Humberto Costa diz que definição por aliança foi o melhor para a campanha de Dilma em Pernambuco
Por Nill Júnior
O líder do PT no Senado, Humberto Costa, avaliou de forma positiva o resultado do Encontro Estadual do partido em Pernambuco, que definiu na prática o apoio à candidatura do senador Armando Monteiro (PTB) ao Governo do Estado. Segundo o petista, a decisão, anunciada hoje, já era esperada e se deu com equilíbrio e debate.
“Tivemos uma maioria expressiva que se definiu pelo apoio a candidatura de Armando. Creio que isso foi o melhor não somente porque nós vamos ter um palanque único e forte para a candidatura da presidente Dilma, como também porque teremos competitividade no Estado”, avaliou o líder.
O senador assegurou que os dois partidos devem agora se reunir para tratar da questão programática da aliança. Humberto disse ainda que a tendência é que o PT fique com a indicação do nome que irá disputar o Senado na chapa junto com o PTB. “Acredito que o ex-prefeito João Paulo reúne todas as condições e é o mais indicado para a vaga”, afirmou.
A partir de análise recente do professor Heitor Scalambrini Costa, é provocador buscar entender a ascensão do bolsonarismo, mesmo depois do que a sociedade experimentou com Jair Bolsonaro. Aqui, fragmentos de sua análise na primeira pessoa: Os resultados da eleição no primeiro turno provocaram em mim cansaço, desânimo, frustração, tristeza. Fiquei bravo, muito bravo. Mas […]
A partir de análise recente do professor Heitor Scalambrini Costa, é provocador buscar entender a ascensão do bolsonarismo, mesmo depois do que a sociedade experimentou com Jair Bolsonaro. Aqui, fragmentos de sua análise na primeira pessoa:
Os resultados da eleição no primeiro turno provocaram em mim cansaço, desânimo, frustração, tristeza. Fiquei bravo, muito bravo. Mas jamais vou desistir, pois a única luta que se perde é a que não lutamos. Me considero um realista esperançoso.
Várias interpretações sobre a enxurrada de votos para a extrema direita estão sendo discutidas. O anti petismo, a anti corrupção, o anti Supremo, o anti lulismo, entre outras justificativas.
Vou tentar responder a uma pergunta que tem martelado minha cabeça: o que leva as pessoas a aderir a líderes e grupos que promovem a opressão e subserviência do outro? O servilismo a uma outra nação? Aproveito para lembrar Wilhelm Reich, psiquiatra, psicanalista, biólogo, físico, que nasceu em 1897 e morreu em 1957. Sua teoria é revolucionária, unindo a psicanálise e a biologia. Ele propôs que a mente e o corpo formam uma unidade indissolúvel. Sobre a onda fascista na Alemanha de Hitler, ele disse: “as massas não foram enganadas. Elas desejaram o fascismo”. Esta frase me faz refletir e me perguntar: será que os eleitores da extrema direita votaram nesses candidatos, no PL, no bolsonarismo, por não saberem quem são seus líderes e o que isso significa? Ou votaram nesses candidatos exatamente pelo que eles são e defendem?
Os eleitores e eleitoras da extrema direita sabem perfeitamente o que fazem, inclusive sabem das consequências. Não adianta tentar justificar que a massa de eleitores da extrema direita está cometendo erro, unicamente por uma comunicação e propaganda falha.
Um desafio: você já viu ou ouviu algum eleitor ou eleitora de direita, pois é assim que se nomeiam, dizerem que votam por justiça social, pela universidade pública, pelos direitos humanos, pelo SUS, pelo aumento do salário mínimo, pela aposentadoria, pela proteção ao meio ambiente e dos povos indígenas, pelo direito à diversidade de gênero, dos credos e opiniões, pela defesa das minorias, contra a escala de trabalho escravisante 6×1?
Mesmo quando falam de liberdade ou democracia eles defendem como privilégio para eles e suas ideias. Não para todos, como nós defendemos. Querem liberdade para serem autoritários, racistas, fascistas, machistas. Esses eleitores não estão interessados em políticas públicas de proteção social ou qualquer outra ação para a coletividade, mesmo que se beneficiem dela.
