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Obra de Esgotamento não executada gera condenações do TCU contra Totonho e Giza

Por Nill Júnior
Trecho da decisão do TCU. É a primeira vez que se tem notícia de uma decisão que condenou pelo mesmo motivo Giza Simões - que faleceu ano passado - e Totonho Valadares, adversários políticos históricos
Trecho da decisão do TCU. É a primeira vez que se tem notícia de uma decisão que condenou pelo mesmo motivo Giza Simões – que faleceu ano passado – e Totonho Valadares, adversários políticos históricos

Uma obra de esgotamento sanitário que deveria ter sido concluída entre as gestões Giza Simões e Totonho Valadares foi alvo de questionamento e aplicação de multa pelo TCU, com decisão publicada a poucos dias, a que o blog teve acesso. É a primeira situação da qual se tem conhecimento em que os dois nomes – desafetos políticos históricos – são multados em uma mesma ação. A ex-prefeita Giza faleceu ano passado.

Tudo começou com uma tomada de contas especial instaurada pela Caixa Econômica Federal contra Gizelda Simões Inácio, ex-prefeita do Município de Afogados de Ingazeira/PE (gestões 1997/2000 e 2001/2004), em razão da não consecução dos objetivos pactuados no Contrato de Repasse 108.291-97/2000, celebrado por intermédio da Caixa, cujo objeto consistia na execução de esgotamento sanitário no município.

Após manifestação do Controle Interno, pela irregularidade das contas, promoveu-se, no âmbito do TCU, a citação solidária da ex-prefeita, que celebrou o contrato e executou parcialmente o objeto pactuado e do prefeito sucessor, Antônio Valadares de Souza Filho (gestões 2005/2008 e 2009/2012), que não adotou medidas para conclusão do projeto.

A defesa de Giza afirmou que a unidade técnica reconheceu que houve a execução parcial dos serviços, que a paralisação das obras em 2004 não se revestiu de qualquer irregularidade, contestou a afirmação de que a paralisação tornou precária a utilidade da obra, realçou que em 31/12/2004, ao término do mandato, os recursos só foram liberados porque o que estava programado para o período havia sido executado.

Antônio Valadares de Souza Filho Afirma que durante todo o processo de análise de contas perante a Caixa não lhe foi imputada qualquer irregularidade, disse que a paralisação da execução do objeto, ocorreu durante a gestão Giza, já que assumiu em 2005, tendo procurado prestar contas dos recursos liberados, no montante de R$ 38.576,85, sem sucesso, ante a falta de documentação.

Mas o TCU manteve a decisão. Julgou irregulares as contas de Gizelda Simões e de Antônio Valadares de Souza Filho. Os condenou  ao pagamento de R$ 35.681,85 e R$ 2.895,00  (em valores de 2003 e 2004 a serem corrigidos). Ainda foi aplicada a Totonho Valadares multa de R$ 4.000,00 (quatro mil reais).

Uma informação que não constava, é que os herdeiros de Giza, Eugenia e Danilo Simões, entraram com embargos de declaração. A decisão foi publicada em 04 de Abril de 2014 e os embargos não foram considerados. Não se sabe se Antonio Valadares ingressou com os embargos.

Ambas as partes ainda podem se utilizar do recurso de revisão, previsto no artigo 35 da lei 8443. Entretanto esse recurso não tem efeito suspensivo, de modo que os atos de execução das multas atribuídas aos ex-gestores podem ter andamento, caso haja interesse do executor.

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Fim da escala 6×1 e a liberdade de dizer sim senhor, patrão

Por Heitor Scalambrini Costa* Uma das discussões mais importantes para o mundo do trabalho na atualidade é o fim da escala de seis dias trabalhados e um de descanso (6×1). Foi a Constituição de 1988 que determinou uma jornada máxima de 8 horas diárias e 44 horas semanais. A atual escala tornou-se legal dentro desse […]

Por Heitor Scalambrini Costa*

Uma das discussões mais importantes para o mundo do trabalho na atualidade é o fim da escala de seis dias trabalhados e um de descanso (6×1). Foi a Constituição de 1988 que determinou uma jornada máxima de 8 horas diárias e 44 horas semanais. A atual escala tornou-se legal dentro desse limite, mas debates atuais na sociedade buscam no Congresso, alterar o texto constitucional para reduzir a carga horária.

