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Médicos apresentam listam problemas no Regional de Arcoverde e questionam interventora. Veja trecho de carta e fotos:

Por Nill Júnior
Primeiro, MP cobrou dos médicos. Agora, profissionais questionam condições de trabalho.
Primeiro, MP cobrou dos médicos. Agora, profissionais questionam condições de trabalho.

Médicos que atuam no Hospital Regional de Arcoverde fizer uma carta aberta para denunciar as péssimas condições de trabalho na unidade. Esclarecendo inicialmente que não tem qualquer envolvimento politico-partidário, e que o objetivo é dar ciência às entidades representativas da real situação em que vive hoje o Hospital Regional Ruy de Barros Correia, os profissionais relatam várias irregularidades. Fotos foram cedidas ao blogueiro Tácio Viu Assim, cedidas por profissional que atua na unidade e reside no Pajeú, cujo nome não foi informado.

Na carta, datada de 27 deste, os profissionais começam dizendo ser erro generalizar as condutas médicas na unidade. A pouco, tempo, o Ministério Público Estadual denunciou que profissionais estariam descumprindo escalas e causdando grande prejuízo aos atendimentos. “Somos totalmente a favor de qualquer medida moralizadora, que busque a melhoria do serviço e discipline a conduta de servidores descompromissados, mas não admitimos a generalização, que por conta da irresponsabilidade de alguns todos são tratados de forma injusta e desrespeitosa”.

Fotos mostram situação interna da unidade.

E acrescentam :”há médicos irresponsáveis, relapsos e que desonram a profissão, mas apesar de numerosos não são a maioria. Temos excelentes profissionais em nossa cidade, grandes Médicos que não estão satisfeitos com essa realidade”.Os médicos apresentaram vários itens que segundo eles necessitam de providências urgentes. Os médicos e a diretoria do Simepe voltarão a se reunir no próximo dia 06 de janeiro, em Assembleia Geral da categoria, às 17h30, no auditório da Unimed Arcoverde. Veja trecho na íntegra :

1. O último grande investimento feito neste hospital foi entre os anos de 2004 e 2006, com a construção da UTI, a instalação da Tomografia, aparelhos novos de Radiografia e USG. Toda aparelhagem da UTI, a Tomo, os novos aparelhos de Radiografia e USG foram doados pela empresa Phillips, o Estado se encarregou de preparar o espaço físico e as instalações necessárias. Nesse período o Estado não investiu sequer na manutenção do que foi dado de graça, os erros de instalação foram enumerados e os reparos solicitados várias vezes à Secretaria Estadual de Saúde (SES), mas não fomos ouvidos. Resultado: perdemos a Tomografia, dos 6 leitos da UTI apenas 2 funcionam hoje de maneira precária (falaremos mais abaixo), há 3 anos um dos aparelhos grandes de Radiografia da Emergência está quebrado. 

2. Voltando a falar da UTI, temos que registrar o descaso absurdo em relação a este serviço por parte da SES, mesmo estando ciente de todos os problemas. Se fôssemos seguir as orientações das normas técnicas do Ministério da Saúde e de organismos internacionais esta UTI dificilmente ainda estaria funcionando. Frequentemente a antibioticoterapia é interrompida por falta da medicação, nutrição adequada não existe industrializada ou artesanal, a maior parte dos equipamentos eletrônicos e ventiladores mecânicos não funciona. Hoje 27/12/2013 há apenas dois leitos funcionando, por falta de Respiradores Mecânicos quatro leitos estão desativados. 

3. A ingerência política local é extremamente prejudicial ao HRRBC, pois não se leva em consideração critérios técnicos para ocupação dos cargos. Neste caso a SES permite uma aberração, pois há funcionários terceirizados contratados para funções burocráticas (atividade meio) exercendo função de técnicos de enfermagem (atividade fim). O desvio de função é praxe e não exceção neste Hospital. 