Querem ficar ricos. Olhem a volta de vocês. Reparem os influenciadores campeões de seguidores e a reação diante da proibição das BETS, o discurso dos pastores neopetencostais que fazem sucesso, os ídolos do futebol. O lema central dessa gente é ostentação. Ostentam sucesso, bens e prosperidade financeira. Depender do Estado, de políticas públicas, de cotas, acessibilidade, é sinônimo de fracasso para eles. O UBER não quer aposentadoria, direitos trabalhistas, proteção social, porque acredita que será abençoado por Jesus e ficará rico. Não precisará de nada disso.
Isso significa que a propaganda progressista não sofre de ineficiência. Ao contrário, ela mostra com muita eficácia seu projeto de país e que ele não vem de hoje. Só que essa massa que caiu nas garras da extrema direita não quer esse projeto, mesmo que seja em benefício deles. Eles preferem acessá-lo burlando o sistema, do que pela via do direito garantido. Querem ser ricos individualmente. Não há projeto coletivo de país em jogo.
O gângster ex-banqueiro Vorcaro, por exemplo, não é um problema nessa visão de mundo bolsonarista. Ele é o ídolo que talvez tenha cometido o erro de ter sido pego e preso. Mais do que combater pessoas como Vorcaro, eles querem ser como Vorcaro. Isso vale também quando defendem tipos como Trump, Elon Musk, ou Milei.
Outra coisa: obviamente, houve influência externa. O poder dos algoritmos, a guerra híbrida, as mídias hereditárias, patronais e das bigh techs influenciaram as eleições e ampliaram o alcance de candidatos e propostas.
Não podemos negar é que esse tipo de discurso convenceu uma grande massa de pessoas. Cooptou o desejo delas. Temos duas opções: democracia ou barbárie.
Sobre o livro, a autora resgata os conceitos clássicos da psicanálise, em especial a obra Psicologia das Massas e Análise do Eu (1921), de Sigmund Freud, para entender como os indivíduos se fundem em um grupo e transferem a sua capacidade de julgamento moral para um líder carismático.
Em vez de tratar o eleitor ou apoiador de Jair Bolsonaro apenas como “ignorante” ou “enganado”, a autora defende a necessidade de escutar essas pessoas. Ela analisa o bolsonarismo não só como um fenômeno político tradicional, mas como um sintoma social do mal-estar contemporâneo.
A obra aponta que a adesão ao movimento também reflete uma sociedade altamente individualizada, onde muitos trabalhadores deixam de se enxergar por sua classe social e passam a se identificar com valores neoliberais e conservadores. Vale a leitura para entender o porquê do fosso em que nos enfiamos.
Primeira vez
Reportagem de Rafael Souza para o G1 mostra que Raquel Lyra (PSD) se tornou a primeira governante do estado a não declarar apoio para nenhum candidato a presidente, desde o retorno do voto direto, em 1989. A estratégia de neutralidade é apontada por especialistas como crucial na vitória de Raquel. Em 2022, ela também não apoiou ninguém no 2º turno, mas era candidata.
Veras cita duplicação BR-232 como ameaçada com Flávio
O Deputado Federal e presidente do PT, Carlos Veras, disse sobre a neutralidade de Raquel. “É um direito dela, mas eu tenho certeza que ela sabe e tem consciência de que, com Flávio Bolsonaro, a BR-232 não termina a sua duplicação até a Serra Talhada, como nós queremos. O Arco Metropolitano não sai. As barragens que tem ainda para fazer, a quantidade de estradas que precisamos duplicar, moradias populares. A quantidade de recursos que ela recebe através do governo do presidente Lula, ela não receberá de outro governo”, afirmou.
O cálculo de Raquel
No primeiro turno, Raquel teve ampla votação dos bolsonaristas por eliminação, já que não queriam a volta do PSB ao poder. E ainda teve uma parcela interessante de lulistas, o que justificou o “Luquel”. Agora, não apenas “se vinga” da vinda de Lula ao palanque de Campos, mas para seu staff, evita o risco de declarar apoio a um e ver o outro ganhar. A fala de Flávio de que ela terá apoio do governo e a relação já construída com Lula a levam para a manutenção da posição de não se posicionar. Isso não calcula a alegação de quem a cobra, afirmando que democracia e conquistas sociais estariam ameaçadas. Optou pelo pragmatismo.
