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Orquestra Isaías Lima encerrou Carnaval de Triunfo

Por Nill Júnior

Os trombones e trompetes da Orquestra Isaías Lima ecoam em Triunfo há 123 anos, tempo que deu ao grupo o título de orquestra mais antiga do sertão de Pernambuco. Antiga em história, mas bem atual no repertório que incluiu frevos como o “Frevo dos Quatro Cantos” de Alceu Valença, que, junto com outros, embalou a despedida do Carnaval dos Caretas no pátio de eventos na terça-feira, 4.

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Sempre que os dez integrantes se apresentam fazem questão de homenagear o saudoso maestro José Madureira que comandou a orquestra por 60 anos e que dá nome ao pátio de eventos. Outro maestro, Lucivaldo Ferreira, com dez anos na direção do grupo, agora canta os frevos junto com os músicos.

A missão da despedida foi dada a eles, depois de uma maratona de shows com outros ritmos bem diferentes do frevo. Ainda era o início da tarde da terça de Carnaval quando o cantor Serginho e a Banda Simbora fizeram o aquecimento. A multidão já somava dez mil pessoas, pelos cálculos da Polícia Militar, quando o grupo Karametade deu início ao show com direito a uma homenagem ao cantor Reginaldo Rossi com o sucesso “Garçom”.  Em seguida a banda Santa Clara segurou ainda mais a multidão já durante a noite.

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O gostinho da saudade veio então com a Orquestra Isaías Lima, mostrando que o frevo permanece insuperável. Na abertura, o grupo fez uma adaptação do frevo “Olinda nº 2” de Clídio Nigro e Clóvis Pereira, conhecido com Hino do Elefante de Olinda. O ex-maestro Lucivaldo Ferreira soltou a voz: “Triunfo, quero cantar a ti essa canção”. A maratona ao som dos trombones e trompetes durou quase duas horas e a força do frevo anunciou o final dos seis dias de folia em Triunfo.

Outras Notícias

Sessão da Câmara de Arcoverde é marcada por tumulto e troca de acusações

Votação da cassação de Luciano Pacheco ainda será apreciada por Comissão criada por bloco governista. Presidente da Câmara diz que vai levar caso à Justiça  Clima de tensão, protestos e reforço na segurança marcaram a sessão da Câmara de Vereadores de Arcoverde, na noite desta segunda-feira. O pedido de cassação do mandato do presidente da […]

Votação da cassação de Luciano Pacheco ainda será apreciada por Comissão criada por bloco governista. Presidente da Câmara diz que vai levar caso à Justiça 

Clima de tensão, protestos e reforço na segurança marcaram a sessão da Câmara de Vereadores de Arcoverde, na noite desta segunda-feira.

O pedido de cassação do mandato do presidente da Casa, o vereador Luciano Pacheco, feito na semana anterior, não foi analisado.

A expectativa de que o tema fosse tratado mobilizou manifestantes e acirrou o clima político no município.

Do lado de fora, centenas de pessoas acompanharam a movimentação. O acesso ao plenário foi restrito e a segurança privada mais a PM reforçadas para evitar tumultos. A Guarda Municipal não atuou e acusa Luciano Pacheco de proibição do exercício de sua missão institucional.

Mesmo com pauta ordinária, o foco da sessão acabou sendo o processo que pode levar à cassação do presidente da Câmara. Mas a pauta não foi analisada. Vereadores como Célia Galindo e Claudelino Costa se preocuparam em justificar que o processo será justo e com direito à ampla defesa. Luciano Pacheco é acusado de advogar no exercício da presidência,  o que é proibido. Ele nega e acusa os pares de manobra política,  depois de seu rompimento com o governo Zeca Cavalcanti.

Havia claques dos dois lados. Luciano ainda levou políticos de sua nova base para mostrar apoio, como o socialista e suplente de Deputado Cayo Albino e o presidente da Câmara de Garanhuns,  Johny Albino.