4. Por critério ”desconhecido” o HRRBC foi colocado sob intervenção, uma Médica de Recife, a Sra. Iaracy Soares de Melo, assumiu o hospital sem nunca ter pisado aqui e absolutamente sem nenhum diálogo dirige este estabelecimento à sua maneira, assina como gestora do HRRBC e não há nenhum controle sobre sua carga horária. Ausenta-se e reaparece quando bem entende, e na sua falta deixa uma assistente (Sra. Alessandra) sem nenhum poder de decisão, que finge não saber de nada, apesar de frequentar este nosocômio há aproximadamente 1 ano e 10 meses, por ordem do próprio secretário (Dr. Figueira) como nossa apoiadora institucional. O resultado é que falta medicação, material e manutenção deixando o hospital numa situação calamitosa, aumentando muito o sofrimento da população. 

5. Outra mostra do descaso das autoridades: nos últimos 9 anos houve 3 concursos para Médicos em 2004, 2009 e 2013. Não houve NENHUM concurso para a enfermagem, resultado: déficit muito grande destes profissionais. Isso sem falar nos outros profisionais como Psicólogos, Fisioterapêutas, Nutricionistas, Fonoaudiólogos, Farmacêuticos… 

6. Há dois anos não tínhamos NENHUM Farmacêutico nem Nutricionista, e apenas duas Fisioterapêutas. Após várias solicitações foi autorizado contatar, a título de prestação de serviço, 1 Farmacêutico, 1 Nutricionista e 2 Fisioterapêutas, que permanecem nessa situação até hoje. Nesse período não foi providenciado sequer contrato por tempo determinado para esses profissionais 

7. O bloco cirúrgico atualmente só tem um carro de anestesia funcionando parcialmente, ou seja, apenas cirurgias de Emergência podem ser feitas, e claro orando a Deus para o sucesso do procedimento. As outras duas salas de cirurgias estão interditadas, não temos sala de recuperação pós-anestésica e a nossa maternidade, que é responsável por cerca de pouco mais de 200 partos/mês NÃO TEM NEONATOLOGISTA e em alguns dias da semana não tem sequer Pediatra de plantão. A principal sala de Cirurgia (sala A) tem um gotejamento permanente do condicionador de ar bem em cima de uma das tomadas, já as salas B e C tem reparos na parede com reboco aparente. Temos 3 autoclaves, mas apenas 1 funciona, os outros dois estão sucateados e com a fiação e engrenagens expostas. Tudo isso é inadimissível, principalmente em um ambiente cirúrgico. 

8. Este hospital está sobrecarregado, as cidades da região tem uma capacidade de resolução muito baixa, o que se torna um problema a mais e de difícil resolução. Há situações exdrúxulas como o comportamento de alguns motoristas de ambulância que desembarcam os pacientes nas ruas em redor do hospital para não ter que esperar a resolução do caso, inclusive gestantes. Fatos relatados pelos pacientes. Não temos como vigiar as ruas do entorno, nem como provar tal atitude, mas frequentemente pacientes provenientes de algumas cidades como Ibimirim, Venturosa, Buíque e Pedra se queixam com uma boa dose de indignação. 

9. Outro comprovante de descaso da SES é o baixíssimo repasse de verba para o HRRBC, não cobre os custos e limita muito a ação da comissão de licitação, que frequentemente não tem dotação orçamentária para trabalhar. R$ 269.000,00 por mês não sustenta um hospital desse porte, complexidade e capacidade de resolução, principalmente com uma UTI, que não recebe verba suplementar. 

10. Podemos afirmar com segurança que hoje este hospital, com o que a SES nos oferece, é “inadministrável”. Nós sabemos que há Médicos muito ruins, mas a classe toda não pode estar sendo culpada, não defendemos o coorporativismo incondicional. Nosso objetivo é denunciar e solicitar abertura de procedimento investigativo para apurar a fundo responsabilidades, inclusive de Médicos, mas o Estado também tem que responder, pois sua responsabilidade é bem maior com esse caos que hoje vivemos no HRRBC.

Outras Notícias

Deputado estadual Marcelo Aguiar é detido após disparo de arma em festa em São Paulo

O deputado estadual Marcelo Aguiar (PL-SP) foi detido na madrugada desta segunda-feira (19), após um disparo de arma durante uma festa no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo. Segundo testemunhas, o tiro ocorreu de forma acidental durante uma confusão. Ninguém ficou ferido. De acordo com informações divulgadas pelo Hora 1, da TV Globo, testemunhas […]

O deputado estadual Marcelo Aguiar (PL-SP) foi detido na madrugada desta segunda-feira (19), após um disparo de arma durante uma festa no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo. Segundo testemunhas, o tiro ocorreu de forma acidental durante uma confusão. Ninguém ficou ferido.