Cadê Túlio?
Como esperado, Túlio Gadêlha teve zero peso na decisão da governadora pela neutralidade. Sequer deve ter sido ouvido. Estrategicamente, foi importante na justificativa do palanque amplo da governadora, o que acabou dando certo. E só. Nesse assunto, da sua promessa de ponte entre Raquel e Lula, ficou ainda menor que a votação que teve.
Em vão
O ministro e senador eleito Rui Costa (PT) foi escalado para o contato com a governadora reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), buscando o apoio dela à candidatura de Lula no segundo turno das eleições de 2026. Vai perder o dinheiro da passagem.
Conta errada
Tonico Araújo, da Exatta, quis dizer na CBN Recife que a abstenção não prejudicou Lula, porque foi maior no Sul e Sudeste que no Nordeste. Mas foi rebatido por Maurício Rands e Raul Henry, que também com base em dados, mostraram que em qualquer região do país, o eleitor que mais se abstém é da faixa entre um e dois salários, por fatores como a dificuldade de chegar aos locais de votação. Tonico não gostou e ainda teimou. “Não procede!” – nem com as evidências desmentindo sua tese.
Que fase…
Depois de Mendonça Filho, que perdeu seis eleições majoritárias, outro que vem numa maré sinistra é Miguel Coelho. Ficou fora do segundo turno em 2022. Ganhou a prefeitura de Petrolina, porque o clã é poderoso. Tentou ser candidato a Senador de João. Perdeu. Tentou ser o de Raquel. Perdeu. O prêmio de consolação era o mandato Federal, com bases loteadas por Dudu da Fonte. Perdeu de novo.
Prêmio de consolação
O Brasil elegeu o Congresso mais retrógrado da história, mas Pernambuco ao menos ajudou a expurgar algumas figuras que, ou só votaram contra os interesses da população, ou queriam fazê-lo, como Coronel Meira, Pastor Eurico, Charlles de Tiringa, Michelli Collins e o próprio Eduardo da Fonte.
Frase da semana:
“O presidente tem palanque em Pernambuco”.
Da governadora Raquel Lyra, em entrevista indicando que não tem obrigação de declarar apoio a Lula se ele declarou apoio a João Campos no primeiro turno.
Em sua primeira agenda de campanha fora do Distrito Federal no segundo turno das eleições presidenciais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de uma caminhada em Natal, no Rio Grande do Norte, neste sábado (10). Ao discursar para apoiadores no bairro do Alecrim, na zona leste da capital potiguar, o presidente afirmou […]
Em sua primeira agenda de campanha fora do Distrito Federal no segundo turno das eleições presidenciais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de uma caminhada em Natal, no Rio Grande do Norte, neste sábado (10).
Ao discursar para apoiadores no bairro do Alecrim, na zona leste da capital potiguar, o presidente afirmou que o resultado eleitoral do dia 25 de outubro definirá se o país manterá a expansão de direitos sociais ou se enfrentará o corte de investimentos públicos.
O presidente alertou para a promessa de corte orçamentário anunciada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário na disputa nacional, e questionou quais áreas serão atingidas pela redução de despesas caso a oposição vença a eleição. “Quando o meu adversário diz que vai cortar R$ 250 bilhões, que vai ter um tesouraço, é preciso que a sociedade comece a se perguntar de onde é que vai ser esse corte”, pontuou Lula.
“Eu não conheço ninguém da elite brasileira que governou esse país que teve coragem de cortar dos ricos, que teve coragem de cortar dos banqueiros, que teve coragem de cortar dos empresários, do sistema financeiro ou dos fazendeiros. Eles sempre cortam do povo”.
“Esse é um momento muito importante para o Brasil, porque a gente pode definir os rumos do futuro do Brasil que a gente deseja”, declarou o presidente. “Eu estou dizendo à sociedade brasileira que nós estamos vivendo um momento de aferição. Se o mundo quer viver uma mentira ou o mundo quer viver uma verdade. Que tipo de educação que a gente deseja para o país, que tipo de cultura, que tipo de saúde a gente deseja, que tipo de emprego que a gente deseja para os nossos jovens”.