Ficou claro que o processo contra Luciano vai seguir o rito. A comissão que analisará o pedido, formada por Heriberto do Sacolão, que será o presidente da Comissão, João Taxista (relator) e Rodrigo Rôa, membro, abriu prazo para a defesa de Luciano e depois emitirá o parecer que vai a plenário. Pacheco diz que deverá acionar a justiça. A novela está só começando.

Guarda Municipal diz que foi proibida por Luciano Pacheco de atuar na tumultuada sessão de Arcoverde

Em nota, a Guarda Civil Municipal de Arcoverde afirmou ser “inaceitável o episódio ocorrido na Câmara de Vereadores de Arcoverde, quando foi impedida de permanecer no local, sendo retirada sob a justificativa de que pertence ao Poder Executivo”. “A Guarda Municipal exerce um papel institucional de proteção ao patrimônio público e à população, atuando de […]

Em nota, a Guarda Civil Municipal de Arcoverde afirmou ser “inaceitável o episódio ocorrido na Câmara de Vereadores de Arcoverde, quando foi impedida de permanecer no local, sendo retirada sob a justificativa de que pertence ao Poder Executivo”.

“A Guarda Municipal exerce um papel institucional de proteção ao patrimônio público e à população, atuando de forma legal e legítima, inclusive em prédios públicos como a Câmara”, disse a nota.

“Causa ainda mais estranheza a informação de que a decisão partiu de assessor do presidente Luciano Pacheco, que teria optado pela contratação de segurança privada para a ocasião”, seguiu.

E concluiu: “a medida demonstra desrespeito à atuação da Guarda Municipal, além de criar uma situação desnecessária e incompatível com o interesse público. Reforçamos que segurança institucional não deve ser tratada como questão política, mas sim como garantia de ordem, proteção e respeito aos espaços públicos”.

Até esta publicação,  nem Luciano Pacheco nem a Câmara de Arcoverde se manifestaram sobre o episódio.

Veritá era “mentirá”, diz TRE. Mas porquê pesquisa só foi barrada depois de divulgada?

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou a suspensão da divulgação da pesquisa Veritá, registrada sob o nº PE-02184/2026, que apontava empate técnico entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB). A decisão atende a uma representação apresentada pelo Diretório Estadual do MDB. Na representação, o MDB-PE destacou […]

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou a suspensão da divulgação da pesquisa Veritá, registrada sob o nº PE-02184/2026, que apontava empate técnico entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB).

A decisão atende a uma representação apresentada pelo Diretório Estadual do MDB.

Na representação, o MDB-PE destacou falhas consideradas relevantes, incluindo problemas no plano amostral, ausência de informações obrigatórias, inconsistências estatísticas e lacunas na descrição metodológica. Ao analisar o caso, o magistrado entendeu que há indícios de comprometimento da confiabilidade dos dados apresentados, além do risco de influência indevida sobre o eleitorado.

Para o presidente estadual do MDB, Raul Henry, a decisão do TRE-PE reforça a necessidade de rigor na divulgação de pesquisas eleitorais. “Não se pode normalizar a divulgação de pesquisas com fragilidades técnicas que possam distorcer o cenário político. O MDB atuou com firmeza para proteger o eleitor e garantir que o debate público se baseie em informações confiáveis. Pernambuco precisa de um processo eleitoral transparente e à altura do que a população espera”, afirmou.

A decisão ainda cabe recurso, mas permanece válida até eventual nova deliberação da Justiça Eleitoral.

O relator do caso, desembargador Fernando Braga Damasceno, ordenou a retirada do conteúdo já publicado pelos meios de comunicação sob responsabilidade do instituto no prazo de 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

Mas porque pesquisa só foi proibida dias depois de divulgada?

O blog buscou ouvir o presidente do MDB, Raul Henry. Ele confirmou que o pedido foi feito pelo MDB na ação após a divulgação da pesquisa. Aparentemente,  novas pesquisas do Veritá terão ações para proibir sua divulgação.