De acordo com informações divulgadas pelo Hora 1, da TV Globo, testemunhas relataram que o parlamentar apresentava sinais de embriaguez e estaria incomodando frequentadores da casa noturna.

Ainda segundo os relatos, houve uma confusão e Marcelo Aguiar caiu no chão. Nesse momento, a arma que estava com o deputado teria disparado acidentalmente.

A Polícia Militar foi acionada e informou que não houve feridos. O parlamentar possui porte federal de arma, segundo a reportagem. O armamento foi apreendido e encaminhado para perícia.

Marcelo Aguiar foi levado a uma delegacia em Pinheiros para o registro da ocorrência e posteriormente liberado. As circunstâncias do disparo serão apuradas.

A polícia também apreendeu um automóvel que estava com placa de veículo oficial da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Segundo a apuração divulgada, o carro não aparece na relação oficial de veículos vinculados ao deputado, e a procedência da identificação será investigada.

Marcelo Aguiar exerce atualmente mandato na Alesp. Nas eleições deste ano, recebeu 37.585 votos e não conseguiu se reeleger diretamente, ficando como suplente para a próxima legislatura. A própria Assembleia o mantém na relação atual de deputados.

Até a última atualização das reportagens consultadas, não havia manifestação pública da defesa do parlamentar sobre o episódio.

Fonte: g1
Foto: Reprodução/TV Globo

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Eleição da Mesa Diretora da Alepe em 2027 já movimenta bastidores da política pernambucana

A eleição que definirá o comando da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) a partir de 2027 já provoca articulações entre deputados e partidos. A governadora Raquel Lyra (PSD) acompanha as negociações e busca construir uma composição que dê maior estabilidade à relação do Executivo com a Casa. A escolha da nova Mesa Diretora está prevista […]

A eleição que definirá o comando da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) a partir de 2027 já provoca articulações entre deputados e partidos. A governadora Raquel Lyra (PSD) acompanha as negociações e busca construir uma composição que dê maior estabilidade à relação do Executivo com a Casa.

A escolha da nova Mesa Diretora está prevista para 1º de fevereiro de 2027, quando os deputados eleitos em outubro tomarão posse para a próxima legislatura.

As conversas envolvem principalmente partidos que integram a base da governadora. No PSD, legenda de Raquel, os deputados Antônio Moraes, Débora Almeida, Joãozinho Tenório e Aglailson Victor aparecem entre os nomes citados nas articulações para a presidência.

Outras legendas também buscam espaço. Gustavo Gouveia, do Podemos, é um dos nomes mencionados para a disputa, enquanto France Hacker aparece nas negociações envolvendo a Federação União Progressista.

Raquel tem conversado com deputados e dirigentes partidários sobre a formação da Mesa e o comando das principais comissões da Alepe. A intenção manifestada aos aliados é buscar uma composição por consenso e evitar uma disputa que provoque divisões dentro da base governista.

O interesse do Palácio do Campo das Princesas na eleição interna ocorre após uma legislatura marcada por sucessivos embates entre o Executivo e o comando da Assembleia.

Álvaro Porto, atual presidente da Alepe, foi eleito para o posto no início do primeiro mandato de Raquel e, posteriormente, rompeu politicamente com a governadora. Ao longo dos últimos anos, Executivo e Legislativo protagonizaram divergências envolvendo orçamento, operações de crédito, emendas parlamentares e outros projetos.

A nova correlação de forças na Casa é mais favorável ao governo. O PSD, partido da governadora, e o PSB terão nove deputados cada e formarão as duas maiores bancadas da próxima legislatura.

A eleição da presidência não é a única negociação em curso. Também estarão em disputa os demais cargos da Mesa Diretora e o comando de comissões consideradas estratégicas, como Constituição, Legislação e Justiça, Finanças e Administração Pública.