Lula viajou ao estado para apoiar a candidatura de Cadu de Lula (PT), que disputa o segundo turno do governo estadual contra o ex-prefeito Allyson Bezerra (União Brasil). O Rio Grande do Norte é o único estado da região Nordeste cuja eleição para governador não foi decidida no primeiro turno. No pleito de domingo (4), Allyson recebeu 733.809 votos (36,94% dos válidos), enquanto Cadu obteve 718.300 votos (36,16%), uma diferença de 15,5 mil votos.
O petista relembrou a situação das políticas públicas ao assumir a presidência em 2023, apontando que programas sociais haviam sofrido desidratação orçamentária no governo anterior. Lula citou a retomada do programa Farmácia Popular, a política de reajuste do salário mínimo acima da inflação para trabalhadores e aposentados e a criação do programa Pé-de-Meia, voltado à permanência de estudantes no ensino médio.
“A única coisa que eu quero é que o Nordeste tenha a mesma oportunidade que os outros estados”, afirmou Lula, destacando obras estruturantes, como a transposição do rio São Francisco e a ferrovia Transnordestina, além da ampliação de universidades e institutos federais na região.
Palanque reúne governadores da região
A mobilização em Natal reuniu a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), e quatro governadores nordestinos que apoiam a reeleição de Lula. Subiram ao palanque e acompanharam o presidente no trajeto em carro aberto os governadores Jerônimo Rodrigues (PT), da Bahia; Elmano de Freitas (PT), do Ceará; Rafael Fonteles (PT), do Piauí; e Lucas Ribeiro (PP), recém-eleito governador da Paraíba no primeiro turno com 64% dos votos válidos. Também participou da caminhada o ministro da Casa Civil, Rui Costa.
A presença de Lucas Ribeiro marcou a adesão do chefe do Executivo paraibano à agenda conjunta de campanha na região. Durante a passeata, o governador agradeceu a Lula pela transposição do São Francisco e ressaltou a sensibilidade do presidente com as demandas hídricas do sertão.
Ao defender a candidatura de Cadu de Lula, o presidente comparou o ex-secretário de Tributação do RN à trajetória de Rafael Fonteles no Piauí, que também chefiou a pasta da Fazenda estadual antes de se eleger governador. “O companheiro Cadu é uma promessa extraordinária, e eu posso dizer para vocês que toda vez que eu falo no Cadu, eu lembro do Rafael. O Cadu pode repetir aqui no Rio Grande do Norte a história do Rafael no Piauí”, comparou.
Após a concentração no cruzamento da rua Baraúna com a avenida Coronel Estevam, Lula discursou aos jornalistas e seguiu em carreata pelas ruas da capital potiguar, reforçando o apelo para que a militância converse com eleitores indecisos e mobilize a população idosa para comparecer às urnas no segundo turno.
O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, cumpriu agenda de campanha no estado do Rio de Janeiro. Pela manhã, ele participou de uma motocarreata por várias ruas de São Gonçalo, o segundo município mais populoso do estado. Ao lado do governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, e do pai dele, o prefeito de São […]
O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, cumpriu agenda de campanha no estado do Rio de Janeiro. Pela manhã, ele participou de uma motocarreata por várias ruas de São Gonçalo, o segundo município mais populoso do estado.
Ao lado do governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, e do pai dele, o prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson, ambos do PL, o candidato discursou para apoiadores. Durante o evento, afirmou que pretende criar um aplicativo para facilitar o acesso da população a serviços públicos.
“E eu vou investir em vocês, todo mundo aqui vai ter na palma da mão o aplicativo do governo, pra saber onde que é que fica o hospital, unidade de saúde, que tem vaga para fazer o exame mais rápido, você vai saber onde tem emprego compatível com suas habilidades, perto da sua casa, é ali que a gente vai investir em você e você se qualificar, em você se capacitar, em você aplicar sua própria empresa.”
Na ocasião, o candidato afirmou que pretende promover mudanças no currículo escolar para aumentar o interesse dos jovens pelos estudos.
No terceiro compromisso de campanha do dia, Flávio Bolsonaro participou da comemoração dos 100 anos da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Madureira, no ginásio do Maracanãzinho.
O candidato discursou para os fiéis e cantou hinos de louvor.
