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Famílias atingidas por Barragem de Cachoeirinha ocupam canteiro de obras‏

Publicado em Sem categoria por em 14 de fevereiro de 2014
Um ato público já havia sido realizado no local. Fetape diz que jeito agora foi paralisar a obra.

Um ato público já havia sido realizado no local. Fetape diz que jeito agora foi paralisar a obra.

Com o objetivo de cobrar do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) o cumprimento dos encaminhamentos feitos durante uma Audiência Pública, realizada no ano passado,  famílias agricultoras de Ingazeira, no Sertão do Pajeú, ocupam, neste momento, o canteiro de obras da Barragem de Cachoeirinha, também conhecida como Barragem da Ingazeira.

As quase 400 famílias, que moram nas áreas que estão sendo desapropriadas, em virtude da construção da obra, denunciam que a indenização oferecida não considera a benfeitoria e o valor da terra. Além do mais, muitas pessoas são posseiras da terra, ou seja, não possuem documentação, mas vivem no local há muito tempo. Essa condição pode implicar na perda de direitos, por parte dos moradores e moradoras da comunidade.

Histórico – Diante do impasse, os Sindicatos dos Trabalhadores Rurais dos municípios de Tabira, São José do Egito, Tuparetama e Ingazeira, juntamente com a Fetape, convocaram uma audiência com o Dnocs, no dia 12 de novembro de 2013. Na ocasião, o Departamento se comprometeu a rever as avaliações e as indenizações das famílias, a partir do dia 18 de novembro daquele mesmo ano; apresentar uma solução para situação dos posseiros, em um prazo de até 60 dias, a contar da data da realização da audiência; e envolver o Instituto de Terras e Reforma Agrária de Pernambuco (Iterpe), na busca por uma solução para a  questão da titulação das terras dos posseiros.

Segundo moradores do local, “até hoje, nenhum dos acordos, foi encaminhado”. O movimento em defesa das famílias de Cachoeirinha também afirma que, antes da audiência, realizaram sucessivas reuniões com o Dnocs , que também tiveram os seus encaminhamentos  descumpridos pelo órgão.

Com o protesto, as famílias pretendem, ao menos, que o Dnocs informe o valor a ser pago pelas indenizações e o prazo para o início do pagamento.  Também participam da manifestação, representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Paróquia do Município de Tuparetama.

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