As articulações devem continuar nos próximos meses. Até o momento, não há candidatura oficialmente definida para a presidência da Assembleia.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Rinaldo Marques/Alepe

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Tática de Flávio de se posicionar atrás de Lula no debate é comparada nas redes à de Trump contra Hillary

A movimentação de Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate da Band, nesse domingo (18), chamou atenção nas redes sociais. Ao se posicionar atrás de Lula (PT) enquanto o adversário falava, o candidato foi comparado a Donald Trump em debates contra Hillary Clinton na eleição americana de 2016. Durante diferentes momentos do confronto, Flávio procurou permanecer […]

A movimentação de Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate da Band, nesse domingo (18), chamou atenção nas redes sociais. Ao se posicionar atrás de Lula (PT) enquanto o adversário falava, o candidato foi comparado a Donald Trump em debates contra Hillary Clinton na eleição americana de 2016.

Durante diferentes momentos do confronto, Flávio procurou permanecer no enquadramento da câmera enquanto Lula respondia às perguntas. O senador apareceu ao fundo fazendo gestos e expressões de discordância mesmo quando não estava com a palavra.

A postura repercutiu nas redes sociais e foi associada à estratégia adotada por Donald Trump em 2016. Na disputa presidencial dos Estados Unidos daquele ano, o republicano também chamou atenção ao permanecer atrás de Hillary Clinton enquanto a democrata falava durante um dos debates.

A movimentação de Flávio também gerou reclamações da equipe de Lula. Sidônio Palmeira, responsável pela comunicação da campanha petista, questionou o candidato do PL durante um dos intervalos por permanecer atrás do presidente e reagir às falas.

Mesmo após a reclamação, Flávio voltou a aparecer atrás de Lula em outros momentos do programa. As regras estabelecidas para o debate permitiam que os candidatos circulassem pelo estúdio.

No fim do confronto, a movimentação voltou a provocar tensão. A mediadora Adriana Araújo chegou a pedir que Flávio permitisse que Lula fizesse suas considerações finais sem aproximações que interferissem naquele momento.

O jornalista Mauricio Stycer também relacionou o comportamento do senador ao adotado por Trump contra Hillary, comparação que se espalhou pelas redes durante e depois do debate.

A linguagem corporal dos candidatos se tornou um dos pontos mais comentados do encontro, que marcou o primeiro confronto direto entre Lula e Flávio em toda a campanha presidencial.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução/Band

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Desempenho de Lula e Flávio nos debates pode influenciar votos na reta final do segundo turno?

O primeiro debate da campanha entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado nesse domingo (18) pela Band, ocorreu em meio a uma disputa apertada pelo Planalto. Levantamentos feitos ao longo da campanha indicam que a maioria dos eleitores não pretende alterar sua escolha por causa dos confrontos, mas uma parcela admite rever o voto […]

O primeiro debate da campanha entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado nesse domingo (18) pela Band, ocorreu em meio a uma disputa apertada pelo Planalto. Levantamentos feitos ao longo da campanha indicam que a maioria dos eleitores não pretende alterar sua escolha por causa dos confrontos, mas uma parcela admite rever o voto a partir do desempenho dos candidatos.

O peso dos debates na decisão eleitoral foi medido por levantamentos realizados antes do confronto da Band. Os dados ajudam a dimensionar até que ponto uma boa ou má participação pode produzir mudanças nesta última semana de campanha.

Pesquisa Quaest divulgada no início de setembro mostrou que o desempenho em debates era apontado como o fator mais importante para definir o voto por 14% dos entrevistados.

Naquele levantamento, as propostas dos candidatos apareciam como principal fator para 45% dos eleitores. A ideologia vinha em seguida, mencionada por 17%.

Já um levantamento do Datafolha divulgado em outubro mostrou que 78% dos brasileiros consideravam muito importante a participação dos candidatos nos debates do segundo turno. Outros 11% consideravam pouco importante, enquanto 10% não atribuíam importância aos encontros.

Quando questionados diretamente sobre uma possível mudança de voto, 18% admitiram alguma possibilidade de alterar a escolha por causa do desempenho nos debates. Desse grupo, 5% apontaram chance grande, 7% possibilidade média e 6% chance pequena.

A maioria, 82%, afirmou que não mudaria o voto em razão do desempenho dos candidatos nos confrontos televisivos.