O mês de abril será lembrado com mais uma data histórica para o povo trabalhador. Foi no dia 13 que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou mensagem presidencial, encaminhada em regime de urgência a Câmara dos Deputados, para na prática acabar com a escala 6×1, reduzindo o limite máximo da jornada de 44 para 40 horas semanais, mantendo as 8 horas diárias, e garantindo dois dias de descanso remunerado, proibindo qualquer redução salarial.

Depois de árdua luta, com grande pressão popular, os deputados e deputadas por ampla margem de votos, votaram favoráveis ao fim desta abusiva e desumana escala, que condena o trabalhador a ter somente um dia de descanso para usufruir com sua família, ou mesmo resolver seus problemas particulares.

O clamor da sociedade é claro. Pesquisas de opinião apontam que mais de 70% da população aprova esta mudança. A Câmara dos Deputados, se mostrou sensível (com olhos nas eleições de outubro), e por larga margem de votos aprovou no dia 27 de maio, em dois turnos, acabar com a escala 6×1. No dia seguinte foi encaminhada para o senado federal.

Desde que chegou no Senado o presidente, David Alcolumbre, deixou claro que era contrário à PEC aprovada na Câmara, justificando que o tema exigiria discussões mais “aprofundadas”, já que haveria necessidade dos senadores de avaliarem os impactos econômicos antes de aprovarem o texto que veio da Câmara. Interrompeu assim a tramitação do projeto que está parado desde o dia 28 de maio.

Paralelamente a PEC da Câmara, foi protocolada no Senado por senadores da extrema direita e do Centrão, os costumazes que sempre votam contra os trabalhadores, a PEC 12/2026 que defende o trabalho flexível.

Foi o senador bolsonarista, Rogerio Marinho que encabeçou esta PEC, que propõe negociações individuais entre patrão e empregado prevalecendo sobre acordos coletivos, o que promete acirrar ainda mais o debate. Tal proposta é claramente contrária aos interesses do trabalhador.

É importante lembrar que o senador Marinho é o coordenador da campanha presidencial do pré-candidato Flavio Bolsonaro, e que no (des)governo Temer, como deputado federal, foi o relator da Reforma Trabalhista (aprovada em 2017) que alterou mais de 100 pontos da CLT, no sentido da flexibilização, da precarização das relações trabalhistas, e da perda de poder de negociação dos sindicatos.

Nos (des)governos Temer e Bolsonaro ocorreram uma drástica fragilização na organização e no financiamento dos sindicatos. Foi adotado neste período de 2016 a 2022, várias ações que levaram a este enfraquecimento.

Inicialmente no (des)governo do golpista Temer (2016-2018), foi aprovada a reforma trabalhista (Lei no 13.467/2017) com o fim do imposto sindical obrigatório, levando a receita das entidades dos trabalhadores despencarem 90%, afetando a capacidade de custeio e mobilização. A legislação passou a permitir que acordos coletivos pudessem sobrepor a lei, descentralizando as negociações e enfraquecendo os sindicatos de base.

Já no (des)governo Bolsonaro (2019-2022) ocorreram ataques administrativos e financeiros contra os sindicatos. Por exemplo, com a edição da Medida Provisória 873/2019 (não se tornou lei pois não foi votada) que proibia o desconto da mensalidade em folha de pagamento. Foi extinto o Ministério do Trabalho, provocando o afastamento do diálogo com os trabalhadores, e o esvaziamento dos conselhos tripartite (governo-trabalhador-patrão).

As políticas implementadas neste período reduziram drasticamente o número de trabalhadores sindicalizados. Dados oficiais indicam que a taxa de sindicalização no país despencou para cerca de 9,2% (menos de 10 milhões de trabalhadores), o menor índice desde o início da série histórica do IBGE.

Existem semelhanças entre a PEC 12/2026 e a reforma trabalhista de 2017 relatada pelo bolsonarista Marinho. Em ambos casos a ênfase na flexibilização da jornada de trabalho, pode levar a existir uma escala 7×0 (sete dias trabalhados, sem nenhum descanso), prevalecendo os contratos individuais entre empregado e empregador, que definiriam regras e horários que se adequem as necessidades operacionais da empresa.

