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Rebelião da base provoca convocação em série de ministros na Câmara

Publicado em Sem categoria por em 12 de março de 2014

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Da Folha

A rebelião na base aliada da Câmara dos Deputados provocou nesta quarta-feira (12) a convocação em série de quatro ministros para prestarem esclarecimentos na Casa. Além disso, o ministro Arthur Chioro (Saúde) e a presidente da Petrobras, Graça Foster, também foram convidados a prestar esclarecimentos.

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle aprovou a convocação dos ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência), Jorge Hage (Controladoria-Geral da União) e Manoel Dias (Trabalho) para tratar de denúncias de irregularidades envolvendo repasses do governo para organizações não governamentais e, também, do ministro Aguinaldo Ribeiro (Cidades), que deve falar sobre o andamento das obras de mobilidade urbana.

Nas convocações, os ministros são obrigados a comparecer ao Congresso. Entre a estratégia dos partidos aliados que formaram o “blocão” de insatisfeitos com o Planalto está a convocação de ministros para constranger o governo.

Os deputados também formalizaram um convite para a presidente da Petrobras, Graça Foster, falar sobre denúncias de irregularidades envolvendo a estatal. Como Graça coordena uma estatal, o Congresso não tem força para aprovar a convocação, que torna a presença obrigatória.

Antes dos embates, os deputados da comissão acabaram cedendo aos apelos do PT e transformaram em convite a convocação do ministro Arthur Chioro (Saúde) sobre o programa Mais Médicos, vitrine eleitoral de Dilma Rousseff.

A votação na comissão, contou, inclusive, com uma retaliação do “blocão”, puxada pelo PMDB, a partidos que abandonaram o grupo depois de retomarem conversas com o Planalto sobre a reforma ministerial. A votação foi tumultuada pelos governistas e chegou a ser realizada duas vezes. O PT não concordou e disse que houve manobra regimental e irá recorrer ao plenário para anular o chamado dos ministros.

Os deputados da comissão aprovaram ainda a convocação do ministro Aguinaldo Ribeiro (Cidades), deputado do PP que deve ficar no cargo até o fim da semana. O PP e o PT tentaram retirar de pauta o pedido, mas o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), que vinha negociando acordo com petistas não aceitou. O peemedebista alegou que houve irregularidade no requerimento e votaria a convocação.

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