Sem arriscar diferença, prefeito de Afogados diz ter convicção da vitória de Paulo Câmara
Por Nill Júnior
“O Clube Português ficou pequeno para tanta gente mostrando a capacidade de mobilização da Frente Popular para a convenção de Paulo Câmara”. Foi assim que o Prefeito de Afogados da Ingazeira e Presidente da Amupe José Patriota iniciou sua entrevista por telefone ontem a Anchieta Santos na Rádio Cidade FM de Tabira.
Patriota disse que o trânsito da área foi paralisado pela multidão que ocupou o entorno do clube. “Foi o reencontro dos pernambucanos com o ex-Governador e futuro Presidente Eduardo Campos. Marina arrepiou a multidão ao fazer referencia a Miguel Arraes”, destacou.
O prefeito afogadense lembrou que o palanque de Paulo Câmara, Raul Henry e Fernando Bezerra Coelho juntou ex-governadores como Jarbas Vasconcelos, Roberto Magalhães, Mendonça Filho e Joaquim Francisco.
Provocado a arriscar um palpite para a eleição Paulo Câmara contra Armando depois que o prefeito de São Lourenço Etore Labanca se empolgou com a convenção e cravou uma diferença de um milhão de votos, Patriota disse apenas que tem a convicção da vitória.
Garantindo que respeita os adversários, disse que o governista vencera “com uma boa diferença”.
Governadora e candidata à reeleição cumpriu agenda nesse domingo (6) em São José da Coroa Grande, Barreiros e Escada e apresentou ações e investimentos do governo na região. A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) cumpriu, nesse domingo (6), uma série de agendas de campanha na Mata Sul de Pernambuco. Ela participou de […]
Governadora e candidata à reeleição cumpriu agenda nesse domingo (6) em São José da Coroa Grande, Barreiros e Escada e apresentou ações e investimentos do governo na região.
A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) cumpriu, nesse domingo (6), uma série de agendas de campanha na Mata Sul de Pernambuco. Ela participou de caminhadas em São José da Coroa Grande e Barreiros e de uma carreata em Escada.
Durante as atividades, Raquel destacou ações do Governo do Estado em áreas como infraestrutura, segurança e prevenção de enchentes e defendeu a continuidade dos investimentos na região.
“Aqui na Mata Sul, estamos fazendo as barragens, creches e novos batalhões de polícia, mas já entregamos requalificação de encostas, cozinhas comunitárias e vamos fazer muito mais”, afirmou.
Segundo a campanha, os investimentos realizados ou em execução na Mata Sul somam R$ 1,6 bilhão.
Em Barreiros, está em construção o 4º Batalhão Integrado Especializado de Policiamento (Biesp), obra que, de acordo com o material divulgado pela campanha, recebe investimento superior a R$ 11 milhões.
Raquel também citou as obras de requalificação das rodovias PE-060 e PE-045. Segundo a campanha, os serviços representam um investimento conjunto de R$ 239 milhões.
Outro ponto abordado foi a construção das barragens de Gatos e Igarapeba, destinadas à contenção de cheias na Mata Sul. O investimento informado é superior a R$ 200 milhões, em parceria entre os governos estadual e federal.
Ao pedir apoio para permanecer no cargo por mais quatro anos, Raquel afirmou que pretende dar continuidade às ações iniciadas na região.
“A Mata Sul pode dizer que tem uma governadora. […] Eu quero estar aqui pelos próximos quatro anos para continuar transformando as vidas da nossa gente”, declarou.
Participaram das agendas os candidatos ao Senado Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP), além de deputados, candidatos proporcionais, prefeitos e outras lideranças políticas da região.
Fotos: Miva Filho
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Candidato ao Governo de Pernambuco cumpriu agenda nesse domingo (6) no município e voltou a apresentar propostas para a saúde e para motociclistas. O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) participou, nesse domingo (6), de uma carreata pelas ruas de Gravatá, no Agreste. A agenda contou com a presença do candidato a deputado […]
Candidato ao Governo de Pernambuco cumpriu agenda nesse domingo (6) no município e voltou a apresentar propostas para a saúde e para motociclistas.
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) participou, nesse domingo (6), de uma carreata pelas ruas de Gravatá, no Agreste. A agenda contou com a presença do candidato a deputado estadual Bruno Sales e de integrantes da chapa majoritária da Frente Popular.
