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Filha de Pedro Corrêa diz que uso de algemas constitui “espetáculo midiático”

Publicado em Sem categoria por em 30 de dezembro de 2013

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A deputada federal pelo Partido Progressista (PP) pelo estado de São Paulo, Aline Corrêa, filha do ex-deputado e ex-presidente do PP, Pedro Corrêa, que teve seu mandado cassado pelo plenário da Câmara dos Deputados em março de 2006 e condenado a sete anos e dois meses de prisão no processo do mensalão, enviou uma nota de repúdio contra a colocação de algemas em seu pai e a divulgação dessas imagens, alegando um suposto “ato abusivo e arbitrário” durante sua transferência de Brasília para a capital pernambucana.

Segundo a deputada, as algemas constituíram “um instrumento de humilhação” e que a finalidade de seu uso seria a de criar uma “imagem-espetáculo”. Ela afirma ainda que seu pai foi vítima de uma “situação absurda” que constituiu “o capítulo final de um espetáculo midiático”. Ela finaliza a nota citando que seu pai teria sofrido “a mais indevida de todas as punições, da qual jamais se livrará”, além de mencionar o respeito à democracia. “Sem uma postura responsável, de respeito à legislação, jamais haverá, em nosso País, o Estado democrático de Direito”, escreveu Aline.

Pedro Corrêa iniciou sua carreira política em 1978, como deputado federal pela extinta ARENA, partido-base de sustentação do Governo Militar durante a ditadura. Após a extinção da sigla, ele filiou-se ao Partido Democrático Social em 1980. Em 1987 migrou para o Partido da Frente Liberal e em 1995 foi para o PPB, atual Partido Progressista (PP), do qual foi presidente.

Fez parte das legislaturas 1979-1983, 1983-1987, 1991-1995, 1995-1999, 1999-2002 (como suplente) e em 2003-2006, quando foi cassado pelo escândalo do mensalão e, além de condenado à prisão, teve seus direitos políticos suspensos até 2014.

 Nilton Villanova, do Portal FolhaPE

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