A possibilidade de mudança é maior entre os eleitores não alinhados a Lula ou Flávio. Nesse grupo, 40% admitiram alguma chance de rever a decisão: 12% consideraram a possibilidade grande, 18% média e 11% pequena. Outros 60% descartaram alterar o voto.

A idade também aparece como fator de diferença. Entre os eleitores de 16 a 24 anos, 31% admitiram alguma possibilidade de mudança. Já entre os brasileiros com 60 anos ou mais, 91% disseram que não alterariam a escolha por causa dos debates.

Entre os eleitores que já declaram voto nos dois candidatos, a decisão aparece mais consolidada. Segundo o Datafolha, 85% dos eleitores de Lula e 83% dos que pretendem votar em Flávio descartaram mudar de candidato em razão dos confrontos.

O levantamento do Datafolha ouviu 2.520 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 6 e 7 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança, de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-02949/2026.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro também é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro eleitoral é BR-07065/2026.

O debate da Band foi o primeiro encontro direto entre Lula e Flávio durante toda a campanha. O segundo turno será realizado no próximo domingo (25).

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução/Band

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Da irritação de Sidônio com Flávio à camisa “Eu prendi o Lula” de Deltan: os bastidores do debate da Band

O primeiro debate da campanha entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado nesse domingo (18) pela Band, teve momentos de tensão também fora das câmeras. Reclamações entre integrantes das campanhas, provocações na plateia, atrasos e mobilização de apoiadores marcaram os bastidores do confronto. Um dos principais episódios ocorreu no primeiro intervalo. Sidônio Palmeira, responsável […]

O primeiro debate da campanha entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado nesse domingo (18) pela Band, teve momentos de tensão também fora das câmeras. Reclamações entre integrantes das campanhas, provocações na plateia, atrasos e mobilização de apoiadores marcaram os bastidores do confronto.

Um dos principais episódios ocorreu no primeiro intervalo. Sidônio Palmeira, responsável pela comunicação da campanha de Lula, reclamou da movimentação de Flávio Bolsonaro enquanto o presidente respondia às perguntas.

Segundo relatos de pessoas presentes no estúdio, o candidato do PL permanecia ao fundo do enquadramento de Lula, fazendo gestos e reagindo às falas do adversário. A movimentação não era proibida pelas regras do debate, mas provocou reclamação de integrantes da campanha petista.

Sidônio chegou a se dirigir a Flávio e depois discutiu com Fábio Portela, responsável pela comunicação da campanha do candidato do PL. A equipe da Band interveio para conter os ânimos antes da retomada da transmissão.

Quando o programa voltou ao ar, a mediação pediu aos candidatos que evitassem movimentos e reações capazes de atrapalhar as respostas do adversário.

Outra provocação ocorreu na plateia. O senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR), ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, acompanhou o debate na primeira fila usando uma camiseta com a frase “Eu prendi o Lula, STF soltou”. A estampa também reproduzia o PowerPoint utilizado por ele durante a Lava Jato.

Deltan estava ao lado de Sergio Moro (PL), governador eleito do Paraná e ex-juiz responsável por processos da operação envolvendo Lula. As condenações do presidente foram posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal.

Os dois candidatos também chegaram depois dos horários inicialmente previstos pela organização. Flávio deveria chegar por volta das 18h45 e Lula às 19h10. Com os atrasos, nenhum dos dois concedeu a entrevista coletiva prevista antes do programa.

Flávio chegou acompanhado por um grupo de aliados. Nikolas Ferreira (PL-MG), Sergio Moro, Deltan Dallagnol e Pablo Marçal estavam entre os nomes que chegaram juntos em uma van. Marçal participou da preparação de Flávio para o debate.

Lula chegou acompanhado da primeira-dama Janja. Entre os aliados presentes estavam Geraldo Alckmin (PSB), Fernando Haddad (PT), Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede), André Janones (Rede-MG), Tabata Amaral (PSB-SP) e João Campos (PSB).

Do lado de fora da emissora, grupos favoráveis aos dois candidatos também acompanharam a movimentação. Apoiadores de Lula e Flávio se concentraram nas proximidades da Band antes e durante o confronto.

O debate marcou o primeiro encontro direto entre os dois candidatos nesta campanha e aconteceu a uma semana do segundo turno da eleição presidencial, marcado para o próximo domingo (25).

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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