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PT Nacional quer Armando, mas rejeita intervenção na decisão em Pernambuco

Publicado em Sem categoria por em 24 de janeiro de 2014

do Diário de Pernambuco

Depois de amargar uma derrota na eleição de 2012 para o PSB, quando o PT nacional impôs a candidatura do senador Humberto Costa (PT) em detrimento do ex-prefeito João da Costa (PT) para a Prefeitura do Recife, o presidente nacional da legenda, Rui Falcão, garantiu ontem no Recife que o partido não agirá com mão de ferro para escolha do candidato ao governo de Pernambuco.

O petista afirmou que apesar de sua preferência, do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff pela formação de uma aliança entre PT e PTB para apoiar a candidatura do senador Armando Monteiro Neto (PTB) ao governo do estado já no primeiro turno, o comando nacional não vai impor nada ao PT estadual.

De acordo com Rui Falcão, caberá à direção estadual decidir. “Minha mão é bem fraquinha para querer ser mão de ferro. É verdade que em alguns momentos Lula expressou a opinião dele (apoiar Armando), que é também a minha opinião. Agora isso não significa que há uma determinação, uma mão de ferro para impor essa opinião”, argumentou.

Apesar de destacar que a definição de candidatura própria ou aliança com o PTB caberia ao PT local definir, o presidente nacional do PT abriu espaço na agenda para tomar café na casa de Armando Monteiro, em Boa Viagem, acompanhado da presidente estadual da legenda, deputada Teresa Leitão (PT). O pestista procurou “abafar” qualquer especulação de que o apoio do PT a Armando era fato consumado.

Ao analisar a derrota do PT no Recife para o prefeito Geraldo Julio (PSB), Falcão admitiu que a direção falhou naquela eleição, mas disse que o “ato falho” não se repetiria. “Os erros do passado que cometemos, inclusive em Pernambuco, são uma responsabilidade coletiva, mas eu assumi isso como responsabilidade da presidência. Nós não queremos voltar a cometê-los”, prometeu.

Rui Falcão garantiu que a partir de março, o ex-presidente Lula estará livre para marcar presença nos estados e que o petista virá a Pernambuco, no mínimo uma vez. Segundo Falcão, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), terá dificuldade para emplacar o discurso do novo e fazer críticas ao governo federal, uma vez que o PSB esteve no governo até bem pouco tempo.

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