Neste caso os salários e benefícios como FGTS, férias, 13º salário e licença maternidade, serão calculados de forma proporcional à carga horária cumprida. A definição do horário e da quantidade de horas trabalhadas ocorrerão preferencialmente por acordos individuais. O que sem dúvida vai privilegiar a desigualdade na negociação, do mais forte (patrão) para impor condições ao mais fraco (trabalhador). Nesta proposta dos “inimigos do povo” a ampliação da jornada de trabalho pode chegar a 52 horas semanais.

Diante das PEC’s apresentadas pelo governo e pelos bolsonaristas do senado, tirem suas próprias conclusões, de quem são os reais inimigos do povo.

A pressão agora é sobre o principal inimigo do povo, David Alcolumbre, que deve ser intensificada, pois sua posição, apoiada por mais de 36 senadores que assinaram a PEC 12/2026, é claramente contra os interesses da classe trabalhadora.

A situação só mudará quando o povo se levantar e dizer basta. Também o poder do voto nas eleições próximas é a força da sociedade que exige a mudança. Depende de nós, os eleitores, votar em parlamentares comprometidos com o povo. Asim teremos um Congresso Nacional “amigo do povo”.

* Professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco, graduado em Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP/SP), mestrado em Ciências e Tecnologias Nucleares na Universidade Federal de Pernambuco (DEN/UFPE) e doutorado em Energética, na Universidade de Marselha/Aix – Centro de Estudos de Cadarache/Comissariado de   Energia Atômica (CEA)-França.

Sepultamento de Pedro Henrique, o Peu, será hoje às 5 da tarde, confirma Júnior Finfa

O blogueiro Júnior Finfa acaba de comunicar que o corpo do seu filho Pedro Henrique de Siqueira Sá Maranhão, o Peu, chegará a Afogados da Ingazeira às 15 horas. O velório será na residência dos avós maternos, localizada na Av. Artur Padilha, 970 (próximo ao Posto Brasilino). O sepultamento será às 17 horas de hoje, […]

O blogueiro Júnior Finfa acaba de comunicar que o corpo do seu filho Pedro Henrique de Siqueira Sá Maranhão, o Peu, chegará a Afogados da Ingazeira às 15 horas.

O velório será na residência dos avós maternos, localizada na Av. Artur Padilha, 970 (próximo ao Posto Brasilino). O sepultamento será às 17 horas de hoje, no Cemitério São Judas Tadeu.

“Reintero meus agradecimentos a todos que neste momento de dor, estiveram com nossa família”, disse Finfa em nome da família.

Zeca diz que AESA tentou, mas não conseguiu prorrogar prazos do Curso de Medicina. “Vamos lutar pelo curso na UPE”

O prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti (PSD), informou em contato com o blog que a gestão, ao contrário do que chegou a ser divulgado, a AESA tentou prorrogar o prazo para instalação de um Curso de Medicina na cidade. Segundo ele, mesmo com a análise e diagnóstico indicando que o curso é inviável pelas condições […]

O prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti (PSD), informou em contato com o blog que a gestão, ao contrário do que chegou a ser divulgado, a AESA tentou prorrogar o prazo para instalação de um Curso de Medicina na cidade.

Segundo ele, mesmo com a análise e diagnóstico indicando que o curso é inviável pelas condições encontradas na AESA e inviabilidade de instalação, tentou ganhar tempo para uma avaliação mais aprofundada e análise de possibilidades. “A mensalidade iria para R$ 8 mil. Mesmo faculdades privadas estão tendo evasão de alunos por conta disso”.

Mas diz, a resposta de Natanael José da Silva, Presidente do Conselho Estadual de Educação de Pernambuco (CEE-PE) e Secretário Executivo de Articulação Municipal da Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco, é de que o Governo Federal, através do MEC, não está prorrogando prazos e, ao contrário, está suspendendo processos ligados a cursos de Autarquias, assim como provados, para evitar geração má qualidade na formação. Ou seja, a AESA buscou, mas esbarrou na nova decisão do Governo Federal após mais de 30% dos cursos de Medicina do Brasil com desempenho insatisfatório no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed).

