP) e João Campos (PSB).
Do lado de fora da emissora, grupos favoráveis aos dois candidatos também acompanharam a movimentação. Apoiadores de Lula e Flávio se concentraram nas proximidades da Band antes e durante o confronto.
O debate marcou o primeiro encontro direto entre os dois candidatos nesta campanha e aconteceu a uma semana do segundo turno da eleição presidencial, marcado para o próximo domingo (25).
Fonte: O Globo
Foto: Reprodução
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O primeiro debate da campanha entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado nesse domingo (18) pela Band, repercutiu na imprensa internacional. Veículos estrangeiros destacaram o clima de tensão, as acusações pessoais e o espaço ocupado por denúncias de corrupção durante o confronto. O espanhol El País classificou o encontro como um confronto “hostil” e […]
O primeiro debate da campanha entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado nesse domingo (18) pela Band, repercutiu na imprensa internacional. Veículos estrangeiros destacaram o clima de tensão, as acusações pessoais e o espaço ocupado por denúncias de corrupção durante o confronto.
O espanhol El País classificou o encontro como um confronto “hostil” e “repleto de ataques”. O jornal destacou que os candidatos chegaram ao primeiro embate direto em meio a uma disputa apertada pelo Palácio do Planalto e concentraram parte significativa do debate em acusações envolvendo familiares, corrupção e aliados políticos.
Na avaliação publicada pelo veículo, Flávio iniciou o confronto buscando pressionar Lula com questionamentos relacionados ao filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Lula reagiu cobrando explicações do adversário sobre suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro e levantando outros episódios envolvendo a família Bolsonaro.
A agência Reuters também chamou atenção para a quantidade de ataques pessoais. Em sua cobertura, descreveu o debate como um confronto tenso, marcado por acusações de corrupção e trocas de críticas entre os candidatos.
Entre os temas destacados pela agência estiveram economia, segurança pública e política externa, além das acusações envolvendo Lulinha e o empresário Daniel Vorcaro.
A Associated Press (AP) ressaltou que Lula e Flávio trocaram acusações e insultos durante aproximadamente duas horas de transmissão. A agência observou ainda que boa parte do confronto esteve concentrada nos ataques entre os adversários, com menor espaço para uma discussão aprofundada de propostas.
A AFP, agência de notícias francesa, já havia apontado antes do encontro que Lula e Flávio chegavam ao primeiro confronto direto depois de uma campanha marcada por escândalos e insultos e em um ambiente de forte divisão política.
O debate da Band foi o primeiro da campanha eleitoral com a presença simultânea dos dois candidatos. Lula e Flávio não participaram dos confrontos realizados antes do primeiro turno.
Logo no primeiro bloco, os adversários trocaram acusações envolvendo investigações, familiares e suspeitas de corrupção. Ao longo do programa, também discutiram segurança pública, saúde, economia, política externa e programas sociais.
Nenhum dos principais veículos internacionais citados apontou um vencedor do confronto. A cobertura se concentrou principalmente no tom adotado pelos candidatos e na polarização da disputa a poucos dias da votação.
O segundo turno da eleição presidencial será realizado no próximo domingo (25).
Fonte: O Globo
Foto: Reprodução/Band
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