Durante a passagem pelo município, João falou sobre propostas para Gravatá e citou a área da saúde entre as prioridades de uma eventual gestão estadual.
“Assim como meu pai foi amigo do povo de Gravatá e fez muito por essa terra, eu também quero cuidar do povo daqui. Nós vamos botar para funcionar a saúde de Gravatá para cuidar do povo”, afirmou.
O candidato também voltou a defender a proposta de isenção do IPVA para motocicletas de até 180 cilindradas.
“Aos amigos que estão de moto aí, já podem ir se preparando que, ano que vem, o IPVA vai ser zero”, disse João.
Bruno Sales, que recebeu João no município, também participou da agenda e defendeu uma parceria política com o candidato ao governo.
“Nós mostramos a força do povo gravataense. […] O povo de Gravatá precisa não só de um governador, mas de um amigo governador”, afirmou.
Também acompanharam a carreata os candidatos a deputado estadual João Paulo Costa e Sileno Guedes; os candidatos ao Senado Humberto Costa e Marília Arraes; o candidato a vice-governador Carlos Costa; e a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.
Foto: Marlon Diego
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Em maior ou menor medida, a campanha de Pernambuco tomou os noticiários por temas e questões que atacam mais uma vez o que se espera de um debate com nomes da altura de Raquel Lyra e João Campos, que polarizam a disputa. Em mais uma semana, ataques cruzados da existência de gabinetes do ódio, investigações […]
Em maior ou menor medida, a campanha de Pernambuco tomou os noticiários por temas e questões que atacam mais uma vez o que se espera de um debate com nomes da altura de Raquel Lyra e João Campos, que polarizam a disputa.
Em mais uma semana, ataques cruzados da existência de gabinetes do ódio, investigações sobre os panfletos apócrifos no Recife atacando Raquel, golpes baixos nas redes, postagens direcionadas em setores da imprensa, “influenciadores desinfluenciadores”, que até poucos dias atrás usavam fralda e agora são especialistas em apontar o que cada nome tem de pior, dentre outras questões que empobrecem o debate.
Não é de hoje, este jornalista já vinha prevendo que essa não é uma campanha de construção, mas de desconstrução: não é sobre enobrecer o que cada projeto tem de melhor, mas de atacar aquilo que se entende, vai ajudar a engajar mais hatters, mais ataques, mais ódio.
Acompanho o jornalismo em Pernambuco a muito tempo e posso afirmar que o cenário é ainda pior. E que é desafiador demais se propor a fazer jornalismo em um cenário de terra arrasada, onde buscar equilíbrio editorial lhe transforma numa espécie de extraterrestre, algo que não existe, o “duvido que seja” porque “quase todo mundo não é”. Claro, essa nobre profissão exige posicionamentos, mas deve deixar à sociedade o juízo final sobre o que é melhor para seu futuro, sem omitir alertas para aquilo que está travestido do bem, mas se revela uma ameaça. Ter posições não pode significar ter lado. É uma linha tênue, mas ela existe.
Essa eleição está alimentando principalmente a partir dos blogs e dos pseudo “influenciadores” uma rede de ataques direcionados que nunca foram tão baixos. Mesmo veículos ligados a jornalistas assumem uma posição escancarada, rotulados pela própria opinião pública dada a evidente tendência editorial. Essa rede de desconstrução atinge por consequência veículos menores, que se proliferam aos montes nesse período, “opinadores” e “especialistas” dos quais nem se ouvia falar, e chega na base, a militância dos palanques, muitos operacionalizados para alimentar ainda mais de ataques as redes. É uma teia de ódio, que se retroalimenta.
Isso é o que têm se tornado a campanha em Pernambuco. Os candidatos até assumem posições públicas condenando, mas a impressão é de que condenam, mas não combatem. Chegam à conclusão de que impedir os fará perder terreno, pois o outro lado não cessará. Claro, salvo descoberta em contrário, não há nada que de fato os ligue a esse modus operandi. Muito menos o centro, o núcleo das campanhas. Mas nada prova à sociedade que estão lutando contra isso dentro de casa. O que está em jogo, o poder em Pernambuco, parece ser muito maior.
