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Opinião : visita de Dilma a Serra foi ato político, não institucional

Publicado em Sem categoria por em 15 de abril de 2014
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Fotocharge: “O Ato Institucional”

Por Marcos Oliveira*

A inauguração do trecho da Adutora do Pajeú  entre Serra Talhada e Afogados com a presença  da  Presidente Dilma Rousseff, deveria acontecer  em Afogados da Ingazeira como  antes anunciado pela própria Presidência,  mas por questões políticas  aconteceu novamente em Serra Talhada.

A presidente não quis prestigiar o prefeito que é do PSB, forte aliado de Eduardo Campos  e presidente da AMUPE , José Patriota, em plena campanha para o presidenciável socialista. Dilma preferiu  mais uma vez prestigiar a gestão petista de Luciano Duque.

A visita, mesmo que considerada pelo o Governo Federal como agenda administrativa, não passou de um grande ato político, como já esperava a oposição.

Dilma não só veio a Serra Talhada para  inaugurar o Sistema Adutor  e assinar ordem de serviço, muito menos  apenas para lançar Edital de Licitação de outra obra.

Dilma veio mesmo fazer política às custas do dinheiro público, apesar de tentar  manter um tom institucional em seu discurso. Ela deu uma demonstração que vai usar todas as suas forças para vencer as eleições em Pernambuco, terra do seu ex-aliado  Eduardo. E não foi uma coincidência: Eduardo esteve em Brasília lançando a sua candidatura no mesmo dia em que Dilma veio ao Estado fazer política dando o tom que terão as eleições  desse ano.

A  grande surpresa ficou por conta da postura do prefeito Luciano Duque e do agora governador João Lira.

Apesar de Serra Talhada ter recebido uma UPAE, asfalto da PE 418 e  recursos do Fundo de Apoio e Desenvolvimento dos Municípios (FEM), Luciano fez duras criticas a Eduardo Campos. Foi um discurso político. Duque quis deixar claro para Dilma que será seu ferrenho cabo eleitoral. Duque fez ainda uma grande mobilização, disponibilizando  carros e ônibus para a população da zona rural ver a presidente e aumentar o côro de “Dilma Presidente”.

Já  o Governador João Lyra  foi tímido em suas palavras. Não valorizou as obras do seu próprio governo e nem tampouco defendeu  Eduardo. Será que Lyra ainda está magoado por ter sido preterido como candidato ao governo, ou não quis ir de encontro com Dilma por ainda precisar da liberação de recursos federais para tocar projetos?

Serra Talhada teve o primeiro grande ato político de 2014 às custas do povo. Processo eleitoral que só deveria começar em julho…

*Marcos Oliveira apresenta seu comentário no programa “A Voz da Notícia” e o reproduz em nosso blog.

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