Outra dificuldade é de profissionais e estrutura para o curso. “O Ruy de Barros é porta de entrada de urgência e emergência. Não há como abrigar formação para esse curso.”. Outra questão é a qualidade dos profissionais. “Temos muitas faculdades com formação inferior. Não é fácil montar um curso com a qualidade que Arcoverde exige”, diz.

Sobre o Curso de Medicina na UPE, Zeca garantiu que está lutando para trazer o curso. “Além de ser um curso chancelado pela UPE, a estrutura é outra.  A formação é feita de forma adequada, com excelência para a formação de profissionais, além de ser 0800”, disse. Zeca afirma que essa têm sido uma prioridade, dada a qualidade e espertise da Universidade, Em Serra Talhada, por exemplo, o Curso de Medicina da UPE obteve nota máxima no ENAMED.

Morre um dos jovens envolvidos em grave acidente na PE-320

Morreu na madrugada desta quarta-feira (8), por volta da 1h, no Hospital Regional Emília Câmara, em Afogados da Ingazeira, o jovem José Gustavo dos Santos, de 21 anos. Segundo o Blog Júnior Campos, ele estava internado desde o grave acidente registrado na PE-320 na madrugada da última segunda (06). Gustavo não resistiu aos ferimentos provocados […]

Morreu na madrugada desta quarta-feira (8), por volta da 1h, no Hospital Regional Emília Câmara, em Afogados da Ingazeira, o jovem José Gustavo dos Santos, de 21 anos. Segundo o Blog Júnior Campos, ele estava internado desde o grave acidente registrado na PE-320 na madrugada da última segunda (06).

Gustavo não resistiu aos ferimentos provocados pela colisão frontal entre dois veículos e teve o óbito confirmado durante a madrugada. A notícia causou grande comoção em Flores, especialmente na comunidade rural de Jatobá dos Cruzes, onde ele morava.

O nosso blog apurou que, por protocolo, o corpo foi encaminhado para o IML de Caruaru. Após a previsão de chegada, a família trará informações sobre velório e sepultamento.

Conhecido pelo jeito alegre e apaixonado pelo esporte, Gustavo Santos era um jovem atleta e participava de campeonatos de futebol de campo na região. Filho único, era muito querido por familiares, amigos e companheiros de equipe.

A morte precoce do jovem aprofunda a tristeza provocada pelo acidente, que já havia mobilizado a população da região desde o dia da ocorrência.

Após nova troca de ataques, Trump diz que acordo de paz com Irã ‘acabou’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (8) que o acordo de paz firmado com o Irã “acabou” e disse que não quer mais diálogo com Teerã. “Para mim, acho que [o acordo de paz] acabou. Eu não quero mais lidar com eles [Irã]. Eles são a escória, são liderados por pessoas […]

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (8) que o acordo de paz firmado com o Irã “acabou” e disse que não quer mais diálogo com Teerã.

“Para mim, acho que [o acordo de paz] acabou. Eu não quero mais lidar com eles [Irã]. Eles são a escória, são liderados por pessoas doentes e são um povo maldoso e violento. (…) Vou falar com meus com meus negociadores, mas é uma perda de tempo lidar com eles. Até onde eu sei, acabou”, afirmou Trump quando perguntado se o acordo teria “morrido”.

A fala de Trump, em uma coletiva de imprensa em Ancara, capital da Turquia, antes de uma cúpula da Otan, ocorreu após mais uma troca de bombardeios entre EUA e Irã ocorrida entre terça e quarta. Os dois países estão oficialmente em meio ao cessar-fogo na guerra entre eles, e assinaram em junho um acordo de paz preliminar.

O governo do Irã ainda não havia se manifestado publicamente nesta quarta após a fala de Trump sobre o acordo de paz até a última atualização desta reportagem.

Apesar do acordo de paz, EUA e Irã têm trocado algumas agressões nas últimas semanas, tal qual a vista nas últimas horas, quando o Exército norte-americano bombardeou diversos alvos no sul do Irã por acusar o regime iraniano de atacar três navios comerciais no Estreito de Ormuz.

Em resposta, o Irã afirmou que os ataques dos EUA são uma “clara violação” do acordo de paz e lançou ataques retaliatórios contra bases norte-americanas no Bahrein e no Kuwait na madrugada desta quarta.