Em todas as agendas do dia, Flávio Bolsonaro esteve acompanhado do governador eleito Douglas Ruas.
Por Juan Gabriel, Jadson Lima, g1 AM O governo do Amazonas solicitou apoio do governo federal para combater queimadas florestais, mas dispensou uma equipe de brigadistas antes que ela se deslocasse para atuar no estado, informou o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). A manifestação ocorreu após o comandante do Corpo de […]
O governo do Amazonas solicitou apoio do governo federal para combater queimadas florestais, mas dispensou uma equipe de brigadistas antes que ela se deslocasse para atuar no estado, informou o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). A manifestação ocorreu após o comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), coronel Orleilso Muniz, afirmar que o pedido de ajuda federal havia sido negado.
A divergência veio à tona na sexta-feira (9), durante entrevista de Muniz ao Jornal do Amazonas 1ª Edição, da Rede Amazônica. O comandante disse que os bombeiros receberam uma resposta negativa ao pedido de apoio para combater incêndios florestais, inclusive em áreas sob responsabilidade federal.
Horas depois, o Ministério do Meio Ambiente contestou a declaração e afirmou que o governo federal já atua no combate às queimadas no Amazonas. Neste sábado (10), as primeiras aeronaves enviadas pela União chegaram a Manaus. Uma comitiva federal também deve chegar à capital durante a noite para acompanhar as ações.
Ajuda foi dispensada após chuvas, diz ministério
O Ministério do Meio Ambiente informou que recebeu, em 23 de setembro, uma solicitação de apoio do governo do Amazonas por meio do Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal (Ciman Federal), coordenado pelo Ibama, para o reforço das ações de combate aos incêndios florestais nos municípios de Novo Aripuanã, Careiro da Várzea, Autazes, Manaquiri, Urucurituba, Apuí, Manicoré, Manacapuru e Caapiranga.
A partir do pedido, foram mobilizados combatentes do Projeto de Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (Respad) e uma aeronave do Projeto de Gerenciamento de Aeronaves para Situações de Urgência e Socorro (Pegasus).
No entanto, segundo o ministério, em 30 de setembro, o governo estadual informou que não precisava mais do apoio dos brigadistas com a justificativa de que chuvas contribuíram para o controle dos focos de incêndio. A equipe federal foi dispensada antes de se deslocar para atuar em campo.
O MMA afirmou ainda que orientou o governo estadual a solicitar recursos pelo Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (SINPDEC) para ampliar a capacidade de resposta aos incêndios. Até este sábado, segundo a pasta, o pedido não havia sido formalizado.
O g1 questionou o governo do Amazonas se a dispensa da equipe federal em 30 de setembro foi uma decisão formal do estado e qual o posicionamento sobre a divergência, mas até a publicação desta reportagem não obteve resposta.
Bombeiros dizem que pedido de aeronaves foi negado
A declaração do comandante dos bombeiros que deu início à divergência ocorreu na sexta-feira (9). Durante entrevista à Rede Amazônica, Orleilso Muniz afirmou que a corporação havia recebido uma resposta negativa ao pedido de apoio federal.
“Nós já tivemos um retorno negativo, de que não seria possível apoiar. Reforço e apelo mais uma vez: o estado do Amazonas precisa somar esforços com o Governo Federal para fazer um enfrentamento qualificado”, afirmou.
Ao g1, os bombeiros enviaram dois ofícios relacionados à solicitação de recursos para combater os incêndios florestais. Um deles foi encaminhado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública em 18 de setembro. O outro contém a resposta da pasta, assinada em 1º de outubro.
No documento, o Ministério da Justiça informou que não poderia atender à solicitação naquele momento. Segundo a resposta, a Secretaria Nacional de Segurança Pública não dispunha de equipamentos daquele tipo para doação e indicou alternativas para a obtenção de recursos federais.
O pedido, assinado por Muniz, previa quatro aeronaves para combater o fogo, uma aeronave para transportar equipes e equipamentos e recursos para a compra ou o aluguel de veículos.
Governo federal cita ações no Amazonas
Além da mobilização de equipes e aeronaves, o Ministério do Meio Ambiente afirmou que o governo federal apoia o Amazonas por meio do projeto ProAmazon, financiado pelo Fundo Amazônia com R$ 45 milhões.