 

TJPE manda suspender tramitação do projeto da LOA na ALEPE

Do Blog Dantas Barreto O desembargador Eduardo Guilliod Maranhão, do TJPE, concedeu liminar pedida pela deputada Débora Almeida (PSD) e determinou a suspensão da tramitação do projeto sobre a Lei Orçamentária Anual (LOA), que não foi votada na Assembleia Legislativa, nesta segunda-feira (13). Novamente a bancada governista voltou a esvaziar o plenário. Na ação, Débora […]

Do Blog Dantas Barreto

O desembargador Eduardo Guilliod Maranhão, do TJPE, concedeu liminar pedida pela deputada Débora Almeida (PSD) e determinou a suspensão da tramitação do projeto sobre a Lei Orçamentária Anual (LOA), que não foi votada na Assembleia Legislativa, nesta segunda-feira (13).

Novamente a bancada governista voltou a esvaziar o plenário. Na ação, Débora argumentou que o presidente da Casa, Álvaro Porto (MDB), alterou o rito da tramitação e assim limitou a atuação dos parlamentares.

“A LOA, quando é aprovada, se torna Lei Ordinária e para alterar só com outra Lei Ordinária. Mas o presidente Álvaro Porto transformou numa tramitação de orçamento. O desembargador entendeu que dessa forma o projeto restringe a definição de urgência do Poder Executivo e a atuação dos deputados porque não podemos apresentar destaques no plenário”, disse Débora Almeida ao Blog Dantas Barreto.

De acordo com a parlamentar, o correto é que o projeto de lei ordinária seja analisado pela Comissão de Constituição, Legislação e Justiça, pelas comissões de Finanças e Administração até chegar ao plenário.

No entanto, o projeto Governo propondo o limite de 20% para remanejamento orçamentário foi analisado apenas pela Comissão de Finanças, onde a oposição é maioria. O relator Diogo Moraes (PSB) apresentou parecer estabelecendo o limite de 10%, que já havia sido vetado pela governadora Raquel Lyra (PSD). Desde então, não houve consenso e o Governo está trabalhando sem orçamento durante três meses e meio.

Além de suspender a tramitação do projeto, o desembargador Eduardo Guilliod Maranhão notificará Álvaro Porto e o presidente da Comissão de Finanças, Antônio Coelho (UB), para que esclareçam os motivos de o projeto tramitar como LOA. Por te R sido uma decisão monocrática do magistrado, a presidência da Assembleia Legislativa poderá recorrer.

Procurada pelo Blog Dantas Barreto, a assessoria de Álvaro Porto informou que vai aguardar a notificação para se pronunciar.

Mais um aliado de Sebastião Oliveira deixa governo Márcia

“Ressalto a atitude honrada, desapegada e correta do meu querido companheiro Macaúba, que entregou seu cargo hoje na gestão da prefeita Márcia Conrado. Esse gesto nos aproxima ainda mais e representa um belo exemplo para a classe política de Serra Talhada: palavra e acordo foram feitos para serem cumpridos”, destacou Sebastião Oliveira ao comentar a […]

“Ressalto a atitude honrada, desapegada e correta do meu querido companheiro Macaúba, que entregou seu cargo hoje na gestão da prefeita Márcia Conrado. Esse gesto nos aproxima ainda mais e representa um belo exemplo para a classe política de Serra Talhada: palavra e acordo foram feitos para serem cumpridos”, destacou Sebastião Oliveira ao comentar a decisão do suplente de vereador Macaúba, que se desligou da gestão municipal em seu apoio. Na última eleição municipal, ele recebeu 495 votos.

Sebastião, presidente estadual do Avante, completou: “Como diz o ditado, a gente pode até não sustentar o que come, mas tem que sustentar o que diz. Obrigado, Macaúba, por esse gesto de solidariedade, que me faz confiar nos homens públicos de bem e honrados, como são os do Avante”.

É mais um episódio no racha entre Sebastião e Márcia. Sebá alega descumprimento de acordo quando Márcia decidiu apoiar Breno Araújo em detrimento da sua eleição,  como diz Sebá com base em acerto que teria ocorrido em 2024.

Foto: Farol de Notícias