Outro debate é se há mecanismos que possam limitar isso na Justiça Eleitoral. Aparentemente, essa é uma discussão que precisa ser alimentada em perspectiva de futuro, para as próximas eleições nos municípios e no país. É um debate latente, urgente, pro futuro. Por essa de agora, a impressão é de que a política já perdeu pro jogo raso. Fazer jornalismo ficou pra poucos…
Vorcaro fazendo escola
Quem entende da criação de redes de ataques é Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo a PF, ele financiou campanhas de difamação e estratégias de intimidação contra jornalistas e o Banco Central. A Polícia Federal apontou o uso de recursos para pagar influenciadores digitais e perfis com o objetivo de promover ataques virtuais e descredibilizar diretores do Banco Central. Relatórios também mostraram tentativas de cooptação e propostas financeiras elevadas para influenciar a cobertura de jornalistas, a exemplo de abordagens ligadas ao nome da jornalista Malu Gaspar.
Debate
Sexta-feira, finalmente, tem o primeiro debate com os candidatos ao governo de Pernambuco, promovido pela Rádio Cidade FM de Caruaru e reunindo Raquel Lyra, João Campos e Ivan Moraes. A Rádio Pajeú retransmite como integrante da rede, entre 9h40 e 11h da manhã. À noite, a TV Nova realiza o primeiro debate na TV, 21 horas. Para esse, só foram anunciados Raquel e João.
Pesquisa
Uma nova rodada da pesquisa Quaest sobre as eleições de Pernambuco será divulgada na próxima terça-feira (8). O levantamento está em campo desde a sexta-feira (4) e seguirá com entrevistas até segunda-feira (7). Se Raquel ampliar a diferença, a campanha pode ganhar status de fatura liquidada. Se João reduzir a diferença, cria ambiente de “revirada”.
Quem chega?
No Pajeú, na corrida à ALEPE, as casas de apostas não descartam as possibilidades de nomes como Marconi Santana (PSD) e Breno Araújo (PT) pelos apoios construídos e ritmo de campanha. Antes, já eram dados como quase lá Luciano Duque (Podemos), Sebastião Oliveira (AVANTE). Os demais fazem número, salvo eventuais exceções.
Orientação
O prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, não apenas definiu a ida do Secretário Arthur Amorim para Recife, onde recebeu duas ambulâncias do Governo Raquel Lyra. E avisou: qualquer programa do Estado que aporte em Afogados, como a Carreta da Mulher, por exemplo, não terá nenhuma objeção por critérios políticos. Ao contrário, será apoiada com as devidas contrapartidas.
Sem Zé
Nomes do entorno do candidato a Deputado Federal, Danilo Simões (PSD), entendem que melhor agora o “apartamento” de Zé Negão e Edson Henrique, pensando na constrção de uma frente de oposição para 2028. A ideia é de que Danilo tem tempo para recompor os espaços políticos perdidos com a saída do vereador afogadense.
Seita
O evento de ontem em Serra Talhada mostra que o bolsonarismo segue sendo um fenômeno mesmo em uma região dominada pelo lulismo. Nem as evidências contra o clã demovem seus apoiadores, em parte também pelo anti-lulismo, alimentado em igrejas evangélicas que garantem, Flávio Bolsonaro é “o filho do enviado”…
Participando da Revista da Cultura Eleições, trouxe meu posicionamento em relação à crise do Supremo. Mandatos de oito ou doze anos com indicação de lista tríplice com meritocracia jurídica, proibição de escritórios de advocacia ligados a familiares de até segundo grau dos ministros e claro, ampla apuração da podridão de agora. Esta última parece ser a mais difícil.
Frase da semana:
“Gravidade dos fatos não autoriza atalhos”.
Do presidente do STF, Edson Fachin, sobre a crise que se abateu sobre a corte suprema do país.
Presidente defendeu soberania nacional, controle sobre riquezas estratégicas e autonomia do Brasil nas relações comerciais internacionais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, neste domingo (6), que o Brasil não aceitará interferências externas em suas decisões políticas, econômicas e comerciais. A declaração foi feita durante pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão […]
Presidente defendeu soberania nacional, controle sobre riquezas estratégicas e autonomia do Brasil nas relações comerciais internacionais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, neste domingo (6), que o Brasil não aceitará interferências externas em suas decisões políticas, econômicas e comerciais. A declaração foi feita durante pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão em alusão ao Dia da Independência, celebrado nesta segunda-feira (7).
“Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém”, declarou.
Lula também afirmou que nenhum governo estrangeiro deve determinar com quais países o Brasil pode manter relações comerciais.
“Nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender. Somos um país soberano e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém”, disse.
Riquezas naturais
Durante o pronunciamento, o presidente também abordou a exploração de recursos estratégicos brasileiros.
Lula citou reservas de terras raras, recursos hídricos e novas jazidas de petróleo e defendeu que essas riquezas sejam utilizadas para gerar desenvolvimento, tecnologia e empregos no país.
“Nossas riquezas devem servir ao futuro do povo brasileiro”, afirmou.
O presidente mencionou ainda a aprovação de um marco legal para recursos estratégicos no Congresso Nacional e disse que a intenção é ampliar a participação do Brasil em setores de tecnologia de ponta.
Independência e direitos
Ao tratar do significado do 7 de Setembro, Lula relacionou soberania nacional à garantia de direitos sociais e econômicos.
“Um país soberano é aquele capaz de criar as oportunidades que o seu povo precisa para conquistar a própria independência”, afirmou.
Na sequência, citou renda, educação, emprego, saúde pública, combate à fome e redução das desigualdades como elementos dessa independência.
Relações internacionais
Lula também defendeu o protagonismo brasileiro no cenário internacional e mencionou pautas como livre comércio, transição energética, preservação ambiental e enfrentamento das mudanças climáticas.
“Somos referência mundial em transição energética e no enfrentamento da emergência climática que ameaça o futuro da humanidade”, declarou.
O pronunciamento ocorre em meio às recentes tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos e às discussões sobre soberania que passaram a ocupar espaço central no discurso do governo e na campanha eleitoral.
Fonte: Agência Brasil
Frame: Reprodução
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Campanha do candidato do PSOL acionou o TRE-PE e questiona critério adotado pela TV Nova para convidar apenas João Campos e Raquel Lyra. O candidato ao Governo de Pernambuco Ivan Moraes (PSOL) acionou a Justiça Eleitoral para tentar garantir participação no debate promovido pela TV Nova, marcado para a próxima sexta-feira (11). A emissora convidou […]
Campanha do candidato do PSOL acionou o TRE-PE e questiona critério adotado pela TV Nova para convidar apenas João Campos e Raquel Lyra.
O candidato ao Governo de Pernambuco Ivan Moraes (PSOL) acionou a Justiça Eleitoral para tentar garantir participação no debate promovido pela TV Nova, marcado para a próxima sexta-feira (11).
A emissora convidou João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD), que aparecem nas primeiras posições das pesquisas de intenção de voto, mas deixou Ivan fora do encontro.
A Coligação Frente Pernambuco de Luta, formada pela Federação PSOL/Rede e pelo PCB, ingressou com a representação nº 0601908-55.2026.6.17.0000 no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), com pedido de liminar.
A campanha sustenta que a exclusão contraria as regras previstas para debates eleitorais e argumenta que a federação possui representação parlamentar suficiente para assegurar a participação do candidato.
“A lei eleitoral não deixa qualquer dúvida em seu artigo 46. Qual é a dificuldade da gente conversar sobre Pernambuco? Não há qualquer saída legal que não seja me chamar. Eu estou pronto para debater”, afirmou Ivan.
Segundo a representação, a presença do candidato não deveria depender de sua posição nas pesquisas nem da concordância das demais candidaturas.
O que diz a emissora
Em nota, a TV Nova justificou a definição dos participantes utilizando como critério desempenho superior a 5% na pesquisa Datafolha.
A emissora argumentou ainda que a utilização da palavra “debate” em suas chamadas deve ser considerada dentro do contexto editorial da programação e não seria, isoladamente, suficiente para determinar o enquadramento jurídico do evento.
A TV Nova afirmou que mantém compromisso com uma cobertura eleitoral plural e informou que pretende promover outro encontro destinado às candidaturas que não alcançaram o patamar de 5% no Datafolha.
A decisão sobre o pedido apresentado pela campanha de Ivan Moraes caberá à Justiça Eleitoral.
Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Karol Rodrigues/DP Foto
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