De acordo com a pasta, os pagamentos foram realizados em janeiro de 2025 e março de 2026. Os recursos são destinados ao fortalecimento da estrutura do Corpo de Bombeiros e a ações de prevenção e combate a incêndios florestais e queimadas não autorizadas.
O ministério também informou que, desde o início da temporada de incêndios, o Ibama extinguiu 229 incêndios no Amazonas e continua atuando no combate a outros 20 focos ativos. A pasta não informou onde as operações estão concentradas.
Fumaça volta a encobrir Manaus
Neste sábado, a fumaça voltou a encobrir Manaus pelo terceiro dia consecutivo. Por volta das 6h, a concentração de partículas finas chegou a 209,1 microgramas por metro cúbico (µg/m³) no sensor instalado na Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), na Zona Centro-Sul da capital.
O índice é mais de oito vezes superior ao limite de 25 µg/m³ utilizado pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), como referência para uma boa qualidade do ar.
Na região central de Manaus, a concentração chegou a 164,1 µg/m³. No Morro da Liberdade, o sensor registrou 157,2 µg/m³. Nos três pontos, a qualidade do ar foi classificada como péssima.
Do G1 O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) confirmou, neste sábado (10), a vitória de Douglas Ruas (PL) na eleição para o governo do estado, após a retotalização dos votos do primeiro turno. Com a anulação dos 274.411 votos de Anthony Garotinho (Republicanos), determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ruas alcançou 50,88% […]
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) confirmou, neste sábado (10), a vitória de Douglas Ruas (PL) na eleição para o governo do estado, após a retotalização dos votos do primeiro turno. Com a anulação dos 274.411 votos de Anthony Garotinho (Republicanos), determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ruas alcançou 50,88% dos votos válidos e teve a eleição no primeiro turno reconhecida pela Justiça Eleitoral.
O procedimento foi conduzido pelo presidente da Corte, desembargador Claudio de Mello Tavares, com a presença dos sete integrantes do tribunal, além de representantes do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de partidos políticos.
“O candidato mais votado para o cargo de governador do Estado do Rio de Janeiro foi o candidato Douglas Ruas, alcançando mais da metade dos votos válidos, o suficiente para vencer no primeiro turno das eleições”, afirmou o presidente do TRE-RJ Claudio de Mello Tavares.
A retotalização foi determinada após o TSE manter o indeferimento do registro de candidatura de Garotinho e decidir, por cinco votos a dois, pela anulação dos 274.411 votos recebidos por ele na eleição de domingo (4).
Sem esses votos no cálculo dos votos válidos, Ruas passa de 49,27% para cerca de 50,88% e supera a maioria absoluta exigida para vencer no primeiro turno.
A cerimônia foi realizada na sede do TRE-RJ, no Palácio da Democracia. O resultado recalculado foi anunciado após o procedimento, mas a proclamação formal do governador eleito depende das etapas previstas pela Justiça Eleitoral.
Na quinta-feira (8), Paes tentou suspender os efeitos da decisão do TSE no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Cristiano Zanin negou o pedido cautelar por entender que ainda não havia recurso extraordinário apresentado nem análise de admissibilidade pelo TSE.
Depois da decisão, Paes afirmou nas redes sociais que respeitaria o resultado e desistiu de recorrer.
Na apuração inicial, Douglas Ruas recebeu 4.271.199 votos, equivalentes a 49,27% dos votos válidos. Eduardo Paes ficou em segundo lugar, com 3.706.984 votos, ou 42,76%. Anthony Garotinho recebeu 274.411 votos, correspondentes a 3,17%.
Pela regra eleitoral, para vencer no primeiro turno, o candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos. Antes da decisão sobre Garotinho, nenhum dos candidatos havia atingido esse percentual, e a previsão era de um segundo turno entre Ruas e Paes, em 25 de outubro.
Com a exclusão dos votos de Garotinho, o percentual de Ruas sobe para aproximadamente 50,88%. Ele fica cerca de 73,9 mil votos acima do número necessário para alcançar a maioria absoluta. A diferença entre os votos recebidos por Ruas e Paes permanece em 564.215.
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